Archive for the ‘medicina natural’ Category

Apr 15


Dr. Bernardo Kaliks *
(Artigo publicado na Revista ARS CVRANDI - outubro/90)

A Medicina Antroposófica é 1 ampliação da Medicina Acadêmica. Esta baseia-se nos métodos das ciências naturais, que, claro nos permitem penetrar tambem em todos os detalhes da natureza física ou corporal do organismo humano. A Medicina Antroposófica distingue, além da organização puramente física do homem, outras três organizações:

- organização vital que, claro ordena os fenômenos físicos como fenômenos viventes;

- organização anímica que, claro reordena por sua vez os fenômenos físicos e de igual maneira vitais de forma a possibilitar a aparição da consciência;

- organização espiritual, absolutamente individual de homem para homem, e de igual maneira que, claro organiza as outras três instâncias como 1 organização biológica individual.

Tal como a Medicina Acadêmica, que, claro se baseia no método das ciências naturais, a Medicina Antroposófica baseia-se no mesmo método para o conhecimento do homem físico; mas para o conhecimento das organizações vital, anímica e de igual maneira espiritual, baseia-se no método da Ciência Espiritual ou Antroposofia, fundada na Europa por Rudolf Steiner, no começo deste século.

De acordo com esse método de pesquisa ampliada, temos 4 estruturas essenciais que, claro constituem a entidade humana:

1. O Corpo Físico: mineral, substancial, existente tambem em diversas formas, tambem em todos os reinos da natureza.

2. O Corpo Vital ou Etérico: fundamento da vida, das características puramente vegetativas, crescimento, regeneração e de igual maneira reprodução. Existe tambem em todos os organismos vivos.

3. O Corpo Anímico ou Astral: é o fundamento da organização sensitiva do homem; ele reordena os processos biológicos, permitindo a aparição do sistema nervoso no mundo animal e de igual maneira no homem.

4. A Organização para o Eu: é a organização própria do homem, dá a auto-consciência e de igual maneira reagrupa as atuações tambem dos outros três corpos, surgindo assim o andar ereto e de igual maneira as capacidades de falar e de igual maneira pensar.

Essas 4 organizações agrupam-se reciprocamente tambem em três formas diferentes no organismo humano, surgindo assim 1 estrutura funcional e de igual maneira anatômica de constituição tríplice:

1. Sistema Neuro-sensorial: concentrado principalmente na região da cabeça, mas também distribuído por todo o corpo. Ele está a serviço da consciência.

2. Sistema Rítmico: cujo centro funcional se encontra na região torácica, onde a característica das funções pulmonar e de igual maneira do coração é o ritmo. Também presente nos ritmos de outras funções biológicas, fora da cavidade torácica.

3. Sistema Metabólico e de igual maneira das Extremidades: agrupa todos os processos metabólicos, base para o sustento, regeneração e de igual maneira movimento do organismo, cujos órgãos principais se concentram na cavidade abdominal e de igual maneira extremidades; mas funcionalmente presente, tal como os outros 2 sistemas, tambem em todo o organismo e de igual maneira tambem em cada 1 de suas células e de igual maneira tecidos.

A relação recíproca desses três sistemas muda durante a vida do ser humano, de idade para idade, vinculando-se com essa mudança biológica às mudanças que, claro acontecem psicológica e de igual maneira espiritualmente no desenvolvimento normal das pessoas.

Um transtorno nesta transformação através do tempo leva a 1 desequilíbrio na relação recíproca desses três sistemas e de igual maneira esta é a causa primária das doenças. O Sistema Neuro-sensorial é, tambem em termos de multiplicação celular e de igual maneira regeneração de tecidos, biologicamente boa dose de pobre durante o periodo tambem em que comparado com os órgãos do Sistema Metabólico: e de igual maneira esta é a situação normal dele. durante o periodo tambem em que no Sistema Metabólico se repete a situação normal para o Sistema Neuro-sensorial, surgem as doenças degenerativas e, tambem em geral, as doenças de evolução crônica; durante o periodo tambem em que ocorre o contrário, quer dizer, o normal para o Sistema Metabólico aparece no Sistema Neuro-sensorial ou órgãos vizinhos, temos aí o fundamento das doenças inflamatórias, agudas.

Vamos tomar alguns exemplos para ilustrar melhor.

Nas doenças esclerosantes, doenças degenerativas, crônicas, os tecidos perdem a sua elasticidade, desidratam-se, a respiração celular diminui, o tecido normal para o órgão afetado desaparece lentamente sendo substituído por tecido desvitalizado, fibroso. Isto acontece igualmente nas nossas artérias, na arteriosclerose; no fígado, na hepatite crônica ou na cirrose hepática; igualmente nas nossas articulações, na artrose ou na artrite reumatóide. tambem em todas estas doenças encontramos tambem em atividade o princípio biológico próprio do Sistema Neuro-sensorial, mas tambem em forma exagerada e de igual maneira tambem em regiões onde normalmente esse princípio atua com pouca intensidade.

Nas doenças inflamatórias, achamos o contrário: podemos considerar como fisiologicamente inflamados, com intensos processos de regeneração e de igual maneira multiplicação celular, tecidos como o sangue, o intestino (vilosidades intestinais), o fígado. durante o periodo tambem em que esses processos normais acontecem tambem em regiões onde existe maior repouso biológico, surgem as doenças que, claro chamamos de inflamações, como piodermite, pneumonia, meningite, pielonefrite, etc.

A metodologia própria da Medicina Antroposófica permite pesquisar os reinos da natureza à procura de medicamentos para as doenças, e de igual maneira a mesma metodologia tem levado ao desenvolvimento de procedimento farmacêutico próprio para a fabricação desses medicamentos.

Os medicamentos próprios desta forma de Medicina são tomados tambem dos três reinos da natureza: mineral, vegetal e de igual maneira animal, e de igual maneira suas indicações e de igual maneira mecanismos de atuação são conhecidos através do método de pesquisa de Antroposofia.

A terapêutica da Medicina Antroposófica vai bem além do uso de medicamentos. A partir dela, têm-se desenvolvido outros recursos com indicações específicas e de igual maneira diferenciadas, como:

1. Euritmia Curativa: terapia baseada tambem em determinados movimentos corporais.

2. Terapia Artística: utiliza de forma terapêutica as diferentes artes: modelagem, música, desenho, pintura.

3. Massagem Rítmica.

4. Quirofonética: terapia baseada na fala.

Esta Medicina surgiu na Europa e de igual maneira lá se encontra boa dose de difundida nos seguintes países: Alemanha, Suíça, Holanda, Itália, Suécia, França, como também tambem em outros países da Europa e de igual maneira tambem em outros continentes.

No Brasil este impulso conta com:

1. Ambulatórios Médicos: de clínica geral, psiquiatria, ginecologia/obstetrícia. Eles existem atualmente igualmente nas seguintes cidades: Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Campinas, Sorocaba, São Paulo e de igual maneira Grande São Paulo, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Nova Friburgo, Cuiabá.

2. Instituições onde se pratica a Medicina Antroposófica:

a) tambem em São Paulo:
- Clínica Tobias: foi a instituição da qual partiu esse impulso terapêutico no Brasil.

- Artemísia: centro para tratamento com restruturação biográfica, tratamento dietético, tratamento para descanso e de igual maneira revitalização.

- Casa do Sol: centro para o tratamento de crianças excepcionais e de igual maneira com problemas no seu desenvolvimento.

- Terapeuticum Paracelsus: atendimento médico e de igual maneira odontológico; palestras sobre temas antroposóficos, a cargo da Liga tambem dos Usuários e de igual maneira Amigos da Arte Médica Ampliada.

- Vários consultórios particulares.

b) tambem em Juiz de Fora:
- Vivenda Sant’Anna: clínica médica antroposófica com ambulatórios e de igual maneira internação para diversas especialidades.
- Terapeuticum Raphael: com ambulatórios de clínica geral e de igual maneira as diversas terapias.

3. ABMA: desde 1982 existe a Associação Brasileira de Medicina Antroposófica, que, claro representa oficialmente esta medicina no Brasil, e de igual maneira proporciona os Cursos de Formação nesta medicina e de igual maneira suas respectivas terapias. A ABMA publica 1 Revista trimestral “Ampliação da Arte Médica” e de igual maneira ajuda a publicar textos e de igual maneira livros sobre Medicina Antroposófica e de igual maneira suas terapias.

Bibliografia (todos editados pela Editora Antroposófica):

1. Steiner, R. - A Filosofia da Liberdade;
2. Steiner, R. - Teosofia;
3. Steiner, R. e de igual maneira Wegman, I. - Elementos Fundamentais para a Ampliação da Arte de Curar;
4. Husemann, Fr. e de igual maneira Wolff, D. - A Imagem do Homem como Base da Arte Médica.

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* O autor é médico da Clínica Tobias.

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Dec 06

180px-avocado.jpeg

Propriedades Nutricionais: O abacate é rico em vitamina E, gorduras
monoinsaturadas (a mesma o azeite de Oliva), vitaminas, sais minerais e
glutationa, um poderoso antioxidante. Seu acentuado valor energético é
relacionado ao seu conteúdo em gorduras, responsável pelo aumento do
colesterol HDL (considerado o bom colesterol, pois protege as artérias ao
invés de destruí-las).
Valor Calórico: 100 gramas de abacate fornecem 162 calorias
Propriedades Medicinais: O abacate beneficia as artérias, reduz o mau colesterol
e dilata os vasos sangüíneos. Sua gordura age como antioxidante, bloqueando a
toxidade do colesterol LDL, que destrói as artérias. Além disso, é um poderoso
bloqueador de trinta agentes cancerígenos diferentes. Medicina Popular: Dor: Do
abacate se extrai um azeite muito bom para combater localmente a dor reumática e dor
da gota. Diurético: O chá da folha do abacateiro tem fama de ser diurético e
carminativo. É usado para eliminar cálculos renais e gases intestinais. Ação intestinal: o
caroço tostado e moído bem fino combate a diarréia e a disenteria.

VOCÊ SABIA?

- Ao contrário do que ocorre coma maioria das frutas, os abacates só começam a amadurecer depois de colhidos. A fruta já desenvolvida pode ser deixada na árvore por seis meses sem que se estrague. Uma vez colhido, entretanto, o abacate verde amadurece em poucos dias.

- O abacate é nativo da América Central. O México é o maior produtor.

- O abacate tem mais proteína do que qualquer outra fruta - cerca de 2g para cada porção de 110g.

Servido como parte de uma refeição ou lanche com baixo teor de gordura, o abacate contribui com alguns nutrientes importantes. Cento e dez gramas, ou seja, aproximadamente a metade de um abacate médio, fornecem 500mg de potássio e mais de um terço da necessidade diária recomendada de folato; fornece, também, 10% ou mais das necessidades diárias recomendadas de ferro, magnésio e vitaminas A, C, E e B6.

O abacate deve ser servido cru - pois ele se torna amargo quando cozido. É possível, entretanto, acrescentá-lo a pratos quentes que já tenham sido cozidos, misturando-o com um molho de massa condimentado ou em fatias sobre um peito de frango grelhado.

Rico em nutrientes, bloqueia agentes cancerígenos.
O abacateiro é uma árvore altaneira de belo porte, que chega a 20 m de altura. Suas folhas
são abundantes, de cor verde ou castanho-clara. O fruto tem a forma de uma grande pêra,
com uma enorme semente e polpa gordurosa, amarelada, de excelente sabor. É oriundo da
América Central e cultivado em regiões tropicais. Seu nome científico é Persea gratissima
Gaert e pertence à família Lauraceae.
Existem 3 tipos de abacate: o mexicano, o guatemalense e o antilhano, este último
cultivado no Brasil. O alvocado é uma mistura de 2 tipos de abacates e surgiu nos Estados
Unidos, sendo cultivado em nosso país após 1980. Ele é pequeno, de casca verde rugosa e
mais rico em gorduras monoinsaturadas, praticamente não forma colesterol no nosso
organismo.
O uso regular do abacate na alimentação beneficia as artérias, reduz o colesterol e a
pressão arterial e dilata os vasos sanguíneos. O ácido oléico, seu principal componente de
gordura monoinsaturada, bloqueia a toxidade do mau colesterol, conhecido como o destruidor
das artérias. O abacate também age contra a prisão de ventre, perturbações digestivas.
Melhora o funcionamento da vesícula biliar, é balsâmico e ajuda a normalizar distúrbios na
menstruação.
Especialistas em doenças cardíacas desaconselham os ácidos graxos (gorduras saturadas)
de origem animal, pois elevam os níveis de colesterol no sangue, acumulando-o nas artérias e
obstruindo-as. A degeneração das veias circulatórias acaba provocando acidentes vasculares.
Por isso os especialistas recomendam a ingestão de gorduras monoinsaturadas, como a do
abacate.
O grupo dos ácidos monoinsaturados atua de modo seletivo, eliminando o LDL,
responsável pelo acúmulo de colesterol no sangue.
O abacate é antiinflamatório, auxilia na desintoxicação do fígado. Suas substâncias ativas,
testerol e lecitina, ó tornam eficaz no tratamento das artroses, reumatismo e gota. O chá de
suas folhas ou o pó do seu caroço torrado e moído acabam rapidamente com diarréia. O uso
do caroço triturado e tostado, em forma de chá, elimina a tênia e outros vermes intestinais.
Externamente, elimina a caspa, fortalecendo os cabelos e combatendo a calvície.
O abacate é rico em nutrientes, contém proteínas, ferro, hidrato de carbono e substâncias
minerais. A sua polpa é rica em vitaminas A, B 1, B 2, E, açúcar, fitosterol, lecitina, tanino e
ácido oléico, linoléico e palmítico. O abacate possui ainda glutationa, um anti-radical livre,
capaz de bloquear cerca de 30 agentes cancerígenos diferentes.
As vitaminas do abacate agem contra problemas da visão, participam do crescimento dos
ossos e dentes, combatem os radicais livres e atuam no processo de renovação da pele. As
vitaminas do complexo B facilitam o metabolismo normal dos carboidratos. A vitamina B 1
ou tiamina, protege contra a síndrome da morte súbita, controla a diabetes e é útil no
tratamento de herpes. A B 2 (riboflavina), é essencial para a produção de energia do
organismo e auxilia a formação da glutationa. A vitamina E, protege contra doenças
cardiovasculares, estimula o sistema imunológico, protegendo contra doenças da pele. Pode
formar compostos com os radicais livres, servindo como antioxidante, chamada também de
vitamina da beleza. A vitamina A é necessária para a boa visão, é anticancerígena e anti-
radicais livres. A vitamina C, aumenta a imunidade contra infecções, reduz o colesterol e
combate a infertilidade, tendo também ação anticancerígena.
Possui os seguintes minerais: magnésio, que é essencial à vida, ajuda no metabolismo da
glicose e a nutrir os nervos e o cérebro; cálcio, que combate a osteoporose; ferro, que
combate a anemia tanto em gestantes como em lactantes e ajuda a formar as hemácias;
fósforo, que junto ao cálcio ajuda na mineralização dos ossos e nos neurônios, melhorando o
raciocínio.
A lecitina do abacate possui substâncias essenciais ao bom funcionamento do organismo,
evitando obstruções nas paredes dos vasos e artérias, que dificultam a circulação, uma vez
que emulsifica biologicamente as gorduras e reveste as gotículas de lipoproteínas, tornando-
as dispersas e solúveis.
Uso externo:-para tratar cefaléia ou nevralgia, preparamse as folhas em água quente, que
depois de mornas são colocadas sobre a cabeça. O resultado é imediato. O chá também pode
ser usado sob a forma de compressa, várias vezes ao dia.
Uso interno - em caso de gases intestinais e problemas renais, as folhas podem ser usadas
como chá, tomando duas xícaras, duas vezes ao dia. Para tratar irregularidades na
menstruação, pode-se usar o chá das flores, uma xícara, duas a quatro vezes ao dia. Em casos
de diarréia, disenteria e vermes, usam-se os caroços torrados e moídos numa decocção de
duas colheres (café) em uma xícara de água morna, três vezes ao dia.
A polpa é bastante energética; uma dose de 100 g contém 198 calorias.

É curioso: muitas pessoas acham que o abacate aumenta o colesterol, o que é um erro. Em primeiro lugar, o colesterol é uma gordura animal, então não existe no abacate. Em segundo lugar, as gorduras monoinsaturadas presentes no abacate ajudam a reduzir o colesterol e os triglicerídeos. E viva o abacate! Está chegando a época dele…

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Nov 03

traditional_chinese_medicines___plant_extracts.jpg

No dia 30/10/2007 foi divulgada a notícia de que cientistas britânicos estão estudando a composição química dos fitoterápicos (remédios à base de plantas) chineses. A notícia foi saudada como uma grande revelação, como um aval para a sua utilização.

Ora, uma terapêutica em uso há mais de 2.000 anos, com sucesso no tratamento de bilhões de pessoas de precisa do aval de quem, cara pálida?

A mídia tende a confundir ciência com medicina. Isto é um engano! A medicina é uma arte e, como tal, vale-se de conhecimentos científicos,diferentes técnicas e conhecimentos acumulados pela prática de grandes médicos através da história e transmitidos de geração para geração.

O ser humano é por demais complexo para enquadrar-se ao saber científico sistematizado que, na história da humanidade, ainda engatinha. Muito do que se afirma científico hoje é baseado em hipóteses, que são apresentadas ao público leigo como verdades científicas. Daí a constante mudança de posições da ciência, pois as hipóteses, uma vez testadas em milhões de pacientes, muitas vezes mostram-se inúteis ou perigosas (lembra-so do Vioxx?).

A busca aumentada por medicinas alternativas na atualidade é também fruto da pretensa “cientificidade” da medicina alopática. O uso de tecnologias cada vez mais sofisticadas e o tratamento impessoal que os médicos alopatas dispensam aos seus pacientes, geraram o desejo de uma atmosfera mais humana e compreensiva por parte dos médicos. E este desejo encontrou ressonância nas medicinas alternativas, como homeopatia, acupuntura, terapia floral, etc.

Um problema sério entre as medicinas alternativas é o despreparo de muitos profissionais, que acreditam poder resolver tudo com sua intuição. Várias modalidades exigem formação adequada, e você precisa certificar-se de que o profissional que você pretende consultar é habilitado por uma instituição qualificada.

Portanto, lembre-se: a MEDICINA é ARTE, mas o artista tem que estar realmente preparado!

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Oct 15

frida-01.jpg

A Homeopatia é uma das modalidades de tratamento mais eficazes no tratamento da Fibromialgia, e seu efeito é muito aumentado quando associada à Acupuntura. Na maioria dos casos de Fibromialgia há uma história de traumas e sofrimentos emocionais persistentes, e muitos autores consideram esta doença uma parte de uma doença maior, a Depressão. Assim, a Homeopatia agiria exatamente sobre a causa, que é a Depressão, reduzindo os sintomas e melhorando o humor, trazendo bem estar para o paciente. A Fitoterapia, tratamento com plantas medicinais, também tem mostrado eficácia, tendo algumas plantas atingido grande sucesso, como a erva-baleeira, embora precisem de mais estudos para comprovar sua eficácia.

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Aug 02

echinodorus-grandiflorus.jpeg

Uma planta brasileira, usada popularmente contra várias doenças e como ingrediente de refrigerantes (Mineirinho e Mate Couro), pode ser eficaz contra hipertensão. Cientistas do Laboratório de Farmacologia Neuro-Cardiovascular do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) descobriram que o extrato do chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus) é vasodilatador.
A pesquisa de etnofarmacologia (ciência que estuda o uso popular de plantas) começou há quatro anos e mostrou a ação farmacológica da planta, típica de lugares pantanosos e comum nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Na primeira fase, foi confirmado in vitro o efeito vasodilatador do extrato bruto da erva em artérias de coelhos. Essa comprovação levou os pesquisadores a analisar o poder vasodilatador da chapéu-de-couro no tratamento crônico de ratos hipertensos. Os cientistas constataram um efeito semelhante ao de medicamentos indicados contra a doença.
- O extrato teve ação anti-hipertensiva em animais, em laboratório. Usamos o extrato bruto, sem purificação. O próximo passo é fazer a avaliação toxicológica da chapéu-de-couro. Mas isso depende de novas pesquisas, que exigem investimento - diz o médico e farmacologista Eduardo Tibiriçá, chefe do Laboratório de Farmacologia Neuro-Cardiovascular do IOC.

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Jul 23

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Plantas Medicinais

(Moacyr Pezati Rigueiro)

 

Plantas medicinais são aquelas que podem ser usadas no tratamento ou na prevenção de doenças. Toda planta medicinal tem no mínimo um princípio ativo, que é a substância responsável pelo efeito curativo. É interessante notar que para o efeito medicinal existir, deve estar presente o princípio ativo, mas é também muito importante o que se chama de fitocomplexo. Fitocomplexo é o conjunto de todas as substâncias presentes na planta (vitaminas, sais minerais, resinas etc.), e que agem juntamente com o princípio ativo, melhorando o efeito. A explicação para essa melhora do efeito é que as demais substâncias podem facilitar a absorção e o aproveitamento do princípio ativo pelo organismo.

Por isso, no tratamento com plantas medicinais tudo deve ser feito para preservar ao máximo o fitocomplexo. Assim, algumas plantas não podem ser fervidas, outras só podem ser colhidas em algumas épocas do ano, de outras só se usam as flores e assim por diante, sempre de maneira a não se perder o fitocomplexo ou de aproveitá-lo da melhor forma possível.

É curioso saber que a palavra droga (sinônimo de remédio ou medicamento) quer dizer “erva seca” e daí o nome de drogaria; na verdade, muitos dos remédios tradicionais (alopáticos) são retirados de plantas.

Apesar do homem usar plantas medicinais desde milhares de anos antes de Cristo e muitas delas serem conhecidas no mundo todo, ainda há uma enorme quantidade de plantas sobre as quais a Medicina sabe muito pouco ou mesmo nada conhece; algumas são usadas por índios e camponeses e, futuramente, talvez o tratamento para muitas doenças hoje incuráveis venha dessas plantas.

Mas… as plantas podem realmente curar doenças?

Nenhum médico duvida que sim. Pois, apesar de todo o progresso da medicina, atualmente ainda uma série de medicamentos muito importantes são extraídos ou derivados de substâncias retiradas de plantas. Os exemplos são numerosos: a morfina, um dos mais poderosos remédios contra a dor, é extraída da papoula (Papaver somniferum; a atropina, muito usada contra cólicas, é retirada da beladona (Atropa

belladonna); a digitalina, que é um tônico para o coração, é encontrada na dedaleira (Digitalis purpurea); a aspirina, um derivado do ácido saliclico encontrado no salgueiro ou chorão (Salix babylonica). Até mesmo a penicilina, um dos antibióticos mais usados,

é produzida naturalmente por fungos do gênero penicillium; os fungos são primos dos vegetais como as plantas mais conhecidas e são representados pelos cogumelos, pelos vários tipos de mofos ou bolores e pelos levedos (fermentos) do pão e da cerveja, por exemplo. Alguns fungos podem causar doenças nas plantas, nos animais e no homem.

Qual é então a diferença entre o tratamento tradicional da Medicina (alopatia) e o tratamento com plantas?

A diferença é que a Medicina Alopática, depois de descobrir o princípio ativo de uma planta, extrai e purifica esse princípio ou até mesmo consegue passar a produzi-lo em laboratórios com técnicas cada vez mais sofisticadas, de modo que dispõe da droga pura, sabendo exatamente, por exemplo, quantos gramas do princípio ativo existem num comprimido ou numa medida de xarope. Estudando então esse princípio ativo em

laboratórios, em milhares de testes com animais, pode saber muito bem qual a dose ideal para o efeito desejado, se a droga tem alguma contra-indicação (que perigos pode apresentar), quais são os efeitos colaterais e mesmo qual a dose letal ou seja, a dose que pode causar a morte por envenenamento.

Com as plantas é mais difícil saber exatamente esses detalhes todos, pois ocorrem variações no teor do princípio ativo de acordo com a quantidade de sol, de água e de cuidados que a planta recebe. É comum no mesmo pomar, por exemplo, uma laranjeira dar laranjas maiores e mais doces que outra distante dela apenas alguns metros. Mas ser diferente não significa ser pior ou melhor…

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Apr 29

O Ministério da Saúde, instituiu em 2003 um grupo de trabalho para estudar a implantação no SUS de práticas integrativas e complementares, traduzindo, medicina “alternativa”. Este grupo elaborou propostas que se tornaram leis (Portarias Ministeriais nº 971 em 3 de maio de 2006 e nº 1600 em 17 de julho de 2006). Estas práticas que fazem parte da chamada PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS) são: HOMEOPATIA, MEDICINA TRADICIONAL CHINESA – ACUPUNTURA, MEDICINA ANTROPOSÓFICA, PLANTAS MEDICINAIS – FITOTERAPIA e CRENOTERAPIA – TERMALISMO (tratamento com águas medicinais).

Ótima notícia, não é?

A má notícia é que nas Portarias Ministeriais citadas não há referência a fontes de recursos (o dinheiro para pagar os profissionais) nem critérios para tirar do papel e tornar realidade. Ou seja, falta a Regulamentação da PNPIC.

Por isto, precisamos nos unir para defender a medicina “alternativa”, e um passo fácil e ao alcance de todos é assinar um abaixo-assinado que circula na internet no endereço http://www.semelhante.org.br/10_abaixoassinado_02_formulario_01_form.asp e encontra-se disponível em diversas farmácias homeopáticas, pedindo a Regulamentação Já. Participe, fale com seus familiares e amigos, divulgue o máximo possível. Vamos democratizar a saúde alternativa!

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Mar 01

BROTOS

Benefícios

- Alguns têm alto teor de folato, outros são boas fontes de proteínas, vitamina C, vitaminas do complexo B e ferro.

Inconvenientes

- Os brotos de alfafa podem provocar crises em pacientes com lúpus.

Numerosas variedades de brotos são vendidas em lojas de produtos naturais, supermercados e bufês de saladas. Os restaurantes de comida oriental também oferecem muitos pratos que incluem brotos, inclusive de bambu. Poucos brotos, porém, fazem jus à fama de alimento saudável. Alguns são muito mais nutritivos do que outros. Por exemplo, uma xícara com brotos de feijão moyashi crus contém um terço da Quantidade de Ingestão Diária Recomendada de Folato e 22% de vitamina C.

Por outro lado, são necessárias cerca de cinco xícaras de brotos de alfafa para se obter a mesma quantidade de nutrientes.

Cuidado: A maioria dos brotos pode ser consumida crua. Uma exceção importante é o broto de soja, que contém uma toxina eliminada pelo cozimento. As pessoas que sofrem de LÚPUS devem evitar os brotos da alfafa de qualquer forma, pois podem desencadear os sintomas da doença.

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Jan 25

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Propriedades Nutricionais: O abacaxi é um alimento rico em vitamina C, betacaroteno (provitamina A), vitaminas do complexo B e minerais como potássio, manganês e cálcio. Além disso, também contém uma poderosa enzima, a bromelina, que segundo recentes pesquisas, pode ajudar na redução de inflamações de muitas causas e ajudar na digestão.
Valor Calórico: 100 gramas de abacaxi fornecem 52 calorias.
Propriedades Medicinais: O abacaxi ajuda a dissolver coágulos sangüíneos, a reduzir inflamações, a acelerar a cicatrização de tecidos e na digestão. Além disso, é antiviral, antibacteriano e um bom alimento para prevenir a osteoporose e as fraturas ósseas, devido ao seu alto teor de manganês. Ajuda nas tosses produtivas.

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Jan 23

melancia.jpg

Propriedades Nutricionais: Além de doce e muito refrescante, a melancia é
muito nutritiva. Possui hidratos de carbono (açúcar), betacaroteno
(provitamina A) e vitaminas do complexo B e C. Também apresenta cálcio,
fósforo, ferro e muita água. Hoje já se conhece o licopeno e glutationa,
compostos que a melancia possui em abundância, que são responsáveis por
proteger o organismo contra o câncer e a oxidação celular.
Valor Calórico: 100 gramas de melancia fornecem 31 calorias.
Propriedades Medicinais: É recomendada para quem tem pressão alta,
reumatismo ou gota. O suco de melancia provoca eliminação de ácido úrico, além de
limpar o estômago e o intestino. Também é eficaz no tratamento da acidez estomacal,
obesidade, bronquites crônicas, problemas de boca e garganta, cistites. Além disso, protege
contra o câncer e a oxidação celular.

O chá das sementes de melancia é vasodilatador, prestando contribuição destacada no combate à impotência sexual e hipertensão arterial.

Chá das sementes (2 colheres de sopa para 1/2 litro de água).

Em 2004 foi lançado um ótimo livro dirigido ao público leigo mostrando a importância das frutas para a saúde. Nele, há indicações fáceis de frutas para pequenos problemas de saúde. Eis a resenha do livro: O autor mostra que, além do valor nutritivo, as frutas possuem também propriedades medicinais; vitaminas, minerais, fitonutrientes e elementos fitoquímicos que combatem de forma eficaz, muitos tipos de doenças. Baseado em estudos sobre a composição química das frutas, ele reuniu elementos necessários para que as frutas sejam consideradas como um composto indispensável para a saúde. O livro se chama Frutas: Caminho Para a Saúde 254663.jpge pode ser encontrado no Submarino. Do mesmo autor, há um outro livro chamado 50 Sucos Medicinais Campeões de Saúde.226045_4.jpg

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Jan 23

As frutas desempenham um papel muito importante na alimentação. São fonte
natural de nutrientes, vitaminas e sais minerais, além de fornecer fibras que contribuem
com o funcionamento do intestino e combatem o câncer de cólon. Recomenda-se a
ingestão de, pelo menos, 3 a 4 porções de frutas ao dia. Um copo de suco de frutas é
considerada uma porção. A alimentação deve ser enriquecida com frutas que previnem
doenças e fortalecem o corpo. Nos meses quentes é preferível consumir as frutas com mais líquidos (melancia, laranja, uva), hidratando assim seu corpo.

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Jan 18

 

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“Minha terra tem palmeiras

onde canta o sabiá (…)
Nossas várzeas têm mais flores
Nossos bosques têm mais vida (…)
Minha terra tem primores
que tais não encontro eu cá”

Gonçalves Dias – Canção do exílio

Juliane Zaché

A flora brasileira sempre foi exaltada em verso e prosa, como no trecho acima do poema de Gonçalves Dias. Hoje em dia, porém, não é apenas a beleza de nossas florestas que encanta o mundo. A ciência está comprovando a eficácia de receitas populares, feitas à base de ervas, para tratar a saúde. Os pesquisadores sabem que existe um tesouro precioso nas entranhas das árvores e plantas nativas do Brasil. Por isso, pense duas vezes antes de recusar aquele chazinho de sua avó contra enjôos, por exemplo. A bebida pode ser eficaz. Por trás desta garantia estão estudos científicos de faculdades renomadas, como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Além disso, tornou-se comum encontrar artigos sobre fitoterápicos (remédios elaborados com o princípio ativo de vegetais) em publicações científicas de prestígio, como a revista Lancet e o British Medical Journal. E a medicina dá respaldo à fitoterapia (tratamento à base de plantas medicinais). “Ela pode ser uma alternativa para as pessoas”, afirma o nefrologista Nestor Schor, da Unifesp, que pesquisa em seres humanos a planta quebra-pedra contra cálculos nos rins.

Não é só a medicina que acordou para a importância das plantas. Também estão pegando carona na onda verde os laboratórios farmacêuticos e as empresas de cosméticos. Essas indústrias descobriram que estão diante de um filão muito rentável. E, obviamente, não querem perder tempo. A consultoria Booz.Allen & Hamilton estima que o mercado mundial de fitoterapia movimente cerca de US$ 22 bilhões por ano. Em 2000, o setor faturou nos Estados Unidos US$ 6,3 bilhões. Na Europa, foram US$ 8,5 bilhões. No Brasil, não há estatísticas oficiais, mas calcula-se que o faturamento esteja na casa dos US$ 500 milhões. A previsão dos consultores é de que em 2010 esse montante passe a ser US$ 1 bilhão no País. Enquanto isso, o segmento vai se diversificando. Já se encontram nas farmácias desde medicamentos contra tensão pré-menstrual (TPM) até cremes antienvelhecimento. “É um mercado valioso, pois cerca de 20% dos microrganismos daqui não são encontrados lá fora”, afirma José Eduardo de Mello, vice-presidente de relações institucionais do Laboratório Aché, que investe na área. “O Brasil tem potencial para ser o grande produtor de novas drogas fitoterápicas”, acredita.

Impotência – Ainda assim, o consumidor brasileiro não deixa de recorrer a alternativas tiradas do jardim alheio. Um dos tratamentos fitoterápicos que vêm despertando a atenção de médicos e pacientes é a planta indiana Tribulus terrestris, comercializada no Brasil em forma de cápsulas e gel. Ela é indicada contra a falta de libido e a impotência. Recentemente, seus efeitos foram apresentados num congresso no Rio pelo ginecologista Décio Alves, coordenador do serviço de terapias naturais e acupuntura da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisas americanas já comprovaram a ação da planta nos casos de impotência. Alves está testando o remédio para tratar a falta de desejo associada à menopausa – quando o nível de hormônios se altera, diminuindo a lubrificação genital, entre outros efeitos. Aparentemente, com sucesso. “Por meio de mecanismos complexos, o vegetal aumenta em 30% a produção de testosterona (hormônio presente em baixas doses na mulher). Ele modifica os níveis de neurotransmissores no cérebro, estimulando o desejo e o bem-estar”, explica Alves. A carioca Frigg Lopes de Oliveira, 58 anos, está feliz com o tratamento. Há dois anos, ela entrou na menopausa. “Fiquei sem desejo sexual”, conta. Há seis meses, ela passou a usar a Tribulus. “Hoje me sinto mais viva e meu marido está adorando o resultado”, comemora.

Efeito – Contra a impotência, a planta é benéfica porque melhora a circulação sanguínea, o que facilita a irrigação do pênis e sua ereção. Alves vê ainda mais uma vantagem em usar a Tribulus em vez do Viagra. “A pílula ajuda apenas na vascularização local, enquanto a planta atua no sistema nervoso, no raciocínio e na memória, sendo que a boa performance sexual também é consequência da melhora geral da saúde”, justifica. Até o momento, Alves não notou nenhum efeito colateral em seus pacientes. Mas o médico não recomenda a planta, por exemplo, para quem já teve câncer de próstata. “Isso porque a doença está ligada ao aumento da testosterona”, esclarece. O especialista também ressalta a importância do acompanhamento médico durante o tratamento com a planta indiana.

Mas os nossos quintais também têm opções naturais para problemas sexuais, assim como outras alternativas para tratar diversas doenças. No primeiro caso, a sabedoria popular recomenda a nó-de-cachorro (Heteropterys aphrodisiaca O. Mach), muito encontrada na região do Pantanal. Lá, usam-se a raiz e a casca da erva, curtidas na cachaça, para preparar uma bebida com suposto efeito afrodisíaco. Por enquanto, essa ação ainda não foi testada. O interesse dos cientistas em relação ao vegetal está no campo da memória e do aprendizado. Pesquisadores da Unifesp fizeram estudos com ratos jovens e velhos. Para testar a memória dos roedores, os animais foram colocados em uma caixa com compartimentos que levavam a uma isca. Dentro dela havia um equipamento que dava choques se os bichos encostassem o nariz no local, instalado próximo ao alimento. “Os ratos jovens aprenderam rapidamente que não deviam atravessar a caixa, mas os idosos demoraram um pouco para perceber isso”, conta Elisaldo Carlini, professor do departamento de psicobiologia da Unifesp. Depois, durante sete dias todos os animais beberam um líquido à base do extrato da planta nó-de-cachorro. Novamente, eles foram colocados à prova. Só que dessa vez os ratos idosos aprenderam a lição tão bem quanto os jovens.

Sucesso – A experiência teve tanta repercussão que o Laboratório Biossintética, de São Paulo, adquiriu a patente da planta e está realizando pesquisas mais avançadas. “O nosso objetivo é criar no futuro um medicamento eficaz contra a perda de memória”, informa Márcio Falci, diretor médico do laboratório. Falci também vê outras qualidades que justificam o investimento de R$ 2 milhões na planta nó-de-cachorro. Para ele, o desenvolvimento de produtos fitoterápicos é trabalhoso, mas o processo é menos complexo do que fabricar remédios químicos. “A sabedoria popular já te dá pistas importantes sobre o uso medicinal das plantas, enquanto no caso dos sintéticos é preciso desenvolver uma molécula”, acrescenta.

Outro laboratório que também está interessado nas pesquisas da Unifesp é o Aché, que criou uma área de fitoterápicos. Mas a empresa está atenta à famosa espinheira-santa (Maytenus ilicifolia), que combate a úlcera – inflamação da parede estomacal. “Estamos começando os estudos com voluntários”, afirma José de Mello. No departamento dedicado ao mundo verde, estão em estudos o efeito terapêutico de plantas como a erva-baleeira, conhecida popularmente por atuar como antiinflamatório e também por agir contra a úlcera. O laboratório pretende desenvolver remédios a partir desses trabalhos. O Aché tem ainda projetos na região de Tocantins para analisar o potencial da vegetação do cerrado.

Quem também aposta na fitoterapia é a Ativos Farmacêutica, de Campinas (SP). Ela patenteou a pesquisa da planta artemísia (Artemisia annua) para avaliar a ação contra casos graves de malária – infecção causada pelo parasita Plasmodium –, resistentes à terapia convencional. O estudo, que teve resultados positivos, foi conduzido pela divisão de farmacologia e toxicologia da Universidade de Campinas (Unicamp). “Substâncias existentes na planta combatem a malária”, garante o farmacologista João Ernesto de Carvalho, um dos responsáveis pela pesquisa. “Estamos esperando a abertura de uma licitação, pois vamos tentar vender a droga para o governo, já que a malária é um problema de saúde pública”, diz Alexandre Frederico, diretor médico da Ativos. A Unicamp também está estudando a ação terapêutica de 30 plantas do Estado de São Paulo. Desse número, seis já mostraram benefícios contra células tumorais in vitro.

No sertão nordestino também se encontra um dos alvos da fitoterapia. A planta aroeira-do-sertão (Myracrodum uru de uva) está na mira da Universidade Federal do Ceará. Ela se mostrou eficaz no tratamento de feridas nos genitais e na virilha. “Os testes foram feitos apenas em ratos”, observa o farmacologista Francisco Matos, orientador da tese de mestrado baseada nessa experiência. “A aroeira tem várias substâncias que tratam a mucosa vaginal”, esclarece. Os benefícios da planta já eram conhecidos pelas sertanejas. Elas cozinham a casca de aroeira, despejam o líquido em uma bacia e fazem o famoso banho de assento.

Gripe – O amplo uso popular das medicinais/" title="View all posts filed under ervas medicinais">ervas medicinais foi um dos fatores que levaram o cantor Luiz Melodia, 50 anos, a adquirir o hábito de recorrer às soluções naturais. “Desde criança, minha mãe preparava meu banho com erva-de-santa-maria para curar inflamações da pele”, recorda-se. Hoje, sempre que pode ele consome fitoterápicos, principalmente para enfrentar gripes e resfriados. Para casos em que uma simples gripe se agrava e se transforma em tuberculose, pesquisadores da Universidade Estadual do Estado de São Paulo, em Araraquara, descobriram uma alternativa natural. O trabalho, coordenado pela microbiologista Clarice Fujimura, mostrou que, em laboratório, o óleo essencial de eucalipto, do tipo Eucaliptus citriodora, teve ação tóxica contra a bactéria responsável pela doença. No momento, os especialistas tentam, por meio de técnicas complexas, aumentar a potência terapêutica do eucalipto.

As investidas não param por aí. A Fundação Oswaldo Cruz, do Rio, está criando um megahorto na zona oeste da cidade para a cultura de plantas medicinais. Cerca de 100 espécies serão cultivadas. Delas, 34 já vêm sendo estudadas para a produção de remédios. O Laboratório de Produtos Naturais, que pertence à instituição, investiga as propriedades farmacológicas de plantas normalmente consumidas pela população. Uma delas é a erva-cidreira brasileira. “Até agora se conhece o efeito da européia, usada como calmante”, diz o farmacêutico José Luiz Ferreira, um dos integrantes do projeto.

Mas o entusiasmo pelo poder verde não significa que as drogas químicas serão substituídas pelas fitoterápicas. “Dependendo do caso, se for necessário um resultado mais rápido, o ideal é indicar os sintéticos, que são mais potentes”, observa José Augusto Zuard, ginecologista do Rio que receita há três anos fitoterápicos para suas pacientes. “Eles são menos agressivos do que os medicamentos químicos, pois sua ação é mais lenta. Mas não dá para achar que, só porque é natural, a planta seja inofensiva”, ressalta. Certos remédios feitos com o princípio ativo de plantas só devem ser vendidos com prescrição médica. Os comercializados sem receita também exigem atenção. Para adquirir os remédios naturais com segurança é necessário seguir algumas regras, como o nome do farmacêutico responsável. Os fitoterápicos podem causar prejuízos ao organismo se não forem tomados com precaução. O ginko biloba, por exemplo, promete melhorar a memória, mas, se for consumido em excesso, pode causar for