Archive for the ‘homeopatia’ Category

Mar 16

Josep Garriga
A cebola (Allium cepa) é um dos ingredientes básicos para um bom refogado. Mas também pode curar um resfriado comum. A tinta da sépia (Sepia officinalis) é imprescindível para fazer um delicioso arroz negro, mas também é recomendada para transtornos hormonais, da menopausa e menstruação. O enxofre (sulphur) não serve só para matar os fungos das videiras, mas também para curar doenças da pele. E por aí vai. Nada menos que três mil substâncias de origem vegetal, animal e mineral são utilizadas pela homeopatia para curar patologias, sejam elas leves, graves ou crônicas.

Mas há cientistas e médicos para os quais a homeopatia – como terapia ou terapêutica natural – parece uma farsa. O Parlamento britânico, por exemplo, determinou em fevereiro que seu único efeito curativo era como placebo. Mas, fora isso, ninguém demonstrou como essas bolinhas açucaradas interagem no organismo e chegam a influenciar o curso de uma doença. Se é que influenciam ou interagem, porque a homeopatia desperta paixões e fobias, e suscita opiniões extremas. Ou é defendida radicalmente (no Reino Unido e na França ela faz parte do sistema de saúde pública) ou é caluniada. Não há meio termo. No máximo, pode-se encontrar algum médico que seja cético de forma não usual.

A medicina homeopática se baseia no princípio da semelhança, ou seja, uma mesma substância responsável por determinados sintomas também pode aliviá-los ou neutralizá-los, sempre e quando for administrada de forma correta (o semelhante cura o semelhante). Por exemplo, a cebola provoca lágrimas e irritação na garganta, mas abrevia um resfriado comum. A cafeína produz insônia ou taquicardias, mas também pode induzir a um ritmo cardíaco normal. Esta reação acontece porque a substância está presente nos medicamentos em doses infinitesimais, que são obtidas mediante processos de potencialização ou dinamização (várias sacudidas da diluição). Mas a origem da polêmica sobre a sua eficácia está no fato de a diluição ser tão pronunciada que às vezes não resta uma só molécula do princípio ativo original. Por esse motivo, Joan Ramon Laporte, chefe do serviço de farmacologia do hospital de Vall d’Hebron de Barcelona, refere-se aos medicamentos homeopáticos como “a medicina da água”. “Para começar, eles não contêm nada porque a concentração do suposto princípio ativo é infinitesimal. E quando dividimos alguma coisa por infinito, o resultado é nada. Não há um princípio ativo que desencadeie uma resposta fisiológica no organismo que melhore seu estado de saúde”, conclui.

Entretanto, Luc Montagnier, que ganhou o prêmio Nobel de Medicina em 1998 por ter descoberto o vírus da imunodeficiência humana (HIV), não compartilha dessa opinião: “Observou-se que certas diluições em água nas quais não resta nenhuma matéria ainda assim registram vibrações. Esta diluição pode reconstruir a informação genética da matéria. É uma informação instrutiva da qual a homeopatia não pode esquecer, embora muitos críticos digam que não há nada. Mas há alguma coisa. Nós demonstramos a água tem estruturas que são induzidas por vibrações eletromagnéticas.” Por causa dessa descoberta, os médicos homeopatas sustentam que a reação que acontece no organismo não é química, como acontece com os medicamentos alopáticos, mas sim de caráter físico, mas continuam sem esclarecer como ela atua. “Os estudos científicos que foram apresentados e que demonstram que a homeopatia tem um efeito superior ao do placebo evidenciam que é isso que acontece, que nosso organismo reage ao medicamento. Nós demonstramos que o princípio da semelhança existe e funciona”, rebate Assumpta Mestre, que dirige a seção de homeopatia do Colégio de Médicos da Catalunha.

Mas Montagnier acrescenta: “Física ou química? É mais complicado. Mas é verdade que é possível explicar o efeito dos medicamentos depois da diluição pelo fato de que a estrutura da água pode continuar representando a molécula. A água pode conservar a forma e a informação do princípio ativo da molécula”. Essa teoria explicaria a influência dessa substância primitiva sobre o organismo, ainda que não reste nenhuma só molécula da original.

“Os mecanismos de ação dos medicamentos homeopáticos são muito variáveis. O que conhecemos sobre a atuação da aspirina é muito diferente do que sabíamos há 30 anos. O importante é que a substância cure, como ela consegue isso é secundário”, acrescenta Antonio Marqués, também médico homeopata com consultório nas Ilhas Canárias. Por outro lado, Joan Ramon Laporte, responde: “Encontrar uma pegada no local de um crime pode dar informações sobre o tipo de sapato ou o peso do indivíduo, mas não prova quem foi o assassino. Na homeopatia, acontece o mesmo: uma pessoa pode se curar por uma simples probabilidade estatística, mas isso não demonstra que tenha sido graças ao que tomou”.

Na Espanha, calcula-se que três mil clínicos gerais, 2 mil pediatras e 4.600 médicos de outras especialidades prescrevam medicamentos homeopáticos. “Há 20 anos que me dedico à homeopatia. Sou formada em medicina e não paro de ampliar meus conhecimentos nesta área. Você acha que se não houvessem provas e evidências de sua eficácia eu teria passado duas décadas exercendo-a? Pelo amor de Deus, eu sou médica, e não uma bruxa com minhas bolinhas”, defende-se Maite Bravo, que dirige o mestrado em homeopatia na Universidade de Barcelona, um programa de dois anos que começou em 1995 e exige 320 horas de aula e 140 de prática. Só podem se matricular médicos, veterinários ou estudantes do último ano de medicina. Neste ano também começou o mestrado na Universidade de Sevilha, com 500 horas-aula. Tanta formação para uma terapia que é vilipendiada por alguns? “Sim, as pessoas que criticam a homeopatia o fazem por puro desconhecimento. Nós trabalhamos com três mil medicamentos, dos quais usamos 250 a 300 com mais frequência, porque cada indivíduo requer um tratamento personalizado. Se não, não funciona”, acrescenta Bravo.

Um homeopata dedica a seus pacientes uma média de 30 a 60 minutos por consulta porque seu objetivo é encontrar a origem real da doença e muitas vezes ela não é de caráter físico, mas sim psicológico, de sua força vital. “Uma doença não é um fato isolado, é preciso conhecer muito bem o doente”, explica Bravo, que reconhece que os médicos tradicionais também curariam mais seus doentes nos ambulatórios se dessem a eles 30 minutos de atenção,
em vez dos 5 ou 10 minutos habituais.

A Sociedade Catalã de Medicina Familiar e Comunitária elaborou um documento no qual recomenda o tratamento homeopático para 30 patologias diferentes. Por exemplo, síndromes gripais, infecções das vias respiratórias, fibromialgia, fatiga crônica, otite, asma, depressão ou insônia. O documento garante, inclusive, que no caso de infecções por HIV a homeopatia produz um aumento dos CD4 e dos linfócitos T. A orientação assegura que esses medicamentos têm poucos efeitos colaterais, mas adverte que só podem ser prescritos por pessoas graduadas em medicina e formadas em homeopatia.

Trata-se apenas de uma recomendação, uma vez que a Espanha não tem uma norma sobre o exercício da homeopatia, ao contrário do que acontece na França, Alemanha e Reino Unido, onde a homeopatia faz parte da saúde pública e existem hospitais especializados. Na Espanha, a homeopatia só é reconhecida como prática médica. Primeiro foi o Congresso dos Deputados, em setembro, que a aprovou por unanimidade. Três meses depois, a Organização Médica Colegial (OMC) tomou a mesma decisão. “A homeopatia exige um diagnóstico prévio, uma indicação terapêutica e precisa ser realizada por pessoal especializado em centros de saúde devidamente autorizados”, aponta Cosme Naveda, coordenador da área de terapias médicas não convencionais da OMC. Naveda se define como um cético: “eu não me dedico a isto, faço visitas num ambulatório, mas na medicina é possível causar danos ao paciente por ação ou omissão. Na homeopatia, com certeza não é por ação, porque não há efeitos colaterais, mas se não for feito um diagnóstico claro, pode-se ignorar um problema e postergar seu tratamento.”

A Catalunha foi a única comunidade que se atreveu a regular o exercício das terapias naturais, incluindo a homeopatia, mas o Tribunal Superior de Justiça derrubou o decreto em junho de 2007 por invasão de competências do governo central. A Academia Médico-Homeopática de Barcelona recorreu da norma porque ela permitia que qualquer pessoa, sem ser médico, exercesse a especialidade, uma vez demonstrada sua formação. Na sentença, os juízes escreveram: “não falta motivo aos recorrentes quando afirmam que o decreto equivale a autorizar que pessoas não formadas em Medicina possam receitar medicamentos homeopáticos antes de diagnosticar as doenças.”

Josep Davins, subdiretor de Recursos Sanitários da Catalunha, explica que os médicos entenderam mal a normativa, porque “não se pretendia regular a prática médica, mas sim a não-médica, e combater o exercício da profissão por pessoas não habilitadas. Queríamos proporcionar segurança aos cidadãos”. Em abril de 2008, o ministério da Saúde constituiu uma comissão com as comunidades autônomas para tentar legislar sobre o exercício das terapias naturais de forma harmônica. Mas as práticas são tão heterogêneas (homeopatia, acupuntura, osteopatia, plantas medicinais, etc.) que por enquanto a comissão só compilou a legislação europeia sobre o assunto. Na França e na Alemanha, a homeopatia está reservada exclusivamente aos médicos, e no Reino Unido há quatro hospitais homeopáticos na rede pública (Londres, Bristol, Liverpool e Glasgow). Entretanto, em fevereiro, uma comissão do Parlamento britânico pediu que o governo retirasse os 4,5 milhões de euros que esta medicina alternativa custa ao serviço nacional de saúde, por considerar que a homeopatia carece de consistência médica. Mas o governo trabalhista britânico negou-se a isso. “Aqui, na Espanha, se você entrasse num hospital e pedisse um tratamento homeopático, receberia alta em dois minutos”, queixa-se Bravo. “Quantos anos a humanidade viveu sem saber por que as maçãs caíam até que Newton o explicasse? É o mesmo caso”, acrescenta Assumpta Mestre.

Mas, convincente ou não, a homeopatia conta cada dia com maior número de adeptos, não só entre os pacientes, mas também entre os médicos. O número de pediatras que optam por esses tratamentos disparou nos últimos anos, sobretudo por conta da segurança dos medicamentos e da facilidade em administrá-los. E sim, tratam-se de medicamentos, e não de balinhas, segundo todas as normas europeias e a Agência Espanhola de Medicamentos. Como tal, são vendidos em farmácias. “Efetivamente, estamos falando de medicamentos com eficácia demonstrada por meio de estudos científicos e testes, da mesma forma que acontece com os medicamentos convencionais, os alopáticos”, comentam representantes da Agência Espanhola do Medicamento. Se não, não estariam no mercado.

Fonte: Jornal El País

Oct 21

Oct 21

Oct 12

Luc Montagnier
Em um recente estudo do professor Luc Montagnier, virologista francês que descobriu o HIV e que ganhou o Prêmio Nobel em 2008, e sua equipe relatam os resultados de uma série de experimentos rigorosa investigação das propriedades eletromagnéticas de alta-diluídos amostras biológicas.

O estudo demonstra que algumas sequências de DNA de bactérias são capazes de induzir ondas eletromagnéticas em altas diluições aquosas. Parece ser um fenômeno de ressonância provocada pelo ambiente de fundo de ondas eletromagnéticas de frequência muito baixa. Os investigadores usaram
soluções aquosas que foram agitados e diluídos em série (os pesquisadores observaram que as soluções foram “fortemente agitado” e que esta etapa foi “fundamental para a geração de sinais). Em outras palavras potências homeopáticas, apesar de que a palavra ‘homeopatia’ não é mencionada no artigo.

Os pesquisadores descobriram que as bactérias patogênicas e vírus, apresentam uma assinatura distinta electromagnética em diluições que variam de 10 ^ -5 a 10 ^ -12 (correspondente a 5D a 12D), e que pequenos fragmentos de DNA (responsável pela patogenicidade) foram exclusivamente responsável pelo sinal eletromagnético . Os pesquisadores também observou que um experimento detectou efeitos significativos a partir de diluições tão elevadas quanto 10 ^ -18 (equivalente a 18D). A assinatura eletromagnética mudou com níveis de diluição, mas não foi afetada pela concentração inicial e permaneceu mesmo após fragmentos de DNA restantes terem sido destruídos por agentes químicos.

Eles observaram que o sinal eletromagnético foi destruída pelo aquecimento ou o congelamento da amostra. Além disso, um “cross-talk” efeito foi encontrado pelo qual uma amostra negativa inibe o sinal positivo em uma
outra amostra, se forem deixados juntos durante a noite em um recipiente blindado. Os pesquisadores propõem que aquosa nano-estruturas forma específica nas amostras durante o processo de diluição e são responsáveis pelos efeitos electromagnéticos medidos.

Os pesquisadores também detectaram os mesmos sinais eletromagnéticos no plasma e no DNA extraído do plasma de pacientes portadores de doença de Alzheimer, doença de Parkinson, esclerose múltipla e artrite reumatoide.

Este estudo é uma contribuição importante à evidência crescente base na investigação fundamental com relevância direta para a homeopatia.

Oct 11

Estudo conduzido por pesquisadores do Departamento de Psicobiologia da UFSP (Universidade Federal de São Paulo) comparando o uso de remédios homeopáticos com a fluoxetina em pacientes deprimidos (moderada ou severamente) comprova a ação da homeopatia e reafirma sua segurança para os pacientes.
Veja abaixo a síntese (em inglês):
Homeopathic Individualized Q-potencies versus Fluoxetine for Moderate to Severe Depression: Double-blind, Randomized Non-inferiority Trial.
Adler UC, Paiva NM, Cesar AT, Adler MS, Molina A, Padula AE, Calil HM.

Department of Psychobiology, Universidade Federal de São Paulo, R. Napoleão de Barros, 925 São Paulo, SP 04024-002, Brazil. hmcalil@psicobio.epm.br.

Homeopathy is a complementary and integrative medicine used in depression, The aim of this study is to investigate the non-inferiority and tolerability of individualized homeopathic medicines [Quinquagintamillesmial (Q-potencies)] in acute depression, using fluoxetine as active control. Ninety-one outpatients with moderate to severe depression were assigned to receive an individualized homeopathic medicine or fluoxetine 20 mg day(-1) (up to 40 mg day(-1)) in a prospective, randomized, double-blind double-dummy 8-week, single-center trial. Primary efficacy measure was the analysis of the mean change in the Montgomery & Asberg Depression Rating Scale (MADRS) depression scores, using a non-inferiority test with margin of 1.45. Secondary efficacy outcomes were response and remission rates. Tolerability was assessed with the side effect rating scale of the Scandinavian Society of Psychopharmacology. Mean MADRS scores differences were not significant at the 4th (P = 0.654) and 8th weeks (P = 0.965) of treatment. Non-inferiority of homeopathy was indicated because the upper limit of the confidence interval (CI) for mean difference in MADRS change was less than the non-inferiority margin: mean differences (homeopathy-fluoxetine) were -3.04 (95% CI -6.95, 0.86) and -2.4 (95% CI -6.05, 0.77) at 4th and 8th week, respectively. There were no significant differences between the percentages of response or remission rates in both groups. Tolerability: there were no significant differences between the side effects rates, although a higher percentage of patients treated with fluoxetine reported troublesome side effects and there was a trend toward greater treatment interruption for adverse effects in the fluoxetine group. This study illustrates the feasibility of randomized controlled double-blind trials of homeopathy in depression and indicates the non-inferiority of individualized homeopathic Q-potencies as compared to fluoxetine in acute treatment of outpatients with moderate to severe depression.

Aug 16

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Muitas pessoas estão desesperadas em busca de alguma forma de prevenção desta pandemia de gripe que estamos vivendo. Algumas prefeituras estão distribuindo remédios homeopáticos como forma de prevenir. O ideal seria que cada pessoa procurasse seu médico homeopata e buscasse tomar o medicamento que melhor se adaptasse às suas características físicas e emocionais (o seu similimum ou remédio constitucional), que é a melhor forma de mantermos nossa saúde. Como em tempos de epidemia isso se torna inviável, há indicações de remédios homeopáticos para a prevenção. Esta indicação pode partir de vários princípios: a busca do gênio epidêmico da doença e a repertorização dele, o tratamento do miasma tuberculínico, ou o uso de nosódios (bioterápicos) como preconizado pelo Dr. Roberto Costa, em seu livro Homeopatia Atualizada. Eu, pessoalmente, tenho indicado aos meus clientes e ouvintes do programa Gotas Homeopáticas (dentro do Show do Pedro Osmar, da rádio Friburgo AM) o uso de Influenzinum 200CH, 10 gotas 1 vez por semana, como prevenção da gripe e dos sintomas mais graves dela. Para tal, me baseei na experiência de sucesso que médicos homeopatas de Guaratinguetá tiveram na epidemia de meningite meningocócica da década de 70. Alguns colegas alopatas já atacaram esta indicação, afirmando que ela não tem comprovação científica. Cabe lembrar que o uso do Tamiflu na atual gripe não tem qualquer comprovação científica também, o que não impede que esteja sendo usado em larga escala.

Para quem se interessar em saber mais sobre o uso da Homeopatia em epidemias, recomendo o excelente trabalho da DRa. Margareth Frossard, encontrado neste endereço.

Jul 16

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RACHEL BOTELHO
da Folha de S.Paulo

Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP concluiu que o tratamento homeopático pode ser eficaz a médio e longo prazo no combate à rinite alérgica.

Na primeira fase da pesquisa, 41 pacientes foram separados em dois grupos. Parte recebeu medicamentos homeopáticos individualizados e parte tomou placebo. Transcorridos seis meses, a melhora nos sintomas e sinais da rinite foi semelhante entre as pessoas de ambos os grupos -de cerca de 25%.

Até então, nem o médico nem os participantes sabiam a que grupo cada um pertencia. Após esse período, esses dados foram revelados, e os pacientes, reunidos.

Na segunda fase, aqueles que haviam recebido placebo foram tratados com homeopatia por 12 meses, e os demais, pela metade do tempo. Dessa forma, todos os participantes receberam a substância ativa durante o mesmo intervalo de tempo.

Ao final dos doze meses, metade apresentou melhora nos sintomas e sinais da rinite alérgica. No segundo ano de tratamento, essa taxa aumentou para 64%, alcançando 72% ao final dos três anos de pesquisa.

Os sinais da doença foram verificados e tabelados por um imunologista independente, não homeopata, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

De acordo com o médico homeopata Marcus Zulian Teixeira, que fez o estudo para sua tese de doutorado, foi preciso realizar um acompanhamento de longo prazo porque uma característica do tratamento homeopático é a demora para acertar o remédio mais indicado para cada paciente.

“Existem centenas de remédios homeopáticos que podem ser usados para tratar a rinite. É necessário um tempo grande para testar todas as possibilidades”, afirma. Segundo ele, os estudos clássicos têm duração de um ou dois meses, o que não é eficaz para a homeopatia.

Falha da pesquisa

Embora os resultados apontem uma diferença estatisticamente significativa entre a melhora do mesmo paciente nos 12 meses de tratamento com homeopatia em relação aos seis meses iniciais, o próprio autor aponta a desistência da maior parte das pessoas como uma falha do estudo. Dos 41 participantes, só 13 foram até o fim.

No entanto, segundo ele, cerca de 80% dos que desistiram atribuíram o fato ao alívio dos sintomas da rinite.

“A limitação da pesquisa é o pequeno número de pacientes devido à desistência que há em qualquer tratamento de longo prazo. Para compensar, fizemos uma análise qualitativa para saber como foi a melhora dos pacientes”, afirma.

Os pacientes que apresentaram 100% de melhora ficaram em média três anos sem nenhum sintoma de rinite após o fim do tratamento.

De acordo com Richard Voegels, membro da diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e diretor de rinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, somente as conclusões da primeira fase do trabalho, quando não se sabia quais pacientes estavam recebendo placebo ou medicamentos, podem ser consideradas.

“Se o estudo continuasse controlado, quem garante que o grupo placebo também não teria melhora de 70%?”, afirma o médico. Segundo ele, o componente psicológico também é importante no caso da rinite. “Se a pessoa acredita que vai melhorar, isso acontece.”

Na opinião do otorrinolaringologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Onivaldo Cervantes, pode-se concluir que a homeopatia tem um efeito positivo no combate à rinite, mas é preciso considerar os vieses da pesquisa.

“Essas pessoas podem ter passado a se cuidar melhor, podem ter se afastado dos alérgenos. Durante o tratamento, o paciente presta mais atenção ao problema e também acredita que vai melhorar”, diz.

A rinite é caracterizada por uma inflamação do nariz e pode ser infecciosa (resfriado), irritativa (poluição, fumo) ou alérgica (reação exagerada a determinados alérgenos). Os sintomas são congestão e obstrução nasal, coceira e espirros.

Fonte: Folha de São Paulo

May 13

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>> e você, vai querer se tratar com um médico que só conhece homeopatia pelos folhetinhos da farmácia? Ou vai preferir a auto-medicação? Que tal ir a um homeopata que também quebra o galho como neurocirurgião e fazer uma cirurgia no cérebro? Ou comprar remédio homeopático em drogaria, sem um farmacêutico homeopata que entenda as singularidades da Homeopatia? É tudo por dinheiro… Uma pena que a saúde dos pacientes seja colocada em segundo plano diante da força da grana!

12/05/2009 – Gazeta Mercantil

O futuro de cerca de 2,1 mil farmácias magistrais especializadas em homeopatia espalhadas por todo o Brasil pode estar seriamente comprometido. Submetidas à regras mais rígidas por parte da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2000, elas agora começarão a enfrentar um segundo obstáculo: a concorrência de peso de um grande laboratório internacional, como o Boiron, reconhecido por oferecer medicamentos homeopáticos industrializados com garantias e, principalmente, com escala global.

O movimento pode criar também no Brasil uma mudança no segmento como já ocorreu em mercados como Estados Unidos e Europa, onde as farmácias de manipulação de homeopatia praticamente deixaram de existir. Segundo o diretor do laboratório Boiron para o Brasil, Ricardo Ferreira, o caminho da especialização, ganho de escala e controle de qualidade é inevitável, uma vez que as grandes indústrias possuem mais condições de controle sobre os produtos. “Além disso, nos mercados maduros qualquer médico prescreve remédios homeopáticos, não necessariamente um médico precisa ser especializado, como aqui”, explica.

A existência de medicamentos prontos na farmácia, com indicações para cada problema, segundo ele, ajudou a popularizar e democratizar a homeopatia nos mercados maduros e é assim que a empresa – que fatura € 466 milhões, dos quais 50% disso fora da França – pretende trabalhar por aqui. Para isso, já obteve registro da Anvisa para medicamentos para gripe e controle de ansiedade.

A presidente da Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas (ABFH), Márcia Aparecida Gutierrez, não acredita que a chegada do concorrente internacional represente, efetivamente, uma grande mudança da cultura homeopática local. “A industrialização limita a autonomia dos médicos brasileiros, acostumados a individualizar os tratamentos”, diz. Segundo Márcia, entre as farmácias homeopatas submetidas às novas regras, quem não conseguiu se adaptar já saiu do mercado ou vendeu o negócio. “Quem ficou já sobreviveu ao primeiro baque e está mais preparado para a concorrência.” Além disso, a bandeira de qualidade, levantada por laboratórios, não pode ser mais um argumento, segundo a da ABFH. “Isso acontecia antes de 2000 quando não havia normatização.”

Nas resoluções, a Anvisa incluiu regras que vão desde as instalações físicas das farmácias até mesmo um roteiro de preparação e fiscalização. Hoje, os estabelecimentos, além da fiscalização, passam por auditorias anuais. Se as adequações não forem feitas, a farmácia corre o risco de ficar parcialmente interditada.

Mesmo sem ter documentado o número de farmácias que fecharam ou foram vendidas ao longo dos cinco anos, a representante da ABFH diz que quem ficou assumiu a responsabilidade e o alto custo de manter um serviço de qualidade. “Quando comecei, em 85, só havia 10 farmácias homeopáticas no Estado de São Paulo e hoje somos mais de 1,4 mil. Se não funcionasse não duraria tanto”, acrescenta.

Mas, para a diretora farmacêutica e responsável técnica do Boiron, Maria Isabel de Almeida Prado, há dificuldades básicas para dimensionar o negócio. “As regras exigem uma estrutura enorme, para que se venda apenas um remédio. Isso comprometerá até mesmo o futuro das farmácias de manipulação convencionais”, diz ela, que fechou sua própria rede de farmácias, Aleph.

Especializado em homeopatia, o doutor Renan Ruiz, acredita que hoje haja uma demanda reprimida por remédios homeopáticos prontos. “Há medicamentos ‘coringa’ que podem ser usado para eventualidades e que podem ser industrializados, o que não impede a individualização”, diz Ruiz, acrescentando que o principal é a garantia de um bom produto para o paciente.

Feb 05

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As terapias alternativas têm ganhado terreno em jardins, hortas e plantações orgânicas. Para os especialistas, práticas terapêuticas como a homeopatia e a acupuntura atingem os mesmos resultados que os defensivos agrícolas, sem causar danos ambientais. Tanto um tratamento quanto o outro partem do princípio de que é necessário reequilibrar as plantas energeticamente para que elas tenham viço e produzam flores e frutas em abundância. Maria do Carmo Arenales, bióloga e veterinária de São Paulo, lembra que a homeopatia já é feita há anos em animais e segue os mesmos princípios para hortas e jardins. “É possível tratar pragas e patologias causadas por bactérias, vírus e fungos unicamente com ela”, afirma.
Plantas doentes respondem melhor à homeopatia, enquanto o crescimento estagnado e a ausência de flores e frutas devem ser tratados com acupuntura, que consiste na aplicação de agulhas ou pregos nas intersecções dos galhos. A Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, foi uma das pioneiras no estudo da homeopatia vegetal no Brasil. “Ela é capaz de estimular o sistema de defesa das plantas”, explica a agrônoma Fernanda Maria Coutinho de Andrade. Só em Viçosa, já foram defendidas 22 teses de mestrado e doutorado sobre o tema. A arquiteta e paisagista Aline Najar, de São Paulo, que ministra cursos de homeopatia e acupuntura para vegetais, defende que as terapias alternativas são uma forma mais responsável de tratar o meio ambiente. “Percebi que havia espaço para tratamentos que pudessem substituir os agrotóxicos”, diz. Cerca de 70% dos clientes da paisagista preferem tratar suas plantas e jardins com essas práticas. “A escolha do medicamento e da aplicação é muito criteriosa e específica, porque é preciso avaliar quais fatores levaram a planta a se ressentir”, afirma Aline.
As terapias devem ser acionadas quando as condições básicas (adubação, luz e irrigação) estão sendo satisfeitas mas, mesmo assim, a planta parou de se desenvolver. “Entre sete a dez dias depois da aplicação, você já vê resultados. Vegetais que estavam estagnados, por exemplo, passam a dar flor.” Coincidir com a época de floração pode ajudar, dizem os especialistas. Tudo em prol de um jardim saudável e sustentável.

Fonte: IstoÉ

Jan 12

Estudo acompanhou 3.709 pessoas com doenças crônicas durante oito anos.

DA REDAÇÃO

Cerca de metade dos pacientes que optam pela homeopatia para tratar doenças crônicas relata melhoras significativas na saúde, diz um estudo que acompanhou, por oito anos, 3.709 adultos e crianças com problemas como distúrbios do sono, alergias ou dor de cabeça.
Do total, 48,2% disseram que a severidade dos sintomas diminuiu em ao menos 50% no período da pesquisa, e 4,7% afirmaram que os sintomas pioraram. Entre os adultos, 38,4% se disseram muito satisfeitos com o sistema terapêutico. O índice de pacientes pouco satisfeitos foi de 12,9%.
Realizado por pesquisadores da Alemanha, o estudo foi publicado na revista “BMC Public Health”. Os autores afirmam, no entanto, que o trabalho avaliou como os pacientes homeopáticos se sentem, mas não estabelece uma relação de causalidade, não sendo possível dizer se a responsável por esse estado é a homeopatia.
Não é excluída a possibilidade de ter ocorrido o efeito placebo (quando o paciente relata melhora apenas por sentir que está sendo tratado). Durante o tempo da pesquisa, parte dos pacientes passou por outros tratamentos tradicionais ou alternativos.
Detectou-se, ainda, que, no fim dos oito anos, um terço das pessoas continuava indo ao homeopata, outro terço havia parado por ter melhorado e uma proporção similar havia interrompido o tratamento por sentir que não estava funcionando.

Com agências internacionais
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO – SP

Nov 30

A homeopatia foi introduzida no Brasil em 1840 pelo médico francês Benoit Mure. Mure desembarcou no país no dia 21 de novembro daquele ano e por isso o Dia Nacional da Homeopatia no Brasil é celebrado sempre nessa data. A homeopatia é um sistema de interferência médica baseado em similitude e observação clínica que usa a individualização dos sintomas como sua principal fonte de conhecimento. Em outras palavras, é uma prática médica que ouve o paciente, acolhe suas narrativas e interpreta biografias.

No livro “Homeopatia – Medicina sob Medida”, da Publifolha, o pesquisador e médico homeopata Paulo Rosenbaum explica, entre outros conceitos, a importância da narrativa do paciente e de sua auto-observação para o sucesso do tratamento. O livro explica a homeopatia em linguagem acessível, abordando os principais tópicos de sua história, filosofia e técnica.

De acordo com o autor, a auto-observação é um relato atento e minucioso de tudo que envolve o estado físico e psíquico da pessoa tratada. “Quanto mais ‘artesanal’ for uma prática médica, mais ela precisa ser alimentada com informações vindas do paciente. Este é o primeiro passo do tratamento, mas também um processo que não termina, pois sempre temos que prestar atenção continuamente em nossos corpos e mentes”, explica Rosenbaum.

Estas informações podem ser dores incomuns, estado de humor e ânimo, sonhos, sede muito intensa, vontades esquisitas, aversão ou desejo exagerado por algum alimento –dados que devem ser relatados e até anotados para informar ao médico que, a partir daí, estabelece o melhor tratamento para a pessoa. Saiba mais sobre a auto-observação no trecho de “Homeopatia – Medicina sob Medida” que segue abaixo.

Apesar de a homeopatia trabalhar com sonhos e de basear sua atuação na conversa ou na fala, que também são bases da psicoterapia, médicos homeopatas não possuem uma formação básica em psicologia para atuar. Segundo Paulo Rosenbaum, “com honrosas exceções, nem a graduação em medicina oferece bons cursos neste sentido”.

A situação da homeopatia hoje

Rosenbaum afirma que a homeopatia ainda não faz parte do mainstream das disciplinas específicas dentro das universidades brasileiras, já que está longe da graduação e não há uma participação efetiva na pós-graduação. “Apenas três faculdades de medicina adotam disciplinas optativas na graduação e somente uma residência médica é oferecida”.

No âmbito do sistema público de saúde, a situação é similar. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2007, houve por volta de um bilhão de procedimentos pelo SUS e, destes, as consultas homeopáticas somaram 250 mil. Dos 5.563 municípios no país, 158 oferecem serviços homeopáticos.

“O potencial é enorme, a demanda maior ainda, mas parece não haver vontade política para que as medicinas integrativas realmente ocupem espaços significativos na saúde pública brasileira”, afirma o médico. “O que está em jogo na verdade é qual tipo de medicina a sociedade precisa e deseja. Correntes epidemiológicas contemporâneas estão muito atentas a uma prática médica que se baseia no cuidado e na prevenção, no diálogo e na atenção básica à saúde”, completa Rosenbaum.

O homeopata acredita que existe um encontro da filosofia da homeopatia com os anseios da vida moderna, como a qualidade de vida, o bem-estar, a revalorização dos aspectos humanos e a melhoria na relação entre médico e paciente.

Leia abaixo trecho do livro “Homeopatia – Medicina sob Medida”.

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AUTO-OBSERVAÇÃO

“Recomendo aos pacientes que escrevam, façam memorandos, anotem tudo. A indolência e o desleixo são obstáculos para alcançar os verdadeiros sintomas dos pacientes.” Escritos menores – James Tyler Kent

A auto-observação significa muito para o homeopata, pois, como ela trabalha com todos os sintomas do paciente, qualquer característica individual marcante é um tipo específico de sintoma e toda informação é bem-vinda. Além disso, quanto mais se souber acerca do paciente, melhor será – no presente ou no futuro: seus dados sempre poderão ser checados e confrontados com os novos sintomas.

O paciente deve estar atento a tudo o que acontece – tudo, desde sensações estranhas até sentimentos circunstanciais: uma dor incomum, determinados sonhos na infância, sede muito intensa, vontades esquisitas, aversão ou desejo exagerado por algum alimento. Por exemplo, um choque na palma das mãos que sobe na direção do pescoço e desce pelo braço; um formigamento na ponta da língua que começa às 11 horas da manhã e piora com o tempo quente; transpiração exagerada em determinada parte do corpo; depressão com predomínio do medo que só ocorre em dias chuvosos, uma espécie de êxtase durante a transpiração, e assim em diante.

Parece risível; no entanto são sintomas que existem, estão nos livros de referência – basta consultar.

Mas o que teria a ver um sonho de infância com uma dor de cabeça atual Parece não haver ligação entre uma coisa e outra, mas ela existe e é importante na busca dos sintomas do doente e da doença para a escolha do medicamento homeopático correto.

Os sintomas individuais podem ser antigos, sem nada a ver com o quadro atual nem com o problema clínico que o paciente apresenta. Assim, um sonho recorrente na infância pode ter para o homeopata uma importância tão grande como um sintoma atual – no caso, a dor de cabeça.

Não é exatamente como a medicina encararia o problema. Ou melhor, não era. Já existem médicos e pesquisadores não-homeopatas que admitem uma espécie de unidade funcional que conecta os sintomas. Quando a análise não contempla essa unidade, pode-se destramar a compreensão de um quadro clínico. Quando este se rompe, a história perde sua seqüência e se fragmenta a ponto de os sintomas parecerem desvinculados. Na análise clínica, portanto, eles fazem mais sentido quando é mantido o elã.

Como exemplo, vamos supor alguém que quando criança e sem motivo aparente tivesse muito medo de vento. Hoje isso não significa mais nada para a pessoa, mas não se pode negar que essa era uma característica marcante na sua infância e provavelmente ainda é, pois quando se trata de nosso estado mental não é simples como passar uma borracha sobre as sensações para fazê-las desaparecer. Ao contrário, na memória elas podem estar mais vivas do que se supõe. Isso reforça aquele ponto já referido, quando a eventual volta provisória de sintomas antigos pode ser um dos indícios da eficiência do tratamento.

Porém, nada de sínteses. Os relatos devem ser em detalhes, principalmente naqueles aspectos inexplicáveis ou sem lógica aparente. É importante também lembrar-se de sintomas relacionados à memória, concentração e atividade mental. São particularmente importantes e por isso devem ser descritos em minúcias.

O ideal é anotar tudo o que for sendo percebido durante o tratamento. Isto é muito importante, já que pode tornar-se um hábito saudável no trabalho de auto-observação. Existe um recurso muito versátil, que são os minigravadores, pois facilitam o registro e tornam-se assim interessantes ferramentas para essa finalidade. As comunicações por correio eletrônico também são válidas. Caso não seja possível utilizar nenhum desses recursos, lápis e papel são suficientes.

Depois, é deixar-se levar pelo livre fluxo dos pensamentos e ir anotando, fazendo o que os homeopatas chamam de relato livre. Ele deve conter tudo o que ocorreu após a ingestão do medicamento: o horário, as datas em que os sintomas melhoraram ou pioraram. Se surgiram novos ou se os antigos voltaram – tudo deve ser anotado e relatado.

É claro que se deve prestar atenção, mas não “forçar a barra”, enxergar demais. O melhor é a espontaneidade, pois faz com que o paciente se deixe levar por sentimentos autênticos que o dominam no momento em que escreve o relatório, o que permite que registre sem censura o resultado da auto-observação. O relato livre até estimula a criatividade, pois será menos esquemático, menos rígido, podendo se transformar numa atividade agradável.

É claro que não se deve anotar só as coisas mais palpáveis e objetivas, pois “o discurso escrito nunca substituirá o falado”, como bem observou o filósofo Paul Ricoeur (1913-2005).

A escrita e a fala são duas naturezas discursivas totalmente distintas como recursos da expressão humana. Complementando o assunto anterior, não faz sentido restringir-se ao “palpável e objetivo”, pois tudo deve ser anotado com a máxima precisão, inclusive um sonho, fantasia ou devaneio. Esses dados também fazem parte da análise que será feita nos retornos e merecem muita atenção.

A maioria das pessoas não se lembra dos sonhos de forma espontânea. É preciso criar o hábito de registrar, por escrito ou gravado: a técnica consiste em anotar qualquer cena ou imagem de sonho que vier à mente assim que se despertar – a melhor hora para este exercício. Com isso os sonhos virão cada vez mais nítidos, podendo ser lembrados em detalhes.

Descrevê-los com o máximo detalhamento possível será sempre melhor do que uma descrição geral e sem precisão. Simples lampejos retomados podem se transformar em longas histórias.

Se o paciente não consegue anotar, não quer dizer que não possa ser tratado, mas sempre haverá prejuízo na presteza e até na eficiência do tratamento. Porém isso não pode se transformar num problema, a idéia é fazer o que for possível.

Um assunto importante diz respeito à observação de crianças. Não há regra especial para observá-las, apenas ter cuidados especiais a fim de não projetar as expectativas e preconceitos dos pais na hora de descrevê-las. Elas precisam ser observadas de forma isenta; os pais devem anotar o que dizem, como argumentam e, se houver sonhos, explorá-los junto com a criança.

Será inútil se apenas se fizer uma descrição geral, como se fosse a imagem comentada de uma foto, parada, estática, sem movimento. Deve-se aprofundar a observação de modo que se transforme num verdadeiro “filme” para que o médico possa ver a criança “em ação”, ou seja, em seu processo de vida. Além disso, durante as consultas é saudável estimular as crianças a verbalizar sensações e sintomas com suas próprias palavras.

Uma regra básica é descrever o que se vê ou percebe, sem interpretações, anotando as palavras exatas que a criança diz, sem se deixar levar por teorias a respeito. Isso é fundamental. Muitos pais levam para o médico só o que acham de seus filhos, mas omitem o principal, o que a criança efetivamente é.

Essa é realmente uma tarefa difícil, pois todos se contaminam por tabus e preconceitos. Também se sabe quanto são ingênuas as tentativas de eliminar vícios antigos por meio de conselhos ou decretos. O desejável é que, consciente desse “vício”, cada um possa neutralizar seus filtros, relatando, do fundo do coração, o estado de cada pessoa – criança ou adulto – observada.

No caso de um bebê, o procedimento não muda, não importa a idade. Desde o berço as pessoas adotam uma forma característica de ser, têm um jeito singular de mostrar quem são. Observando bem, cada bebê tem seu temperamento, suas vontades, seu modo de mamar, de transpirar, de preferir determinada posição na hora de dormir – algumas manias e características que são, afinal, os primeiros predicados do ser humano. Cabe ao médico definir quais os aspectos mais peculiares e comuns a cada faixa etária.

Convém lembrar que mesmo gêmeos idênticos demonstram características mentais diferentes. Notar ou não determinados aspectos da personalidade vai depender do grau de atenção que se dá a eles e a isenção com que se consegue captá-los.

Para o adulto, de uma forma geral, valem as mesmas recomendações que as feitas para a criança. O modo ideal, entretanto, é que todos se expressem livremente na consulta – e deixando as descrições de pais, amigos e parentes quando elas se fizerem realmente necessárias, como complementação.

Pode soar estranho, mas, de fato, outras testemunhas podem acrescentar algo sobre pacientes – e isso deve ser encarado como um recurso para adicionar dados de que o homeopata precisa para medicar. Hahnemann o recomendava quando considerava que outras pessoas poderiam fornecer detalhes sobre a personalidade do paciente, muitas vezes ignorados por ele.

Por exemplo, minúcias sobre a infância (no caso de pais ou parentes próximos), coisas sobre as quais o paciente não tem lembrança ou certos aspectos que não achava importante contar.

Esse é um dos motivos pelos quais os homeopatas anotam tudo o que o paciente diz: quanto mais fiéis os registros dos sintomas, maiores as chances de sucesso no tratamento.

Também são interessantes os desenhos, cartas, diários e outras anotações pessoais que podem fornecer elementos preciosos para determinado momento do tratamento.

Em geral, as dúvidas impedem que as pessoas encarem a homeopatia como uma forma séria de tratamento, porém é possível que o leitor já tenha elementos para julgá-la. Os esclarecimentos podem ter sido úteis; no entanto, outras dúvidas podem ser esclarecidas por meio de mais leitura e – o que seria melhor – durante a vivência de um tratamento homeopático.

>>Fonte: Folha Online

Nov 19

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Adepta da homeopatia, a atriz Alessandra Negrini protagonizou o filme ”Homeopatia, uma boa opção de vida”. Produzido pela Agência Experimental de Propaganda da PUC-RIO para a ONG Ação Pelo Semelhante, o filme  tem 30 segundos e vai anteceder todas as sessões do Cine Santa Teresa, a partir deste sábado, dia 15.

O projeto comemora o Dia Nacional da Homeopatia, que será celebrado na próxima sexta-feira, dia 21.

Fonte: O Globo – http://oglobo.globo.com/cultura/kogut/post.asp?t=alessandra_negrini_campanha_pela_homeopatia&cod_Post=140231&a=12

Oct 09

Com patrocínio da Dove, acontece esta noite, em São Paulo, a cerimônia
de entrega do Prêmio Cláudia, que homenageará mulheres que se destacam
em em cinco áreas: ciências, cultura, negócios, políticas públicas e
trabalho social.

Este ano, mais de 250 nomes foram indicados por uma comissão que
reúne acadêmicos, representantes de entidades nacionais e
internacionais, diretores de ONGs, empresários, políticos, jornalistas
e artistas, entre outros. A redação da revista Cláudia, da Editora
Abril, chegou a 15 finalistas, as que mais de destacaram em três
critérios: o impacto dos projetos, o poder de multiplicação e a
originalidade.

A premiação acontece a partir das 19h, na Sala São Paulo. As cinco
vencedoras – uma por categoria – foram eleitas por três júris: o de
notáveis, o da redação e o de leitoras da publicação, que votaram via
internet e celular.

Negócios

. Maria do Carmo Arenales – A veterinária paulista começou a
trabalhar com homeopatia para animais no início dos anos 80 e montou o
primeiro laboratório brasileiro de medicamentos homeopáticos para
animais, o Fauna & Flora Arenales.

Sep 15

Um dos mais importantes encontros científicos da homeopatia na América Latina, o Congresso Brasileiro de Homeopatia, acontece de 17 a 21 de setembro de 2008, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Com o objetivo de estimular a discussão sobre as idéias e procedimentos mais eficazes da especialidade, a Associação Paulista de Homeopatia (APH) trará ao Brasil profissionais internacionais de altíssimo nível.

Um dos convidados especiais é o escocês David Reilly, diretor do Hospital Homeopático de Glasgow, Escócia. Ele ministra cursos em vários continentes e é membro do corpo editorial de respeitadas revistas médicas, inclusive tem artigos de alto impacto sobre homeopatia publicados na revista Lancet e no British Medical Journal. Com base na vasta experiência de pesquisador na área, discorrerá sobre o conjunto das evidências clínicas que apóiam a homeopatia. Além disso, relatará a experiência de institucionalização da homeopatia na Escócia.

O prof. indiano D.P. Rastogi, médico homeopata há 30 anos, já tendo ocupado cargos importantes na Índia, como a presidência do Conselho Central de Pesquisa em Homeopatia (CCRH), órgão vinculado ao Ministério da Saúde do País, é outro destaque do Congresso Brasileiro 2008. Fará uma exposição sobre a institucionalização da homeopatia na Índia e no Reino Unido. Também traçará um panorama histórico da evolução da especialidade, juntamente com Reilly.

Mais um renomado especialista que participará dos trabalhos é o dr. Martin Dinges, diretor, pesquisador e arquivista do Instituto e Museu de História da Medicina Robert Bosh, Alemanha. Estará da mesa redonda “Homeopatia e Comunicação” e apresentará a palestra de tema “Samuel Hahnemann, um médico permanentemente inovador”.

O médico homeopata romeno Gheorghe Jurj, mestre e doutor em medicina complementar, proferirá um curso sobre Homeopatia em Imagens e abrilhantará ainda a programação científica da mesa “Semiótica dos sinais visuais em homeopatia”. Gheorghe é responsável por uma proposta original de abordagem homeopática da totalidade sintomática, fundamentada nos princípios de consistência (confiabilidade dos sintomas) e coerência (concordância das diversas áreas de expressão da individualidade).

O Angel Oscar Minotti, diretor do Departamento de Patogenesias da Associação Médica Homeopática Argentina, ministrará um curso de abordagem homeopática de doentes com câncer, com apresentação de casos clínicos. Outro especialista argentino, o Marcelo Candegabe, demonstrará seu método semiológico, ilustrado com casos clínicos, abordando o tema Aproximação direcionada à maior precisão da Homeopatia: uma chave matemática e Um novo paradigma: casos clínicos.

Por fim, o francês Jacques Boulet é médico homeopata em Paris há 30 anos, realizará um curso sobre homeopatia clínica na pediatria, no qual abordará as estratégias terapêuticas nas situações que envolvem dificuldades em crianças, como déficits de atenção, estresse, gaguejo, hiperatividade, entre outros.

O XXIX Congresso Brasileiro congrega não apenas médicos, mas todas as classes profissionais que podem exercer a prática homeopática, tais como odontólogos, farmacêuticos e veterinários. Para tanto, acontecem paralelamente, o II Simpósio Internacional Brasil-Itália, VII Congresso Nacional da ABRAH, XV Encontro Nacional de Farmacêuticos Homeopatas, II Encontro da AMVHB, II Encontro de Ligas de Homeopatia e o IX Congresso Brasileiro de Odontologia.

Aliás, no II Simpósio Internacional de Homeopatia Brasil-Itália haverá a participação dos drs. Antonella Ronchi, Luigia Alessandrino, Francesco V. Marino, Carlo Rezzani, Gustavo Dominici e Andrea Brancalion.

IX Congresso Brasileiro de Homeopatia em Odontologia
XXIX Congresso Brasileiro de Homeopatia

Data: 17 a 21 de setembro de 2008
Local: Hotel Maksoud Plaza
Endereço: Alameda Campinas, 150, São Paulo/SP

Aug 22

A homeopatia contrariando o que muitos pensam, não é considerada uma medicina alternativa, e sim uma especialidade terapêutica, pois foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira (AMB) na década de 80.

O homeopata Luiz Carlos Rodrigues, explica que a ciência homeopática respeita a sabedoria do corpo humano, ou seja, “é uma abordagem que vai utilizar medicamentos com o intuito de estimular os sistemas defensivos e imunológicos para que o próprio corpo inicie o processo de cura”.

Foco no paciente e não na doença

Luiz Carlos explica que o tratamento homeopático fundamenta-se sobre o “princípio da semelhança”, isto é, a substância capaz de provocar sintomas em um indivíduo saudável é capaz de tratar um indivíduo que apresente sintomas semelhantes.

E completa dizendo que na medicina convencional ou tradicional existe uma grande quantidade de substâncias químicas no medicamento. “Já na homeopatia não existe quantidade significativa de substância química, pois nosso foco é descobrir o problema do paciente individualmente e não oferecer para ele um medicamento que vai aliviar aquela dor momentaneamente”, diz.

Homeopata Luiz Carlos:”Nosso foco é no paciente”

Outra diferença notável destacada pelo médico é que a homeopatia trata o indivíduo de forma única.

“Se um paciente chega ao meu consultório dizendo que está, por exemplo, com dor de cabeça, eu não vou indicar para ele um medicamento padronizado, e sim, vou analisar aquele paciente e descobrir o motivo pelo qual ele está com aquela dor. É fato que dor de cabeça todo mundo tem, mas o que diferenciada uma dor da outra? É isso que fazemos, descobrimos que tipo de dor de cabeça aquela pessoa tem e qual tratamento é melhor para ela”, diz.

Rodrigues acrescenta que é preciso fazer pesquisa na área homeopática sempre. “O país tem uma biodiversidade imensa, então certamente algumas delas podem representar um medicamento importante. E para isso acontecer, precisamos ter profissionais pesquisando a todo momento”.

Caso de sucesso

A dona de casa Dulcileide de Araújo, 48, conta que sua família só faz tratamento com remédios homeopáticos. “Nós usamos esse tipo de tratamento há quase 15 anos. Minhas filhas sempre tiveram muita alergia e nenhum remédio alopático fazia efeito, aí resolvi levá-las em um homeopata que descobriu o motivo da alergia delas, passou um medicamento diferente para cada uma e hoje nenhuma tem alergia”, conta.

As filhas de dona Dulcileide, a estudante de enfermagem Camilla Araújo, 21 anos, e a fisioterapeuta Manuela Araújo, 24 anos, contam que após o tratamento homeopático as alergias desapareceram. “A homeopatia mobiliza o doente em direção à harmonia, com melhoria global e conseqüente desaparecimento das suas doenças. Por isso, o medicamento movimenta a pessoa como um todo,

reorganizando-a e assim, atingindo a cura. Desde quando comecei meu tratamento, a alergia nunca mais apareceu”, diz Camilla.

Manuela Araújo que faz tratamento desde os cinco anos de idade, afirma que as pessoas deveriam investir mais nesse tipo de tratamento. “Acho que as pessoas deveriam optar pelos medicamentos homeopáticos, pelos benefícios que eles trazem”.

Por Mariana Rocha e Gabriela Amorim

Jun 25

Aos 16 anos, passou a estudar na Escola do Príncipe, ao mesmo tempo em que o Reitor Müller transferiu-se para lá, e seus professores reconheciam seu talento e dedicação, não lhe cobrando tarefas escritas ou cópias, e deixando que ele só assistisse às aulas que considerava importantes para sua formação. Ele não era interno na escola, e dormia na casa do reitor, a quem ajudava nas correções de lições.

Formou-se na Escola do Príncipe aos 20 anos, tendo apresentado uma dissertação em latim, como era costume na época, intitulada “A Maravilhosa Construção da Mão Humana”. Ainda aos 20 anos ingressou na Universidade de Leipzig, e daí em diante afastou-se completamente de sua casa paterna, não tendo tido oportunidade de voltar nem para as festividades. Seus anos de estudo sempre foram marcados pela dedicação de muitas horas sobre os livros e pelo trabalho paralelo para custeá-los.

Jun 23

Ele estudou em uma tradicional escola de Meissen, a Escola do Burgo, até os 16 anos. O reitor da escola, o Professor Müller, o amava como a um filho, e lecionava redação e línguas antigas. Por dificuldades financeiras, seu pai o retirou da escola algumas vezes para trabalhar e ajudar no orçamento doméstico, mas, atendendo aos insistentes pedidos dos professores, permitiu que ele voltasse a estudar, onde não lhe era mais cobrado nada. O menino Samuel tinha um excepcional talento para aprender idiomas.

Numa das vezes em que seu pai o retirou da escola, o enviou para outra cidade, Leipzig, para trabalhar numa padaria, onde vivia como aprendiz. Por gostar muito de estudar, o rapaz fugiu da padaria e voltou para casa, onde sua mãe o escondeu por vários dias, com medo da reação de seu pai, até que ela preparou o terreno para que o pai escutasse o que Samuel tinha a dizer sobre seus sonhos de vida, ligados à ciência e à pesquisa. Gostava tanto de estudar que fez um pequeno candelabro de barro para usar à noite e poder estudar escondido. Neste setênio já lia os clássicos em grego e latim.

Ainda enquanto estudante, aos 12 anos, o reitor o convida para lecionar grego em sua escola. Seus colegas também o tinham em alta consideração. Estudava muito e não fazia atividades físicas, o que o levava a adoecer freqüentemente.

Jun 11

Marcelo Guerra, médico

Sou Médico, comecei a carreira como Psicanalista e depois enveredei pela Homeopatia, que permitiu um entendimento integral do ser humano, como corpo e mente juntos, e não como um ser formado de duas partes que estão sempre em luta. Através da Homeopatia, cheguei à Antroposofia, na qual a Terapia Biográfica é baseada, e aí encontrei respostas para a questão do sentido na vida do ser humano. Outras fontes que estudo para a compreensão do sentido são os textos de Viktor Frankl, Carl Gustav Jung, Leonardo Boff e Joseph Campbell, autores que trouxeram uma nova luz para a Psicoterapia. Endereços de Atendimento: Homeopatia, Acupuntura e Terapia Biográfica Praça Baltazar da Silveira, 20/ sala 104 (Clínica de Tratamento Natural) Centro – Teresópolis – RJ Tel: (21)2742-5940 Homeopatia e Acupuntura Praça Marcílio Dias, 56, Paissandu – Nova Friburgo – RJ Tel: (22)2523-9342 Terapia Biográfica Rua Ernesto Brasílio, 14, sala 408 – Centro – Nova Friburgo – RJ Tel: (22)8112-4983

Jun 11

Nasci em 10 de abril de 1755, no eleitorado da Saxônia, uma das mais bonitas regiões da Alemanha. É uma das razões do meu grande amor pelas maravilhas da natureza.”



Há poucas informações relativas à primeira infância de Hahnemann, sendo a maior parte delas proveniente de sua autobiografia.

Nasceu em Meissen, em 10 de abril de 1755, pouco antes da meia-noite. Meissen fazia parte da Saxônia, na Alemanha ainda não unificada, região fronteiriça à Europa Eslava. Esta região tinha tradição metalúrgica e alquímica, devido às minas de prata, chumbo e zinco. Nesta região brota o rio Elba, e suas principais cidades são Meissen e Dresden. Foi também nesta região que Martinho Lutero iniciou a Reforma Protestante.

O menino Samuel foi levado à Igreja Luterana logo na manhã do dia 11 para ser batizado, pois era muito frágil e esperava-se o pior. A parteira apadrinhou-o, após um parto muito difícil. Hahnemann é o terceiro de cinco filhos, Charlotte (nascida em 1752), Karl Gerhard (1754), o próprio Samuel (1755), August (1757) e Benjamina (1759). Sua mãe é meiga e atenciosa. Seu pai tem um lema sempre repetido: “Agir e ser sem aparecer.” Sua mãe e seu pai assumem a educação dos filhos, ensinando-lhes a ler, escrever, calcular. Mostram-lhes as belezas da natureza nos arredores de Meissen. São criados sob os preceitos da religião luterana. Seu pai usa um método especial para educar os filhos. Leva os meninos para a fábrica e deixa as meninas com a mãe. Enquanto pinta, dá-lhes um ou dois pensamentos para que possam meditar sobre eles. Depois, recolhe suas reflexões e as comenta. Com isso, molda o espírito de independência e o sentido crítico das crianças. Sua saúde é muito frágil, e esta fragilidade o acompanhará por muitos anos.

Jun 06

Avô paterno: Christoph Hahnemann, era pintor de porcelana, tinha um irmão chamado Christian Hahnemann. Viveu em Lauchstedt, na Saxônia, onde chegou em 1707. Era uma cidade muito pequena, com cerca de 1000 habitantes, de hábitos rurais, que servia como local de veraneio dos Duques da Saxônia. Eles eram pessoas destacadas na cidade. Ele teve sete filhos, 3 meninos e 4 meninas. Christoph e seu irmão, por serem pintores de porcelana e aquarelistas, mudaram-se para Meissen para trabalhar na Manufatura Real de Porcelana, como pintores decorativos. Esta foi a profissão também seguida pelo pai de Hahnemann.

Pai: Christian Gottfried Hahnemann, nasceu em Lauchstedt, em 24 de julho de 1720, onde viveu por 14 anos. Casou-se aos 28 anos com Johanna Eleonora Deeren, filha única do alfaiate da corte, em 1748, em Meissen, onde também era pintor de porcelana. Nove meses após casado, sua esposa morreu após dar a luz a gêmeas, sendo que uma nasceu morta e a outra morreu após nove meses. O pai de Hahnemann torna-se um homem fechado, carrancudo, viúvo aos 29 anos. Em 1750, casou-se novamente, com Johanna Christiana Spiess. Compra uma casa grande em Meissen e leva uma vida próspera. Escreveu um pequeno livro sobre aquarela. Também seu irmão mais novo era pintor de porcelana. Tinha um lema e o ensinou aos filhos: “Ser e agir sem ostentação.”

Mãe: Johanna Christiana Spiess, era filha única de um capitão que estava temporariamente prestando serviço em Meissen.