Archive for the ‘vitaminas’ Category

Dec 06

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Propriedades Nutricionais: O abacate é rico em vitamina E, gorduras
monoinsaturadas (a mesma o azeite de Oliva), vitaminas, sais minerais e
glutationa, um poderoso antioxidante. Seu acentuado valor energético é
relacionado ao seu conteúdo em gorduras, responsável pelo aumento do
colesterol HDL (considerado o bom colesterol, pois protege as artérias ao
invés de destruí-las).
Valor Calórico: 100 gramas de abacate fornecem 162 calorias
Propriedades Medicinais: O abacate beneficia as artérias, reduz o mau colesterol
e dilata os vasos sangüíneos. Sua gordura age como antioxidante, bloqueando a
toxidade do colesterol LDL, que destrói as artérias. Além disso, é um poderoso
bloqueador de trinta agentes cancerígenos diferentes. Medicina Popular: Dor: Do
abacate se extrai um azeite muito bom para combater localmente a dor reumática e dor
da gota. Diurético: O chá da folha do abacateiro tem fama de ser diurético e
carminativo. É usado para eliminar cálculos renais e gases intestinais. Ação intestinal: o
caroço tostado e moído bem fino combate a diarréia e a disenteria.

VOCÊ SABIA?

- Ao contrário do que ocorre coma maioria das frutas, os abacates só começam a amadurecer depois de colhidos. A fruta já desenvolvida pode ser deixada na árvore por seis meses sem que se estrague. Uma vez colhido, entretanto, o abacate verde amadurece em poucos dias.

- O abacate é nativo da América Central. O México é o maior produtor.

- O abacate tem mais proteína do que qualquer outra fruta - cerca de 2g para cada porção de 110g.

Servido como parte de uma refeição ou lanche com baixo teor de gordura, o abacate contribui com alguns nutrientes importantes. Cento e dez gramas, ou seja, aproximadamente a metade de um abacate médio, fornecem 500mg de potássio e mais de um terço da necessidade diária recomendada de folato; fornece, também, 10% ou mais das necessidades diárias recomendadas de ferro, magnésio e vitaminas A, C, E e B6.

O abacate deve ser servido cru - pois ele se torna amargo quando cozido. É possível, entretanto, acrescentá-lo a pratos quentes que já tenham sido cozidos, misturando-o com um molho de massa condimentado ou em fatias sobre um peito de frango grelhado.

Rico em nutrientes, bloqueia agentes cancerígenos.
O abacateiro é uma árvore altaneira de belo porte, que chega a 20 m de altura. Suas folhas
são abundantes, de cor verde ou castanho-clara. O fruto tem a forma de uma grande pêra,
com uma enorme semente e polpa gordurosa, amarelada, de excelente sabor. É oriundo da
América Central e cultivado em regiões tropicais. Seu nome científico é Persea gratissima
Gaert e pertence à família Lauraceae.
Existem 3 tipos de abacate: o mexicano, o guatemalense e o antilhano, este último
cultivado no Brasil. O alvocado é uma mistura de 2 tipos de abacates e surgiu nos Estados
Unidos, sendo cultivado em nosso país após 1980. Ele é pequeno, de casca verde rugosa e
mais rico em gorduras monoinsaturadas, praticamente não forma colesterol no nosso
organismo.
O uso regular do abacate na alimentação beneficia as artérias, reduz o colesterol e a
pressão arterial e dilata os vasos sanguíneos. O ácido oléico, seu principal componente de
gordura monoinsaturada, bloqueia a toxidade do mau colesterol, conhecido como o destruidor
das artérias. O abacate também age contra a prisão de ventre, perturbações digestivas.
Melhora o funcionamento da vesícula biliar, é balsâmico e ajuda a normalizar distúrbios na
menstruação.
Especialistas em doenças cardíacas desaconselham os ácidos graxos (gorduras saturadas)
de origem animal, pois elevam os níveis de colesterol no sangue, acumulando-o nas artérias e
obstruindo-as. A degeneração das veias circulatórias acaba provocando acidentes vasculares.
Por isso os especialistas recomendam a ingestão de gorduras monoinsaturadas, como a do
abacate.
O grupo dos ácidos monoinsaturados atua de modo seletivo, eliminando o LDL,
responsável pelo acúmulo de colesterol no sangue.
O abacate é antiinflamatório, auxilia na desintoxicação do fígado. Suas substâncias ativas,
testerol e lecitina, ó tornam eficaz no tratamento das artroses, reumatismo e gota. O chá de
suas folhas ou o pó do seu caroço torrado e moído acabam rapidamente com diarréia. O uso
do caroço triturado e tostado, em forma de chá, elimina a tênia e outros vermes intestinais.
Externamente, elimina a caspa, fortalecendo os cabelos e combatendo a calvície.
O abacate é rico em nutrientes, contém proteínas, ferro, hidrato de carbono e substâncias
minerais. A sua polpa é rica em vitaminas A, B 1, B 2, E, açúcar, fitosterol, lecitina, tanino e
ácido oléico, linoléico e palmítico. O abacate possui ainda glutationa, um anti-radical livre,
capaz de bloquear cerca de 30 agentes cancerígenos diferentes.
As vitaminas do abacate agem contra problemas da visão, participam do crescimento dos
ossos e dentes, combatem os radicais livres e atuam no processo de renovação da pele. As
vitaminas do complexo B facilitam o metabolismo normal dos carboidratos. A vitamina B 1
ou tiamina, protege contra a síndrome da morte súbita, controla a diabetes e é útil no
tratamento de herpes. A B 2 (riboflavina), é essencial para a produção de energia do
organismo e auxilia a formação da glutationa. A vitamina E, protege contra doenças
cardiovasculares, estimula o sistema imunológico, protegendo contra doenças da pele. Pode
formar compostos com os radicais livres, servindo como antioxidante, chamada também de
vitamina da beleza. A vitamina A é necessária para a boa visão, é anticancerígena e anti-
radicais livres. A vitamina C, aumenta a imunidade contra infecções, reduz o colesterol e
combate a infertilidade, tendo também ação anticancerígena.
Possui os seguintes minerais: magnésio, que é essencial à vida, ajuda no metabolismo da
glicose e a nutrir os nervos e o cérebro; cálcio, que combate a osteoporose; ferro, que
combate a anemia tanto em gestantes como em lactantes e ajuda a formar as hemácias;
fósforo, que junto ao cálcio ajuda na mineralização dos ossos e nos neurônios, melhorando o
raciocínio.
A lecitina do abacate possui substâncias essenciais ao bom funcionamento do organismo,
evitando obstruções nas paredes dos vasos e artérias, que dificultam a circulação, uma vez
que emulsifica biologicamente as gorduras e reveste as gotículas de lipoproteínas, tornando-
as dispersas e solúveis.
Uso externo:-para tratar cefaléia ou nevralgia, preparamse as folhas em água quente, que
depois de mornas são colocadas sobre a cabeça. O resultado é imediato. O chá também pode
ser usado sob a forma de compressa, várias vezes ao dia.
Uso interno - em caso de gases intestinais e problemas renais, as folhas podem ser usadas
como chá, tomando duas xícaras, duas vezes ao dia. Para tratar irregularidades na
menstruação, pode-se usar o chá das flores, uma xícara, duas a quatro vezes ao dia. Em casos
de diarréia, disenteria e vermes, usam-se os caroços torrados e moídos numa decocção de
duas colheres (café) em uma xícara de água morna, três vezes ao dia.
A polpa é bastante energética; uma dose de 100 g contém 198 calorias.

É curioso: muitas pessoas acham que o abacate aumenta o colesterol, o que é um erro. Em primeiro lugar, o colesterol é uma gordura animal, então não existe no abacate. Em segundo lugar, as gorduras monoinsaturadas presentes no abacate ajudam a reduzir o colesterol e os triglicerídeos. E viva o abacate! Está chegando a época dele…

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Jan 26

Paralogismos do jornalismo cientifíco

Por Paulo Rosenbaum em 23/1/2007

A vida só apreende a vida pela mediação das unidades de sentido que se elevam acima do fluxo histórico. Wilhelm Dilthey (1833-1912)

Na edição de terça-feira (16/1) New York Times, Dan Hurley publicou um artigo cujo titulo despertou considerável curiosidade dos leitores pelo mundo – “Diet Supplements and Safety: Some Disquieting Data” cuja tradução aproximada poderia ser “Suplementos dietéticos e segurança: alguns dados inquietantes”. O articulista apresenta dados perturbadores sobre o uso e repercussões de produtos livremente comercializados como suplementos vitamínicos, óleos essenciais e ervas.

De acordo com os relatórios da Associação Americana do Centro de Controle de Envenenamentos citados Hurley, consumir suplementos vitamínicos e óleos essenciais pode representar um risco epidemiológico significativo para a população. Em 1983 relatou-se 14.006 casos, em 2005 foram 125.595 incidentes relatados a partir de consumo de suplementos vitamínicos e produtos congêneres. Números modestos se comparados ao que o National Institute of Health – em seu relatório de 2006, Congressional Justification – revela no item “Por que as pessoas diferem no modo como respondem às drogas” em relação aos fármacos convencionais, quando lamenta que “infelizmente a maior causa de mortes nos Estados Unidos são por reações adversas as drogas”[ver aqui].

De 1989 a 2004, o Food and Drug Administration, continua Hurley, recebeu relatórios com o registro de 260 mortes associadas a medicinais/" title="View all posts filed under ervas medicinais">ervas medicinais e outros produtos não vitamínicos. São informações relevantes, pois a maior parte destes produtos são livremente comercializados. Em farmácias não ficam sequer atrás de balcões com acesso restrito. Qualquer cidadão, cá ou lá, pode abarrotar sua cesta ou carrinho de supermercado com variedade de produtos do gênero – de vitaminas a compostos naturais industrializados – cuja indicação é, em geral, tanto imprecisa como perigosa.

Funciona ou não?

Apesar do déficit analítico da matéria, aí reside o mérito deste alerta que desmonta a crença do senso comum de que o “natural” – com toda a crítica da mitologia que o termo comporta – é, no máximo, inócuo. Um aspecto inusitado é que Hurley incluiu nesse pacote de substâncias nocivas os medicamentos e “produtos” homeopáticos. Sem muitos detalhes, revela que em 2005 foram 7.049 relatos de reações, incluindo 564 hospitalizações e dois óbitos.

Apenas para situar o problema, apresento breve contexto. Entre boa parte dos pesquisadores que investigam substâncias ultradiluídas acredita-se que elas realmente podem ser nocivas à saúde se ingeridas sem os devidos cuidados, orientação e assistência médica. Não há segredo algum. Estabelecido está que todo fármaco pode induzir reações adversas, das banais às mais potentes. Dependerão diretamente da sensibilidade e das idiossincrasias do sujeito. Por isto mesmo, muitas vezes, a única e abençoada prevenção é a excessiva cautela na utilização de qualquer produto farmacêutico (natural ou não) ou suplemento alimentar.

De todo modo, o que parte da mídia científica mundial, incluindo revistas médicas importantes, tem relatado nas mais recentes polêmicas (e aqui reside o paralologismo) é que as substâncias infinitesimais são suspeitas – não de toxicidade – mas exatamente do oposto. São suspeitas de não apresentarem quaisquer efeitos biológicos detectáveis. Nem in vitro (em laboratórios) nem in vivo (em seres humanos).

É claro que são conclusões parciais, portanto contestáveis uma vez que um olhar hermenêutico determinaria resultados distintos. Experimentações em seres humanos, estudos observacionais e qualidade de vida em saúde, por exemplo, contraditam fortemente estas conclusões de inação.

Eis um aspecto desafiador. Se o Food and Drug Administration pode constatar empiricamente que, sim, há efeitos adversos em fármacos homeopáticos e eles são significativos, como é que, com a obstinação estóica de um mantra, costuma-se acusá-los (eles, os fármacos) de serem substâncias farmacologicamente inertes?

Na verdade, este tem sido o instransponível obstáculo epistemológico, uma espécie de Rubicão da homeopatia desde sua fundação, já que não há suporte científico consensual para explicar o mecanismo de ação dos medicamentos. Isto significa o seguinte: o descarte se dá uma hora pelo mais, outra hora pelo menos. A célebre pergunta “funciona ou não funciona?”, doravante passa a carrear insuportável ambigüidade: “Funciona. Apenas para intoxicar”. Mas, um momento! Substâncias infinitesimais não são nem mesmo “substâncias” strictu senso. Se não há sequer vestígio de princípio ativo, nem alguma outra evidência validada, como é que podem determinar tais ações?

Vida prática

Deparamos – e o artigo do New York Times é apenas uma pálida amostra – com um diagnóstico superficial de reprodução mecânica e acrítica de dados que reverberam, impactando a sociedade e a comunidade de usuários com desinformação. Só para oferecer uma cifra, calcula-se em cerca de 180 milhões de europeus os consumidores de medicamentos homeopáticos. Além do critério duplo, o surpreendente aqui é o tamanho do paralogismo.

Ficaríamos assim: um dos jornais mais influentes do mundo anuncia que medicamentos homeopáticos envenenam. Mas até bem pouco não havia nada ali nos frascos, apenas água. Efeitos seriam apenas miragens dos crentes, efeitos-placebo. Pois assim posto, ou está em curso uma notável epidemia de efeitos-placebo nos centros de monitoramento de envenenamentos ou um fenômeno que, verificado, deveria encabeçar a lista de investigações gerando, inclusive, fomento público para pesquisas.

O corolário seguiria com as seguintes inquietações: serão falsos os remédios? Há venenos ativos nas doses infinitesimais? Se há, tudo deve ser reavaliado. As restrições sobre a veracidade da ação deveriam ser substituídas por desejo de conhecer melhor esses acidentes clínicos, surgidos na vida prática da sociedade mais industrializada do planeta. Seria cabível pensar que tais fatos ocorrem porque – sem teorias conspiratórias, mas apenas suposições comerciais – todas as indústrias farmacêuticas estimulam o consumo e a automedicação?

Teorias e verificações

Mas há outra opção mais arrojada: avaliar sociologicamente o que está acontecendo com o jornalismo científico. Sabemos que a lógica em si mesma é insuficiente para dar conta de exigências e possibilidades de validade que, conforme nos mostrou Thomas Kuhn, ampara-se em valores e necessidades de uma dada cultura, em um determinado momento histórico.

Ou seja, impõe-se reconhecer a não universalidade e a não univocacidade dos padrões normativos de uma determinada ciência. Em seu clássico a Estrutura das Revoluções Cientificas, Kuhn nos avisou que há um único aspecto inadiável na análise do desenvolvimento das teorias e verificações cientificas: a psicosociologia da ciência e a compreensão das motivações, sentidos e significados de seus discursos. Ele sabia exatamente a duração e o alcance desta formulação.

Neste caso, a pauta é urgente.

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