Archive for the ‘homeopatia’ Category

Jun 03

A vida de Hahnemann comporta algumas peculiaridades que devem ser observadas antes de descrevê-la pormenorizadamente. Em primeiro lugar, Hahnemann viveu mais de 88 anos, o que era extremamente raro no século XVIII. Ele nasceu em 1755 e faleceu em 1843, tendo passado a maior parte deste tempo na Alemanha, que não era um país unificado, mas um amontoado de cidades-estado que freqüentemente enfrentavam-se em disputas de poder, e que depois foram todas dominadas por Napoleão e seu exército. Nos últimos anos de sua vida ele desfrutou da fama e expandiu o nome da Homeopatia em Paris, à época a cidade mais importante culturalmente no mundo, o farol para onde todas as mentes em busca de conhecimento e novidades voltavam-se avidamente.

Esta é a história de um homem que criou uma ciência de curar eficaz, rápida e segura, partindo unicamente de fatos, os quais ele observava atentamente para só depois deles extrair hipóteses e teorias. É a história de um homem obstinado, quase arrogante, que não se curvou ao senso comum nem para evitar a fome sua e de sua numerosa família. Um homem que defendeu arduamente o ideal de curar sem prejudicar, contra uma classe médica irada que não podia aceitar que este médico de origem humilde fosse ensinar-lhes uma nova arte e ciência de curar. Um homem que até seus últimos dias cuidou de aprimorar seu legado maior à Humanidade, a Homeopatia. Hoje a Homeopatia sobrevive e expande-se pelo mundo todo, mas nada disso teria ocorrido se seu visionário fundador tivesse sido mais complacente com seu pares da época. O ódio que os seus opositores lhe nutriram abertamente em vida, hoje foi amplamente sobrepujado pelo amor e gratidão de milhões de médicos homeopatas e pacientes beneficiados pela Homeopatia.

Eu sou grato em primeiro lugar por ser um médico homeopata e, em segundo lugar, por ter tido a oportunidade de fazer este estudo da vida deste grande mestre da humanidade, um homem muito à frente do seu tempo, talvez à frente até do nosso tempo, que captou a essência da matéria e a entregou a nós todos de forma metódica para que possamos perpetuar seu trabalho de trazer saúde verdadeira a nossos irmãos e irmãs que sofrem as mais diferentes mazelas do corpo e da alma. Em sua lápide ele mandou escrever: Non inutilis vixi (Não vivi em vão). Como se houvesse alguma dúvida… Muito obrigado, Christian Friedrich Samuel Hahnemann.

Apr 30

A homeopatia é uma medicina integrativa, uma outra forma de compreensão do processo de enfermidade, e não se restringe a um tratamento elaborado com o uso de ervas.

As informações são do médico Paulo Rosenbaum, autor do livro “Homeopatia: Medicina sob Medida”

O doutor comenta que a homeopatia não abdica dos conhecimentos médicos e laboratoriais para realizar o tratamento. Segundo Rosenbaum, esta especialidade usa aspectos individuais do paciente para atingir o resultado, não visando somente o controle da doença, mas também a qualidade de vida do ser humano.

“As pessoas tem um idéia simplificada e descontextualizada demais do que é a homeopatia, porque não é só um tratamento baseado na natureza”, afirma Rosenbaum.

De acordo com o médico, as informações sobre homeopatia devem ser obtidas com quem realiza pesquisas dentro de instituições. “É fundamental que exista uma literatura de qualidade, que as pessoas possam acessar para compreender isto de uma forma correta, porque, muitas vezes, o que chega são distorções ou estereótipos”, explica Paulo Rosenbaum.

Apr 16

Confira a seguir um trecho selecionados do livro “Homeopatia sob Medida”, da Publifolha. A homeopatia nasceu como um método alternativo aos procedimentos invasivos, como a sangria, utilizada até o fim do século 19. No Brasil a homeopatia foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina em 2002. Muito se fala do método, mas conhecer suas bases é fundamental para se submeter a tratamentos eficientes. Abaixo um pouco mais sobre o modelo de tratamento estabelecido pelo alemão Samuel Hahnemann, médico criador do método de tratamento homeopático no fim do século 18, que propõe os seguintes enfoques:

1º. A medicina deveria retomar um recurso já enunciado pela medicina hipocrática e praticamente abandonado: a aplicação da similitude. Ou seja, não se basear na aplicação de medicamentos contra os sintomas (contrariis contraris – a terapia dos contrários), muito comuns desde a tradição galênica (que durante um bom tempo também usou a lógica dos semelhantes), mas usá-los a partir de uma analogia com o que estes medicamentos provocavam em pessoas sãs: do latim similia similibus curentur = semelhantes curam semelhantes.

2º. A medicina é um conhecimento experimental. Para serem reconhecidos, os experimentos deveriam ser metódicos, e não acidentais baseados em observações isoladas. Eles deveriam ser induzidos e realizados com humanos, e não com animais. Uma das razões mais evidentes para isso é que só as pessoas podem descrever sintomas e sensações.

3º. A enfermidade não se limita a um só ponto. Por mais indícios de que seja apenas localizada, quando bem investigada revela-se complexa e contextual, enraizada a outros sintomas que podem ser antigos ou recentes. Ou seja, ela é sempre sistêmica. Para desmontá-la é necessário, portanto, desvendar o mapa completo do organismo afetado, assim como as circunstâncias sociais e ambientais.

4º. Por analogia, pressupõe-se que os medicamentos também tendem a agir de forma sistêmica. Uma prova disso é a lista de efeitos não esperados que muitos deles apresentam – os chamados efeitos colaterais.

5º. Cada pessoa apresenta sensibilidades e vulnerabilidades distintas. Por esta razão, nunca se saberá quantas doenças realmente existem no mundo, pois serão tão numerosas como a sua população.

6º. Para conhecer a enfermidade sistêmica e a ação global dos medicamentos é preciso prestar particular atenção à vitalidade da pessoa, ao estado geral do seu organismo. Isso envolve a análise permanente da relação medicamento-corpo-mente-meio.

7º. A homeopatia foi se transformando num conjunto de conhecimentos e práticas com consistência histórica e teórica.

Apr 14

SÃO PAULO, 1 de abril de 2008 – Sintomas da dengue podem ser diminuídos com o auxílio da homeopatia, caso a doença seja diagnosticada precocemente. Quem afirma é o secretário de Saúde de São José do Rio Preto (SP), Arnaldo Almendro Mello.
“O preparado homeopático específico para a dengue encurta o período dos sintomas da doença. Principalmente na fase inicial, podemos observar que diminui muito a sintomatologia. Às vezes, a pessoa nem apresenta a sintomatologia”, afirmou.
O tratamento homeopático é uma das alternativas oferecidas nos postos de saúde do município. “Elas têm a opção de tratar pela homeopatia ou pela alopatia. E ainda associar os dois tipos de medicina, se assim desejarem. Aqueles que não crêem na homeopatia fazem o tratamento alopático somente”, informou.
A possibilidade de tratar a dengue com a homeopatia surgiu em 2007, quando houve na região de São José do Rio Preto 12 mil notificações e cerca de dez mil casos confirmados. “Nós tínhamos conhecimento de que a medicina cubana tratava a dengue com homeopatia e obtinha ótimos resultados. E ainda tínhamos a experiência de um pediatra homeopata da nossa cidade que tratava seus pacientes com sintomas de dengue com sucesso”, afirmou.
Arnaldo Mello ressaltou que os relatos que tinha do tratamento em Cuba era que seria possível diminuir consideravelmente as internações e os sintomas hemorrágicos da doença.
É obvio que em nenhum momento deixamos de fazer as ações de prevenção da dengue. A homeopatia é somente um recurso a mais. Só isso. Mas ela pode ter contribuído, mesmo porque neste ano estamos com um número absurdamente menor do que no ano passado. Por enquanto, somente 30 em todo o município”, informou.
Ele admitiu, contudo, não haver ainda estudos conclusivos sobre a eficácia da homeopatia nos casos de dengue. “Nós ainda estamos levantando dados das pessoas que utilizaram homeopatia para ver se a gente consegue chegar a um número. Isso não é fácil porque no caso da homeopatia, a metodologia cientifica é diferente da alopatia. Não segue a mesma metodologia. Acreditamos que, em alguns casos, o indivíduo pode nem apresentar sintomas, caso tenha feito tratamento precoce. Mas não temos dados ainda”, afirmou.
O secretário lembrou que, na época em que a homeopatia para tratamento da dengue foi oferecida nos serviços públicos de saúde, houve uma discussão grande entre o município e a Secretaria de Saúde do estado. “Eles não aceitavam esse tipo de intervenção da homeopatia na dengue. Chegamos a um embate jurídico para conseguir manter esse programa. Tivemos apoio do Ministério da Saúde e continuamos oferecendo”.
Diante da polêmica levantada pelo tratamento, os médicos relutaram em continuar prescrevendo o complexo homeopático. Arnaldo acrescentou que a resistência ao tratamento homeopático aumentou ainda mais quando foi anunciado que seria ampliado, e isso acabou causando confusão. Para ele, houve a falsa impressão de que a homeopatia somente conseguiria conter a epidemia da dengue.
A imprensa local acabou divulgando que era uma vacina homeopática. E não era nada disso, nós nunca usamos o termo vacina. O que afirmamos é que a homeopatia, caso seja adotada precocemente nos casos de suspeita de dengue, é capaz de reduzir seus sintomas“, concluiu.

Mar 13

Jan 30

Por Hylton Sarcinelli Luz em 22/1/2008

Certamente, a grande maioria dos cidadãos do mundo não leu nem lerá o editorial da revista científica The Lancet (Vol 366 August 27, 2005), uma vez que a publicação é principalmente dirigida aos médicos e pesquisadores interessados na área da saúde.

Trata-se do editorial intitulado “O fim da Homeopatia” que afirma, entre outras declarações negativas, que a Homeopatia não tem fundamentos científicos. Argumentações como essas são perigosas e necessitam ser esclarecidas, uma vez que foram revividas pelo colunista Rogério Tuma, da revista CartaCapital (n° 473, de 5/12/07), dirigida ao público leigo.

Ao requentar uma pauta de 2005 da Lancet, o colunista ignorou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), editada em 2006 para o setor de saúde do Brasil, que integra a Homeopatia, Acupuntura e Fitoterapia às práticas do SUS. Também desconsiderou a informação pública e notória que, há mais de 30 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os países incluam a Homeopatia em suas políticas de saúde. Esta decisão representa tanto um marco mundial para as políticas públicas de saúde quanto à consolidação do processo democrático na saúde. Neste último aspecto, destacamos o respeito à liberdade de escolha terapêutica dos cidadãos, bem como o compromisso com mecanismos decisórios que têm origem na participação da sociedade.

Alto custo

O permanente questionamento acerca da cientificidade da Homeopatia, e dos efeitos que produz na saúde, decorre de diferenças existentes nas concepções de doença de cada medicina. Qualquer parâmetro de medida só faz sentido quando utilizado corretamente. O termômetro é um excelente instrumento para medir temperatura, mas absolutamente ineficaz para medir distâncias. Este último fato, constatável e consensual a todos, não o desqualifica como um instrumento útil.

Assim, a maneira diversa como a Homeopatia observa a saúde, razão de sua abordagem individualizada, voltada para as expressões da vitalidade e do sofrimento humano, implica obrigatoriamente parâmetros de observação e avaliação que são particulares e não estão contemplados nos protocolos científicos da medicina tecnológica.

Este fato não significa ausência de uma metodologia de investigação e procedimentos precisos de intervenção, os quais são avaliados por parâmetros justos, todos relacionados a uma concepção de saúde que lhe é própria e que a distingue de outras medicinas. O mesmo se dá com todas as Medicinas Tradicionais, cada uma com sua lógica própria que constitui uma racionalidade médica complexa, com seus próprios conceitos e parâmetros para orientar e avaliar a efetividade de seus procedimentos.

Tanto o editor da Lancet quanto o colunista da CartaCapital deixam claro, por meio de critérios duvidosos, que população erra quando escolhe aquilo que não se enquadra nos cânones científicos que defendem.

Incluir as Medicinas Tradicionais, também conhecidas como Medicinas Alternativas – ou, na nomenclatura adotada em nosso país, Medicinas Naturais – é investir para que a diversidade das práticas de saúde, que não dependem de importação de insumos e tecnologia de alto custo, possam contribuir para otimizar os recursos, sempre limitados, para ampliar a assistência.

Fosso social

Estima-se que o investimento anual total em Medicinas Naturais, em todo o mundo ocidental, nas áreas da pesquisa, formação de recursos humanos e promoção, não ultrapassa algumas centenas de milhares de dólares por ano. No entanto, em Medicina Tecnológica são investidos muitos bilhões de dólares para os mesmos fins.

Portanto, compete aos gestores públicos – e aos cidadãos que almejam por justiça social – se posicionarem a favor de medidas que estabeleçam como prioritário o investimento nas Medicinas Naturais, para que estas possam alcançar o nível de desenvolvimento necessário para suprir, juntamente com as demais formas de medicinas e práticas de saúde, as necessidades dos países e do mundo.

Será ainda possível conceber, como conduta em favor da humanidade, comportamentos que contrariam a liberdade de escolha das populações? É evidente, para todo o mundo que uma das causas da violência contemporânea é a justa revolta contra a progressiva ampliação do fosso social e da exclusão de direitos básicos que separam populações de uma mesma nação e de nações no mundo.

Jan 14

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Numa ação coordenada pelo promotor de Justiça Carlos Varela, a Polícia Civil prendeu na noite de ontem o falso médico Leandro Conti Ribeiro, que estaria atendendo num consultório montado na rua Segismundo Mendes, 105, em pleno centro da cidade. Num trabalho de investigação da equipe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, o delegado Edson Moraes deu voz de prisão em flagrante ao estelionatário quando fazia consulta de pacientes, inclusive prescrevendo medicamentos homeopáticos, conforme informação prestada ao Jornal da Manhã pelo delegado Edson Morais. O representante do Ministério Público informou que a atuação de Leandro Ribeiro passou a ser investigada a partir de denúncias apresentadas àquela Promotoria. No trabalho de investigação, um policial teria tentado marcar uma consulta, sendo informado que teria de pagar R$ 400. Mas um “paciente” que acabou arrolado como testemunha teria declarado que pagou R$ 180. Conforme o delegado que presidiu a investigação, também foram localizados receituários em farmácias, prescritos pelo homem preso ontem. Outra providência da polícia foi consultar junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), constatando que Leandro Conti não possui registro profissional para exercício da profissão de médico. Após receber voz de prisão, ele foi levado à delegacia de polícia, em ocorrência atendida pelo delegado Hércules Cardoso, que até o fechamento da edição ainda não tinha ratificado o flagrante. O promotor Carlos Valera fez questão de acompanhar toda movimentação da polícia, adiantando que o falso médico deve responder pelos crimes de propaganda enganosa e exercício ilegal de profissão e até mesmo por estelionato.

Na delegacia de polícia, o advogado Washington Luís Gomes da Silva atuou na defesa do suspeito, onde também foi procurado pela reportagem. O profissional declarou que seu cliente nunca se apresentou como médico, mas sim como terapeuta, devidamente legalizado. Também negou que o mesmo emita receituário de medicamento alopático, indicando apenas produtos da homeopatia. Demonstrando segurança, o mesmo advogado revelou ter havido outras ações contra seu cliente, a partir de 2003, garantindo que conseguiu o arquivamento de todas elas, sem que chegassem à ação penal. Por sua vez, o promotor Valera entende que só o profissional médico pode receitar medicamento, seja alopático ou homeopático, como declarou ao JM.

Fonte: www.jmonline.com.br/?canais,1,08,189

Jan 09

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Dia da Mobilização e Ação Global
FSM 2008: ONG defende Homeopatia no Rio Com Vida


Crise ética na Medicina e a Homeopatia, movimentos sociais e a liberdade de opção nos cuidados da saúde vão esquentar o debate entre os médicos e o público na Tenda das Idéias

O Rio de Janeiro vai abrigar, no próximo dia 26 de janeiro, a versão local do Fórum Social Mundial 2008. Ao contrário de anos anteriores, o FSM não será centralizado – haverá eventos simultâneos nos mais diversos pontos do planeta, organizados pelos próprios participantes.


O Comitê Rio do FSM está convocando a população para a realização do Rio Com Vida, no Aterro do Flamengo. O Dia de Mobilização e Ação Global será marcado por debates, seminários, demonstrações de rua, passeatas, eventos culturais e shows em todo o mundo, em torno do tema ”Um outro mundo é possível”.


A ONG Homeopatia Ação Pelo Semelhante (www.semelhante.org.br) vai participar dessa iniciativa, divulgando a campanha nacional ”Homeopatia Direito de Todos”, na Tenda das Idéias, uma das
sete tendas que serão montadas no Aterro do Flamengo. A proposta é estimular debates públicos por meio de exposições dos médicos Gervásio D’Araújo (A crise ética da Medicina e a Homeopatia), Graciela Pagliaro (A Homeopatia e os Movimentos Sociais) e Hylton Luz ( Há liberdade de opção nos cuidados da saúde?).


Paralelamente, em um estande dentro da tenda,
e através de voluntários da campanha, presentes em todos os pontos do evento, serão colhidas assinaturas para o abaixo-assinado, que já conta com cerca de 50 mil adesões, com o objetivo de cobrar do Ministério da Saúde a efetivação da Portaria 971, de maio de 2006. A portaria institui a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), incluindo a Homeopatia, no Sistema Único de Saúde (SUS).

O abaixo-assinado pode ser acessado no link:

(http://www.semelhante.org.br/10_abaixoassinado_01_principal.asp).

Participe do Fórum Social Mundial sendo voluntário.

Inscreva-se pelo e-mail semelhante@semelhante.org.br

Dec 20

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Pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) divulgaram o resultado no Dia Nacional da Homeopatia, comemorado na última quarta-feira (21). Os estudos provaram que o bioterápico reduz em 50% a quantidade desses parasitas nos bovinos, praticamente a mesma quantidade se o animal fosse tratado com carrapaticida. O experimento foi conduzido pelos pesquisadores Laerte Filippsen, Nilceu Silva, José Moletta e Alessandro Minho, na Fazenda Modelo do Iapar, em Ponta Grossa, com novilhas da raça Purunã, raça desenvolvida pelo instituto.

O carrapato considerado no experimento dos pesquisadores foi da espécie mais comum em bovinos no Brasil, o boophilus microplus. “Essa espécie é considerada a mais danosa ao animal em toda América do Sul. Só no Brasil, causa prejuízo anual, segundo dados do Ministério da Agricultura, de US$ 1 bilhão em gastos com instalações, mão-de-obra, carrapaticidas, além de outras enfermidades transmitidas pelo carrapato”, destaca Silva.

Para Filippsen, o resultado mostra que a homeopatia pode ser um importante aliado no combate ao parasita. “Além de reduzir o uso de produtos alopáticos, diminuindo os custos para o produtor, os bioterápicos não deixam resíduos de medicamentos, o que possibilita a produção de carne orgânica”, observa o pesquisador.

Dec 10

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Dr. Jajáh*

Cupim – CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA: , Reino: Animalia, Filo: Arthropoda, Classe: Insecta, Ordem: Isoptera
Meus amigos, vocês já observaram que, quando estamos viajando, podemos encontrar terrenos cheios de cupinzeiros e, ao lado, outros sem qualquer casa de cupins?! Existem terrenos que quase não tem espaço entre um cupinzeiro e outro e o terreno vizinho está perfeitamente livre dessa praga. Por que isso acontece e o que tem isso a ver com a medicina?
Em um local tem cupinzeiro não é porque o cupim quer e sim porque o terreno permite. É isso mesmo! O cupim só prolifera e constrói suas casas em terreno com determinadas características. Em terreno que permite.
Então, meu amigo, quando você observar um terreno cheio de cupinzeiros ao lado de outro que não tem essa praga, é porque o proprietário do primeiro é relaxado – ou ignorante – e o do segundo é cuidadoso e mudou as características do terreno.
Conclui-se daí que o segredo não é combater a praga e sim tratar/mudar o terreno. Se combater a praga sem mudar o terreno, o bicho volta com mais força. Não adianta passar uma patrola e destruir todos os cupinzeiros, passar veneno e matar todos os cupins.
Assim é a medicina. Tem uma medicina que combate a doença sem pensar no doente – trata a doença da pessoa. Tem outra que muda o terreno da pessoa para que a doença vai embora ou não se instale trata a pessoa doente.
Uma, aquela que combate a doença, tem armas próprias para cada doença, independendo da pessoa doente. Para uma pneumonia existe uma lista de antibióticos específicos. A pneumonia do Zé é combatida com os mesmos remédios que a pneumonia do Bastião. Para hipertensão, uma lista de anti-hipertensivos. A hipertensão da Maria é combatida com os mesmos remédios que a da Luzia. Para cólica (espasmo), remédios anti-espasmódicos. Para febre, antitérmicos (thermos=calor). E assim por diante.
Não é atoa que essa medicina é chamada de medicina dos contrários ou antipatia. Essa medicina é milenar e, no Brasil, é a medicina tradicional. É a Alopatia.
Já a outra medicina, aquela que cuida do terreno para que a praga não se instale, ou, se já instalada, para que não consiga prosseguir, busca para cada pessoa um medicamento, naquele momento.
Essa medicina – a HOMEOPATIA – a medicina dos SEMELHANTES é uma especialidade médica secular – dois séculos – entende que a pessoa só adoece porque a sua Energia Vital se desequilibra. (Os sintomas são a manifestação do desequilíbrio da Energia Vital – ensina Samuel). Ela busca na natureza – no reino animal, vegetal ou mineral – uma substância que contenha a energia apropriada para reequilibrar a energia vital da pessoa doente.
Essa medicina, a Homeopatia, não trata a doença, nem o órgão doente. Trata a pessoa doente.
Outro fator muito importante que joga em favor do time da medicina dos semelhantes é a questão dos efeitos colaterais – os efeitos indesejáveis. É de lascar você tomar um remédio – antibiótico ou anti-inflamatório – para combater uma doença da garganta, por exemplo, e criar uma doença no estômago – uma gastrite ou uma úlcera! Não é raro os efeitos indesejáveis de um medicamento alopático serem muito mais graves do que os buscados pelo tratamento.
Agora, meu estimado amigo, não é porque eu aprendi Homeopatia que eu desaprendi Alopatia. Não é porque a Homeopatia reúne uma série de vantagens que vou achar que a Alopatia não presta. Muitos procedimentos de uma se mostram vantajosos em relação aos seus equivalentes na outra. Muitos médicos de uma especialidade pregam a idéia de que a outra não presta. Tô fora! Cada prática médica traz vantagens importantes e apresenta limitações consideráveis. Na verdade as limitações são mais do profissional do que da especialidade. Quando, na homeopatia, eu não consigo ajudar a um doente é porque eu não consegui, não é porque a homeopatia não é capaz. A limitação é muito mais da pessoa que atua do que da medicina que utiliza.
E, quando você achar que o certo é só o que você pensa, lembre-se: “Quando você achar que sabe tudo, aí sim, é que você não sabe nada.” Pense nisso.

*O autor é médico homeopata em Dourados – Mato Grosso do Sul – O Estado do Pantanal.
www.jajah.med.br /
jajah@jajah.med.br

Dec 04

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Deu na Voz da Serra, jornal friburguense, na coluna de David Massena:

FEIRA I
A colônia alemã realiza a sua Feira de Advento.
Apresentando artesanato e culinária natalina, como manda a tradição na Alemanha.
O evento vai acontecer na Praça das Colônias e ganha a adesão de outras etnias.
E isso, certamente, tornará o evento ainda mais interessante.

FEIRA II
A Feira do Advento vai acontecer neste domingo, 2, das 9h às 18 horas.
E, além das delícias gastronômicas e o artesanato, vai propor debates e palestras como o uso da homeopatia com Marcelo Guerra.
Também haverá a apresentação do Grupo de Danças Típicas Alemãs Senfkorn; do Coral da Escola Municipal Galdinópolis; danças folclóricas portuguesas e oficina de fitoterapia.

Nov 21

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Tendo apenas 31 anos de idade, BENOIT MURE desembarca no Rio de Janeiro no dia 21 de Novembro de 1840, onde, contando com o apoio inicial do Dr. José Gama e Castro e posteriormente do Dr. João Vicente Martins, introduz a homeopatia com impressionante rapidez em nosso país. Em 1844 ele funda a ESCOLA HOMEOPÁTICA DO RIO DE JANEIRO, onde passa a formar médicos homeopatas e, em 13 de Abril de 1848, quando deixou o Brasil, já existiam centenas de médicos homeopatas atuando e um legado de popularidade da Homeopatia que permanece até os dias atuais.

Algumas palavras de Benoit Mure (aos 42 anos) publicadas por  Janot: “Por nossa parte na divulgação da homeopatia, tanto na Europa como na América, podemos reivindicar a fundação de três institutos e de cinquenta dispensários… a conversão de 100 médicos, a instrução de 500 alunos, a redução da mortalidade em nações inteiras, numerosas obras escritas francês, português, italiano e árabe, 2000 artigos em jornais, viagens por todas as latitudes, o desmonte de epidemias e contágios, … a indiferença, perseguições, … o tempo, o trabalho e o dinheiro perdidos para sempre, e poder-se-á compreender que, se a providência evidentemente nos sustentou durante uma prova superior às nossas forças, somos merecedores deste favor praticando antes de tudo, a máxima salutar: ‘Ajuda-te que o céu te ajudará’ “.

Nov 03

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No dia 30/10/2007 foi divulgada a notícia de que cientistas britânicos estão estudando a composição química dos fitoterápicos (remédios à base de plantas) chineses. A notícia foi saudada como uma grande revelação, como um aval para a sua utilização.

Ora, uma terapêutica em uso há mais de 2.000 anos, com sucesso no tratamento de bilhões de pessoas de precisa do aval de quem, cara pálida?

A mídia tende a confundir ciência com medicina. Isto é um engano! A medicina é uma arte e, como tal, vale-se de conhecimentos científicos,diferentes técnicas e conhecimentos acumulados pela prática de grandes médicos através da história e transmitidos de geração para geração.

O ser humano é por demais complexo para enquadrar-se ao saber científico sistematizado que, na história da humanidade, ainda engatinha. Muito do que se afirma científico hoje é baseado em hipóteses, que são apresentadas ao público leigo como verdades científicas. Daí a constante mudança de posições da ciência, pois as hipóteses, uma vez testadas em milhões de pacientes, muitas vezes mostram-se inúteis ou perigosas (lembra-so do Vioxx?).

A busca aumentada por medicinas alternativas na atualidade é também fruto da pretensa “cientificidade” da medicina alopática. O uso de tecnologias cada vez mais sofisticadas e o tratamento impessoal que os médicos alopatas dispensam aos seus pacientes, geraram o desejo de uma atmosfera mais humana e compreensiva por parte dos médicos. E este desejo encontrou ressonância nas medicinas alternativas, como homeopatia, acupuntura, terapia floral, etc.

Um problema sério entre as medicinas alternativas é o despreparo de muitos profissionais, que acreditam poder resolver tudo com sua intuição. Várias modalidades exigem formação adequada, e você precisa certificar-se de que o profissional que você pretende consultar é habilitado por uma instituição qualificada.

Portanto, lembre-se: a MEDICINA é ARTE, mas o artista tem que estar realmente preparado!

Oct 30

>> Isto é exatamente o que os homeopatas estão dizendo há duzentos anos. Não adianta acabar com as bactérias, temos que tornar o nosso corpo imune a elas. E um dado estatístico: nosso corpo abriga mais células de microrganismos do que nossas próprias células, ou seja, somos um habitat complexo que não pode ser restringido apenas pelo DNA das células. É preciso uma nova maneira de entender as doenças para que possamos ter realmente uma melhor saúde.

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Marília Martins, em O Globo

A crise ambiental da Terra não se restringe à natureza. Também no universo microscópico, dentro do corpo humano, há espécies ameaçadas de extinção por uma dramática e acelerada transformação do meio ambiente, e entre elas estão microrganismos que podem ser essenciais à vida humana. Quem faz o alerta é o pesquisador americano Martin Blaser, chefe do Departamento de Medicina da Universidade de Nova York (NYU, na sigla em inglês). Em suas pesquisas, ele revela um panorama impressionante da evolução das espécies no universo microscópico e do equilíbrio precário entre o organismo humano e os seres que nele vivem e que são essenciais à Humanidade.

- Se nós extinguíssemos todos os vírus e as bactérias hoje existentes, nós morreríamos também. A espécie humana desapareceria com eles – diz Blaser.

Defesas naturais estão em risco

O estudo de Blaser é muito maior do que um simples recenseamento dos micróbios que habitam o nosso organismo. A hipótese da equipe de pesquisadores do departamento de medicina da universidade é a de que as transformações do meio ambiente microscópico são tão poderosas que espécies inteiras de micróbios estão desaparecendo e, por incrível que pareça, essa não é uma boa notícia para os seres humanos.

Um exemplo é o da bactéria Helycobacter pylori, apontada como uma das causas de úlcera e de câncer de estômago, que se encontra atualmente em acelerado processo de extinção. Esta deveria ser uma ótima notícia para nós, seres humanos, que
temos estômago. Mas não é. Por quê?

- A presença dessa bactéria no organismo fez com que a espécie humana desenvolvesse uma série de antígenos que protegem as camadas interiores do estômago. Esses antígenos são transmitidos de uma geração para outra. Com o desaparecimento da bactéria, porém, estão sumindo também os antígenos. O resultado é que o organismo humano, para defender o estômago, agora mais desprotegido e vulnerável a ataques, tende a antecipar o processo digestivo para o órgão anterior ao estômago, o esôfago. Por isto, vemos hoje que, ao declínio dos casos de câncer de estômago, corresponde um
aumento dos pacientes de doenças do esôfago, inclusive câncer. Com um agravante: o câncer de estômago costuma aparecer em idade avançada, em pacientes acima dos 50 anos. Já as doenças graves de esôfago surgem em qualquer idade, até em crianças – frisa Blaser.

No fim das contas, a extinção de uma bactéria perigosa está levando a uma troca de doenças, que pode ser altamente desvantajosa para a espécie humana, na medida que ataca indivíduos mais jovens. Outra importante mudança no espectro dos microrganismos que hoje são mais perigosos para a espécie humana está relacionada às doenças auto-imunes, cada vez mais comuns, como o diabetes. São doenças em que a autodefesa do organismo falha e agentes externos se valem da fragilidade do sistema imunológico.

Para os pesquisadores da equipe de Blaser, as doenças auto-imunes se tornaram mais comuns por causa da crescente higienização do espaço urbano e do uso indiscriminado de antibióticos, que eliminou boa parte dos agentes infecciosos que atacavam o homem.

- A ociosidade do sistema imunológico pode ter levado à sua maior fragilidade. O resultado deste processo, outra vez, não foi a redução do número de doenças e sim a mudança do espectro de males que assombram a espécie humana – comenta Guillermo Perez-Perez, um dos pesquisadores assistentes da equipe da NYU.

Além de fazer estudos sobre bactérias relacionadas ao processo digestivo como a Helycobacter pylori e a Campylobacter, relacionada com a gastroenterite, a equipe de Blaser se dedica aos microrganismos que atacam a pele. Blaser fez um estudo famoso sobre o risco de contágio pelo Bacillus anthracis, agente da doença infecciosa, que começa na pele, conhecida pelo
nome de antraz. O bacilo foi enviado num envelope para o escritório de um político do Congresso americano, e Blaser foi mobilizado para fazer uma previsão dos riscos de contaminação. O pesquisador chegou a uma fórmula matemática para determinar a velocidade do contágio e mostrou que até cinco mil pessoas poderiam contrair a doença a partir de um único envelope. Isto levou a polícia americana a estabelecer uma série de precauções no tratamento da correspondência do Congresso.

A equipe de Blaser, que tem o ambicioso projeto de mapear as bactérias que habitam o corpo humano, fez uma experiência recente para fazer um primeiro recenseamento de microrganismos encontrados na pele humana. O resultado foi mpressionante: em amostras coletadas numa porção do antebraço de seis indivíduos sadios foram achadas 182 espécies, pertencentes a 91 gêneros e cerca de 8% eram desconhecidas dos cientistas. Alguns meses depois, foram coletadas novas amostras e novas espécies foram descobertas, que não tinham sido registradas anteriormente. Isto mostrou que na pele humana há bactérias residentes e outras que estão ali apenas de passagem.

- Estimamos que há no corpo humano algo entre 3 mil e 10 mil espécies de bactérias como residentes fixas. Em média, um bom zoológico tem entre cem e 200 espécies. Então nós já sabemos que, somente em nosso antebraço, temos a mesma quantidade de espécies bactérias que um bom zôo – diz Blaser.

O primeiro recenseamento limitou-se a indivíduos sadios, mas Blaser acredita que o número pode ser maior no caso de pessoas doentes:

- Nossa hipótese é que vamos descobrir espécies diferentes na pele de pessoas com doenças como psoríase ou eczema. Encontrar bactérias que sirvam de marcadores para determinadas doenças poderia levar à elaboração de métodos de diagnóstico e quem sabe até ao desenvolvimento de novas drogas – avalia o pesquisador.

Oct 29

Oct 29

Oct 29

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por Hylton Luz*

O mais grave problema de saúde pública em todo o mundo hoje é o custo dos serviços de saúde e esta questão não é nenhuma novidade. Em 1978, a Organização Mundial de Saúde assumiu os termos da Declaração de Alma Ata sobre Cuidados Primários, como uma forma de enfrentar a escalada dos custos da medicina tecnológica para cuidar de doenças.

Dentre os tópicos desta Declaração que prioriza a promoção da saúde destaca-se a recomendação de cuidar da saúde de modo integral, valorizando o sujeito e o seu ambiente de vida, bem como a necessidade dos estados nacionais investirem na inclusão das Medicinas Tradicionais em suas práticas públicas de saúde.

Neste período foram diversas as iniciativas nacionais de promoção de saúde e de priorização da assistência básica, mas com respeito à inclusão da diversidade das práticas de saúde e das Medicinas Tradicionais levou-se 28 anos. Só em 2006 é editada a primeira política pública nacional para o setor. O Brasil, através da Portaria 971 do Ministério da Saúde, estabelece a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que integra a Homeopatia, Acupuntura e Fitoterapia às práticas do SUS.

Esta decisão representa tanto um marco mundial para as políticas públicas de saúde, quanto à consolidação do processo democrático na saúde. Neste último aspecto, destacamos o respeito à liberdade de escolha terapêutico dos cidadãos, bem como o compromisso com mecanismos decisórios que têm origem na participação da sociedade.

É relevante considerar que foram nas sucessivas Conferências Nacionais de Saúde que nasceram os indicativos e as deliberações que legitimaram a proposta ministerial, construída tecnicamente em conjunto as representações de classe dos profissionais homeopatas, acupunturistas e fitoterapêutas.

Ainda neste escopo vale ressaltar como respeito ao trâmite democrático o processo de pactuação deste projeto com todas as instâncias representativas dos executivos da saúde pública, culminando com a sua aprovação no Conselho Nacional de Saúde. Trajetória que não deixa margem a dúvidas sobre a legitimidade desta portaria e da perspectiva de construção dialogada e participativa da sociedade civil.

Também não resta dúvida sobre a natureza democrática da medida, quando se identifica o seu potencial para corrigir uma brutal desigualdade de direitos que afeta a população que depende da assistência pública à saúde.

Hoje, no âmbito da Homeopatia, são 15.000 médicos homeopatas na clínica privada e apenas 514 estão no SUS; dentre os 5536 municípios do país, apenas 157 oferecem homeopatia no SUS. Números que evidenciam que no campo da saúde a maior parte da população vive excluída do fundamental exercício da liberdade de escolha.

No que tange a teoria podemos dizer que o país exemplifica e destaca-se, no entanto, quando analisamos esta portaria com vista a considerar o compromisso entre as palavras e os atos, percebemos qual é a dimensão do nosso anti-exemplo, da nossa capacidade de ser inconseqüentes e legislarmos apenas para “inglês ver”.

No campo técnico, âmbito em que a sociedade civil está apta a participar e contribuir, foram elaboradas as diretrizes e os critérios para corresponder às necessidades que a realidade do país determina. Porém nos aspectos relativos à implementação da iniciativa, caracterizando o compromisso do Estado, seja na definição de suas fontes de recursos, seja no estabelecimento de seus critérios de monitoramento, a omissão é a tônica e a imprecisão a letra da redação.

Como esperar que os gestores municipais de saúde implementem uma iniciativa que é nova, quando é sabida a carência para realizar o que já está em pauta e compromissado.

Neste cenário, a Homeopatia Ação Pelo Semelhante, como organização da sociedade civil comprometida com a garantia do direito de acesso à Homeopatia, está promovendo a Campanha “Homeopatia Direito de Todos”, por meio de um abaixo-assinado que estimula a população a declarar o seu apoio e a cobrar conseqüências no texto ministerial. Com isso, busca precisão e especificidade nos eixos essenciais à implementação da medida proposta, solicitando definição das fontes de recursos e a declaração dos parâmetros de monitoramento, para que a sociedade possa acompanhar com transparência a instituição dessa política pública

Entendemos que esta coleta de assinaturas também contribui para indiciar a demanda por assistência médica homeopática nos diversos locais do país; divulgar a política para a sociedade e estimular a participação da população; desenvolver uma rede de articulação para que os interessados se organizem em torno daquilo que lhes diz respeito e atenda a suas necessidades e, por fim, fomentar o controle social desta política pública.

Concluímos, pedindo que os leitores apóiem esta medida pelo que representa como consolidação democrática e assinem o abaixo-assinado eletrônico no site www.semelhante.org.br

* Hylton Sarcinelli Luz, médico homeopata, presidente e fundador da ONG Homeopatia Ação Pelo Semelhante, que trabalha pela democratização do acesso à Homeopatia.

ia.

Oct 29

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Eu fui convidado para fazer uma palestra na escola em que minha filha mais nova estuda sobre Hiperatividade, na reunião de pais bimestral. Ontem estava organizando as idéias e achei interessante postar aqui.

Em primeiro lugar, uma classificação: existem crianças levadas, crianças hiperativas e crianças sem limites. As levadas dão a impressão de não estarem se concentrando em nada mas, quando colocadas diante de alguma atividade que lhes interesse, dedicam-se inteiramente a ela. As crianças hiperativas realmente não se concentram, mesmo quando é algo que lhes interesse muito. Elas simplesmente não conseguem se concentrar! As crianças sem limites concentram-se, mas dificilmente elas têm interesse que não seja superficial, porque geralmente elas ganham tudo que querem, mesmo que remotamente. Então o interesse salta de uma coisa para outra o tempo todo. Um exemplo é uma criança que queria e ganhava tudo relativo ao RBD (Rebelde, para quem não conhece) e agora já deixa tudo que ganhou para trás (CD, DVD, roupas, álbuns de figurinhas, revistas, álbuns de fotos, etc) porque “precisa” ter tudo do High School Musical.

Classificadas assim, vamos falar sobre a Hiperatividade. Na década de 1970 era chamada Disfunção Cerebral Mínima, porque acreditava-se que algum problema, provavelmente no parto, causava uma baixa oxigenação do cérebro, provocando a hiperatividade. Hoje o nome oficial é DDAH, Distúrbio do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Em seu aspecto biológico, está ligada ao metabolismo da dopamina, um neurotransmissor. Os neurônios onde a dopamina atua estão ligados à sensação de prazer, de saciedade, e quando desregulados nada sacia a pessoa, nada causa um prazer profundo. Isto gera uma inquietação constante, pode levar a compulsões na criança e no adulto. Estudos sugerem que este é o fator biológico envolvido nas dependências, como o alcoolismo, dependência de drogas, compulsões alimentares, compulsões sexuais, oneomania (tem um outro artigo neste blog sobre isto), etc. A deficiência de dopamina gera uma baixa capacidade de atenção e concentração. A criança não consegue fixar sua atenção por muito tempo. Isto explica o baixo desempenho escolar, principalmente em matérias em que é preciso ler muito, como história, geografia. Muitas vezes elas são ótimas em matemática, porque o raciocínio é muito rápido, mas se os problemas apresentados tiverem um enunciado a ser interpretado já dificulta. Bem, sem capacidade de fixar a atenção, tudo pode dispersar a criança, até uma mosca que passa. Ela não tem controle sobre a esfera do pensamento, que flutua muito mais rápido do que normalmente ele já o faz. Ela também não tem controle sobre os sentimentos, não conseguindo conter reações emocionais, alternando rapidamente momentos de extremo carinho, simpatia, amorosidade, com momentos de agressividade verbal e física. E também não têm controle sobre a esfera do agir, apresentando uma impulsividade e uma compulsão muito grande ao movimento, elas não conseguem ficar paradas, não conseguem fazer nada até o fim, brincam com três ou quatro brinquedos ao mesmo tempo.

Na Antroposofia falamos que o Eu (Interior) organiza e controla o Pensar, o Sentir e o Agir. Ora, a criança hiperativa não tem nenhum controel sobre estas três esferas, demonstrando que seu Eu não tem esta capacidade de integração. Ela precisa aprender a controlar estes três. E o principal meio para isto é educacional. Até a adolescência, a principal influência sobre a criança são seus pais, o modelo que eles oferecem, e é este modelo que vai influenciar sua vida adulta. Logo em seguida, vem a influência dos professores. Tanto os pais quanto os professores devem saber controlar seu pensar, seu sentir e seu agir, para servirem de modelo para as crianças. Um outro fator importante para que o Eu conquiste o comportamento é o ritmo, a criança precisa de ritmo, de uma rotina. Ter hora para comer, para dormir, para tomar banho, para ir à escola, para assistir TV, para jogar videogame, para entrar na internet. Eu vejo pais de crianças de 10 anos reclamando que o filho passa a noite inteira no computador, e fico me perguntando: onde estão os pais numa hora dessas?

Aí eu acho que entra um fator que agrava a criança hiperativa e cria a criança sem limites. Hoje em dia, ambos os pais trabalham fora geralmente, e muitas horas. Muitos pais, principalmente as mães, sentem-se muito culpadas por estarem longe do filho a maior parte do tempo e, por outro lado, chegam em casa super cansados, querendo um tempo para si, oq ue aumenta ainda mais a culpa. Assim, certas “babás eletrônicas” como o computador, a televisão e o videogame caem como uma luva. A criança se diverte sozinha e os pais podem descansar. Infelizmente estas “babás” amplificam o problema, causando uma excitação ainda maior, embora sejam as poucas coisas que conseguem atrair a atenção de uma criança hiperativa, porque as circunstâncias de um videogame, por exemplo, mudam constantemente, seguindo o ritmo de uma criança hiperativa. A culpa faz com que os pais presenteiem demais os filhos, e o excesso de brinquedos dispersa ainda mais a criança hiperativa, e cria dispersão na criança sem limites, porque ela não se envolve profundamente com nada, porque tudo é passageiro e amanhã ela já ganhará outro “melhor brinquedo do mundo”. A criança consegue perceber a culpa dos pais e pode manipulá-los até deste sentimento. Muito melhor seria brincar junto com a criança, contar histórias para ela, ouvir as histórias dela, participar da vida dela.

Aqui chegamos a um outro ponto: a imagem da criança. Até o início do século 20 não existia a palavra criança como um ser que tem suas especificidades, mas a criança era vista como uma miniatura do adulto. A sociedade ainda resiste a esta mudança de paradigma, haja visto tantos pais tentarem transformar seus filhos em miniadultos, através de roupas, certos brinquedos, hábitos. Uma outra direção é achar que a criança é um ser angelical, sem qualquer maldade. Parece que esquecemos de nossa infância e da crueldade de que as crianças são capazes. As crianças são diferentes dos adultos, mas ainda são humanas, noq ue isso tem de bom ou de ruim. E as crianças têm uma capacidade muito grande de perceber o que seus pais estão sentindo, e a culpa dos pais fica muito evidente nestas situações de não colocar limites ou de presentear excessivamente. E a criança vai usar isto a seu “favor”. Um desfavor a isto é a “psicologização” exagerada que se vê por aí. Crianças que falam de si usando termos médicos e psicológicos mostra que alguma coisa está errada no relacionamento entre ela e seus pais, que não têm mais acesso direto um ao outro, mas mediado por médicos e psicólogos. Eu conheço uma criança que, muito nova, usava sempre a expressão “Eu me sinto insegura” para justificar tudo que ela não queria participar, tudo que ela não queria fazer. As crianças sem limite só precisam de limites claros e objetivos, afinal elas também fazem parte da sociedade e precisam integrar-se a ela.

Além do modelo dos pais, a Pedagogia Curativa ajuda muito as crianças hiperativas. O tratamento medicamentoso alopático é feito principalmente com anfetaminas, como a famosa Ritalina (Metilfenidato), que atua sobre as vias de neurônios que usam dopamina. A atenção é aumentada, e a inquietação conseqüentemente diminui. Tem vários efeitos colaterais a curto e médio prazo. A Homeopatia oferece resultados muito bons nestes casos, e os remédios são muito bem tolerados pelo organismo da criança. Por basear-se na semelhança entre o que um remédio provoca numa pessoa saudável e os sintomas que uma pessoa doente apresenta, a escolha do remédio homeopático é feita através de consulta médica em que os sintomas são detalhados, formando uma imagem bem ampla e precisa do problema do paciente. Com a homeopatia, muitas crianças conseguem melhorar a integração das esferas do Pensamento, Sentimento e Ação, controlando seu comportamento e conseguindo melhora tanto no aprendizado, quanto no relacionamento com os colegas, professores, e familiares e, principalmente, reduzindo a frustração que é um sentimento muito presente nas crianças hiperativas, juntamente com a baixa auto-estima. Assim nossas crianças podem ser mais integradas e felizes!

Marcelo Guerra

Oct 15

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A Homeopatia é uma das modalidades de tratamento mais eficazes no tratamento da Fibromialgia, e seu efeito é muito aumentado quando associada à Acupuntura. Na maioria dos casos de Fibromialgia há uma história de traumas e sofrimentos emocionais persistentes, e muitos autores consideram esta doença uma parte de uma doença maior, a Depressão. Assim, a Homeopatia agiria exatamente sobre a causa, que é a Depressão, reduzindo os sintomas e melhorando o humor, trazendo bem estar para o paciente. A Fitoterapia, tratamento com plantas medicinais, também tem mostrado eficácia, tendo algumas plantas atingido grande sucesso, como a erva-baleeira, embora precisem de mais estudos para comprovar sua eficácia.

Sep 12

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Hoje a população que depende da assistência pública não pode escolher a homeopatia como opção terapêutica. São apenas 514 médicos homeopatas trabalhando no SUS em todo país, enquanto há 15 mil na iniciativa privada.

 

Venha distribuir panfletos, colher assinaturas e defender o direito de opção terapêutica para toda a população.

 

Participe da primeira mobilização a favor do Direito de Opção Terapêutica no SUS em Niterói.

 

Faça sua assinatura eletrônica em  CLIQUE AQUI . Divulgue!

 

Apoio das farmácias homeopáticas Antiqua; Artfharma; Bem Viver; Cósmica; De Faria e Pinho; Gian; Hahnemann; Homeonatural; H.G.P; Magistrallis; Quintessência; Renascença; Sauer  e Verbena.

 

 

Adquira a Camiseta da Campanha no local por R$ 12,00.

 

          Em caso de chuva ou mau tempo fica adiado para próxima semana.

 

“A HOMEOPATIA PRECISA DE UM LUGAR AO SOL”.

 

 

Atenciosamente,

Hylton Luz

Presidente

 

 

Caminhada cívica “Homeopatia Direito de Todos” em Niterói

Data: 23/09/07 (domingo), das 9h às 12h.

Local: Praia de Icaraí (em frente ao antigo Cinema Icaraí)