Archive for the ‘idosos’ Category

Dec 20

evolucaoesaude471.jpg

“Para mim o sexo diminuiu, mas não morreu” – ouvi de um senhor de 85 anos. Na época, recém-formado, fiquei surpreso com a afirmação. Sexo na velhice era assunto proibido.

Ainda hoje, pela falta de inquéritos epidemiológicos, são precários os conhecimentos médicos a respeito da sexualidade depois dos 60 anos.

Daí a importância do estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Chicago, publicado no The New England Journal of Medicine, a revista médica de maior circulação.

No período de julho de 2005 a março de 2006, foram entrevistadas 3.005 pessoas de 57 a 85 anos, representativas de diferentes grupos étnicos e classes sociais, distribuídas por todo o território dos Estados Unidos.

Foram colhidos dados sobre condições de saúde, estado civil, as três parcerias sexuais mais recentes dos últimos cinco anos, práticas sexuais e sobre as dificuldades que prejudicam a atividade sexual. Considerou-se sexualmente ativo quem teve sexo com pelo menos uma pessoa, nos últimos 12 meses.

Atividade sexual foi definida como “qualquer atividade mutuamente voluntária que envolva contato sexual, com ou sem intercurso ou orgasmo”.

Os que viviam com alguém ou que se referiam a uma parceria “romântica, íntima ou sexual” foram classificados na categoria “casados ou outros relacionamentos íntimos”.

Os que negaram atividade sexual nos últimos três meses responderam um questionário em separado a respeito das possíveis explicações para o fato.

Como esperado, a probabilidade de preservar a atividade sexual diminuiu gradativamente com a idade. Nas mulheres a queda foi mais acentuada.

Homens que caracterizaram sua condição de saúde como excelente ou boa apresentaram probabilidade cinco vezes maior de preservar a vida sexual do que aqueles com saúde razoável ou pobre. Entre as mulheres essa probabilidade caiu para três vezes.

Em qualquer faixa etária as mulheres têm menos chance de estar casadas ou de ter “outras relações íntimas”. A diferença aumenta dramaticamente com a idade. Dos homens solitários, 22% estiveram sexualmente ativos no ano anterior; das mulheres solitárias, 4%

Entre mulheres e homens da mesma idade casados ou vivendo relacionamentos íntimos, o número de homens ativos foi maior. É possível que a explicação esteja na preferência masculina por parceiras mais jovens.

Dos que ainda mantinham atividade sexual na faixa de 75 a 85 anos, 54% relataram relações sexuais duas ou três vezes por mês, e 23% uma ou mais vezes por semana. Nesse grupo, 78% dos homens e 40% das mulheres viviam uma relação marital ou íntima.

No grupo de 57 a 64 anos, 62% dos homens e 52% das mulheres confessaram masturbar-se. Esses números caíram respectivamente para 28% e 16% nas pessoas de 75 a 85 anos.

Dos que ainda mantinham relacionamentos sexuais, 58% dos mais novos e 31% dos mais velhos haviam praticado sexo oral, no último ano.

Nos homens, as principais queixas de “problemas sexuais” foram: dificuldade de obter ereção (37%) e de mantê-la (90%), falta de interesse (28%); ejaculação precoce (28%), impossibilidade de atingir o orgasmo (20%). As dificuldades femininas foram: falta de interesse em sexo (43%), dificuldade de lubrificação (39%), impossibilidade de atingir o orgasmo (34%), ausência de prazer (23%) e dor à penetração (17%).

Tomaram medicações ou suplementos que prometem melhorar a performance 14% dos homens e 1% das mulheres.

Dos 1.198 homens e das 815 mulheres envolvidos em um relacionamento amoroso, apenas 3 homens e 5 mulheres se relacionavam com pessoas do mesmo sexo.

Curiosamente, a freqüência de relações sexuais dos participantes considerados ativos foi similar à dos adultos de 18 a 59 anos, encontrada no National Health and Social Life Survey, publicado em 1992, o único estudo sobre a sexualidade americana tão abrangente quanto o que acabamos de descrever.

[Slashdot] [Digg] [Reddit] [del.icio.us] [Facebook] [Technorati] [Google] [StumbleUpon]
Mar 19

Por isso é importante a avaliação médica!!!!

Publicada em 07/11/2006 às 12h15m
Luciana Ackermann - O Globo Online
RIO - A depressão senil e a doença de Alzheimer estão entre os principais problemas de saúde que afetam os idosos. Embora sejam comuns, são doenças facilmente
confundidas e difíceis de ser corretamente diagnosticadas. Os sintomas da depressão como o desinteresse, a tristeza, a apatia, a perda do apetite, a perda de peso e a insônia também podem fazer parte do quadro das vítimas do Alzheimer. Já os sintomas do Alzheimer diferem do quadro da depressão. Nele, ocorrem esquecimentos de fatos da vida diária,
desorientação no espaço e no tempo, problemas de atenção e de aprendizado. As diferenças sutis entre as duas doenças serão debatida durante a II Jornada de Excelência
Médica, que acontece no dia 29 de novembro, no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O psiquiatra Jerson Jlaks, professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Coordenador do Centro para
Alzheimer do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressalta que, diante de qualquer indício de uma das duas doenças, é importante que
seja feito um diagnóstico, o mais rápido possível, para que o tratamento adequado seja aplicado. São realizados exames laboratoriais, como tomografia computadorizada, e
uma série de testes, que seguem critérios e escalas internacionais.
As primeiras manifestações da doença de Alzheimer são caracterizadas por pequenos lapsos de memória que podem passar despercebidos durante anos, até a pessoa esquecer
o endereço de casa ou estranhar a fisionomia de um filho. Pouco a pouco o doente desliga-se totalmente de sua realidade, podendo intercalar situações em que está aparente
normal, com outras em que deixa de conhecer mesmo os familiares mais íntimos.
O diagnóstico preciso é fundamental para o tratamento. Um idoso com depressão pode ser curado a partir do uso de medicamentos, em geral, antidepressivos. Já no
Alzheimer, os medicamentos são capazes de reduzirem a velocidade da evolução da doença.
- O fato de a pessoa entrar na terceira idade não é motivo para ter depressão. Isso não é natural. Assim como os esquecimentos de fatos diários, como perguntar se o almoço
será servido, sendo que ele já almoçou, que podem indicar o início do Alzheimer, também não podem ser vistos como normais - afirma Jlaks.
Ele alerta que cerca de 10% dos idosos têm depressão. Em geral, a depressão é provocada pelo desequilíbrio dos sistemas de neurotransmissão, especialmente na liberação
serotonina, noradrenalina e dopamina. Qualquer pessoa pode ser vítima dessa doença, mas é importante procurar ajuda logo que os primeiros sinais se manifestem. Assim, a
possibilidade de levar uma vida normal certamente será maior.
É o caso de Vitório, de 83 anos. Sua filha Elizete Saporito Lopes, de 61 anos, conta que após se
aposentar, Vitório passou a ter crises de soluços, forte apatia e lapsos de memória. A família chegou a pensar que seria Alzheimer. Mas a partir da avaliação médica, a
conclusão foi a de que ele estava depressivo.
Depois de tomar a medicação prescrita pelo médico, Vitório teve uma melhorar significativa, segundo a filha. O neurologista Oscar Bacelar, PhD pela Universidade de Basel,
na Suíça, em doenças neurodegenarativas, faz coro ao alerta de Jlaks, quanto mais cedo a doença for diagnosticada mais ajuda terão os médicos para retardar a evolução do
mal e combatê-lo com medicamentos específicos. Ele aponta que no Brasil 1,2 milhão de idosos tem Alzheimer. Dessa população, 20% ultrapassaram os 85 anos.
Ele ressalta que é o idoso mantenha seu contato social através de atividades interativas como bailes, cursos de artesanato, contato com outras pessoas tanto da mesma idade
quanto de faixa etária diferentes. A proporção de pessoas com a doença dobra a cada cinco anos a partir dos 65 anos de idade.
Normalmente o diagnóstico é feito pelo menos um ano depois dos primeiros sintomas que costumam ser leves e confundidos como normais no envelhecimento.

[Slashdot] [Digg] [Reddit] [del.icio.us] [Facebook] [Technorati] [Google] [StumbleUpon]
Jan 27
Luciana Ackermann - O Globo Online
Engana-se quem pensa que as pessoas com idade avançada
são resistentes aos tratamentos alternativos. Muitas
vezes os idosos são os primeiros a testar as novas técnicas.
A aposentada Maria de Lourdes Spinola Bento de Faria,
de 83 anos, é uma delas. Desde 1992, ela passa,
religiosamente, por sessões de acupuntura.
O reconhecimento do uso das agulhas como
especialidade médica pelo Conselho Federal de
Medicina aconteceu só depois de três anos. Até hoje,
a acupuntura ainda não é ensinada na maioria das
escolas médicas do País. Já a homeopatia,
certificada em 92, e também não consta em boa
parte das universidades.

Foi com diagnóstico indicando a necessidade de operação de
hérnia de disco, que Maria de Lourdes decidiu arriscar e
aceitou a sugestão de uma de suas filhas para tentar a
acupuntura. Ela relembra que as dores eram muito intensas
e não passavam mesmo com o uso de analgésicos e
antiinflamatórios convencionais. "A dor era tanta
que eu não conseguia andar. Cheguei à clínica de acupuntura
carregada no colo. Incrível, mas depois da sessão saí
andando. Não com passos muito firmes, mas já com as
minhas pernas" - afirma Maria. Naquele período, as
aplicações eram diárias, com o tempo  tornaram-se
mais espaçadas. A cirurgia acabou sendo adiada por
seis anos, porém foi inevitável. Mesmo tendo de
ser operada. “Não tenho dúvidas de que a acupuntura me
ajudou muito. Eu nunca mais tomei analgésicos e
antiinflamatórios. Não tenho dúvidas de que para mim a
acupuntura ajuda muito. Como sou muito ansiosa, sinto
que fico mais centrada e calma” - diz ela, que todas
as quintas-feiras recebe as agulhadas. Ela ainda
garante que mal sente as picadinhas. Depois de 14
anos sendo atendida pelo fisioterapeuta e
especialista em acupuntura, Fernando Fernandes,
da Daya Terapias Integradas, ela diz que já o
considera da família e costuma dizer que é
seu neto mais velho.
Fernandes destaca que os idosos foram os primeiros a
procurar a acupuntura porque ela é muito eficiente
no caso das dores crônicas, que são comuns à terceira
idade. Ao aplicar as agulhas, são liberadas
substâncias como a serotonina e a endorfina capazes
de aliviar a dor e gerar a sensação de prazer e bem-estar.
Segundo Fernandes, muitos idosos procuram-no
porque estão insatisfeitos com os resultados
de tratamentos alopáticos. Em geral, a acupuntura é vista
como o último recurso. Ele também informa que nos idosos
o efeito da aplicação das agulhas tende a demorar
mais que nos jovens. Mesmo assim, a partir do
tratamento, é comum ocorrer a redução no número de
medicamentos ingeridos pelos idosos.
[Slashdot] [Digg] [Reddit] [del.icio.us] [Facebook] [Technorati] [Google] [StumbleUpon]



Saúde Alternativa is Digg proof thanks to caching by WP Super Cache!