Jan 12

Estudo acompanhou 3.709 pessoas com doenças crônicas durante oito anos.

DA REDAÇÃO

Cerca de metade dos pacientes que optam pela homeopatia para tratar doenças crônicas relata melhoras significativas na saúde, diz um estudo que acompanhou, por oito anos, 3.709 adultos e crianças com problemas como distúrbios do sono, alergias ou dor de cabeça.
Do total, 48,2% disseram que a severidade dos sintomas diminuiu em ao menos 50% no período da pesquisa, e 4,7% afirmaram que os sintomas pioraram. Entre os adultos, 38,4% se disseram muito satisfeitos com o sistema terapêutico. O índice de pacientes pouco satisfeitos foi de 12,9%.
Realizado por pesquisadores da Alemanha, o estudo foi publicado na revista “BMC Public Health”. Os autores afirmam, no entanto, que o trabalho avaliou como os pacientes homeopáticos se sentem, mas não estabelece uma relação de causalidade, não sendo possível dizer se a responsável por esse estado é a homeopatia.
Não é excluída a possibilidade de ter ocorrido o efeito placebo (quando o paciente relata melhora apenas por sentir que está sendo tratado). Durante o tempo da pesquisa, parte dos pacientes passou por outros tratamentos tradicionais ou alternativos.
Detectou-se, ainda, que, no fim dos oito anos, um terço das pessoas continuava indo ao homeopata, outro terço havia parado por ter melhorado e uma proporção similar havia interrompido o tratamento por sentir que não estava funcionando.

Com agências internacionais
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO – SP

Oct 09

Com patrocínio da Dove, acontece esta noite, em São Paulo, a cerimônia
de entrega do Prêmio Cláudia, que homenageará mulheres que se destacam
em em cinco áreas: ciências, cultura, negócios, políticas públicas e
trabalho social.

Este ano, mais de 250 nomes foram indicados por uma comissão que
reúne acadêmicos, representantes de entidades nacionais e
internacionais, diretores de ONGs, empresários, políticos, jornalistas
e artistas, entre outros. A redação da revista Cláudia, da Editora
Abril, chegou a 15 finalistas, as que mais de destacaram em três
critérios: o impacto dos projetos, o poder de multiplicação e a
originalidade.

A premiação acontece a partir das 19h, na Sala São Paulo. As cinco
vencedoras – uma por categoria – foram eleitas por três júris: o de
notáveis, o da redação e o de leitoras da publicação, que votaram via
internet e celular.

Negócios

. Maria do Carmo Arenales – A veterinária paulista começou a
trabalhar com homeopatia para animais no início dos anos 80 e montou o
primeiro laboratório brasileiro de medicamentos homeopáticos para
animais, o Fauna & Flora Arenales.

Sep 15

Um dos mais importantes encontros científicos da homeopatia na América Latina, o Congresso Brasileiro de Homeopatia, acontece de 17 a 21 de setembro de 2008, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Com o objetivo de estimular a discussão sobre as idéias e procedimentos mais eficazes da especialidade, a Associação Paulista de Homeopatia (APH) trará ao Brasil profissionais internacionais de altíssimo nível.

Um dos convidados especiais é o escocês David Reilly, diretor do Hospital Homeopático de Glasgow, Escócia. Ele ministra cursos em vários continentes e é membro do corpo editorial de respeitadas revistas médicas, inclusive tem artigos de alto impacto sobre homeopatia publicados na revista Lancet e no British Medical Journal. Com base na vasta experiência de pesquisador na área, discorrerá sobre o conjunto das evidências clínicas que apóiam a homeopatia. Além disso, relatará a experiência de institucionalização da homeopatia na Escócia.

O prof. indiano D.P. Rastogi, médico homeopata há 30 anos, já tendo ocupado cargos importantes na Índia, como a presidência do Conselho Central de Pesquisa em Homeopatia (CCRH), órgão vinculado ao Ministério da Saúde do País, é outro destaque do Congresso Brasileiro 2008. Fará uma exposição sobre a institucionalização da homeopatia na Índia e no Reino Unido. Também traçará um panorama histórico da evolução da especialidade, juntamente com Reilly.

Mais um renomado especialista que participará dos trabalhos é o dr. Martin Dinges, diretor, pesquisador e arquivista do Instituto e Museu de História da Medicina Robert Bosh, Alemanha. Estará da mesa redonda “Homeopatia e Comunicação” e apresentará a palestra de tema “Samuel Hahnemann, um médico permanentemente inovador”.

O médico homeopata romeno Gheorghe Jurj, mestre e doutor em medicina complementar, proferirá um curso sobre Homeopatia em Imagens e abrilhantará ainda a programação científica da mesa “Semiótica dos sinais visuais em homeopatia”. Gheorghe é responsável por uma proposta original de abordagem homeopática da totalidade sintomática, fundamentada nos princípios de consistência (confiabilidade dos sintomas) e coerência (concordância das diversas áreas de expressão da individualidade).

O Angel Oscar Minotti, diretor do Departamento de Patogenesias da Associação Médica Homeopática Argentina, ministrará um curso de abordagem homeopática de doentes com câncer, com apresentação de casos clínicos. Outro especialista argentino, o Marcelo Candegabe, demonstrará seu método semiológico, ilustrado com casos clínicos, abordando o tema Aproximação direcionada à maior precisão da Homeopatia: uma chave matemática e Um novo paradigma: casos clínicos.

Por fim, o francês Jacques Boulet é médico homeopata em Paris há 30 anos, realizará um curso sobre homeopatia clínica na pediatria, no qual abordará as estratégias terapêuticas nas situações que envolvem dificuldades em crianças, como déficits de atenção, estresse, gaguejo, hiperatividade, entre outros.

O XXIX Congresso Brasileiro congrega não apenas médicos, mas todas as classes profissionais que podem exercer a prática homeopática, tais como odontólogos, farmacêuticos e veterinários. Para tanto, acontecem paralelamente, o II Simpósio Internacional Brasil-Itália, VII Congresso Nacional da ABRAH, XV Encontro Nacional de Farmacêuticos Homeopatas, II Encontro da AMVHB, II Encontro de Ligas de Homeopatia e o IX Congresso Brasileiro de Odontologia.

Aliás, no II Simpósio Internacional de Homeopatia Brasil-Itália haverá a participação dos drs. Antonella Ronchi, Luigia Alessandrino, Francesco V. Marino, Carlo Rezzani, Gustavo Dominici e Andrea Brancalion.

IX Congresso Brasileiro de Homeopatia em Odontologia
XXIX Congresso Brasileiro de Homeopatia

Data: 17 a 21 de setembro de 2008
Local: Hotel Maksoud Plaza
Endereço: Alameda Campinas, 150, São Paulo/SP

Jun 25

Aos 16 anos, passou a estudar na Escola do Príncipe, ao mesmo tempo em que o Reitor Müller transferiu-se para lá, e seus professores reconheciam seu talento e dedicação, não lhe cobrando tarefas escritas ou cópias, e deixando que ele só assistisse às aulas que considerava importantes para sua formação. Ele não era interno na escola, e dormia na casa do reitor, a quem ajudava nas correções de lições.

Formou-se na Escola do Príncipe aos 20 anos, tendo apresentado uma dissertação em latim, como era costume na época, intitulada “A Maravilhosa Construção da Mão Humana”. Ainda aos 20 anos ingressou na Universidade de Leipzig, e daí em diante afastou-se completamente de sua casa paterna, não tendo tido oportunidade de voltar nem para as festividades. Seus anos de estudo sempre foram marcados pela dedicação de muitas horas sobre os livros e pelo trabalho paralelo para custeá-los.

Jun 23

Ele estudou em uma tradicional escola de Meissen, a Escola do Burgo, até os 16 anos. O reitor da escola, o Professor Müller, o amava como a um filho, e lecionava redação e línguas antigas. Por dificuldades financeiras, seu pai o retirou da escola algumas vezes para trabalhar e ajudar no orçamento doméstico, mas, atendendo aos insistentes pedidos dos professores, permitiu que ele voltasse a estudar, onde não lhe era mais cobrado nada. O menino Samuel tinha um excepcional talento para aprender idiomas.

Numa das vezes em que seu pai o retirou da escola, o enviou para outra cidade, Leipzig, para trabalhar numa padaria, onde vivia como aprendiz. Por gostar muito de estudar, o rapaz fugiu da padaria e voltou para casa, onde sua mãe o escondeu por vários dias, com medo da reação de seu pai, até que ela preparou o terreno para que o pai escutasse o que Samuel tinha a dizer sobre seus sonhos de vida, ligados à ciência e à pesquisa. Gostava tanto de estudar que fez um pequeno candelabro de barro para usar à noite e poder estudar escondido. Neste setênio já lia os clássicos em grego e latim.

Ainda enquanto estudante, aos 12 anos, o reitor o convida para lecionar grego em sua escola. Seus colegas também o tinham em alta consideração. Estudava muito e não fazia atividades físicas, o que o levava a adoecer freqüentemente.

Jun 11

Nasci em 10 de abril de 1755, no eleitorado da Saxônia, uma das mais bonitas regiões da Alemanha. É uma das razões do meu grande amor pelas maravilhas da natureza.”



Há poucas informações relativas à primeira infância de Hahnemann, sendo a maior parte delas proveniente de sua autobiografia.

Nasceu em Meissen, em 10 de abril de 1755, pouco antes da meia-noite. Meissen fazia parte da Saxônia, na Alemanha ainda não unificada, região fronteiriça à Europa Eslava. Esta região tinha tradição metalúrgica e alquímica, devido às minas de prata, chumbo e zinco. Nesta região brota o rio Elba, e suas principais cidades são Meissen e Dresden. Foi também nesta região que Martinho Lutero iniciou a Reforma Protestante.

O menino Samuel foi levado à Igreja Luterana logo na manhã do dia 11 para ser batizado, pois era muito frágil e esperava-se o pior. A parteira apadrinhou-o, após um parto muito difícil. Hahnemann é o terceiro de cinco filhos, Charlotte (nascida em 1752), Karl Gerhard (1754), o próprio Samuel (1755), August (1757) e Benjamina (1759). Sua mãe é meiga e atenciosa. Seu pai tem um lema sempre repetido: “Agir e ser sem aparecer.” Sua mãe e seu pai assumem a educação dos filhos, ensinando-lhes a ler, escrever, calcular. Mostram-lhes as belezas da natureza nos arredores de Meissen. São criados sob os preceitos da religião luterana. Seu pai usa um método especial para educar os filhos. Leva os meninos para a fábrica e deixa as meninas com a mãe. Enquanto pinta, dá-lhes um ou dois pensamentos para que possam meditar sobre eles. Depois, recolhe suas reflexões e as comenta. Com isso, molda o espírito de independência e o sentido crítico das crianças. Sua saúde é muito frágil, e esta fragilidade o acompanhará por muitos anos.

Jun 06

Avô paterno: Christoph Hahnemann, era pintor de porcelana, tinha um irmão chamado Christian Hahnemann. Viveu em Lauchstedt, na Saxônia, onde chegou em 1707. Era uma cidade muito pequena, com cerca de 1000 habitantes, de hábitos rurais, que servia como local de veraneio dos Duques da Saxônia. Eles eram pessoas destacadas na cidade. Ele teve sete filhos, 3 meninos e 4 meninas. Christoph e seu irmão, por serem pintores de porcelana e aquarelistas, mudaram-se para Meissen para trabalhar na Manufatura Real de Porcelana, como pintores decorativos. Esta foi a profissão também seguida pelo pai de Hahnemann.

Pai: Christian Gottfried Hahnemann, nasceu em Lauchstedt, em 24 de julho de 1720, onde viveu por 14 anos. Casou-se aos 28 anos com Johanna Eleonora Deeren, filha única do alfaiate da corte, em 1748, em Meissen, onde também era pintor de porcelana. Nove meses após casado, sua esposa morreu após dar a luz a gêmeas, sendo que uma nasceu morta e a outra morreu após nove meses. O pai de Hahnemann torna-se um homem fechado, carrancudo, viúvo aos 29 anos. Em 1750, casou-se novamente, com Johanna Christiana Spiess. Compra uma casa grande em Meissen e leva uma vida próspera. Escreveu um pequeno livro sobre aquarela. Também seu irmão mais novo era pintor de porcelana. Tinha um lema e o ensinou aos filhos: “Ser e agir sem ostentação.”

Mãe: Johanna Christiana Spiess, era filha única de um capitão que estava temporariamente prestando serviço em Meissen.

Jun 04

Assista no link abaixo a matéria veiculada pela TV Gazeta, no último dia 21 de maio, sobre “Tratamento Homeopático conquista pacientes na rede pública, onde foi implantado”. A reportagem traz também uma entrevista com a Dra. Sandra Salles, da USP, e destaca as vantagens da Homeopatia para os usuários, os medicamentos que não agridem o organismo e a iniciativa do governo criando a PNPIC e abrindo para a população a opção de acesso no SUS.

http://www.tvgazeta.com.br/jornaldagazeta/video_destaques/2008/21maio08/21_mai_08_03.php

Jun 03

A vida de Hahnemann comporta algumas peculiaridades que devem ser observadas antes de descrevê-la pormenorizadamente. Em primeiro lugar, Hahnemann viveu mais de 88 anos, o que era extremamente raro no século XVIII. Ele nasceu em 1755 e faleceu em 1843, tendo passado a maior parte deste tempo na Alemanha, que não era um país unificado, mas um amontoado de cidades-estado que freqüentemente enfrentavam-se em disputas de poder, e que depois foram todas dominadas por Napoleão e seu exército. Nos últimos anos de sua vida ele desfrutou da fama e expandiu o nome da Homeopatia em Paris, à época a cidade mais importante culturalmente no mundo, o farol para onde todas as mentes em busca de conhecimento e novidades voltavam-se avidamente.

Esta é a história de um homem que criou uma ciência de curar eficaz, rápida e segura, partindo unicamente de fatos, os quais ele observava atentamente para só depois deles extrair hipóteses e teorias. É a história de um homem obstinado, quase arrogante, que não se curvou ao senso comum nem para evitar a fome sua e de sua numerosa família. Um homem que defendeu arduamente o ideal de curar sem prejudicar, contra uma classe médica irada que não podia aceitar que este médico de origem humilde fosse ensinar-lhes uma nova arte e ciência de curar. Um homem que até seus últimos dias cuidou de aprimorar seu legado maior à Humanidade, a Homeopatia. Hoje a Homeopatia sobrevive e expande-se pelo mundo todo, mas nada disso teria ocorrido se seu visionário fundador tivesse sido mais complacente com seu pares da época. O ódio que os seus opositores lhe nutriram abertamente em vida, hoje foi amplamente sobrepujado pelo amor e gratidão de milhões de médicos homeopatas e pacientes beneficiados pela Homeopatia.

Eu sou grato em primeiro lugar por ser um médico homeopata e, em segundo lugar, por ter tido a oportunidade de fazer este estudo da vida deste grande mestre da humanidade, um homem muito à frente do seu tempo, talvez à frente até do nosso tempo, que captou a essência da matéria e a entregou a nós todos de forma metódica para que possamos perpetuar seu trabalho de trazer saúde verdadeira a nossos irmãos e irmãs que sofrem as mais diferentes mazelas do corpo e da alma. Em sua lápide ele mandou escrever: Non inutilis vixi (Não vivi em vão). Como se houvesse alguma dúvida… Muito obrigado, Christian Friedrich Samuel Hahnemann.

Apr 30

A homeopatia é uma medicina integrativa, uma outra forma de compreensão do processo de enfermidade, e não se restringe a um tratamento elaborado com o uso de ervas.

As informações são do médico Paulo Rosenbaum, autor do livro “Homeopatia: Medicina sob Medida”

O doutor comenta que a homeopatia não abdica dos conhecimentos médicos e laboratoriais para realizar o tratamento. Segundo Rosenbaum, esta especialidade usa aspectos individuais do paciente para atingir o resultado, não visando somente o controle da doença, mas também a qualidade de vida do ser humano.

“As pessoas tem um idéia simplificada e descontextualizada demais do que é a homeopatia, porque não é só um tratamento baseado na natureza”, afirma Rosenbaum.

De acordo com o médico, as informações sobre homeopatia devem ser obtidas com quem realiza pesquisas dentro de instituições. “É fundamental que exista uma literatura de qualidade, que as pessoas possam acessar para compreender isto de uma forma correta, porque, muitas vezes, o que chega são distorções ou estereótipos”, explica Paulo Rosenbaum.

Dec 20

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Pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) divulgaram o resultado no Dia Nacional da Homeopatia, comemorado na última quarta-feira (21). Os estudos provaram que o bioterápico reduz em 50% a quantidade desses parasitas nos bovinos, praticamente a mesma quantidade se o animal fosse tratado com carrapaticida. O experimento foi conduzido pelos pesquisadores Laerte Filippsen, Nilceu Silva, José Moletta e Alessandro Minho, na Fazenda Modelo do Iapar, em Ponta Grossa, com novilhas da raça Purunã, raça desenvolvida pelo instituto.

O carrapato considerado no experimento dos pesquisadores foi da espécie mais comum em bovinos no Brasil, o boophilus microplus. “Essa espécie é considerada a mais danosa ao animal em toda América do Sul. Só no Brasil, causa prejuízo anual, segundo dados do Ministério da Agricultura, de US$ 1 bilhão em gastos com instalações, mão-de-obra, carrapaticidas, além de outras enfermidades transmitidas pelo carrapato”, destaca Silva.

Para Filippsen, o resultado mostra que a homeopatia pode ser um importante aliado no combate ao parasita. “Além de reduzir o uso de produtos alopáticos, diminuindo os custos para o produtor, os bioterápicos não deixam resíduos de medicamentos, o que possibilita a produção de carne orgânica”, observa o pesquisador.

Dec 10

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Dr. Jajáh*

Cupim – CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA: , Reino: Animalia, Filo: Arthropoda, Classe: Insecta, Ordem: Isoptera
Meus amigos, vocês já observaram que, quando estamos viajando, podemos encontrar terrenos cheios de cupinzeiros e, ao lado, outros sem qualquer casa de cupins?! Existem terrenos que quase não tem espaço entre um cupinzeiro e outro e o terreno vizinho está perfeitamente livre dessa praga. Por que isso acontece e o que tem isso a ver com a medicina?
Em um local tem cupinzeiro não é porque o cupim quer e sim porque o terreno permite. É isso mesmo! O cupim só prolifera e constrói suas casas em terreno com determinadas características. Em terreno que permite.
Então, meu amigo, quando você observar um terreno cheio de cupinzeiros ao lado de outro que não tem essa praga, é porque o proprietário do primeiro é relaxado – ou ignorante – e o do segundo é cuidadoso e mudou as características do terreno.
Conclui-se daí que o segredo não é combater a praga e sim tratar/mudar o terreno. Se combater a praga sem mudar o terreno, o bicho volta com mais força. Não adianta passar uma patrola e destruir todos os cupinzeiros, passar veneno e matar todos os cupins.
Assim é a medicina. Tem uma medicina que combate a doença sem pensar no doente – trata a doença da pessoa. Tem outra que muda o terreno da pessoa para que a doença vai embora ou não se instale trata a pessoa doente.
Uma, aquela que combate a doença, tem armas próprias para cada doença, independendo da pessoa doente. Para uma pneumonia existe uma lista de antibióticos específicos. A pneumonia do Zé é combatida com os mesmos remédios que a pneumonia do Bastião. Para hipertensão, uma lista de anti-hipertensivos. A hipertensão da Maria é combatida com os mesmos remédios que a da Luzia. Para cólica (espasmo), remédios anti-espasmódicos. Para febre, antitérmicos (thermos=calor). E assim por diante.
Não é atoa que essa medicina é chamada de medicina dos contrários ou antipatia. Essa medicina é milenar e, no Brasil, é a medicina tradicional. É a Alopatia.
Já a outra medicina, aquela que cuida do terreno para que a praga não se instale, ou, se já instalada, para que não consiga prosseguir, busca para cada pessoa um medicamento, naquele momento.
Essa medicina – a HOMEOPATIA – a medicina dos SEMELHANTES é uma especialidade médica secular – dois séculos – entende que a pessoa só adoece porque a sua Energia Vital se desequilibra. (Os sintomas são a manifestação do desequilíbrio da Energia Vital – ensina Samuel). Ela busca na natureza – no reino animal, vegetal ou mineral – uma substância que contenha a energia apropriada para reequilibrar a energia vital da pessoa doente.
Essa medicina, a Homeopatia, não trata a doença, nem o órgão doente. Trata a pessoa doente.
Outro fator muito importante que joga em favor do time da medicina dos semelhantes é a questão dos efeitos colaterais – os efeitos indesejáveis. É de lascar você tomar um remédio – antibiótico ou anti-inflamatório – para combater uma doença da garganta, por exemplo, e criar uma doença no estômago – uma gastrite ou uma úlcera! Não é raro os efeitos indesejáveis de um medicamento alopático serem muito mais graves do que os buscados pelo tratamento.
Agora, meu estimado amigo, não é porque eu aprendi Homeopatia que eu desaprendi Alopatia. Não é porque a Homeopatia reúne uma série de vantagens que vou achar que a Alopatia não presta. Muitos procedimentos de uma se mostram vantajosos em relação aos seus equivalentes na outra. Muitos médicos de uma especialidade pregam a idéia de que a outra não presta. Tô fora! Cada prática médica traz vantagens importantes e apresenta limitações consideráveis. Na verdade as limitações são mais do profissional do que da especialidade. Quando, na homeopatia, eu não consigo ajudar a um doente é porque eu não consegui, não é porque a homeopatia não é capaz. A limitação é muito mais da pessoa que atua do que da medicina que utiliza.
E, quando você achar que o certo é só o que você pensa, lembre-se: “Quando você achar que sabe tudo, aí sim, é que você não sabe nada.” Pense nisso.

*O autor é médico homeopata em Dourados – Mato Grosso do Sul – O Estado do Pantanal.
www.jajah.med.br /
jajah@jajah.med.br

Dec 04

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Deu na Voz da Serra, jornal friburguense, na coluna de David Massena:

FEIRA I
A colônia alemã realiza a sua Feira de Advento.
Apresentando artesanato e culinária natalina, como manda a tradição na Alemanha.
O evento vai acontecer na Praça das Colônias e ganha a adesão de outras etnias.
E isso, certamente, tornará o evento ainda mais interessante.

FEIRA II
A Feira do Advento vai acontecer neste domingo, 2, das 9h às 18 horas.
E, além das delícias gastronômicas e o artesanato, vai propor debates e palestras como o uso da homeopatia com Marcelo Guerra.
Também haverá a apresentação do Grupo de Danças Típicas Alemãs Senfkorn; do Coral da Escola Municipal Galdinópolis; danças folclóricas portuguesas e oficina de fitoterapia.

Nov 21

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Tendo apenas 31 anos de idade, BENOIT MURE desembarca no Rio de Janeiro no dia 21 de Novembro de 1840, onde, contando com o apoio inicial do Dr. José Gama e Castro e posteriormente do Dr. João Vicente Martins, introduz a homeopatia com impressionante rapidez em nosso país. Em 1844 ele funda a ESCOLA HOMEOPÁTICA DO RIO DE JANEIRO, onde passa a formar médicos homeopatas e, em 13 de Abril de 1848, quando deixou o Brasil, já existiam centenas de médicos homeopatas atuando e um legado de popularidade da Homeopatia que permanece até os dias atuais.

Algumas palavras de Benoit Mure (aos 42 anos) publicadas por  Janot: “Por nossa parte na divulgação da homeopatia, tanto na Europa como na América, podemos reivindicar a fundação de três institutos e de cinquenta dispensários… a conversão de 100 médicos, a instrução de 500 alunos, a redução da mortalidade em nações inteiras, numerosas obras escritas francês, português, italiano e árabe, 2000 artigos em jornais, viagens por todas as latitudes, o desmonte de epidemias e contágios, … a indiferença, perseguições, … o tempo, o trabalho e o dinheiro perdidos para sempre, e poder-se-á compreender que, se a providência evidentemente nos sustentou durante uma prova superior às nossas forças, somos merecedores deste favor praticando antes de tudo, a máxima salutar: ‘Ajuda-te que o céu te ajudará’ “.

Oct 29

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Eu fui convidado para fazer uma palestra na escola em que minha filha mais nova estuda sobre Hiperatividade, na reunião de pais bimestral. Ontem estava organizando as idéias e achei interessante postar aqui.

Em primeiro lugar, uma classificação: existem crianças levadas, crianças hiperativas e crianças sem limites. As levadas dão a impressão de não estarem se concentrando em nada mas, quando colocadas diante de alguma atividade que lhes interesse, dedicam-se inteiramente a ela. As crianças hiperativas realmente não se concentram, mesmo quando é algo que lhes interesse muito. Elas simplesmente não conseguem se concentrar! As crianças sem limites concentram-se, mas dificilmente elas têm interesse que não seja superficial, porque geralmente elas ganham tudo que querem, mesmo que remotamente. Então o interesse salta de uma coisa para outra o tempo todo. Um exemplo é uma criança que queria e ganhava tudo relativo ao RBD (Rebelde, para quem não conhece) e agora já deixa tudo que ganhou para trás (CD, DVD, roupas, álbuns de figurinhas, revistas, álbuns de fotos, etc) porque “precisa” ter tudo do High School Musical.

Classificadas assim, vamos falar sobre a Hiperatividade. Na década de 1970 era chamada Disfunção Cerebral Mínima, porque acreditava-se que algum problema, provavelmente no parto, causava uma baixa oxigenação do cérebro, provocando a hiperatividade. Hoje o nome oficial é DDAH, Distúrbio do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Em seu aspecto biológico, está ligada ao metabolismo da dopamina, um neurotransmissor. Os neurônios onde a dopamina atua estão ligados à sensação de prazer, de saciedade, e quando desregulados nada sacia a pessoa, nada causa um prazer profundo. Isto gera uma inquietação constante, pode levar a compulsões na criança e no adulto. Estudos sugerem que este é o fator biológico envolvido nas dependências, como o alcoolismo, dependência de drogas, compulsões alimentares, compulsões sexuais, oneomania (tem um outro artigo neste blog sobre isto), etc. A deficiência de dopamina gera uma baixa capacidade de atenção e concentração. A criança não consegue fixar sua atenção por muito tempo. Isto explica o baixo desempenho escolar, principalmente em matérias em que é preciso ler muito, como história, geografia. Muitas vezes elas são ótimas em matemática, porque o raciocínio é muito rápido, mas se os problemas apresentados tiverem um enunciado a ser interpretado já dificulta. Bem, sem capacidade de fixar a atenção, tudo pode dispersar a criança, até uma mosca que passa. Ela não tem controle sobre a esfera do pensamento, que flutua muito mais rápido do que normalmente ele já o faz. Ela também não tem controle sobre os sentimentos, não conseguindo conter reações emocionais, alternando rapidamente momentos de extremo carinho, simpatia, amorosidade, com momentos de agressividade verbal e física. E também não têm controle sobre a esfera do agir, apresentando uma impulsividade e uma compulsão muito grande ao movimento, elas não conseguem ficar paradas, não conseguem fazer nada até o fim, brincam com três ou quatro brinquedos ao mesmo tempo.

Na Antroposofia falamos que o Eu (Interior) organiza e controla o Pensar, o Sentir e o Agir. Ora, a criança hiperativa não tem nenhum controel sobre estas três esferas, demonstrando que seu Eu não tem esta capacidade de integração. Ela precisa aprender a controlar estes três. E o principal meio para isto é educacional. Até a adolescência, a principal influência sobre a criança são seus pais, o modelo que eles oferecem, e é este modelo que vai influenciar sua vida adulta. Logo em seguida, vem a influência dos professores. Tanto os pais quanto os professores devem saber controlar seu pensar, seu sentir e seu agir, para servirem de modelo para as crianças. Um outro fator importante para que o Eu conquiste o comportamento é o ritmo, a criança precisa de ritmo, de uma rotina. Ter hora para comer, para dormir, para tomar banho, para ir à escola, para assistir TV, para jogar videogame, para entrar na internet. Eu vejo pais de crianças de 10 anos reclamando que o filho passa a noite inteira no computador, e fico me perguntando: onde estão os pais numa hora dessas?

Aí eu acho que entra um fator que agrava a criança hiperativa e cria a criança sem limites. Hoje em dia, ambos os pais trabalham fora geralmente, e muitas horas. Muitos pais, principalmente as mães, sentem-se muito culpadas por estarem longe do filho a maior parte do tempo e, por outro lado, chegam em casa super cansados, querendo um tempo para si, oq ue aumenta ainda mais a culpa. Assim, certas “babás eletrônicas” como o computador, a televisão e o videogame caem como uma luva. A criança se diverte sozinha e os pais podem descansar. Infelizmente estas “babás” amplificam o problema, causando uma excitação ainda maior, embora sejam as poucas coisas que conseguem atrair a atenção de uma criança hiperativa, porque as circunstâncias de um videogame, por exemplo, mudam constantemente, seguindo o ritmo de uma criança hiperativa. A culpa faz com que os pais presenteiem demais os filhos, e o excesso de brinquedos dispersa ainda mais a criança hiperativa, e cria dispersão na criança sem limites, porque ela não se envolve profundamente com nada, porque tudo é passageiro e amanhã ela já ganhará outro “melhor brinquedo do mundo”. A criança consegue perceber a culpa dos pais e pode manipulá-los até deste sentimento. Muito melhor seria brincar junto com a criança, contar histórias para ela, ouvir as histórias dela, participar da vida dela.

Aqui chegamos a um outro ponto: a imagem da criança. Até o início do século 20 não existia a palavra criança como um ser que tem suas especificidades, mas a criança era vista como uma miniatura do adulto. A sociedade ainda resiste a esta mudança de paradigma, haja visto tantos pais tentarem transformar seus filhos em miniadultos, através de roupas, certos brinquedos, hábitos. Uma outra direção é achar que a criança é um ser angelical, sem qualquer maldade. Parece que esquecemos de nossa infância e da crueldade de que as crianças são capazes. As crianças são diferentes dos adultos, mas ainda são humanas, noq ue isso tem de bom ou de ruim. E as crianças têm uma capacidade muito grande de perceber o que seus pais estão sentindo, e a culpa dos pais fica muito evidente nestas situações de não colocar limites ou de presentear excessivamente. E a criança vai usar isto a seu “favor”. Um desfavor a isto é a “psicologização” exagerada que se vê por aí. Crianças que falam de si usando termos médicos e psicológicos mostra que alguma coisa está errada no relacionamento entre ela e seus pais, que não têm mais acesso direto um ao outro, mas mediado por médicos e psicólogos. Eu conheço uma criança que, muito nova, usava sempre a expressão “Eu me sinto insegura” para justificar tudo que ela não queria participar, tudo que ela não queria fazer. As crianças sem limite só precisam de limites claros e objetivos, afinal elas também fazem parte da sociedade e precisam integrar-se a ela.

Além do modelo dos pais, a Pedagogia Curativa ajuda muito as crianças hiperativas. O tratamento medicamentoso alopático é feito principalmente com anfetaminas, como a famosa Ritalina (Metilfenidato), que atua sobre as vias de neurônios que usam dopamina. A atenção é aumentada, e a inquietação conseqüentemente diminui. Tem vários efeitos colaterais a curto e médio prazo. A Homeopatia oferece resultados muito bons nestes casos, e os remédios são muito bem tolerados pelo organismo da criança. Por basear-se na semelhança entre o que um remédio provoca numa pessoa saudável e os sintomas que uma pessoa doente apresenta, a escolha do remédio homeopático é feita através de consulta médica em que os sintomas são detalhados, formando uma imagem bem ampla e precisa do problema do paciente. Com a homeopatia, muitas crianças conseguem melhorar a integração das esferas do Pensamento, Sentimento e Ação, controlando seu comportamento e conseguindo melhora tanto no aprendizado, quanto no relacionamento com os colegas, professores, e familiares e, principalmente, reduzindo a frustração que é um sentimento muito presente nas crianças hiperativas, juntamente com a baixa auto-estima. Assim nossas crianças podem ser mais integradas e felizes!

Marcelo Guerra

Oct 15

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A Homeopatia é uma das modalidades de tratamento mais eficazes no tratamento da Fibromialgia, e seu efeito é muito aumentado quando associada à Acupuntura. Na maioria dos casos de Fibromialgia há uma história de traumas e sofrimentos emocionais persistentes, e muitos autores consideram esta doença uma parte de uma doença maior, a Depressão. Assim, a Homeopatia agiria exatamente sobre a causa, que é a Depressão, reduzindo os sintomas e melhorando o humor, trazendo bem estar para o paciente. A Fitoterapia, tratamento com plantas medicinais, também tem mostrado eficácia, tendo algumas plantas atingido grande sucesso, como a erva-baleeira, embora precisem de mais estudos para comprovar sua eficácia.