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Eduardo Suplicy abraça a causa da auto-hemoterapia

>> Eu não uso nem prescrevo a auto-hemoterapia, pois desconheço, acho doloroso e desconfio de tudo que é apresentado como panaceia (capaz de curar qualquer doença). Contudo, acredito que seria muito bom pesquisar sobre este assunto e esclarecer o seu verdadeiro potencial de cura, ou não.

“Um profissional idôneo, com anos de experiência, humanista, que dedicou toda uma vida ao sacerdócio da Medicina.” Esta a definição dada ao Dr. Luiz Moura, 85 anos, pelo Senador Eduardo Suplicy (PT/SP). Poderia ser um elogio a mais, não fosse o local aonde a declaração foi cravada: o Ofício n.º 00990/2010, de 5 de agosto corrente, destinado ao Senhor Presidente Roberto Luiz dÁvila, do Conselho Federal de Medicina – CFM, entidade que marcou para o próximo dia 13 o julgamento de um processo ético contra aquela mesma pessoa, por ter gravado um DVD sobre a auto-hemoterapia - técnica que aumenta a imunidade do organismo e cura doenças com o uso do sangue da própria pessoa.

Trata-se do terceiro ofício que o senador paulista envia ao CFM. Nos anteriores o CFM enviou respostas insatisfatórias, conforme afirma o senador. Diz o novo ofício que ‘Diante do posicionamento desse Conselho acerca da auto hemoterapia, reitero, respeitosamente, o pedido de considerável número de cidadãos que defendem tal prática, no sentido de responder às dúvidas restantes acerca da terapia em questão, conforme anexos’. Acrescenta que ‘Encaminho, ainda, uma amostra das mensagens que me chegam diariamente em defesa do Dr. Luiz Moura, às quais hipoteco meu apoio, por tratar-se de um profissional idôneo, com anos de experiência, humanista, que dedicou toda uma vida ao sacerdócio da Medicina’.
‘Diante do acima exposto, submeto novamente o assunto a sua análise, na esperança de que possa prestar informações que subsidiem resposta aos interessados’,  afirma ainda o senador, que enviou ofícios sobre o assunto também ao Ministro da Saúde e ao Presidente da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ele pede ‘especial atenção’ ao presidente da ANVISA para ‘questionamentos (de cidadãos defensores da auto-hemoterapia) que consideram não sanados nas respostas prestadas pelo CFM’. O senador afirma que ‘não obstante a Nota Técnica n.º 1, de 13 de abril de 2007, publicada por essa Agência, relato a existência de considerável número de pessoas interessadas em pesquisas sobre a técnica em questão, razão pela qual submeto a sua análise as dúvidas restantes, elaboradas a partir da resposta daquele Conselho sobre a auto-hemoterapia, visando à prestação de informações que subsidiem resposta aos interessados.’
Para o Ministro da Saúde, Eduardo Suplicy encaminha documentação que contém correspondências expedidas pelo seu gabinete parlamentar ao Conselho Federal de Medicina, acerca da prática da auto-hemoterapia, para a qual pede também ‘especial atenção’. E diz que ‘Na oportunidade encaminho, ainda, mensagens que me foram enviadas por cidadãos que defendem tal prática, com questionamentos que consideram não sanados nas respostas prestadas pelo CFM’. E conclui: ‘Relato, portanto, a existência de considerável número de pessoas interessadas em pesquisas sobre a técnica em questão, razão pela qual submeto a sua análise as dúvidas que ainda permanecem, elaboradas a partir da resposta daquele Conselho sobre a auto-hemoterapia, visando à prestação de informações que subsidiem resposta aos interessados’.

Por que as pessoas se auto-medicam

JULLIANE SILVEIRA


Quase um terço dos brasileiros se mostra resistente a procurar um médico, mesmo sabendo que precisa. Entre quem tem alguma doença, 30% não foram ao médico em 2008, de acordo com a pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública.

O trabalho não separou a população por sexos nesse quesito, mas estima-se que os homens contribuam mais do que as mulheres para esses índices. Trabalhos anteriores já mostraram que eles demoram mais para procurar ajuda médica do que as mulheres.

O motivo de metade dos que têm nível superior é a incompatibilidade de horário. À medida que o grau de instrução cai, a falta de dinheiro e o difícil acesso ao serviço se tornam razões mais decisivas para a ausência nos consultórios.

A falta de uma relação médico-paciente sólida faz com que o paciente não ache essencial o atendimento e acabe postergando a consulta. Assim, busca outras fontes de informação para seu problema.

“A falta de preocupação com a saúde é cultural. Mas o médico também não dá as explicações sobre a doença, sobre a importância de fazer acompanhamento, de prevenir complicações”, diz Antônio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

Segundo o médico, muita gente tenta diagnosticar a própria doença. “O paciente acaba recorrendo ao “dr. Google” para entender o que tem.” As classes sociais mais baixas esbarram ainda na falta de estrutura do sistema público.

“A automedicação é intensa no país, mas será que alguém quer mesmo se automedicar? Não, mas, pelo SUS, é quase impossível ir ao médico, é um sistema falido sem a menor condição de dar a mínima assistência aos pacientes”, diz Lopes.

Ele diz ainda que os convênios pagam pouco aos médicos por consulta, o que piora a qualidade do atendimento.

Fonte: Folha de São Paulo

Exercício físico ajuda a tratar a hipertensão, mas é preciso emagrecer

LEANDRO MARTINS
da Folha Ribeirão

A sugestão do ministro da Saúde José Gomes Temporão, que em abril recomendou sexo no combate à hipertensão arterial, reforçou a já comprovada tese de que a prática de exercícios físicos é uma aliada contra a pressão alta.

Porém, um estudo da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP, revelou que o exercício físico não tem plena eficácia contra a hipertensão se não for acompanhado da perda de peso.

A pesquisa envolveu o acompanhamento de um grupo de 48 mulheres com IMC (Índice de Massa Corporal) normal, com sobrepeso e com obesidade durante 16 meses. Elas passaram por exercícios físicos.

O observado ao final do estudo é que só conseguiram reduzir o índice de hipertensão as mulheres que também registraram perda de peso.

Não houve acompanhamento nutricional das pacientes avaliadas. “Nós queríamos avaliar os efeitos só do exercício sem interferir na rotina alimentar. E o exercício só reduziu [a pressão] nas mulheres que tiveram redução do peso também”, disse o professor Hugo Celso Dutra de Souza, do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação.

Funcionária do campus da USP de Ribeirão, a auxiliar de biotério Lourdes Silva Castania, 59, foi uma das acompanhadas no estudo. Ela controla a pressão arterial com medicamentos há dez anos e já registrou picos de pressão alta de 18 por 11 –acima do patamar de 12 por 8 já existe hipertensão.

Durante o estudo, Lourdes perdeu 4 dos 71 quilos -ela tem 1,50 m de altura. O resultado, segundo diz, foi que sua pressão se estabilizou em 12 por 8 na época. “Eu até reduzi o remédio para controle da pressão de três para duas vezes ao dia.”

A fisioterapeuta Thaísa Helena Roselli Di Sacco, uma das pesquisadoras e cujo trabalho resultou em uma dissertação de mestrado, disse que o estudo comprovou a eficácia tanto da prática de exercícios quanto da perda de peso, mas que só os fatores combinados são ideais no controle da hipertensão.

Obesidade

A pesquisa também abriu novas possibilidades para o estudo das causas da obesidade, que pode estar ligada a uma disfunção do chamado sistema nervoso autônomo, cujo principal objetivo no corpo humano é o de manter as funções de órgãos e sistemas em níveis adequados.

O sistema autônomo regula, de forma involuntária, todo o conjunto cardiovascular por meio de dois componentes: o simpático, que é responsável por aumentar a frequência cardíaca quando há necessidade, e o sistema parassimpático (ou vago), que tem efeito inverso.

O estudo constatou um padrão entre as mulheres com sobrepeso ou obesas: elas tinham alterações no sistema.

Isso abriu uma nova investigação, em busca de comprovar se a obesidade foi a responsável por essa alteração ou, do contrário, se o aumento de peso foi causado por uma disfunção que já existia no sistema autônomo.

“É a obesidade que promove um desequilíbrio autonômico, ou será que as mulheres com esse desequilíbrio têm maior propensão à obesidade? É isso que vai ser investigado agora”, disse Souza.

Se comprovada a tese de que a disfunção pode ter causado a obesidade, segundo o professor, isso, no futuro, poderá ajudar na detecção precoce de crianças com propensão ao excesso de peso.

Fonte: Folha de São Paulo

Falar ao celular enquanto dirige é problema de saúde pública

Médicos deveriam advertir seus pacientes contra o uso de celulares ou o envio de torpedos ao volante, da mesma forma que já advertem contra o uso de tabaco, afirma um artigo de opinião publicado na influente publicação médica New England Journal of Medicine.

“É hora de perguntarmos aos pacientes sobre a distração ao volante”, escreveu Amy Ship, do Centro Médico  Beth Israel Deaconess e da Faculdade de Medicina de Harvard.

Ela disse que manter as pessoas longe do celular quando estão ao volante é uma medida de saúde pública importante. A pesquisadora cita o acúmulo de indícios dos perigos que o celular representa às pessoas na estrada. O Conselho Nacional de segurança dos EUA estima que 28% dos acidentes de trânsito nos EUA envolvem celulares.

O problema mais óbvio são os torpedos, onde o motorista usa o teclado do celular para enviar mensagens. Um estudo de 2009 concluiu que enviar mensagens de texto ao volante eleva o risco de acidente 23 vezes.

Mas a médica pede que os médicos insistam para que os pacientes não usem celulares ao volante, e que tranquem os aparelhos no porta-malas quanto estiverem em trânsito, para evitar a tentação de usá-los.

Ele disse que um estudo de 2006 mostra que falar ao celular traz o mesmo risco de dirigir embriagado, mesmo quando o motorista não usa as mãos para segurar o aparelho.

“Dirigir distraído é praticamente igual a dirigir bêbado”, ela escreveu.

Ela disse que conversar com um viva-voz é mais perigoso que falar com um passageiro no carro. “Você se mantém mais envolvido com o ambiente quando alguém está presente”, disse ela.

Ouvir música, de acordo com ela, é um tipo diferente de distração. “Você não pode desligar uma pessoa no telefone como no rádio. Você não precisa responder ao rádio”.

Fonte: Estadão

Futebol emagrece mais do que corrida

MÁRCIO PINHO
da Folha de S.Paulo


Em vez de usar um iPod para se distrair, quem busca emagrecer e para isso corre regularmente pode optar por uma atividade mais prazerosa para a maioria dos brasileiros: o futebol. Esse esporte é melhor do que a corrida para queimar gorduras, de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Copenhage (Dinamarca).

A pesquisa, que será publicada no britânico “Journal of Sports Sciences”, foi realizada em três meses. Foram escolhidos participantes com características físicas semelhantes, com média de 32 anos e 84,4 kg, e que não praticavam esporte regularmente havia dois anos.

Os resultados foram melhores para os 13 jogadores (excluindo-se os goleiros), que perderam em média 3,3 kg e 3,7% da gordura do corpo. Os 13 corredores tiveram desempenho médio inferior: perderam 1,8 kg e 2,1% de gordura.

As atividades aconteceram três vezes por semana durante uma hora. Os jogadores treinaram em um campo com dimensões da metade do profissional, de grama, e os corredores se exercitaram em um ritmo moderado (média de 8 km/h), ao ar livre. Não foi estabelecida dieta, apenas foi pedido aos participantes que mantivessem sua alimentação rotineira.

Além do peso, outro resultado favorável aos futebolistas foi o ganho de 1,7% de massa muscular. O benefício não foi compartilhado pelos corredores, que terminaram as atividades com as mesmas medições.

Segundo o cientista Peter Krustrup, um dos responsáveis pelo estudo, um dos motivos para os resultados é a continua mudança de ações no futebol. “O jogador altera seguidamente as ações de andar, correr, dar “sprints”. Além disso ele pula, muda de direção, ataca, se choca com o adversário e usa todas as fibras dos músculos”, afirma.

Opinião parecida tem o fisiologista do Corinthians, Renato Lotufo, que diz que os melhores resultados para os futebolistas são possíveis e também propiciados pelos altos momentos de intensidade desse esporte. Ele criticou, porém, o fato de a pesquisa trabalhar com 13 participantes em cada grupo, dizendo que seria melhor com uma amostra maior.

Já para o professor de educação física Gilberto José Bertevello, o futebol pode ajudar a emagrecer, mas se associado a uma dieta. “Não adianta sair do jogo e ir para o churrasco”, diz.

Peter Krustrup afirma que outro fator determinante nos desempenho dos atletas foi a diversão. “O futebol é motivador. É importante que o jogador se esforce pelo time.”

Na pesquisa, futebolistas afirmaram que a atividade não lhes pareceu difícil, diferentemente dos corredores, que a consideraram mais árdua.

Para o estudante Nicolai Loenne, que perdeu de 2 kg a 3 kg, foi muito divertido jogar. “O problema foi ao final dos primeiros treinos, quando o objetivo não era marcar, mas conseguir continuar correndo.”

Krustrup afirma que os resultados poderiam aparecer em outros esportes, como o basquete. Segundo ele, na investigação, os praticantes das duas modalidades tiveram melhoras na pressão sangüínea e na capacidade de absorção de oxigênio, entre outras, o que significa que a corrida também tem muitos benefícios “Se você gosta de correr, continue correndo”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo

Caminho Bioquímico de Analgesia pela Acupuntura

Há muito tempo sabemos que a Acupuntura trata (e muito bem!) a dor, mas como ela faz isso é um mistério. A explicação clássica é a de que as agulhas redistribuem o qi, como os chineses chamam a energia vital, que flui pelos meridianos, tirando o que está em excesso em algum órgão ou região, e levando para onde está em falta. Esta explicação não é suficiente para os modelo biomédico ocidental, e pesquisas têm sido feitas para buscar novas explicações.

Esta semana a revista Nature Neuroscience publicou o resultado de uma pesquisa realizada com ratos geneticamente modificados, que comprova a mobilização de um neurotransmissor chamado Adenosina A1. Ratos modificados geneticamente para serem resistentes à Adenosina sentiam dor ao serem estimulados, mesmo após a inserção de agulhas em áreas próximas ao estímulo. Já os ratos que não forma modificados, portanto continuavam sensíveis à Adenosina, paravam de sentir dor após inserção de agulhas em áreas próximas à do estímulo doloroso. Nos tecidos próximos à inserção das agulhas de acupuntura houve um aumento na concentração de Adenosina, o que levou os cientistas à conclusão de que a Adenosina seria o neurotransmissor envolvido na resposta analgésica que a Acupuntura oferece aos pacientes.

Fonte: Nature Neuroscience

Brasil se torna o principal destino de agrotóxicos banidos no exterior

Lígia Formenti – O Estado de S.Paulo

Campeão mundial de uso de agrotóxicos, o Brasil se tornou nos últimos anos o principal destino de produtos banidos em outros países. Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia (UE), Estados Unidos e um deles até no Paraguai.

A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em dados das Nações Unidas (ONU) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Apesar de prevista na legislação, o governo não leva adiante com rapidez a reavaliação desses produtos, etapa indispensável para restringir o uso ou retirá-los do mercado. Desde que, em 2000, foi criado na Anvisa o sistema de avaliação, quatro substâncias foram banidas. Em 2008, nova lista de reavaliação foi feita, mas, por divergências no governo, pressões políticas e ações na Justiça, pouco se avançou.

Até agora, dos 14 produtos que deveriam ser submetidos à avaliação, só houve uma decisão: a cihexatina, empregada na citrocultura, será banida a partir de 2011. Até lá, seu uso é permitido só no Estado de São Paulo.

Da lista de 2008, três produtos aguardam análise de comissão tripartite – formada pelo Istituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Ministério da Agricultura (Mapa) e Anvisa – para serem proibidos: acefato, metamidofós e endossulfam. Um item, o triclorfom, teve o pedido de cancelamento feito pelo produtor. Outro produto, o fosmete, terá o registro mantido, mas mediante restrições e cuidados adicionais.

Enquanto as decisões são proteladas, o uso de agrotóxicos sob suspeita de afetar a saúde aumenta. Um exemplo é o endossulfam, associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil t.

“Estamos consumindo o lixo que outras nações rejeitam”, resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz, Rosany Bochner. Proibido na UE, China, Índia e no Paraguai, o metamidofós segue caminho semelhante.

O pesquisador da Fiocruz Marcelo Firpo lembra que esse padrão não é inédito. “Assistimos a fenômeno semelhante com o amianto. Com a redução do mercado internacional, os produtores aumentaram a pressão para aumentar as vendas no Brasil.” As táticas usadas são várias. “Pagamos por isso um preço invisível, que é o aumento do custo na área de saúde”, completa.

O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, Luís Rangel, admite que produtos banidos em outros países e candidatos à revisão no Brasil têm aumento anormal de consumo entre produtores daqui. Para tentar contê-lo, deve ser editada uma instrução normativa fixando teto para importação de agrotóxicos sob suspeita. O limite seria criado segundo a média de consumo dos últimos anos. Exceções seriam analisadas caso a caso.

A lentidão na apreciação da lista começou com ações na Justiça, movidas pelas empresas de agrotóxicos e pelo sindicato das indústrias. Em uma delas, foram incluídos documentos em que o próprio Mapa posicionou-se contrariamente à restrição. Só depois que liminares foram suspensas, em 2009, as análises continuaram.

Empresas. Representantes das indústrias criticam o formato da reavaliação. O setor diz não haver critérios para a escolha dos produtos incluídos na lista. E criticam a Anvisa por falta de transparência. Para as indústrias, o material da Anvisa não traz informações técnicas.

A Associação Nacional de Defesa Vegetal critica as listas de riscos ligados ao uso de produtos, muitas vezes baseadas em estudos feitos em laboratório. “Não há como fazer estudos de risco em população expressiva. A cada dia, mais países baseiam suas decisões em estudos feitos em laboratórios”, rebate o gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meireles.

Fonte: Estadão

Sucos para anemia

SUCO DE CENOURA, BETERRABA E ESPINAFRE

Para ter vigor e saúde, para sentir-se bem e ter boa aparência, estes são sucos  fabulosos.

(Uma dose, com cerca de 230 g)

4 cenouras

1 beterraba, com folhas

1 grande punhado de espinafre

Corte as cenouras em pedaços de 5 a 7 cm, a beterraba em rodelas finas e bata as três hortaliças na centrífuga.

SUCO DE MAÇA E BETERRABA

(Uma dose, com cerca de 230 g)

3 a 4 maças

1/2 beterraba  com as folhas .

Corte as maças e a beterraba em gomos finos, depois bata na centrífuga.

SUCO DE CENOURA BETERRABA E SALSINHA

(Uma dose, com cerca de 250 g)

6 cenouras

1/2 beterraba em gomos finos.

3 galinhos de salsa

Bata na centrífuga.

Curso sobre Observação e Sentido na Prática Terapêutica e Pedagógica

Uma nova forma de intervenção terapêutica e pedagógica.

No trabalho terapêutico e na educação a Observação e o Sentido são os dois pilares. A Observação busca no exterior o que o Sentido vai elaborar no interior. Neste curso teórico-vivencial iremos abordar os conceitos que permitirão que você desenvolva sua capacidade de observar de forma a obter sentido nas diferentes situações encontradas em sua vida e em seu trabalho.

Tópicos:

  • A Antroposofia e seus princípios básicos;
  • A Biografia Humana;
  • Observação Goetheanística;
  • Potenciais anímicos: Pensar, Sentir, Agir;
  • Vocação e Profissão.

Público Alvo: Profissionais e estudantes dos últimos períodos de Psicologia, Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Pedagogia e todas as demais carreiras da Educação.

Coordenação:

Rosângela Cunha
Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica


Marcelo Guerra
Médico Homeopata, Acupunturista e Terapeuta Biográfico

Formação Biográfica – Minas Gerais – Escola Livre de Formação Biográfica
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça.)

Em Juiz de Fora:

Encontros quinzenais, às quintas-feiras, de 18h às 20h,
Datas: 11/03, 25/03, 8/04, 22/04, 06/05, 27/05, 17/06 e 01/07 de 2010, num total de 8 encontros.

Em Nova Friburgo:

Encontros quinzenais, às quartas-feiras, de 18h às 20h,
Datas: 17/03, 31/03, 14/04, 28/04, 12/05, 26/05, 09/06, 23/06 de 2010 , num total de 8 encontros.

Preço: R$800,00 divididos em 4 parcelas de R$200,00.
Grupos pequenos.

Escreva para santana@terapiabiografica.com.br ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:

(21)7697-8982 ou (22)9254-4866, Marcelo

(32)8887-8660 ou (31)8532-2217, Rosângela

A Luz e a Sombra


“Aquele que aprisiono com meu nome fica gemendo nesta prisão.

Vivo ocupado em construir este muro à minha volta;

e, dia a dia, à medida que o muro sobe até o céu,

vou perdendo de vista meu verdadeiro ser na escuridão de tua sombra.

Orgulho-me deste alto muro e o revisto com terra e areia,

para que não se veja nenhuma rachadura neste nome.

E, com os cuidados todos que tomo,

vou perdendo de vista meu verdadeiro ser.”

Rabindranath Tagore

Cada vez mais nos afastamos de qualidades que retratam a essência do nosso EU, gerando como consequência sofrimento e dor. O workshop A Luz e a Sombra na Alma Humana tem por objetivo trabalhar de forma vivencial as forças da alma vinculadas ao sentido do olfato, ampliar a qualidade de contato e levar à reflexão sobre a forma como lidamos em nossa vida diária com a nossa própria violência e vícios.

Está baseado no segundo trabalho de Hércules, em que o Herói luta contra uma hidra de muitas cabeças, que representam nossas sombras, nossas máscaras, que criamos como defesas e depois se tornam nossas prisões com muros altos e intransponíveis. Estas prisões aparecem sob a forma de depressão, pânico, dificuldades de relacionamento, fobias sociais. Este workshop é destinado às pessoas que desejam trabalhar o auto-desenvolvimento, quebrando este muro, ou pelo menos criando um acesso ao que fica escondido por ele, o verdadeiro Eu.

Metodologia:

Palestras, atividades artísticas, danças circulares, pesquisa na própria biografia e outras vivências em grupo.

  • O que representam as cabeças da hidra na minha vida?
  • Quais são as sombras que preciso levar à luz para retirar sua força?
  • O que aprendo de mim mesmo ao reconhecer minhas sombras?

Quem coordena?

Rosângela Cunha, Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica

Marcelo Guerra, Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico

(Formação Biográfica – Minas Gerais – Escola Livre de Formação Biográfica

Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça.)

Quando e onde?

De 12 a 14 de março de 2010, no Chateau dos Jesuítas, em Monnerat ( Duas Barras) – RJ.

De 26 a 28 de março de 2010, no Centro Paulus, em São Paulo – SP

Quanto?

Em Monnerat:

(Os preços incluem estadia em quartos individuais, com alimentação no período do workshop. A inscrição é efetivada com o depósito da primeira parcela.)

  • R$680,00 ou 4X R$170,00.
  • Preço promocional para os inscritos até 31/01/2010: R$540,00 ou 4X135,00.

Em São Paulo:

(Os preços incluem estadia com alimentação no período do workshop. A inscrição é efetivada com o depósito da primeira parcela.)

  • Suíte individual: R$820,00 ou 4X R$205,00.
  • Quarto individual: R$680,00 ou 4X170,00.

Mais informações e inscrições:

Rosângela: (31)8532-2217ou (32)8887-8660 santana@terapiabiografica.com.br

Marcelo: (11)6463-6880, (22)9254-4866 ou (21)7697-8982 marceloguerra@terapiabiografica.com.br

COMO CHEGAR A MONNERAT:

ÔNIBUS DA VIAÇÃO 1001 DIRETO, SAINDO DO RIO DE JANEIRO E NITERÓI (saídas do Rio às 9:10h e 14:15h; e os mesmos ônibus param na Rodoviária de Niterói e saem 30 minutos depois de cada horário, ou seja, 9:40h e 14:45h). É possível também tomar um ônibus até Nova Friburgo, que oferece muito mais horários e outro a partir de lá. O tempo de viagem é de cerca de 3h e 40 minutos de ônibus.Para quem vai de carro, é só pegar a estrada RJ-116 (Niterói-Friburgo) e seguir direto. Após passar por Nova Friburgo, continuar na mesma estrada por aproximadamente 30 minutos. Monnerat fica no km 117 desta estrada.

Panorama Biográfico em São Paulo – grupo extra

DEVIDO À GRANDE PROCURA, FAREMOS UMA NOVA EDIÇÃO EM SÃO PAULO, DE 29 DE JANEIRO A 1º DE FEVEREIRO DE 2010. POUCAS VAGAS.

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O trabalho biográfico de base antroposófica busca clarear o sentido da vida, a missão de vida, através do resgate de fatos da vida. Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida que escolhemos para nós mesmos.

A síntese da programação é a seguinte:

  • informação sobre as fases da vida, as leis biográficas;
  • contato com o próprio corpo: danças circulares;
  • contato com o inconsciente: atividades artísticas (aquarela e colagem, a princípio), conto de fadas;
  • reflexão individual: a escrita da vida;
  • reflexão em grupo: contando a própria história;
  • eu hoje: identificando a minha pergunta;
  • pensando o amanhã: projetando metas para a minha vida.

Coordenação:

  • Rosângela Cunha

Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica

  • Marcelo Guerra

Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico

Formação Biográfica – Minas Gerais – Escola Livre de Formação Biográfica
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça.)

Onde e quando?

Em Nova Friburgo, no Morgenlicht, de 26 a 29 de novembro de 2009.

Em São Paulo, no Centro Paulus, de 14 a 17 de janeiro de 2010.

Em São Paulo, no Centro Paulus, de 29 de janeiro a 1º de fevereiro de 2010.


Escreva para santana@terapiabiografica.com.br ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:

(11)6463-6880, (21)7697-8982 ou (22)9254-4866, Marcelo

(32)8887-8660 ou (31)8532-2217, Rosângela

VAGAS LIMITADAS

Bronzeamento artificial proibido no Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu o uso de equipamentos que emitem raios ultravioleta (UV) para bronzeamento artifi cial – seus efeitos são nocivos à pele e facilitam o desenvolvimento de melanoma. Esse método de bronzeamento já estava proibido para menores de 16 anos e para jovens entre 16 e 18 anos era necessária autorização do responsável legal. Agora sai de cena totalmente. No Brasil, o câncer de pele corresponde a 25% dos tumores malignos.

Encontro com Você – Vivência no Morgenlicht

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Dedique um final de semana a encontrar você mesma.

 Através de atividades físicas, palestras e vivências vamos buscar resgatar o prazer e a alegria de viver!

De 20 a 22 de novembro (Feriado da Consciência Negra) faremos uma imersão no Morgenlicht, em Barra Alegre, sob a supervisão da Dra. Maria Luiza Moraes de Azevedo e do Dr. Marcelo Guerra, médicos Homeopatas.

  • Atividades Físicas
  • Palestras
  • Oficinas de auto-conhecimento
  • Danças Circulares
  • Lazer orientado

As inscrições e informações podem ser feitas na Academia Curves de Nova Friburgo.

Telefones: (22)2523-0861 ou (22)2522-8324

Ou e-mail: clubedalufriburgo@gmail.com

VAGAS LIMITADAS

Exercícios para autistas

Pesquisa em Homeopatia

A Associação Paulista de Homeopatia e o Instituto de Cultura – Escola de Homeopatia, em um trabalho de colaboração e parceria, iniciou no dia 11 de setembro de 2009, um ciclo de Seminários sobre Pesquisa em Homeopatia e Altas Diluições, com a participação de pesquisadores de todo o país e aberto a profissionais homeopatas ou não, da área da saúde e de outras áreas do conhecimento, interessados no assunto,com participação aberta inclusive para estudantes da área da saúde e afins. O próximo módulo será realizado no dia 07 de novembro de 2009 sábado das 9 às 18 horas.

Para maiores informações, consulte o site: http://pesquisaemhomeopatia.wordpress.com/

Um projeto de Amarilys de Toledo César e Maria Thereza C.G. do Amaral

Estudo duplo-cego comprova eficácia da Homeopatia no tratamento da depressão severa

Estudo conduzido por pesquisadores do Departamento de Psicobiologia da UFSP (Universidade Federal de São Paulo) comparando o uso de remédios homeopáticos com a fluoxetina em pacientes deprimidos (moderada ou severamente) comprova a ação da homeopatia e reafirma sua segurança para os pacientes.
Veja abaixo a síntese (em inglês):
Homeopathic Individualized Q-potencies versus Fluoxetine for Moderate to Severe Depression: Double-blind, Randomized Non-inferiority Trial.
Adler UC, Paiva NM, Cesar AT, Adler MS, Molina A, Padula AE, Calil HM.

Department of Psychobiology, Universidade Federal de São Paulo, R. Napoleão de Barros, 925 São Paulo, SP 04024-002, Brazil. hmcalil@psicobio.epm.br.

Homeopathy is a complementary and integrative medicine used in depression, The aim of this study is to investigate the non-inferiority and tolerability of individualized homeopathic medicines [Quinquagintamillesmial (Q-potencies)] in acute depression, using fluoxetine as active control. Ninety-one outpatients with moderate to severe depression were assigned to receive an individualized homeopathic medicine or fluoxetine 20 mg day(-1) (up to 40 mg day(-1)) in a prospective, randomized, double-blind double-dummy 8-week, single-center trial. Primary efficacy measure was the analysis of the mean change in the Montgomery & Asberg Depression Rating Scale (MADRS) depression scores, using a non-inferiority test with margin of 1.45. Secondary efficacy outcomes were response and remission rates. Tolerability was assessed with the side effect rating scale of the Scandinavian Society of Psychopharmacology. Mean MADRS scores differences were not significant at the 4th (P = 0.654) and 8th weeks (P = 0.965) of treatment. Non-inferiority of homeopathy was indicated because the upper limit of the confidence interval (CI) for mean difference in MADRS change was less than the non-inferiority margin: mean differences (homeopathy-fluoxetine) were -3.04 (95% CI -6.95, 0.86) and -2.4 (95% CI -6.05, 0.77) at 4th and 8th week, respectively. There were no significant differences between the percentages of response or remission rates in both groups. Tolerability: there were no significant differences between the side effects rates, although a higher percentage of patients treated with fluoxetine reported troublesome side effects and there was a trend toward greater treatment interruption for adverse effects in the fluoxetine group. This study illustrates the feasibility of randomized controlled double-blind trials of homeopathy in depression and indicates the non-inferiority of individualized homeopathic Q-potencies as compared to fluoxetine in acute treatment of outpatients with moderate to severe depression.

Altas Diluições (Dinamizações Homeopáticas) têm ação biológica comprovada

A pesquisa com substâncias dinamizadas homeopaticamente (diluídas e agitadas) mostra ação biológica em diversos experimentos, que confirmam os resultados positivos obtidos por médicos homeopatas em todo o mundo, e o sucesso crescente da Homeopatia.
Já em 1912 foi publicado um trabalho pelo Dr. Pierre Jousset, que fez experiências com culturas de fungos. Estas, submetidas à ação de Argentum nitricum 25CH, paravam de crescer, demosntrando que mesmo uma alta diluição tem efeitos biológicos. (Comptes Rendus Academie des Science; 154, 616, 1912)
Muitas pesquisas recentes têm sido desenvolvidas, até mesmo por um prêmio Nobel de Medicina, o Dr. Luc Montagnier. Neste blog, publicarei novas evidências regularmente.

Workshop de Natal

bionatal

A festa de Natal é universal, calorosa, envolvente e carregada de magia. É uma época em que somos envolvidos em luz e no desejo de encontrar pessoas queridas esquecidas no corre-corre da vida. Mesmo aqueles que contestam o simbolismo importado: neve, trenós, Papai Noel pronto para enfrentar um rigoroso inverno além do consumismo tão marcante, muitas vezes acabam sendo envolvidos pela simbologia sagrada, pelos sentimentos de renovação e pela celebração da vida.
O Biográfico de Natal tem por objetivo, resgatar os valores essenciais deste momento que acontece há mais de 2000 anos e proporcionar aos participantes a oportunidade de investigar os valores, as memórias biográficas, o nascimento, a luz que guia, e que pode ser renovada em nosso espírito.

Será no período de 3 a 6 de dezembro de 2009 no Retiro das Rosas, em Ouro Preto/MG.
Coordenação:
• Ana Maria Lucchesi, psicóloga e terapeuta biográfica
• Marli Ribeiro, pedagoga e terapeuta biográfica
• Rosângela Cunha, psicóloga e terapeuta biográfica
• Marcelo Guerra, médico e terapeuta biográfico

(Formação Biográfica – Minas Gerais – Escola Livre de Formação Biográfica

Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça.)

Preço: R$960,00 ou 4X R$240,00 (a inscrição é efetivada com o depósito da 1a parcela)

Escreva para santana@terapiabiografica.com.br ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:
(21)7697-8982, (11)6463-6880 ou (22)9254-4866, Marcelo
(32)8887-8660 ou (31)8532-2217, Rosângela

VAGAS LIMITADAS

Amaranto

amaranto

Pesquisas recentes mostraram que o amaranto, um dos vegetais mais importantes da América pré-colombiana, além de altamente nutritivo, é um excelente redutor dos níveis de colesterol plasmático através de sua fração proteica que, ao ser digerida, inibe a enzima responsável pelo acúmulo de colesterol no organismo.
O estudo foi realizado pelo Laboratório de Bioquímica e Propriedades Funcionais dos Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), que investiga os chamados alimentos funcionais. José Alfredo Gomes Arêas e colaboradores começaram a estudar o amaranto em 1996 para entender como a planta reduz as taxas de colesterol. Após induzirem o aumento do colesterol total e do LDL (o chamado mau colesterol) em coelhos, através de alimentos ricos em ácidos graxos saturados e outros compostos, os pesquisadores administraram uma dieta contendo o amaranto.
Os resultados mostraram que a fração protéica do amaranto é a responsável pela redução do colesterol, pois as proteínas, ao serem ‘quebradas’ na digestão, transformam-se em pequenas cadeias de aminoácidos capazes de inibir a enzima responsável pelo acúmulo do colesterol. Mas o mecanismo ainda não está completamente elucidado e a equipe continua investigando.
Em parceria com o Instituto do Coração (InCor) de São Paulo, foram feitos estudos com pacientes cuja taxa de colesterol estava elevada. A administração de amaranto, mesmo em pouca quantidade, junto com estatinas, diminuiu mais acentuadamente os níveis de colesterol dos pacientes. O pesquisador ressalta, entretanto, que mais estudos são necessários para que se possa avaliar a real participação do amaranto, uma vez que o número de pacientes testados era pequeno e eles também foram tratados com medicamentos.
Além da comprovada redução do colesterol em animais, o amaranto é naturalmente rico em proteínas de alto valor biológico, o que não é comum em vegetais – a maioria deles não têm alguns aminoácidos essenciais e seu aproveitamento é de 60% ou menos. A planta é ainda fonte de fibras, zinco, fósforo e cálcio biodisponível (pronto para ser assimilado pelo organismo), outro fato incomum nos vegetais. O amaranto também não contém glúten ou outras substâncias alergênicas em sua composição, o que o torna uma opção para os celíacos – pessoas com intolerância ao glúten.
A equipe da USP investiga formas de consumo da planta, que tem na semente a parte comestível mais importante, já que não é um alimento que faz parte da cultura alimentícia brasileira. Ele é conhecido como um pseudocereal. A semente, quando aquecida, estoura como pipoca e está sendo utilizada para a criação de barras de cereais, musli (mistura de cereais), pães, bolachas e saladas. A idéia é introduzir a semente em alimentos para os quais o paladar do brasileiro já está acostumado, assim como foi feito com a soja.
Atualmente, alguns produtores já cultivam o Amaranthus cruentus, espécie que tem se adaptado melhor às condições climáticas brasileiras.
O amaranto é um arbusto que pode atingir até 2 metros de altura, com folhas grandes e panículas (tufos semelhantes às espigas) que concentram as sementes. As folhas podem ser cozidas como a couve. Para a produção de farinha, é necessário extrair das sementes o óleo, que tem altos níveis de ácidos graxos insaturados e também poderia ser usado na alimentação.

Fonte: Agência USP de Notícias

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