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Plantas medicinais que podem ser cultivadas em casa

Quando a cabeça começa a latejar ou o estômago a ficar embrulhado, há quem prefira recorrer, primeiramente, às plantas medicinais, que são a base dos medicamentos fitoterápicos. Muitas espécies podem ser cultivadas sem a necessidade de muita técnica. Elas auxiliam na redução de desconfortos digestivos e da enxaqueca, no combate da gripe e até dão uma ajudinha contra a celulite, entre outras utilidades. Esses kits caseiros de primeiros socorros, além de contribuir para o bem-estar do morador, de quebra, dão uma bossa aos ambientes. O Morar Bem convidou o paisagista Rafael Carvalho para dar dicas de espécies medicinais para se ter em casa.

- Algumas espécies são capazes de prevenir enfermidades, aliviar sintomas e até mesmo ajudar na cura. Na antiguidade, as plantas medicinais eram a principal opção de tratamento e, atualmente, pesquisas científicas já comprovaram muitas propriedades medicamentosas de várias espécies.

O paisagista, no entanto, faz um alerta: muitas destas plantas são venenosas ou tóxicas, devendo ser usadas em doses muito pequenas para terem o efeito desejado.

- O cuidado deve ser redobrado se quem vai ingerir é uma gestante ou uma criança. Na realidade, toda planta, mesmo alimentícia, pode ser potencialmente tóxica dependendo da dosagem – alerta o paisagista.

Para a reportagem, ele fez uma seleção de seis plantas para tornar ao dia a dia da sua casa mais saudável. Sãos elas: alecrim, cana-do-brejo, capim-limão (ou capim-santo), tomilho, cavalinha e babosa

Alecrim – Rosmarinus officialis

Descrição

Arbusto muito ramificado, sempre verde, com folhas pequenas e finas. A parte inferior das folhas é de cor verde-acinzentada, enquanto a superior é quase prateada. As flores são de cor azul ou esbranquiçada. Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins. Exala um aroma forte e agradável. Utilizada para fins culinários, medicinais e religiosos, a sua essência também é utilizada em perfumaria, como por exemplo, na produção da água-de-colônia, pois contém tanino, óleo essencial, pineno, cânfora e outros princípios ativos que lhe conferem propriedades excitantes, tônicas e estimulantes.

Aplicações terapêuticas

Tem efeito estimulante contra o cansaço mental, contra doenças respiratórias e é considerado um antidepressivo natural. A medicina popular recomenda o alecrim como um estimulante às pessoas atacadas de debilidade, sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a febre tifóide.

Uma tosse pertinaz desaparecerá com infusões de alecrim, que também são recomendadas a todas as pessoas cujo estômago seja preguiçoso para digerir.

O alecrim apresenta propriedades que reduzem os gases intestinais e facilitam o fluxo menstrual. É, ainda, relaxante muscular, ativador da memória e fortalece os músculos do coração. Cientistas dizem que ramos de alecrim deveriam ser pendurados em oficinas e áreas onde crianças fazem tarefas escolares para um melhor funcionamento da memória.

Modo de fazer o chá

Uma infusão de alecrim é feita com 4 gramas de folhas por uma xícara de água fervente. Deve ser tomada depois das refeições.

Dicas de cultivo

O alecrim gosta de solos pobres em nutrientes e bem drenados. É uma planta fácil de cultivar, bastante tolerante a pragas. Quando cultivado em vasos, deverá ser mantido de preferência aparado, de forma a evitar o crescimento excessivo. Só regue quando a terra do vaso estiver seca e deixe-o tomar sol o dia todo.

Valor aproximado da muda: R$ 3 a R$ 5

Cana do Brejo – Costus spicatus swartz

Descrição

Planta herbácea, nativa do Brasil. Possui haste dura, folha de cor verde-escura e avermelhada nas margens. As flores normalmente são amarelas ou cor de carmim.

Aplicações terapêuticas

O sumo das hastes diluídas em água são usadas contra doenças venéreas. A haste e o caules secos, em pó, são cozidos entre dois panos para curar hérnias. Em infusão, atua contra dores, cálculo renal, leucorreia e febres, inflamações dos rins, arterioesclerose, amenorréia, problemas na bexiga, cálculo renal, distúrbio menstrual, dor reumática, dores e dificuldade de urinar, inchaço, inflamações da uretra, nefrite e uretrite.

Modo de fazer o chá

Coloque em infusão duas colheres de sopa da erva para um litro de água fervente . Deixe levantar fervura, desligue o fogo e abafe por dez minutos. Coe. Tomar de três a quatro xícaras ao dia.

Dicas de cultivo

A cana do brejo é uma planta que não tolera temperaturas muito baixas.Normalmente é plantada em canteiros a pleno sol, com terra rica em matéria orgânica, que deve ser renovada a cada dois anos. Multiplica-se facilmente.

Valor aproximado: R$ 5 a R$ 10

Capim-limão/Capim-santo – Cymbopogun citratus

Descrição

Espécie originária da Índia, o capim-limão, ou capim santo, tem raízes fibrosas, escuras e numerosas. As folhas são moles, planas, estreitas e longas, aromáticas, com margens ásperas e cortantes. Têm lâmina de cor verde-grisácea com veios bem visíveis na face inferior e de cor verde-brilhante e lisa na face superior. Ainda é muito comum a confusão entre o capim-limão e a citronela. Afinal, ambos pertencem ao mesmo gênero. Mas, de acordo com o paisagista Rafael Carvalho, é possível diferenciá-las pelo aroma. O capim-limão apresenta um cheiro mais suave, que lembra o limão. Já o aroma liberado pela citronela é bem intenso.

Aplicações terapêuticas

Combate a insônia, atenua as dores de músculos doloridos, além das dores causadas por gases abdominais, cólicas uterinas e intestinais e o mal-estar causado pela gripe. Ajuda ainda a combater resfriados, tosse, catarro e disfunções gástricas.

Modo de usar

Folhas, por infusão, para atuar contra bronquite, resfriado, tosse, antiespasmódico, gases, digestivo, analgésico e calmante.

Para uso externo, como fungicida e antibacteriano.

Dicas de cultivo

Aprecia clima tropical e subtropical. Desenvolve-se melhor em solo areno-argiloso bem drenado. Exigente em matéria orgânica e nutrientes, as moitas devem ser desmanchadas ao final de um ano, para renovar o substrato do vaso, incorporando terra vegetal/húmus e areia. Ao retirar as mudas, deve-se encurtar as folhas e aparar as raízes, não deixando que sequem, mantendo-as umedecidas ou imersas em água.

Valor aproximado: R$ 3 a R$ 5

Cavalinha – Equisetum ssp

Descrição

A cavalinha é uma planta muito rústica e perene. O caule é de cor verde, com textura áspera ao tato por causa da presença de silício.

Considera-se que esta planta tenha mais de 300 milhões de anos sendo assim, comparativamente, uma das formas de vida vegetal mais antigas do mundo.

Aplicações terapêuticas

Suas propriedades adstringentes e diuréticas auxiliam no tratamento de diarréias, febres, infecções de rins e bexiga, cálculo renal e osteoporose. Estimulam a consolidação de fraturas ósseas. Agem sobre as fibras elásticas das artérias, atuam em casos de inflamação e inchaço da próstata, aceleram o metabolismo cutâneo, estimulam a cicatrização e aumentam a elasticidade de peles secas, sendo indicada ainda para o combate de hemorragias ou cãibras, úlceras gástricas e anemias.

É usada também como hidratante profundo, ajuda a evitar varizes e estrias, limpa a pele, fortalece as unhas, dá brilho aos cabelos, auxilia no tratamento da celulite e também da acne.

Modo de usar

Colocar uma colher de sopa de planta seca em meio litro de água fervente. Ferver por dois minutos. Cobrir. Deixar amornar até chegar à temperatura apropriada para beber. Coar. Tomar três xícaras de chá ao dia durante o tempo necessário à cura. O chá tomado em excesso pode provocar carência de vitamina B1.

Dicas de cultivo

Aprecia solo úmido, ou seja, gosta de regas frequentes, pois é nativa de brejos e terrenos alagadiços. Deve ser cultivada sempre em pleno sol.

Valor aproximado: R$ 5 a R$ 10

Tomilho – Thymus vulgari

Descrição

O tomilho possui folhas pequenas e flores róseas ou esbranquiçadas. É especialmente cultivado como condimento.

Seu óleo essencial, com apreciável poder anti-séptico, é muito utilizado contra as afecções pulmonares e como estimulante digestivo. Também é conhecido pelo nome de timo.

Aplicações terapêuticas

Tem propriedades antissépticas, tônicas, antiespasmódicas, expectorantes e vermífugas. Revigorante e tônico, é essencialmente usado como remédio respiratório.

Modo de usar

Em infusão , é usado no combate a infecções de garganta e pulmonares, na asma e febre dos fenos e na eliminação de parasitas. Externamente, alivia picadas, dores reumáticas e infecções fúngicas.

Dicas de cultivo

Planta que requer pouco cuidado e prefere terrenos secos. O melhor período para plantação é na primavera. A planta gosta de sol e resiste muito bem a tempo seco. O excesso de água pode queimar as folhas de baixo causando a morte da planta.

Valor aproximado: R$ 3 a R$ 5

Babosa-medicinal – Aloe vera

Descrição

A aloe vera é uma planta rústica originária de regiões desérticas. Por causa do meio hostil em que se desenvolve, ela adquiriu inúmeras capacidades para sobreviver. É usada principalmente pelas suas propriedades medicinais ou como planta ornamental. As folhas de aloe vera contém um tipo de gel e é essa substância que é utilizada pela medicina alternativa. No Brasil, a aloe vera também é conhecida como babosa. Apenas quatro espécies são seguras para uso em seres humanos, dentre as quais destacam-se a aloe arborensis e a aloe barbadensis miller, sendo esta última reconhecida como a espécie de maior concentração de nutrientes no gel da folha.

Aplicações terapêuticas

O aloe vera é uma planta utilizada para diversos fins medicinais há muitos anos. Geralmente é utilizada para problemas relacionados à pele (acne, queimaduras, psoríase, hanseníase, etc). É um poderoso regenerador e antioxidante natural. A esta planta são reconhecidas propriedades antibacteriana, cicatrizante, hidratante do tecido capilar ou dérmico danificado por uma queimadura, entre outras. Aplicada sobre uma queimadura ajuda rapidamente a retirar a dor e reparador do tecido queimado, pelo seu efeito hidratante e calmante. É indicado para queda de cabelo, caspa, dar brilho ao cabelo, combate aos piolhos e lêndeas. No entanto, não deve ser ingerida por mulheres durante a menstruação ou gravidez. Também deve ser evitada nos estados hemorroidários. Não usar internamente em crianças

Modo de usar

São usadas 50 gramas de folhas descascadas, trituradas com 250 ml de álcool e 250 ml de água. Em seguida, a tintura deve ser coada e utilizada sob a forma de compressas e massagens nas contusões, entorces e dores reumáticas.

Infusão:

Já quem tem queda de cabelo, caspa, piolhos ou lêndeas deve passa a babosa pelo processo de infusão . Lave as folhas frescas, tire a casca e fique somente com a polpa. Coloque uma porção de polpa amarelada em um copo de água fervente, abafe por 15 minutos e coe com uma peneira. Lave a cabeça e, em seguida, aplique o produto resultante no couro cabeludo, massageando ligeiramente. Deixe agir por uma hora. Enxágüe a cabeça com água quente ou morna. No caso de piolhos ou lêndeas, passar o pente fino em seguida.

Dicas de cultivo

Cultivada a sol pleno em solo bem drenado (terra vegetal e areia). É muito resistente a solos secos e de baixa fertilidade.

Valor aproximado: R$ 10 a R$ 25

Fonte: O Globo

Sinergia nas plantas medicinais

Marcelo Guerra

As plantas medicinais têm sido usadas como tratamento de doenças desde que o ser humano deixou de ser nômade e estabeleceu a agricultura. Muitas fazem parte de rituais de povos indígenas e religiões em diferentes lugares de mundo. O interesse pela fitoterapia, que é como é chamado o tratamento com plantas medicinais, vem crescendo exponencialmente desde o último século, impulsionado pela busca de uma medicina que causasse menos efeitos colaterais que a alopatia.

Boa parte dos remédios alopáticos, porém, são derivados de produtos extraídos de plantas medicinais. O ácido acetilsalicílico, substância ativa da Aspirina, é um exemplo clássico, extraído de uma espécie de salgueiro. Esta é a utilidade das plantas medicinais para a medicina alopática: fonte de substâncias ativas que devem ser isoladas, patenteadas e transformadas em comprimidos que vão encher as prateleiras das drogarias.

O fator complicador é que as substâncias ativas, quando isoladas, geralmente provocam efeitos colaterais danosos às pessoas. A fitoterapia faz uso das plantas em sua forma integral, pois há uma sinergia entre as substâncias que a compõem que evita que uma fique em excesso no organismo, provocando um efeito desagradável ou nocivo.

Uma história que mostra a importância da sinergia na fitoterapia é o uso com sucesso da kawa-kawa. A kawa-kawa (Piper methisticum) é uma planta comum no Havaí, e muito consumida pelos havaianos como uma bebida que causa relaxamento e sono. Ora, se há um tipo de remédio que nós ocidentais adoramos, são aqueles que nos fazem relaxar. Começou-se a prescrever e vender kawa-kawa no mundo todo. Através de análise bioquímica, descobriu-se a substância ativa que produzia o relaxamento e passou-se a produzir extratos de kawa-kawa que obtivessem o máximo dessa substância. Resultado: começaram a aparecer pessoas com cirrose no fígado pelo uso da kawa-kawa. E por que os havaianos não têm mais cirrose do que a população que não consome kawa-kawa nos outros países? Bem, o processo moderníssimo de extração diminuía a concentração de outras substâncias que são protetoras do fígado. Ou seja, o mal que uma substância provoca é anulado por outra substância da mesma planta! O extrato padronizado implica num risco à saúde muito maior do que o benefício que ela provoca. Voltou-se a usá-la então do modo mais primitivo, que é a tintura mãe, que causa o relaxamento esperado sem provocar a destruição do fígado.

Este caso ilustra o risco que as plantas medicinais podem oferecer, mas mostra que este risco é geralmente fruto de não se reconhecer a especificidade da fitoterapia e lidar com as plantas com os mesmos métodos da alopatia. Quando elas são usadas segundo observações de seu uso tradicional, dificilmente causam efeitos adversos. As plantas medicinais precisam ser mais estudadas, não de forma reducionista como a alopatia costuma fazer, mas de uma maneira interdisciplinar, por médicos, farmacêuticos, antropólogos e biólogos, para que possam oferecer seus recursos terapêuticos a muito mais pessoas.

Calêndula protege contra efeitos da radiação solar

>> Esta pesquisa acentua a valorização do conceito de Sinergia, ou seja, as propriedades da planta toda são diferentes de seus componentes isolados, e contrabalançam possíveis efeitos nocivos que estes componentes possam ter.

Testes realizados na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP revelam que o extrato da calêndula (Calendula officinalis), planta originária da região mediterrânea entre Europa, África e Ásia, é eficaz para proteger a pele contra os efeitos da radiação ultravioleta emitida pelo Sol. Experiências realizadas com animais mostraram que as formulações contendo o referido extrato reduzem o estresse oxidativo causado pelos raios solares, promovendo efeito fotoprotetor e retardando o envelhecimento da pele.

A calêndula foi adaptada às condições climáticas do Brasil e, segundo a farmacêutica Yris Maria Fonseca, é usada popularmente como agente antiinflamatório tópico contra queimaduras, especialmente as provocadas pelo Sol. “O estudo verificou se o extrato de calêndula também seria eficaz contra os danos causados pela radiação solar, comprovando cientificamente um de seus usos populares”, conta Yris, que é uma das responsáveis pelo estudo.

Os experimentos foram realizados com camundongos de laboratório geneticamente modificados, sem pelo, que tiveram lesões induzidas por luz ultravioleta. “Verificou-se o estresse oxidativo, alterações na morfologia do tecido e das células e a presença de inflamação da pele”, aponta Yris. “As análises mostram que o extrato de calêndula, administrado por via oral ou tópica, foi eficaz para prevenir o estresse oxidativo causado pela radição solar.”

Na pesquisa, foi possível inibir totalmente o estresse oxidativo, deixando a pele dos ratos semelhante à de animais que não receberam radiação.“O extrato também estimulou a síntese de colágeno, o que pode evitar o aparecimento de sinais característicos de pele envelhecida, como rugas e perda de elasticidade”, acrescenta a farmacêutica.

Potencial
De acordo com Yris, o extrato de calêndula apresenta uma grande quantidade de flavonóides e polifenóis, substâncias com reconhecido potencial antioxidante. “Acredita-se que a redução do estresse oxidativo aconteça não por causa de um composto isolado, mas devido ao efeito sinérgico entre as substâncias presentes no extrato de calêndula”, explica.

No estudo, a calêndula foi testada em três formulações diferentes, sendo que uma formulação do tipo gel apresentou melhor desempenho para fotoquimioproteção. “Para que o produto seja disponibilizado comercialmente, serão necessários novos testes, relacionados à segurança e toxicidade, entre outros aspectos”, observa a farmacêutica.

O extrato também passou por testes de citotoxicidade, realizados em duas linhagens de células tumorais e uma de células normais. ”O maior efeito tóxico foi registrado nas linhagens tumorais, preservando a normal, o que demonstra o potencial para o tratamento de câncer”, aponta Yris. “Entretanto, este é um resultado preliminar, que precisará ser confirmado em estudos específicos”.

A pesquisa sobre os efeitos da calêndula em lesões agudas provocadas pela radiação solar faz parte da tese de doutorado de Yris, realizada no Laboratório de Controle de Qualidade de Medicamentos e Cosméticos da FCFRP. O trabalho teve a orientação da professora Maria José Vieira Fonseca, da FCFRP. Em sua pesquisa de pós-doutoramento, a farmacêutica irá investigar o efeito fotoquimioprotetor da calêndula sob a radição exposta cronicamente, em longo prazo.

Fonte: Agência USP de Notícias

Curso: VIRTUDE DA PLANTA PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS

Aspectos do uso terapêutico e do cultivo orgânico

Organização:

Dra. Eloísa C. Pimentel de Magalhães- Médica
Prof. Dr. Pedro Melillo de Magalhães- eng. Agrônomo- CPQBA-UNICAMP

05 de dezembro de 2009 (sábado)

PROGRAMA

Recepção e inscrições- 8:30- 9:00
1. O Caminho da Fitoterapia – 9:00 às 9:30 (Dra Eloísa)
- Histórico do uso, saber popular e medicina tradicional

- Potencial terapêutico e Conceitos fundamentais no uso de plantas medicinais

2. Da Planta ao Medicamento – 9:30 às 12:30 (eng.agrônomo)
- Noções de identificação botânica
- Bases para a produção sustentável de plantas medicinais
- Qualidade nas operações de cultivo orgânico e secagem- estudo de casos

- Demonstração de busca em sites específicos (on-line)

- Relato de experiências e de visitas a hortos e serviços no exterior (Bélgica, Inglaterra)

- Prática de observação de plantas medicinais
Almoço – 12:30 às 13:30

13:30 ÁS 14:00 -**VISITA EM HORTA DE PLANTAS MEDICINAIS**

3. Utilização Terapêutica – 14:30 às 18:00 (Dra Eloísa)
- Critérios de bom uso,  panorama atual e pesquisas recentes

- Fitoterapia em Serviço Público: experiência e estratégias de implantação

- Preparo de infusão, tinturas, xaropes e  cremes – vídeo
- Fitoterápicos mais utilizados nas patologias mais freqüentes

- Aplicações práticas e auto-cuidado- uso das plantas no dia-a dia
- Uso de plantas aromáticas na alimentação – temperos e especiarias

4. Avaliação e certificado- 18:00 às 18:30

O curso é apostilado

INVESTIMENTO   R$ 200,00

Desconto de 10% para estudantes e servidores públicos

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Espaço Spiralis – Ecomercado Avis rara
Rua Rei Salomão, 295 – Sousas – Campinas

Fone: (19) 3258-8241 / 3258-9224
spiralis@avisrara.com.br http://www.avisrara.com.br

Realização: VIRTUDE DA PLANTA

virtudedaplanta@gmail.com http://virtudedaplanta.blogspot.com

Plantas medicinais podem fazer mal?

Taraxacum

CRISTIANE SEGATTO

Quatro em cada dez americanos recorrem a algum tipo de terapia alternativa para cuidar da saúde. Um dos recursos mais procurados são os fitoterápicos, em forma de cápsulas ou chás. A informação faz parte de uma pesquisa divulgada pelo Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa (NCCAM). Esse é um órgão do governo americano que pretende regulamentar o setor e submeter as terapias a estudos científicos.

É um esforço para lançar luzes numa área cheia de crenças infundadas. E também para comprovar e reconhecer os benefícios de práticas tradicionais que podem melhorar a qualidade de vida da população. Vinte e oito prestigiadas universidades, como Harvard, Columbia e Duke, participam dessa iniciativa.

Até recentemente, o casamento entre os tratamentos convencionais e as terapias alternativas parecia impossível. Havia radicais dos dois lados. O que se vê hoje nos Estados Unidos é uma tentativa de harmonizar as duas áreas. Esse esforço deu origem a um novo campo que tem sido chamado de medicina integrativa.

Há um movimento semelhante no Brasil – ainda que menos organizado. Não se sabe, por exemplo, quantos brasileiros consomem chazinhos e outras formas de fitoterapia ao mesmo tempo em que se tratam com medicamentos alopáticos. Não estranharia se uma pesquisa demonstrasse que mais da metade da população faz isso.

Temos no Brasil o costume de achar que tudo o que é natural é necessariamente benéfico. Sobre o hábito de tomar chazinhos da vovó para enfrentar os mais diversos incômodos, há um ditado bastante conhecido: “Se não fizer bem, mal não faz”. Essa ideia está arraigada na cultura nacional, mas é totalmente equivocada.

“É um erro pensar dessa forma. A natureza tem venenos poderosos”, diz o pesquisador João Ernesto de Carvalho, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele é especialista em Farmacologia e Toxicologia.

Carvalho faz um importante alerta: “Quase 100% das escolas médicas não tem a disciplina de fitoterapia”, diz. “Os médicos desconhecem as plantas medicinais e como elas podem interferir na ação dos remédios que eles receitam”, afirma.

Esse é um grande problema. As plantas medicinais interferem na forma como os remédios convencionais agem no organismo. Podem inibir ou exacerbar a ação deles. Alteram o metabolismo dos medicamentos. Eles podem perder a eficácia ou se acumular no organismo.

Nem os médicos, nem os pacientes se dão conta disso. Quem toma uns chazinhos ou umas cápsulas naturais não conta ao médico. Acha que a informação é irrelevante ou teme ser ridicularizado.

Precisamos aprender que essa informação pode fazer toda diferença. Alguns exemplos de interações perigosas entre ervas e remédios:

* A pata-de-vaca (Bauhinia forticata) é uma planta popularmente usada contra o diabetes. O chá dessa erva pode causar hipoglicemia no diabético. Sem saber que esse efeito é provocado pelo chá, o médico pode achar que é necessário reduzir a dose dos remédios. Se isso for feito e a pessoa parar de tomar o chá, os níveis de açúcar no sangue podem subir. “Essa oscilação pode trazer sérios danos ao tratamento e à saúde do paciente”, diz Carvalho.

* Cápsulas de alho (Allium sativum) têm efeito antihipertensivo, antitrombótico e antioxidante. São usadas para prevenir doenças cardiovasculares. Mas não devem ser consumidas por pessoas que tomam anticoagulantes orais e aspirina. Uma outra interação muito perigosa: cápsulas de alho podem reduzir a atividade dos antivirais usados no tratamento da aids.

* A erva-de-são-joão (Hypericum perforatum) costuma ser usada para ajudar a combater a depressão. Muitos pacientes de aids que sofrem de depressão costumam tomar chás dessa erva. Mas atenção: ela também reduz a concentração das drogas anti-HIV no sangue. O tratamento perde eficácia. É ou não é um assunto sério?

* O chá verde (Camellia sinensis) é usado como antioxidante e para ajudar a reduzir os níveis de colesterol. Mas não deve ser usado junto com drogas vasodilatadoras coronarianas ou com a teofilina, um broncodilatador pulmonar.

* O gengibre (Zingiber officinale) ajuda a reduzir náuseas e cólicas. Também estimula a circulação e a digestão. Mas pode provocar fortes reações gástricas. Também não deve ser usado junto com remédios anticoagulantes.

* O suco da toranja (Citrus x paradisi), também chamada de grapefruit, contém uma substância que inibe o metabolismo de remédios contra a hipertensão. Quem tem o costume de tomar esse suco frequentemente (o que é comum nos Estados Unidos) corre o risco de sofrer uma crise de hipertensão. E, provavelmente, vai culpar os remédios pela falha.

Esses são exemplos de algumas interações comprovadas pela ciência. Pode ser que existam muitas outras. O desconhecimento é geral. Carvalho acredita que a situação pode se agravar nos próximos meses. Em 2010, o Ministério da Saúde pretende lançar a Relação Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (Renafito). A ideia é estimular o uso desses produtos no SUS.

“Se a população e os médicos não forem muito bem orientados sobre o uso desses recursos naturais, é possível que muita gente venha a enfrentar problemas”, afirma Carvalho.

O Ministério da Saúde divulgou uma lista de 71 plantas que considera útil no tratamento de doenças. Agora está na fase de recolher evidências científicas da segurança e da eficácia dessas plantas. A divulgação da lista definitiva está prevista para julho.

“Vamos oferecer um curso aos médicos do SUS para que eles saibam quando e como adotar plantas e fitoterápicos”, diz Katia Torres, consultora do departamento de assistência farmacêutica e insumos estratégicos do Ministério da Saúde.

Os brasileiros – médicos e pacientes – precisam passar por uma mudança cultural, aprender a encarar as ervas de uma outra forma. Não devemos negar o valor dos recursos naturais nem desprezar o conhecimento tradicional dos indígenas e de outros grupos que nos ensinaram a combater tantos males. Precisamos, porém, reconhecer que o que é natural também pode fazer mal.

Até a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos remédios era derivada de substâncias encontradas na natureza. Com o surgimento da síntese química, a forma como lidamos com os remédios mudou. É mais fácil observar e comprovar os efeitos colaterais dos medicamentos criados em laboratório. “Foi daí que surgiu a ideia de que os remédios sintéticos são uma coisa perigosa, cheia de efeitos indesejados”, diz Carvalho.

Esses efeitos colaterais existem e são muitos. Mas as plantas não são necessariamente inocentes ou inócuas. Elas também podem produzir graves efeitos indesejados. A diferença é que eles são desconhecidos ou desprezados. Posso dar um conselho? Se você é adepto do chazinho ou das cápsulas naturais não esconda esse fato de seu médico. Ele é muito relevante.

Fonte: Revista Época

Curso: VIRTUDE DA PLANTA – PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS

Aspectos do uso terapêutico e do cultivo orgânico

Organização:

Dra. Eloísa C. Pimentel de Magalhães- Médica
Prof. Dr. Pedro Melillo de Magalhães- eng. Agrônomo- CPQBA-UNICAMP

5 de dezembro de 2009 (sábado)

PROGRAMA

Recepção e inscrições- 8:30- 9:00
1. O Caminho da Fitoterapia – 9:00 às 9:30 (Dra Eloísa)
- Histórico do uso, saber popular e medicina tradicional

- Potencial terapêutico e Conceitos fundamentais no uso de plantas medicinais

2. Da Planta ao Medicamento – 9:30 às 12:30 (eng.agrônomo)
- Noções de identificação botânica
- Bases para a produção sustentável de plantas medicinais
- Qualidade nas operações de cultivo orgânico e secagem- estudo de casos

- Demonstração de busca em sites específicos (on-line)
- Prática de observação de plantas medicinais

Visita à horta de plantas medicinais

Almoço – 12:30 às 14:00

3. Utilização Terapêutica – 14:00 às 18:00 (Dra Eloísa)
- Critérios de bom uso, panorama atual e pesquisas recentes

- Fitoterapia em Serviço Público: experiência e estratégias de implantação

- Preparo de infusão, tinturas, xaropes e cremes – vídeo
- Fitoterápicos mais utilizados nas patologias mais freqüentes

- Aplicações práticas e auto-cuidado- uso das plantas no dia-a dia
- Uso de plantas aromáticas na alimentação – temperos e especiarias

4. Avaliação e certificado- 18:00 às 18:30

O curso é apostilado

INSCRIÇÕES ANTECIPADAS

INVESTIMENTO
R$ 180,00 até 18/11 e R$ 200,00 após
Desconto de 10% para estudantes e servidores públicos

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Espaço Spiralis – Ecomercado Avis rara
Rua Rei Salomão, 295 – Sousas – Campinas Fone: (19) 3258-8241 / 3258-9224
spiralis@avisrara.com.br

http://www.avisrara.com.br

Realização: VIRTUDE DA PLANTA

Alfazema

alfazema
Sinônimos: Lavandula vera, Lavandula officialis, alfazema do mato: Excitante   e antiespasmódica. Na falta de regras, promove ou restabelece o fluxo  menstrual. Usa-se o chá das folhas para expelir gases intestinais. Para   asma, afecções do fígado e baço, nervosismo, dor de cabeça, neurose   cardíaca, flatulência, tosses catarrais, feridas, abcessos, acne,  reumatismo, gota. Sua essência combate piolhos e outros parasitas. A infusão  das sementes serve para digestões difíceis.

Plantas medicinais no SUS – 1º passo

aroeira

BRASÍLIA – Alcachofra para ajudar na digestão, aroeira da praia para combater inflamação vaginal e unha-de-gato para dores nas articulações. A sabedoria popular conhece há muito tempo o poder das plantas, que começa a ser comprovado cientificamente. Por isso, o Ministério da Saúde elaborou uma lista com 71 plantas que poderão gerar produtos para serem usados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O objetivo da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus) é orientar estudos que possam subsidiar a elaboração da relação de fitoterápicos disponíveis para uso da população, com segurança e eficácia para o tratamento de determinadas doenças. A relação deverá ser revisada e atualizada periodicamente.

A partir de 2009, o SUS pretende ampliar a lista de medicamentos fitoterápicos disponíveis na assistência farmacêutica básica em todo o país. Atualmente, são oferecidos fitoterápicos derivados de espinheira santa, para gastrites e úlceras, e de guaco, para tosses e gripes.

Os fitoterápicos são os medicamentos obtidos exclusivamente a partir de matérias-primas ativas vegetais. Os medicamentos fitoterápicos utilizados pelo SUS são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e considerados seguros e eficazes para a população.

O Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, instituído em dezembro de 2008, tem como objetivo inserir, com segurança, eficácia e qualidade, plantas medicinais, fitoterápicos e serviços relacionados à Fitoterapia no SUS. O programa busca também promover e reconhecer as práticas populares e tradicionais de uso de plantas medicinais e remédios caseiros.

Fonte: O Globo

Efeitos adversos dos fitoterápicos quando combinados com alopatia

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>> Daí a necessidade de consultar um médico para prescrever os fitoterápicos.

Maria Vianna, especial para O Globo Online

RIO – Chá verde para emagrecer, cápsulas de equinácea para resfriados, comprimidos de vitamina A para melhorar a visão, tintura de camomila para ter um sono tranqüilo… Atire a primeira pedra quem nunca se animou com as promessas dos suplementos naturais e dos complexos vitamínicos. Bem dosados, eles podem trazer benefícios para a saúde, atuando como coadjuvantes no tratamento de doenças leves. Em grandes quantidades, no entanto, os suplementos naturais podem ser verdadeiras bombas para o organismo, principalmente quando combinados com certos alimentos ou medicamentos.

O ideal é procurar orientação de um especialista antes de ser seduzido pelas promessas dos frascos nas prateleiras. É o que afirma a médica Jaqueline Renault, especialista em terapia ortomolecular, que lembra que só porque os suplementos são naturais não quer dizer que não tenham contra-indicações. – Alguns não podem ser tomados por longos períodos, outros são totalmente contra-indicados para gestantes e mulheres que estão amamentando. Até as vitaminas, que parecem inofensivas, podem causar hipervitaminose, intoxicação, náuseas e vômitos – explica Jaqueline. Tinturas, cápsulas, pós e até chás totalmente naturais podem sobrecarregar o fígado, órgão responsável por metabolizar todas as substâncias que entram no corpo pela boca. Para a médica, um dos equívocos mais comuns é das pessoas errarem no próprio diagnóstico e tomarem suplementos que nada têm a ver com seus sintomas, às vezes até piorando o quadro inicial. Além disso, muitos suplementos naturais interferem com medicamentos sintéticos, fazendo com que eles percam a eficácia ou se tornem mais tóxicos. É o caso da erva de São João, que anula os efeitos dos anticoncepcionais orais e altera a ação dos antidepressivos, e do ginseng e da equinácea, que podem interferir na coagulação do sangue. – Cada individuo é único em suas necessidades. O suplemento pode ajudar ou atrapalhar, mas só quem pode definir isso é um especialista, que vai indicar a fórmula e a dosagem corretas – avalia Jaqueline Renault. Confira algumas combinações explosivas: – Erva de São João e anticoncepcionais – A erva diminui a capacidade do corpo de absorver os hormônios sintéticos e aumenta o risco da gravidez. – Equinácea e remédios para artrite – Extrato vegetal muito usado em casos de gripe, a equinácea, em conjunto com remédios para artrite, aumenta o risco de inflamações no fígado. – Cápsulas de alho e aspirina – Podem aumentar sangramentos e dificultar a cicatrização. – Ginko biloba e procedimentos cirúrgicos – A substância natural usada para dar mais energia também interfere na capacidade de coagulação do sangue. – Fucus e remédios para tireóide – O suplemento à base de algas marinhas também atua na tireóide. Combinado com a medicação, pode desequilibrar ainda mais a glândula e, em casos extremos, leva-la à exaustão. – Ácido Linoleico Conjugado (CLA) e alimentos ricos em gordura – Usado por atletas para aumentar a massa muscular e diminuir a gordura corporal, o CLA pode causar enjôos, dores no estômago, dor de cabeça e acne. – Todos os suplementos naturais e/ou complexos vitamínicos e cirurgias – Os suplementos naturais podem interferir na absorção dos anestésicos, além de alterar os processos de coagulação e cicatrização. Não deixe de avisar um médico se você toma suplementos e vai ser operado.

Medicina é Arte

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No dia 30/10/2007 foi divulgada a notícia de que cientistas britânicos estão estudando a composição química dos fitoterápicos (remédios à base de plantas) chineses. A notícia foi saudada como uma grande revelação, como um aval para a sua utilização.

Ora, uma terapêutica em uso há mais de 2.000 anos, com sucesso no tratamento de bilhões de pessoas de precisa do aval de quem, cara pálida?

A mídia tende a confundir ciência com medicina. Isto é um engano! A medicina é uma arte e, como tal, vale-se de conhecimentos científicos,diferentes técnicas e conhecimentos acumulados pela prática de grandes médicos através da história e transmitidos de geração para geração.

O ser humano é por demais complexo para enquadrar-se ao saber científico sistematizado que, na história da humanidade, ainda engatinha. Muito do que se afirma científico hoje é baseado em hipóteses, que são apresentadas ao público leigo como verdades científicas. Daí a constante mudança de posições da ciência, pois as hipóteses, uma vez testadas em milhões de pacientes, muitas vezes mostram-se inúteis ou perigosas (lembra-so do Vioxx?).

A busca aumentada por medicinas alternativas na atualidade é também fruto da pretensa “cientificidade” da medicina alopática. O uso de tecnologias cada vez mais sofisticadas e o tratamento impessoal que os médicos alopatas dispensam aos seus pacientes, geraram o desejo de uma atmosfera mais humana e compreensiva por parte dos médicos. E este desejo encontrou ressonância nas medicinas alternativas, como homeopatia, acupuntura, terapia floral, etc.

Um problema sério entre as medicinas alternativas é o despreparo de muitos profissionais, que acreditam poder resolver tudo com sua intuição. Várias modalidades exigem formação adequada, e você precisa certificar-se de que o profissional que você pretende consultar é habilitado por uma instituição qualificada.

Portanto, lembre-se: a MEDICINA é ARTE, mas o artista tem que estar realmente preparado!