Archive for the ‘medicina preventiva’ Category

Dec 20

Prevenir é melhor do que remediar. O ditado popular é velho, porém, vem sendo usado exaustivamente por especialistas em contas públicas para tentar evitar um colapso no setor de saúde.

O interesse se justifica pelo preço elevado de novas tecnologias e pelas projeções de aumento considerável da expectativa de vida da população brasileira nas próximas décadas. Trata-se de um problema inevitável. Ocorre que não existe uma fórmula matemática mágica capaz de equilibrar esse déficit, o que obriga agentes públicos e privados a incentivarem a prevenção de doenças através de campanhas e investimentos em terapias alternativas. A revisão de métodos antigos e estabelecidos pode, inclusive, dar lugar a experiências fartamente comprovadas de êxito em alguns casos específicos. Isso não significa que haverá negligência com a saúde. Pelo contrário. Aos poucos, a Medicina Oriental ocupa espaço na sociedade com recursos que se somam aos remédios na cura de várias enfermidades. Na Alemanha, o governo reduziu significativamente os gastos com tratamentos ao adotar a homeopatia na rede pública. Metade dos casos de depressão no País é tratada com a “erva de São João”.

Mas não é só a substituição de medicamentos que ganha força nessa discussão. Mais do que nunca, fica evidente a necessidade de orientar a população a buscar o diagnóstico de doença ainda no início. Esse procedimento será bom tanto para o paciente quanto para quem pagará pelo tratamento, seja ele, através de medicamentos ou medicina alternativa.

Em um seminário realizado pelo Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro, uma empresa privada destacou que seus gastos anuais com o tratamento do câncer poderiam ser reduzidos em até sete vezes se a doença fosse diagnosticada no início. O impacto nas contas do governo federal seria imenso, uma vez que o gasto anual com a doença é de R$ 1,2 bilhão, incluindo-se aí serviços de internação hospitalar, quimioterapia e radioterapia.

Essa diminuição de custos não significa mais dinheiro em caixa. Isso porque a utilização de equipamentos e terapias modernas deve se refletir em maior despesa, exigindo esforços dos entes públicos em campanhas de prevenção. Nos últimos cinco anos, a União viu os gastos com tratamentos de alta complexidade aumentar 103%. E até 2010 a expectativa é que se elevem em até oito vezes em comparação com os níveis atuais.

O futuro do serviço público de saúde depende dessa mudança de mentalidade. E isso também vale para outras doenças. Com os avanços na medicina, cientistas já consideram normal que um bebê nascido nos dias de hoje possa atingir os 100 anos, e por que não 120 ou 130 anos se tiver uma boa saúde. É uma mudança drástica do perfil do idoso no País e no mundo. Há 30 anos, havia pouco mais de 500 mil pessoas com mais de 80 anos no Brasil. Em 2050, acredita-se que esse contingente será formado por mais de 25 milhões.

Porém, mais importante do que pensar na economia do País, é preocupar-se com o próprio bem-estar. Se você sabe de casos de câncer na família, ou de qualquer outra doença que possa ameaçar sua saúde, não deixe de visitar um médico e conversar a respeito do assunto. Faça exames preventivos e não deixe para amanhã o que pode ser resolvido ainda hoje, com calma e tranqüilidade. Preserve sua vida como se estivesse zelando pela saúde de uma pessoa querida.

* Milton Dallari é consultor empresarial, engenheiro, advogado e presidente da Associação dos Aposentados da Fundação Cesp. O e-mail para contato é o mdallari@decisaoconsultores.com.br.

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Nov 03

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No dia 30/10/2007 foi divulgada a notícia de que cientistas britânicos estão estudando a composição química dos fitoterápicos (remédios à base de plantas) chineses. A notícia foi saudada como uma grande revelação, como um aval para a sua utilização.

Ora, uma terapêutica em uso há mais de 2.000 anos, com sucesso no tratamento de bilhões de pessoas de precisa do aval de quem, cara pálida?

A mídia tende a confundir ciência com medicina. Isto é um engano! A medicina é uma arte e, como tal, vale-se de conhecimentos científicos,diferentes técnicas e conhecimentos acumulados pela prática de grandes médicos através da história e transmitidos de geração para geração.

O ser humano é por demais complexo para enquadrar-se ao saber científico sistematizado que, na história da humanidade, ainda engatinha. Muito do que se afirma científico hoje é baseado em hipóteses, que são apresentadas ao público leigo como verdades científicas. Daí a constante mudança de posições da ciência, pois as hipóteses, uma vez testadas em milhões de pacientes, muitas vezes mostram-se inúteis ou perigosas (lembra-so do Vioxx?).

A busca aumentada por medicinas alternativas na atualidade é também fruto da pretensa “cientificidade” da medicina alopática. O uso de tecnologias cada vez mais sofisticadas e o tratamento impessoal que os médicos alopatas dispensam aos seus pacientes, geraram o desejo de uma atmosfera mais humana e compreensiva por parte dos médicos. E este desejo encontrou ressonância nas medicinas alternativas, como homeopatia, acupuntura, terapia floral, etc.

Um problema sério entre as medicinas alternativas é o despreparo de muitos profissionais, que acreditam poder resolver tudo com sua intuição. Várias modalidades exigem formação adequada, e você precisa certificar-se de que o profissional que você pretende consultar é habilitado por uma instituição qualificada.

Portanto, lembre-se: a MEDICINA é ARTE, mas o artista tem que estar realmente preparado!

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Oct 30

>> Isto é exatamente o que os homeopatas estão dizendo há duzentos anos. Não adianta acabar com as bactérias, temos que tornar o nosso corpo imune a elas. E um dado estatístico: nosso corpo abriga mais células de microrganismos do que nossas próprias células, ou seja, somos um habitat complexo que não pode ser restringido apenas pelo DNA das células. É preciso uma nova maneira de entender as doenças para que possamos ter realmente uma melhor saúde.

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Marília Martins, em O Globo

A crise ambiental da Terra não se restringe à natureza. Também no universo microscópico, dentro do corpo humano, há espécies ameaçadas de extinção por uma dramática e acelerada transformação do meio ambiente, e entre elas estão microrganismos que podem ser essenciais à vida humana. Quem faz o alerta é o pesquisador americano Martin Blaser, chefe do Departamento de Medicina da Universidade de Nova York (NYU, na sigla em inglês). Em suas pesquisas, ele revela um panorama impressionante da evolução das espécies no universo microscópico e do equilíbrio precário entre o organismo humano e os seres que nele vivem e que são essenciais à Humanidade.

- Se nós extinguíssemos todos os vírus e as bactérias hoje existentes, nós morreríamos também. A espécie humana desapareceria com eles - diz Blaser.

Defesas naturais estão em risco

O estudo de Blaser é muito maior do que um simples recenseamento dos micróbios que habitam o nosso organismo. A hipótese da equipe de pesquisadores do departamento de medicina da universidade é a de que as transformações do meio ambiente microscópico são tão poderosas que espécies inteiras de micróbios estão desaparecendo e, por incrível que pareça, essa não é uma boa notícia para os seres humanos.

Um exemplo é o da bactéria Helycobacter pylori, apontada como uma das causas de úlcera e de câncer de estômago, que se encontra atualmente em acelerado processo de extinção. Esta deveria ser uma ótima notícia para nós, seres humanos, que
temos estômago. Mas não é. Por quê?

- A presença dessa bactéria no organismo fez com que a espécie humana desenvolvesse uma série de antígenos que protegem as camadas interiores do estômago. Esses antígenos são transmitidos de uma geração para outra. Com o desaparecimento da bactéria, porém, estão sumindo também os antígenos. O resultado é que o organismo humano, para defender o estômago, agora mais desprotegido e vulnerável a ataques, tende a antecipar o processo digestivo para o órgão anterior ao estômago, o esôfago. Por isto, vemos hoje que, ao declínio dos casos de câncer de estômago, corresponde um
aumento dos pacientes de doenças do esôfago, inclusive câncer. Com um agravante: o câncer de estômago costuma aparecer em idade avançada, em pacientes acima dos 50 anos. Já as doenças graves de esôfago surgem em qualquer idade, até em crianças - frisa Blaser.

No fim das contas, a extinção de uma bactéria perigosa está levando a uma troca de doenças, que pode ser altamente desvantajosa para a espécie humana, na medida que ataca indivíduos mais jovens. Outra importante mudança no espectro dos microrganismos que hoje são mais perigosos para a espécie humana está relacionada às doenças auto-imunes, cada vez mais comuns, como o diabetes. São doenças em que a autodefesa do organismo falha e agentes externos se valem da fragilidade do sistema imunológico.

Para os pesquisadores da equipe de Blaser, as doenças auto-imunes se tornaram mais comuns por causa da crescente higienização do espaço urbano e do uso indiscriminado de antibióticos, que eliminou boa parte dos agentes infecciosos que atacavam o homem.

- A ociosidade do sistema imunológico pode ter levado à sua maior fragilidade. O resultado deste processo, outra vez, não foi a redução do número de doenças e sim a mudança do espectro de males que assombram a espécie humana - comenta Guillermo Perez-Perez, um dos pesquisadores assistentes da equipe da NYU.

Além de fazer estudos sobre bactérias relacionadas ao processo digestivo como a Helycobacter pylori e a Campylobacter, relacionada com a gastroenterite, a equipe de Blaser se dedica aos microrganismos que atacam a pele. Blaser fez um estudo famoso sobre o risco de contágio pelo Bacillus anthracis, agente da doença infecciosa, que começa na pele, conhecida pelo
nome de antraz. O bacilo foi enviado num envelope para o escritório de um político do Congresso americano, e Blaser foi mobilizado para fazer uma previsão dos riscos de contaminação. O pesquisador chegou a uma fórmula matemática para determinar a velocidade do contágio e mostrou que até cinco mil pessoas poderiam contrair a doença a partir de um único envelope. Isto levou a polícia americana a estabelecer uma série de precauções no tratamento da correspondência do Congresso.

A equipe de Blaser, que tem o ambicioso projeto de mapear as bactérias que habitam o corpo humano, fez uma experiência recente para fazer um primeiro recenseamento de microrganismos encontrados na pele humana. O resultado foi mpressionante: em amostras coletadas numa porção do antebraço de seis indivíduos sadios foram achadas 182 espécies, pertencentes a 91 gêneros e cerca de 8% eram desconhecidas dos cientistas. Alguns meses depois, foram coletadas novas amostras e novas espécies foram descobertas, que não tinham sido registradas anteriormente. Isto mostrou que na pele humana há bactérias residentes e outras que estão ali apenas de passagem.

- Estimamos que há no corpo humano algo entre 3 mil e 10 mil espécies de bactérias como residentes fixas. Em média, um bom zoológico tem entre cem e 200 espécies. Então nós já sabemos que, somente em nosso antebraço, temos a mesma quantidade de espécies bactérias que um bom zôo - diz Blaser.

O primeiro recenseamento limitou-se a indivíduos sadios, mas Blaser acredita que o número pode ser maior no caso de pessoas doentes:

- Nossa hipótese é que vamos descobrir espécies diferentes na pele de pessoas com doenças como psoríase ou eczema. Encontrar bactérias que sirvam de marcadores para determinadas doenças poderia levar à elaboração de métodos de diagnóstico e quem sabe até ao desenvolvimento de novas drogas - avalia o pesquisador.

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Apr 29

O Ministério da Saúde, instituiu em 2003 um grupo de trabalho para estudar a implantação no SUS de práticas integrativas e complementares, traduzindo, medicina “alternativa”. Este grupo elaborou propostas que se tornaram leis (Portarias Ministeriais nº 971 em 3 de maio de 2006 e nº 1600 em 17 de julho de 2006). Estas práticas que fazem parte da chamada PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS) são: HOMEOPATIA, MEDICINA TRADICIONAL CHINESA – ACUPUNTURA, MEDICINA ANTROPOSÓFICA, PLANTAS MEDICINAIS – FITOTERAPIA e CRENOTERAPIA – TERMALISMO (tratamento com águas medicinais).

Ótima notícia, não é?

A má notícia é que nas Portarias Ministeriais citadas não há referência a fontes de recursos (o dinheiro para pagar os profissionais) nem critérios para tirar do papel e tornar realidade. Ou seja, falta a Regulamentação da PNPIC.

Por isto, precisamos nos unir para defender a medicina “alternativa”, e um passo fácil e ao alcance de todos é assinar um abaixo-assinado que circula na internet no endereço http://www.semelhante.org.br/10_abaixoassinado_02_formulario_01_form.asp e encontra-se disponível em diversas farmácias homeopáticas, pedindo a Regulamentação Já. Participe, fale com seus familiares e amigos, divulgue o máximo possível. Vamos democratizar a saúde alternativa!

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Mar 30

São josé do Rio Preto, 30 de março de 2007

Wilson Daher

Escrevi há algum tempo, nesta mesma coluna, um artigo sobre a instituição da Polícia Sanitária, no Rio de Janeiro, nos idos de 1904. A pedido de Oswaldo Cruz, o governo armou uma verdadeira frente de batalha para derrubar cortiços insalubres, alargar avenidas no estilo das alamedas parisienses, invadir casas que oferecessem resistência à visita dos fiscais sanitários e, finalmente, obrigar o povo a uma vacinação em massa contra um surto de varíola. Baseados no velho axioma de que os fins justificariam os meios, as autoridades não se deram ao trabalho de fazer previamente uma campanha de esclarecimentos. E o povo, então, cansado da submissão às autoridades se revoltou com barricadas nas ruas, quebra-quebra, incêndios provocados, enfim, formou-se uma verdadeira batalha campal que só ao fim de algum tempo cessou, voltando o Rio à pasmaceira de antes. Tal episódio, historicamente, tem sido considerado como um dos embriões de cidadania do início do século 20. Os revoltados, embora ignorantes do bem que lhes faria a submissão à vacina, tinham consciência da necessidade de se libertarem do jugo imposto, sem qualquer participação efetiva de sua parte. Só mais tarde, com o entendimento dos objetivos de tais campanhas, é que o povo começou a freqüentar, voluntariamente, os postos de vacinação contra as epidemias comuns da época.

Atualmente, em Rio Preto, em pleno século 21, assistimos desolados e estarrecidos a esta nova Revolta da Vacina (antidengue) criada pelo ilustre homeopata Renan Marino. Mas como tudo na história segue um caminho não linear, dialético, agora é o povo que exige a vacina e são as autoridades estaduais que a proíbem sob as alegações, quem sabe, da falta de uma metanálise de resultados, ou a falta de um protocolo de pesquisa mais detalhado e assim por diante. Acho estranha esta proibição, quando existe, segundo consta, uma evidência de resultados, aferida na população que já fez uso da vacina homeopática e já se constatou a ausência de efeitos colaterais e/ou reações adversas em seus usuários. Por quê? Não se queixem, depois, de que venha uma nova revolta do povo, que anseia por medidas eficientes e baratas contra a propagação da epidemia da dengue. Se em 1904 não queriam a vacina de Oswaldo Cruz, por ignorância de seu benefício, hoje querem a homeopatia de Renan Marino, porque sabem agora, ao longo do tempo, que vacinas serão sempre bem-vindas, desde que provada sua eficácia. Não somos porta-voz de ninguém, neste momento em que optamos apenas pela discussão menos emocional deste caso. Há muita coisa em jogo, e as autoridades devem discuti-la à luz da racionalidade, motivo e essência da ciência verdadeira.

WILSON DAHER
Psiquiatra e professor de História da Medicina na Famerp, Rio Preto

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Mar 30

Adilson Vedroni entrega representação contra Vigilância Sanitária a promotor

MP rejeita representação contra remédio antidengue
Município também vai ao Ministério Público denunciar ação do Estado

Rio Preto ganhou a primeira batalha no conflito com o Estado pelo uso do medicamento homeopático contra a dengue na rede municipal de saúde.

No final da tarde de ontem, o promotor de justiça Carlos Romani indeferiu a representação do Estado contra o município para impedir o tratamento, argumentando que distribuição, produção e eficácia do medicamento são irregulares.

A Secretaria de Saúde do município, por sua vez, também protocolou representação acusando o Estado de intervenção ilegal.

O parecer do promotor quanto ao documento do Estado diz que o município “não está sendo negligente no tratamento da questão, bem como está procurando dar soluções para a dengue e não se vislumbra que esteja adotando medidas ilegais ou em desacordo com regras do Ministério da Saúde”.

A representação do município foi entregue ao Ministério Público pelo secretrário de Saúde, Arnaldo Almendros, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Neli Drovetto, e o secretário de Negócios Jurídicos, Adilson Vedroni.

“Queremos esclarecer a legalidade desta ação suplementar do Estado que tentou recolher o medicamento. Apresentamos relatórios dos procedimentos adotados para a implantação”, diz Vedroni.

O Estado diz que vai pedir à Procuradoria Geral ação cautelar de busca e apreensão do remédio.

Enquanto isso, o medicamento homeopático continua sendo distribuído para pacientes com sintomas da doença, nas UBSs.

Rio Preto tem hoje 897 casos positivos de dengue e, desde o início da distribuição, há 12 dias, 19.440 pessoas tomaram o remédio.

Manifestação
Terça-feira, em reunião extraordinária, o Conselho Municipal de Saúde vai apreciar, e votar, o uso do medicamento homeopático na rede de saúde como alternativa de tratamento e como estratégia de saúde.

Estado argumenta ‘hipótese de risco’
A diretora do Centro de Vigilância Sanitária do Estado, Maria Cristina Megid, que chegou ontem a Rio Preto, suspendeu as ações de interdição do remédio nos postos de saúde. “A decisão sobre o que será feito, agora, é na esfera judicial”, diz.

A diretora reforça que a ação suplementar foi adotada baseada na “hipótese de risco” iminente à população por não serem conhecidos os efeitos do remédio. “Se não conhecemos os efeitos, não tem comprovação da eficiência. Pessoas correm risco”.

Ainda segundo ela, o Estado se baseia em outra hipótese, a de o remédio maquiar os sintomas e as pessoas se sentirem protegidas. “A população pode achar que não vai ter a doença e relaxar”, afirma.

A Secretaria Municipal de Saúde, em representação ao MP, apresentou relatórios com as ações de combate ao mosquito e campanhas educativas. “Não paramos de combater a dengue”, afirma o secretário Almendros.

A Vigilância Estadual diz, ainda, que considera a produção de Rio Preto em escala industrial e, por isso, deveria haver registro. Também questiona que os frascos não poderiam ser estocados nas unidades de saúde. “Cada pessoa precisa ter a sua receita e ir na farmácia mandar fazer o remédio. O erro está aí, em todos usarem o mesmo produto, com mesma fórmula”, afirma.

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Mar 30

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Em uma semana 16, 5 mil pacientes tomaram as gotas em Rio Preto

A Secretaria Municipal de Sáúde de Rio Preto publica hoje portaria para regulamentar o uso do complexo homeopático para dengue por outras cidades.

A decisão foi tomada pelo secretário de Saúde, Arnaldo Almendros, para orientar os municípios quanto a produção, distribuição e acompanhamento do tratamento com as gotas homeopáticas. A portaria 28 trará a fórmula do complexo por completo.

O medicamento começou a ser distribuído na rede de saúde pública de Rio Preto quinta-feira passada. Segundo dados da Secretaria de Saúde, o complexo foi tomado por cerca de 16, 5 mil pessoas. A média de distribuição é de 150 por cada uma das 24 unidades de saúde da cidade. A campeã em atendimento a pacientes com o complexo é a UBS do Parque Industrial que, em dois dias, teve 500 pessoas.

As gotas fizeram efeito para a estudante Jéssica Augusto Santana, que chegou a ser internada com os sintomas da doença. “Levei o remédio para casa, fiz o tratamento e estou bem”, conta.

Na próxima semana o secretário realiza reunião com os a coordenação da Vigilância Epidemiológica do município e o homeopata Renan Marino, que desenvolveu o medicamento, para reavaliação do projeto, principalmente quanto a distribuição. “O desejo de se prevenir é tão grande que pessoas de fora vêm para cá, vão à UBS e se passam por moradores para tomar. Isso prejudica o projeto de distribuição”, explica Marino.

Pedidos
Com a portaria, a secretaria espera regulamentar o uso e contribuir com a implantação do medicamento em cidades vizinhas que têm provocado corrida à Secretaria de Saúde de Rio Preto para “copiar” o modelo de combate aos sintomas da dengue. Ontem foram registradas 40 ligações.

A secretaria encaminhou, ainda, orientação por escrito para os Estados do Mato Grosso, Sergipe, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Roraima.

Cidade vende medicamento
Ilha Solteira, Bebedouro e Birigui já usam o complexo homeopático para tratamento da dengue.

Em Bebedouro, o município não mandou produzir o remédio para ser distribuído na rede pública de saúde. Quem quiser o medicamento pode encomendar em uma farmácia de manipulação da cidade, ao peço de R$ 4, frasco com 20 ml. Pelo conta-gotas, o paciente paga mais R$ 0,50.

Em Birigui, campeã de casos no Estado, o remédio começa a ser distribuído na próxima semana.

Ilha Solteira já encomendou os lotes do medicamento para distribuir à população. Penápolis também deve incluir o remédio na rede pública.

Segundo o médico Renan Marino, qualquer pessoa pode levar a fórmula para ser manipulada. “Deve ser usado de acordo com a prescrição, mas manipulado em qualquer lugar”, explica.

Números serão atualizados hoje
Hoje a Secretaria de Saúde de Rio Preto divulga novo boletim epidemiológico com o número de casos positivos. Oficialmente a cidade tem 597 pessoas contaminadas pela doença desde o começo do ano.

A divulgação dos casos positivos de dengue é feita pela Vigilância Epidemiológica do município, que recebe os resultados positivos de Rio Preto do Instituto Adolfo Lutz, que faz os exames.

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