Archive for the ‘vacina’ Category

Jan 31

>> É a histeria coletiva… Quem não vai viajar para áreas de risco não precisa tomar a vacina.

GlobonewsTV e O Globo Online

SÃO PAULO - Uma mulher está internada em estado grave na UTI do Hospital Geral de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, com suspeita de ter contraído a febre amarela vacinal. Marizete Borges, que trabalha como encarregada de enfermagem no hospital, está sedada e respira com ajuda de aparelhos. ( Leitores tiram dúvidas sobre a febre amarela )

Marizete tomou a vacina contra a febre amarela no último dia 17 numa únidade básica de saúde de São Mateus. Ela não ia viajar para nenhuma área de risco, mas optou por tomar a vacina. Uma amostra de sangue dela foi coletada e encaminhada ao Instituto Adolf Lutz para confirmar se ela desenvolveu mesmo a febre amarela vacinal. ( Leia Mais: Especialistas alertam para o perigo da revacinação )

Firmino Hag, diretor da UTI do hospital, explicou que ela teve uma reação forte por já se tratar de outra doença, o Lupus Eritematoso Sistémico, uma doença inflamatória que induz uma produção inadequada de anticorpos e provoca lesões de tecidos e alterações nas células sanguíneas. Além disso, ela fazia uso de medicamentos que alteram a defesa do sistema imunológico.

- A dona Marizete tinha uma doença pré-existente que altera todo o sistema imunológico do organismo. Além disso, ela fazia uso de medicações específicas que quebravam o sistema de defesa dela. E a vacinação se tornou um caráter agressivo para o organismo dela. Daí a manifestação clínica da doença - explicou.

Marizete é um dos 43 casos tratados pelo Ministério da Saúde como suspeitos de terem reações adversas à vacina. Além dela, mais 18 pessoas estão hospitalizadas, conforme boletim divulgado na tarde de terça-feira. ( Saiba como evitar a doença )

Vacina pode causar mais de 400 efeitos adversosNa segunda-feira, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já havia alertado para os perigos de reações adversas causadas pela aplicação errada da vacina. Muitos casos de pessoas internadas se devem a superdosagem. Há duas semanas, um jovem chegou a ser internado em Brasília com um quadro de hepatite por ter tomado três doses da vacina em dois dias.

- Apenas as pessoas que irão trabalhar ou vão a lazer para as Regiões Norte e Centro-Oeste, além de algumas áreas de Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo devem se vacinar. Essa é uma vacina muito eficaz, de vírus atenuado, que pode causar reações alérgicas. Não tem sentido as pessoas se submeterem a um medicamento se não precisam. Isso significa assumir um risco desnecessário - disse na ocasião.

A vacina é válida por 10 anos, mas pode causar reações. Levantamentos retrospectivos sobre a vacina mostram mais de 400 efeitos adversos pós-vacinal (EAPV). São listados sintomas como febre acima de 39 graus, vômito, enrijecimento dos músculos, alergia e problemas neurológicos. Segundo os especialistas, quando tomada em seu devido tempo, os efeitos adversos são mínimos.

Devem tomar a vacina as pessoas que vivem ou vão viajar para as áreas consideradas de risco. Quem tomou depois de 1999, não precisa tomar uma nova dose.

Não podem tomar a vacina mulheres grávidas, bebês com menos de seis meses de idade, alérgicos a ovo e pacientes com baixa imunidade por problemas de saúde.

No último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, foram confirmados 19 casos de pessoas que contraíram a febre amarela. Dez pessoas morreram e outras nove se recuperaram. Outros 19 casos suspeitos foram descartados e ainda restam seis em investigação.

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Jan 18

A vacina contra a febre amarela não é indicada para mulheres gestantes, bebês com menos de 6 meses de vida, pessoas com alergia grave ao ovo e pessoas com o sistema imunológico comprometido. Nestes casos, as pessoas devem se proteger da doença de outras formas.

De acordo com o infectologista Evandro Baldacci, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, as dificuldades são resultado do método de fabricação da vacina. O vírus vivo da febre amarela é cultivado em ovos embrionados de galinha. “Além de provocar a reação imunológica ao vírus, a vacina pode conter resíduos de proteínas do ovo”, afirma o médico.

As reações alérgicas simples, como dificuldades digestivas e manchas na pele, no entanto, não são proibitivas. “Quando a alergia a alguma substância da vacina é comprovada, os riscos da reação e da pessoa contrair a doença são avaliados caso a caso”, afirma Baldacci.

“Se o sistema imunológico não estiver pronto para reagir ao vírus e proteger a pessoa da doença, não indicamos a vacina”, afirma Gustavo Johanson, imunologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Os fetos, os bebês com menos de 6 meses, pessoas com imunodeficiências resultante de doenças (Aids e neoplasias) ou de terapêutica (uso de corticóides, quimioterapia, radioterapia) estão nessa situação, explica o médico.

Johanson especifica que existem exames para avaliar objetivamente o sistema imunológico. “Se a contagem de linfócitos CD4 for baixa, não fazemos a vacinação”, completa.

Vacinação indevida

Segundo Johanson, os riscos de haver uma vacinação indevida são bem menores hoje em dia. “Os postos de vacinação realizam uma triagem que avalia as possíveis situações de contra-indicação”, afirma o médico.

Muitas pessoas têm procurado os postos de vacinação para se proteger contra a febre amarela. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirma que o país não vive uma epidemia da doença, e, portanto, a vacinação é indicada apenas para pessoas que vivem ou viajam para áreas florestais, onde vive o mosquito transmissor da doença.

O vírus da febre amarela circula nas regiões Norte e Centro Oeste, em Minas Gerais e Maranhão. Também são consideradas áreas de transição e risco potencial o oeste do Piauí, oeste de São Paulo, oeste do Paraná, oeste de Santa Catarina, sul da Bahia e sul do Espírito Santo.

Outras proteções

“A melhor forma para uma pessoa sem vacina evitar a doença é ficar longe da regiões endêmicas do mosquito”, defende Baldacci.

Quem não pode tomar a vacina deve recorrer a outros métodos de proteção, segundo os especialistas. Johanson recomenda repelente e o mínimo possível de exposição do corpo.

Para viagens internacionais que exigem a vacinação contra febre amarela, a Anvisa lembra que é necessário o CIV (Certificado Internacional de Vacinação), conhecido como guia amarela. O documento pode ser retirado em postos da agência, que também oferecem a imunização. A vacina pode ser tomada em qualquer posto e a guia, retirada com a carteira comum de vacinação.

Quem não pode tomá-la, segundo a Anvisa, deve apresentar, nos postos da agência, um atestado médico comprovando a impossibilidade da imunização. O viajante recebe, então, um certificado de isenção da vacina, que está previsto no regulamento sanitário internacional.

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Mar 30

São josé do Rio Preto, 30 de março de 2007

Wilson Daher

Escrevi há algum tempo, nesta mesma coluna, um artigo sobre a instituição da Polícia Sanitária, no Rio de Janeiro, nos idos de 1904. A pedido de Oswaldo Cruz, o governo armou uma verdadeira frente de batalha para derrubar cortiços insalubres, alargar avenidas no estilo das alamedas parisienses, invadir casas que oferecessem resistência à visita dos fiscais sanitários e, finalmente, obrigar o povo a uma vacinação em massa contra um surto de varíola. Baseados no velho axioma de que os fins justificariam os meios, as autoridades não se deram ao trabalho de fazer previamente uma campanha de esclarecimentos. E o povo, então, cansado da submissão às autoridades se revoltou com barricadas nas ruas, quebra-quebra, incêndios provocados, enfim, formou-se uma verdadeira batalha campal que só ao fim de algum tempo cessou, voltando o Rio à pasmaceira de antes. Tal episódio, historicamente, tem sido considerado como um dos embriões de cidadania do início do século 20. Os revoltados, embora ignorantes do bem que lhes faria a submissão à vacina, tinham consciência da necessidade de se libertarem do jugo imposto, sem qualquer participação efetiva de sua parte. Só mais tarde, com o entendimento dos objetivos de tais campanhas, é que o povo começou a freqüentar, voluntariamente, os postos de vacinação contra as epidemias comuns da época.

Atualmente, em Rio Preto, em pleno século 21, assistimos desolados e estarrecidos a esta nova Revolta da Vacina (antidengue) criada pelo ilustre homeopata Renan Marino. Mas como tudo na história segue um caminho não linear, dialético, agora é o povo que exige a vacina e são as autoridades estaduais que a proíbem sob as alegações, quem sabe, da falta de uma metanálise de resultados, ou a falta de um protocolo de pesquisa mais detalhado e assim por diante. Acho estranha esta proibição, quando existe, segundo consta, uma evidência de resultados, aferida na população que já fez uso da vacina homeopática e já se constatou a ausência de efeitos colaterais e/ou reações adversas em seus usuários. Por quê? Não se queixem, depois, de que venha uma nova revolta do povo, que anseia por medidas eficientes e baratas contra a propagação da epidemia da dengue. Se em 1904 não queriam a vacina de Oswaldo Cruz, por ignorância de seu benefício, hoje querem a homeopatia de Renan Marino, porque sabem agora, ao longo do tempo, que vacinas serão sempre bem-vindas, desde que provada sua eficácia. Não somos porta-voz de ninguém, neste momento em que optamos apenas pela discussão menos emocional deste caso. Há muita coisa em jogo, e as autoridades devem discuti-la à luz da racionalidade, motivo e essência da ciência verdadeira.

WILSON DAHER
Psiquiatra e professor de História da Medicina na Famerp, Rio Preto

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Mar 30

Adilson Vedroni entrega representação contra Vigilância Sanitária a promotor

MP rejeita representação contra remédio antidengue
Município também vai ao Ministério Público denunciar ação do Estado

Rio Preto ganhou a primeira batalha no conflito com o Estado pelo uso do medicamento homeopático contra a dengue na rede municipal de saúde.

No final da tarde de ontem, o promotor de justiça Carlos Romani indeferiu a representação do Estado contra o município para impedir o tratamento, argumentando que distribuição, produção e eficácia do medicamento são irregulares.

A Secretaria de Saúde do município, por sua vez, também protocolou representação acusando o Estado de intervenção ilegal.

O parecer do promotor quanto ao documento do Estado diz que o município “não está sendo negligente no tratamento da questão, bem como está procurando dar soluções para a dengue e não se vislumbra que esteja adotando medidas ilegais ou em desacordo com regras do Ministério da Saúde”.

A representação do município foi entregue ao Ministério Público pelo secretrário de Saúde, Arnaldo Almendros, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Neli Drovetto, e o secretário de Negócios Jurídicos, Adilson Vedroni.

“Queremos esclarecer a legalidade desta ação suplementar do Estado que tentou recolher o medicamento. Apresentamos relatórios dos procedimentos adotados para a implantação”, diz Vedroni.

O Estado diz que vai pedir à Procuradoria Geral ação cautelar de busca e apreensão do remédio.

Enquanto isso, o medicamento homeopático continua sendo distribuído para pacientes com sintomas da doença, nas UBSs.

Rio Preto tem hoje 897 casos positivos de dengue e, desde o início da distribuição, há 12 dias, 19.440 pessoas tomaram o remédio.

Manifestação
Terça-feira, em reunião extraordinária, o Conselho Municipal de Saúde vai apreciar, e votar, o uso do medicamento homeopático na rede de saúde como alternativa de tratamento e como estratégia de saúde.

Estado argumenta ‘hipótese de risco’
A diretora do Centro de Vigilância Sanitária do Estado, Maria Cristina Megid, que chegou ontem a Rio Preto, suspendeu as ações de interdição do remédio nos postos de saúde. “A decisão sobre o que será feito, agora, é na esfera judicial”, diz.

A diretora reforça que a ação suplementar foi adotada baseada na “hipótese de risco” iminente à população por não serem conhecidos os efeitos do remédio. “Se não conhecemos os efeitos, não tem comprovação da eficiência. Pessoas correm risco”.

Ainda segundo ela, o Estado se baseia em outra hipótese, a de o remédio maquiar os sintomas e as pessoas se sentirem protegidas. “A população pode achar que não vai ter a doença e relaxar”, afirma.

A Secretaria Municipal de Saúde, em representação ao MP, apresentou relatórios com as ações de combate ao mosquito e campanhas educativas. “Não paramos de combater a dengue”, afirma o secretário Almendros.

A Vigilância Estadual diz, ainda, que considera a produção de Rio Preto em escala industrial e, por isso, deveria haver registro. Também questiona que os frascos não poderiam ser estocados nas unidades de saúde. “Cada pessoa precisa ter a sua receita e ir na farmácia mandar fazer o remédio. O erro está aí, em todos usarem o mesmo produto, com mesma fórmula”, afirma.

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Mar 30

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Em uma semana 16, 5 mil pacientes tomaram as gotas em Rio Preto

A Secretaria Municipal de Sáúde de Rio Preto publica hoje portaria para regulamentar o uso do complexo homeopático para dengue por outras cidades.

A decisão foi tomada pelo secretário de Saúde, Arnaldo Almendros, para orientar os municípios quanto a produção, distribuição e acompanhamento do tratamento com as gotas homeopáticas. A portaria 28 trará a fórmula do complexo por completo.

O medicamento começou a ser distribuído na rede de saúde pública de Rio Preto quinta-feira passada. Segundo dados da Secretaria de Saúde, o complexo foi tomado por cerca de 16, 5 mil pessoas. A média de distribuição é de 150 por cada uma das 24 unidades de saúde da cidade. A campeã em atendimento a pacientes com o complexo é a UBS do Parque Industrial que, em dois dias, teve 500 pessoas.

As gotas fizeram efeito para a estudante Jéssica Augusto Santana, que chegou a ser internada com os sintomas da doença. “Levei o remédio para casa, fiz o tratamento e estou bem”, conta.

Na próxima semana o secretário realiza reunião com os a coordenação da Vigilância Epidemiológica do município e o homeopata Renan Marino, que desenvolveu o medicamento, para reavaliação do projeto, principalmente quanto a distribuição. “O desejo de se prevenir é tão grande que pessoas de fora vêm para cá, vão à UBS e se passam por moradores para tomar. Isso prejudica o projeto de distribuição”, explica Marino.

Pedidos
Com a portaria, a secretaria espera regulamentar o uso e contribuir com a implantação do medicamento em cidades vizinhas que têm provocado corrida à Secretaria de Saúde de Rio Preto para “copiar” o modelo de combate aos sintomas da dengue. Ontem foram registradas 40 ligações.

A secretaria encaminhou, ainda, orientação por escrito para os Estados do Mato Grosso, Sergipe, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Roraima.

Cidade vende medicamento
Ilha Solteira, Bebedouro e Birigui já usam o complexo homeopático para tratamento da dengue.

Em Bebedouro, o município não mandou produzir o remédio para ser distribuído na rede pública de saúde. Quem quiser o medicamento pode encomendar em uma farmácia de manipulação da cidade, ao peço de R$ 4, frasco com 20 ml. Pelo conta-gotas, o paciente paga mais R$ 0,50.

Em Birigui, campeã de casos no Estado, o remédio começa a ser distribuído na próxima semana.

Ilha Solteira já encomendou os lotes do medicamento para distribuir à população. Penápolis também deve incluir o remédio na rede pública.

Segundo o médico Renan Marino, qualquer pessoa pode levar a fórmula para ser manipulada. “Deve ser usado de acordo com a prescrição, mas manipulado em qualquer lugar”, explica.

Números serão atualizados hoje
Hoje a Secretaria de Saúde de Rio Preto divulga novo boletim epidemiológico com o número de casos positivos. Oficialmente a cidade tem 597 pessoas contaminadas pela doença desde o começo do ano.

A divulgação dos casos positivos de dengue é feita pela Vigilância Epidemiológica do município, que recebe os resultados positivos de Rio Preto do Instituto Adolfo Lutz, que faz os exames.

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