Archive for the ‘comportamento’ Category

Feb 18

RIO – Don’t worry, be happy! Isso mesmo: um novo estudo publicado nesta quinta-feira na “European Heart Journal” mostra que as pessoas que são mais felizes, contentes e otimistas têm menos risco de ter problemas no coração. A autora do estudo, Karina Davidson, diretora do Centro de Comportamento de Saúde Cardiovascular da Columbia University Medical Center, diz que o estudo pode ajudar a descobrir como os pacientes devem agir para melhorar sua saúde. Este é o primeiro trabalho a investigar a relação entre emoções e doenças do coração.

Durante um período de dez anos, Davidson acompanhou 1.739 adultos saudáveis (862 homens e 877 mulheres), avaliando sintomas como depressão, hostilidade, ansiedade e o grau de expressão das emoções positivas, como prazer, felicidade, excitação, entusiasmo e contentamento, o chamado efeito positivo. Apesar de serem transitórios, esses sentimentos são considerados um “estado”, principalmente entre adultos. Mesmo uma pessoa que é feliz no dia a dia pode ficar ocasionalmente ansiosa, zangada ou deprimida. O resultado da pesquisa mostrou que as pessoas com o efeito positivo tinham 22% a menos de risco de desenvolver problemas no coração.

- Os participantes sem o efeito positivo tinham 22% a mais de risco de sofrer uma isquemia. Também descobrimos que uma pessoa que é positiva no dia a dia mas que apresentou durante a pesquisa algum sintoma de depressão não teve a sua “proteção” abalada – explica Karina Davidson.

Os motivos que levariam o efeito positivo a proteger o coração são muitos, segundo os pesquisadores, e estariam relacionados a dormir bem, a se estressar pouco e a fumar menos.

- Temos muitas especulações. Aqueles com o efeito positivo têm um período maior de relaxamento e de descanso psicológico; se recuperam mais rapidamente de situações estressantes e não passam muito tempo remoendo os fatos – conta Davidson.

Apesar de serem necessários mais testes clínicos, a pesquisadora sugere que as pessoas melhorem o efeito positivo delas com atitudes simples no dia a dia:

- Tenha momentos de prazer diariamente, mesmo que sejam 15 minutos: lendo, ouvindo música, fazendo atividades que melhorem seu humor. Gaste, de verdade, um tempo relaxando e curtindo a vida.

Fonte: O Globo

Mar 06

optimism

Os otimistas vivem mais e com mais saúde que os pessimistas, disseram pesquisadores americanos na quinta-feira, em um estudo que deve dar aos pessimistas mais uma razão para resmungar.

Os pesquisadores da Universidade de Pittsburgh examinaram as taxas de mortalidade e a incidência de doenças crônicas entre participantes do estudo Iniciativa da Saúde Feminina, que acompanha mais de 100 mil mulheres com mais de 50 anos desde 1994.

As otimistas – ou seja, aquelas que sempre esperam o melhor – tinham 14% menos probabilidade de morrer de qualquer causa do que as pessimistas, e 30% menos chance de morrer do coração, após oito anos de acompanhamento.

As otimistas também tinham menor tendência à hipertensão, à diabete e ao tabagismo.

A equipe liderada por Hilary Tindle também avaliou mulheres altamente desconfiadas de outras pessoas -um grupo que foi chamado de “cinicamente hostil”, pessoas que concordam com frases do tipo “Muitas vezes tive de receber ordens de pessoas que não sabiam tanto quanto eu” ou “É mais seguro não confiar em ninguém”.

- As mulheres cinicamente hostis tinham 16% mais probabilidade de morrer (durante o período do estudo) em comparação com as mulheres que eram menos cinicamente hostis (ou seja, que confiavam mais nas pessoas) – disse Tindle por telefone.

Essas mulheres também tinham uma propensão 23% maior de morrerem de câncer.

Tindle disse que o estudo não prova que atitudes negativas tenham efeitos negativos sobre a saúde, mas afirmou que os resultados sugerem alguma ligação.

- Acho que realmente precisamos de mais pesquisa para criar terapias que atinjam as atitudes das pessoas, para ver se elas podem ser modificadas e se tal modificação é benéfica à saúde.

E para os pessimistas que acham que não há nada a fazer, ela diz:

- Não tenho tanta certeza de que seja verdade. Simplesmente não sabemos.

Mar 04

babytv

Assistir televisão não ajuda a deixar os bebês mais espertos, afirmaram pesquisadores americanos nesta terça-feira. O estudo, divulgado na revista “Pediatrics” deste mês, avaliou 872 bebês e não encontrou ligação entre a quantidade de TV assistida e um aumento na capacidade cognitiva das crianças.

Os bebês envolvidos na pesquisa assistiram, em média, uma hora de televisão diariamente a partir dos seis meses, e 1,4 horas a partir de dois anos. Segundo os pesquisadores, hoje em dia, 68% das crianças com menos de dois anos assistem algum tipo de programa na televisão ou no computador.

Porém, a recomendação da Academia Americana de Pediatria é que, até completar dois anos, a criança nunca assista televisão, nem mesmo aqueles programas que são anunciados como educacionais. O estudo também aponta que crianças de famílias com renda mais baixa passam mais tempo na frente televisão.

Para verificar se a televisão teria um impacto positivo no desenvolvimento cognitivo dos bebês, os pequeninos fizeram provas de vocabulário, desenho e associação aos seis meses e de novo ao três anos. As crianças que assistiram mais televisão neste período tiveram um desempenho levemente pior do que os que assistiam pouca ou nenhuma TV.

“Ao contrário do que muitos pais pensam, a televisão não acelera o desenvolvimento cerebral dos bebês nos dois primeiros anos de suas vidas”, escreveu a médica Marie Schmidt of Children’s Hospital Boston, que coordenou o estudo que incluiu pesquisadores da Harvard Medical School e da Harvard Pilgrim Health Care.

O estudo confirma pesquisas anteriores, que mostram que a televisão traz poucos benefícios para o aprendizado de crianças e adolescentes. Além de não beneficiar suas funções cognitivas, crianças que assistem muita TV correm mais risco de serem obesas, sofrerem de distúrbios de atenção e terem asma e insônia ao longo da vida.

Mar 18

“Destino?

Agulha no palheiro

onde o homem se procura

O tempo inteiro”

Lindolfo Bell

Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos.

Esta oficina tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte, como modelagem em argila, desenho, contos de fadas, teatro, dança, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro.

Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.

Através de modelagens em argila de fatos da própria vida, procuramos estabelecer um contato com lembranças que trarão luz à situação que vivemos agora.

(fotos do Curso Tecendo o Fio do Destino, realizado na Escola do Vale, em Duas Barras)

O compartilhamento de experiências permite a reflexão sobre nosssas vivências através da luz lançada pela biografia do outro. É pela reflexão que podemos estabelecer um plano próprio de ação para mudarmos as nossas histórias.

 

A Oficina Biográfica será coordenada por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Acontecerá no Centro de Convivência Morgenlicht, localizado em Barra Alegre (Bom Jardim, RJ) de 31 de julho a 3 de agosto de 2008 em ritmo de imersão. As atividades serão realizadas no amplo deck com vista para as belíssimas montanhas da região, e no salão de trabalho octogonal que proporcionam um ambiente acolhedor e prazeroso para o trabalho interior que é a tônica desta Oficina Biográfica. O investimento será de R.050,00 para os inscritos até 30 de junho; R.200,00 para os inscritos em julho. O valor total pode ser dividido em até quatro cheques, sendo que a 1ª parcela será paga no ato da inscrição. As vagas são limitadas e as inscrições e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (22) 8112-4983 ou pelo e-mail marceloguerra@terapiabiografica.com.br

O investimento inclui:

  • Translado de ida e volta do Rio de Janeiro e Niterói para o local
  • Hospedagem em apartamentos duplos ou triplos;
  • Café da manhã, Almoço, Jantar da Cozinha Vibracional (preparados com vegetais colhidos na horta orgânica, carnes brancas e latícinios e produtos da região) e 2 Coffee Breaks;
  • A participação nas oficinas;
  • Material para uso nas oficinas;
  • Duas sessões de acupuntura;
  • Fricções terapêuticas;
  • Atividades de integração do grupo;
  • Conhecer gente interessante (isto não tem preço!)
  • Você só precisa arrumar as roupas na mala e abrir sua caixa de lembranças…
Feb 22

“Destino?

Agulha no palheiro

onde o homem se procura

O tempo inteiro”

Lindolfo Bell

A Escola do Vale, em Duas Barras (RJ) convidou-me para realizar este seminário para suas professoras e iniciamos no sábado, 16 de fevereiro de 2008, às 14h. O próximo encontro será dia 15 de março, às 14h.
Novo grupo no Rio de Janeiro, começando no dia 12 de abril de 2008, sábado, às 14h, à Rua Pereira da Silva, 135, Laranjeiras. Os demais módulos serão no 2º sábado de cada mês, no mesmo horário. INSCREVA-SE JÁ!

Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos.

Este curso tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte, como aquarela, modelagem em argila, tricô, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro.

Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.

O curso será coordenado por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Terá a duração de 10 encontros mensais e um novo grupo começará no Rio de Janeiro, a partir de 12 de abril de 2008. O investimento para cada módulo será de R$100,00 (já incluído o material). As vagas são limitadas e as inscrições e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (22) 8112-4983 ou pelo e-mail marceloguerra@terapiabiografica.com.br

Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga? (Leonardo Boff)

Nov 15

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Destino?

Agulha no palheiro

onde o homem se procura

O tempo inteiro”

Lindolfo Bell

Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos. Este curso tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte, como aquarela, modelagem em argila, tear, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro. Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências. O curso será coordenado por Marcelo Guerra (Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação) e Neide Eisele (Psicóloga, Terapeuta Biográfica em formação). Terá a duração de 10 encontros mensais e será realizado no Instituto Gaia, à Rua Almirante Alexandrino, 2495A, Santa Teresa, Rio de Janeiro. O primeiro encontro será em 24 de novembro de 2007, de 8:30h às 17h. O investimento para cada módulo será de R$80,00 (já incluído o material). As vagas são limitadas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (22) 9254-4866 ou pelo e-mail marceloguerra@terapiabiografica.com.br

Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga? (Leonardo Boff)

Nov 08

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por Ilvane Brito ( ilvane.astrologiatp@yahoo.com.br )

Você já percebeu quanta coisa bonita, e algumas até mesmo maravilhosas, acontece com você durante o dia? Não? Quem sabe está no momento de parar, respirar e abrir mais os olhos para poder ver toda esta Luz a sua volta. Ela realmente está a seu lado, em todos os sentidos. Está confuso, nebuloso, escuro, difícil????

Bem, é neste contexto, e para estas pessoas, que a Astrologia Transpessoal vem dar sua grande contribuição como um poderoso e sério instrumento de autoconhecimento, de descoberta de si mesmo, de SUA LUZ. Uma luz que nós já trazemos em nós, mas que com tanto corre-corre fora, nós não a acessamos dentro. A Astrologia Transpessoal, na leitura do seu Mapa Natal, pode contribuir sobremaneira para você chegar até partes de você antes inimagináveis.

Nós realmente somos muito mais do que aquilo que achamos que somos. Pense bem: Quando somos convidados para uma festa e não sabemos como chegar lá, o que fazemos? Rapidamente desenhamos um mapa que nos mostrará o caminho, certo? Pois é exatamente o que acontece com o Mapa Astrológico, ele nos dá uma palavra de ordem, de significado às nossas vidas – nos mostra o caminho. Sem falar no lendário Mapa do Tesouro . . . Coincidência???

A leitura do Mapa Natal pode conduzir você até o seu tesouro. Tesouro este que já trazemos conosco – ele já existe, está ali guardado, só esperando que, de posse do Nosso Mapa possamos então encontrá-lo e começar a desfrutar desta Grande e Maravilhosa Aventura da Auto-Descoberta.

O conhecimento de mim mesmo era o único e o maior tesouro que possuía.”

(Carl Gustav Jung)

Oct 29

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NOVA ORLEANS, EUA (AFP) – Os riscos concretos de desenvolver uma doença cardiovascular são praticamente eliminados com um estilo de vida sadio incluindo um regime rico em fibras e ácidos graxos, exercícios, um café-da-manhã regular e um peso estável, segundo estudo japonês divulgado nesta terça-feira.
Apresentado durante a Conferência anual sobre a obesidade em Nova Orleans (sul dos EUA), o estudo foi realizado com 1.909 homens japoneses num período de três anos e consistiu em observar a ocorrência da “síndrome metabólica”, uma conjunção de vários sintomas que podem levar a doenças cardiovasculares.Os sintomas são pressão arterial elevada, assim como uma taxa também elevada de triglicerídios, uma taxa baixa de bom colesterol, glicemia e obesidade abdominal. Pelo menos três desses sintomas associados constituem a “síndrome metabólica”.

O estudo do médico Hiroshi Yatsuya, da universidade de Nagoya, no Japão, mostrou que um regime e um estilo de vida sadios podem reduzir os riscos de apresentar uma síndrome metabólica de 71% a 92%.

“Se todos tivessem esse estilo de vida, 84% das síndromes metabólicas e da probabilidade de desenvolver uma doença cardiovascular poderiam ser evitados”, afirmou Hiroshi Yatsuya.

O estilo de vida que ele considera “ideal” inclui seis elementos: o regime alimentar, a maneira de comer, a atividade física três vezes por semana, o corte de álcool e de cigarros e a manutenção de um peso estável.

O regime alimentar deve ser rico em fibras, em ácidos graxos e ômega-3. Os bons costumes alimentares incluem tomar um bom café-da-manhã, nunca comer demais e evitar a comida muito salgada.

“É um estilo de vida difícil de manter, mas é totalmente possível”, comentou o cientista à AFP.

Oct 29

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(Artigo escrito por Walter Medeiros, jornalista em Natal, RN, Veiculado no Natal RN Sites – www.rnsites.com.br em 20.10.2007)

 A freqüência com que o assunto alcoolismo vem surgindo na imprensa, rádio e televisão faz um esboço desse problema que afeta toda a sociedade, pois queiram ou não, todos os cidadãos findam fazendo parte desse quadro, sempre como vítimas. O alcoolismo foi declarado doença pela Organização Mundial de Saúde em 1967 e afeta tanto as pessoas que bebem como suas famílias, que adoecem junto; os empregadores e o poder público, que desembolsa boa parte dos seus gastos para enfrentar problemas decorrentes do consumo de bebida. As conseqüência do alcoolismo terminam sempre nos hospitais, delegacias de polícia, corpos de bombeiros, juizados das mais diversas causas, penitenciárias, cemitérios e uma lista imensa de outros lugares.
Há 72 anos uma entidade vem cuidando de alcoólatras no mundo inteiro e está até na Internet, onde encontramos o site Alcoólicos Anônimos, que divulga inclusive um lema interessante: “Evite o primeiro gole”. Conhecida popularmente como A.A., a entidade funciona desde que dois alcoólatras descobriram que podiam manter-se sóbrios compartilhando seus problemas entre si. Mas juntamente com aquela entidade desenvolveu-se também no mundo inteiro uma organização chamada Al-Anon, que cuida de familiares e amigos de alcoólatras, adota os mesmos princípios de Alcoólicos Anônimos (adaptados) e adaptou também esse lema, para recomendar: “Evite o primeiro atrito”.

selo.jpgÉ sobre esse “primeiro atrito” que desejo falar, considerando algumas informações importantes que tive a oportunidade de colher em evento promovido por aquela entidade, ao qual tive a sorte de comparecer na qualidade de profissional interessado no assunto. Ao evitar o primeiro atrito, os familiares fazem com que muitos problemas sejam evitados também, pois sempre que existe um confronto com um alcoólatra – embriagado ou não – as conseqüências podem ser drásticas.
Segundo uma palestrante – que não se pode identificar para manter seu anonimato seguindo os princípios da entidade – “Al-Anon surgiu da mesma ‘necessidade’ de AA. A necessidade de ‘dialogar’, de uma pessoa entender a outra, falarem a mesma linguagem, trocarem as experiências vividas com seus entes queridos doentes, que tanto lutavam para largar a bebida e não conseguiam. Não custou muito para que as esposas dos alcoólatras descobrissem que o estado em que se encontravam era resultado do convívio sob o domínio do álcool, quando seus familiares e amigos se tornavam pessoas também doentes, de uma doença emocional. A troca de experiências mostrava o caminho a seguir.” Como o alcoolismo é considerado uma doença reflexiva – pois todos do convívio do alcoólico adoecem juntos – torna-se dificílimo compreender uma vida tão atribulada, onde o senhor de tudo é o álcool, que impera, manda e comanda a vida do alcoólico e conturba toda a família, pondo de água abaixo todos os planos feitos anteriormente. Até que o familiar tome conhecimento de que o alcoólico é portador de uma doença, aceite, compreenda e se trate junto, leva muito tempo e requer sacrifício de ambas as partes, explica a representante dos familiares.
O Al-Anon no Rio Grande do Norte completou trinta anos de formação em 2007. Desde que surgiu, os seus membros procuram mostrar que quando um familiar ou amigo de alcoólatra evita o primeiro atrito, está contribuindo para a recuperação, na medida em que evita um descontrole emocional de ambos. Al-Anon mostra que qualquer assunto ou problema surgido pode e deve ser tratado somente depois que os ânimos estiverem acalmados, noutro dia, noutra hora. Falam em “recuperação” e não em “cura”, porque o alcoolismo não tem cura; pelo menos até agora não foi descoberta.
A importância das esposas de alcoólatras freqüentarem o Al-Anon está na recuperação delas próprias. A palestrante esclareceu que à medida que elas freqüentam, tomam conhecimento de que seus familiares são uns doentes, descobrem que adoeceram emocionalmente durante esse mesmo tempo e trazem consigo as seqüelas do sofrimento daquele convívio. Passam a trabalhar os sentimentos negativos, tão fortes, tão vivos, tão bem guardados e conservados – de raiva, ressentimento, angústia, negação, rancor, auto piedade. Isso só acontece numa sala de Al-Anon, onde o foco do tratamento é o familiar e não o alcoólico, garante ela. Uma mudança de atitude do familiar, esteja o alcoólico bebendo ou não, muda o clima e a convivência se torna mais amena, acrescenta. Por fim, ela informa o telefone da sua entidade em Natal: (84) 32010889.

Oct 09

FALTAM APENAS 18 DIAS PARA O INÍCIO DO CURSO!

Tecendo o Fio do Destino

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=8M-DzaP-AMA]

Destino?

Agulha no palheiro

onde o homem se procura

O tempo inteiro”

Lindolfo Bell

 

Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos.

Este curso tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte, como aquarela, modelagem em argila, tear, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro.

Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.

 

O curso será coordenado por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Terá a duração de 10 encontros mensais e será realizado no Centro Educacional Crescer, localizado à Rua Euclides da Cunha, perto da Padaria Sans Souci, nas Braunes, em Nova Friburgo. O primeiro encontro será em 27 de outubro de 2007, de 8:30h às 17h. O almoço será realizado no próprio local. O investimento para cada módulo será de R$80,00 (já incluído o material e a alimentação). As vagas são limitadas e as inscrições são feitas na Botica Brasil do Centro ou Conselheiro Paulino. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (22) 9254-4866 ou pelo e-mail marceloguerra@gmail.com

 

Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga? (Leonardo Boff)

Sep 10

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Em breve iniciarei um novo curso, com workshops uma vez por mês. De início, haverá grupos em Nova Friburgo, Bom Jardim e Niterói. Ainda estou arranjando os locais e datas, e informarei assim que estiverem definidos. Partindo do pressuposto de que existe um destino, como uma missão para a qual nascemos, e que a vida tem um sentido, vamos trabalhar sobre os fatos de nossas vidas, buscando o fio de destino. Este trabalho será feito com palavras e arte, como aquarela, modelagem em argila, tear, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro. Logo informarei mais detalhes para começarmos, mas quem tiver interesse em participar e quiser mais informações, entre em contato pelo meu e-mail: marceloguerra@gmail.com

Em grupo, nossas vidas parecem mais claras para nós mesmos. Fica um poema de João Cabral de Mello Neto:

 

Tecendo a Manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.


E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

João Cabral de Melo Neto

Sep 06

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Estudo de Oxford propõe criação do “imposto da gordura”
Plantão | Publicada em12/07/2007 às 10h44m
Peter Griffiths – Reuters
LONDRES – A criação de um “imposto da gordura” sobre alimentos salgados, doces e gordurosos pode salvar milhares de vidas, segundo um estudo da Universidade de
Oxford, na Inglaterra. Os pesquisadores dizem que o Imposto de Valor Agregado (VAT, na sigla em inglês) de 17,5% sobre alimentos considerados não-saudáveis
diminuiria a demanda dos consumidores e reduziria a chance de infartos e derrames.
A equipe do Departamento de Saúde Pública de Oxford diz que a idéia é semelhante às altas taxas impostas a cigarros e bebidas alcoólicas para estimular um estilo de
vida mais saudável. Atualmente, o imposto já incide sobre um pequeno número de produtos, como batatas fritas, sorvetes, confeitos e biscoitos de chocolate. A taxa
elevaria em 4,6% as despesas domésticas.
Fórmula matemática para chegar a resultado
De acordo com o estudo publicado no “Journal of Epidemiology and Community Health”, a ação poderia salvar cerca de 3,2 mil vidas na Grã-Bretanha anualmente. Eles
usaram uma fórmula matemática para calcular o efeito de preços mais altos sobre a demanda por alimentos como massas, bolos, queijos e manteiga. “Uma ‘taxa de gordura’
bem planejada pode ser uma ferramenta útil para reduzir a incidência de doenças relacionadas à alimentação”, conclui o estudo.
Eles afirmaram, porém, que sua pesquisa dá apenas uma idéia do número de vidas que poderiam ser salvas com a adoção da medida. Mais estudos seriam necessários para
se ter uma noção exata de como os impostos poderiam contribuir com a melhoria da saúde pública. Os pesquisadores alertam que o “imposto da gordura” pode ser visto
como um ataque às liberdades pessoais e teria maior impacto entre as famílias mais pobres.
Manifestações contrárias
O ex-primeiro-ministro Tony Blair já havia rejeitado a idéia. A Federação de Alimentos e Bebidas, uma entidade que representa a indústria, achou a proposta paternalista
e disse que atingiria as famílias de baixa renda. O órgão sugere a adoção de uma dieta balanceada. A Fundação Britânica do Coração diz que não apóia o imposto.
“Acreditamos que o governo deveria se concentrar em garantir o acesso a alimentos saudáveis a todos”, diz uma nota da entidade.
Vote: Você seria a favor da criação de um “imposto da gordura” no Brasil?

Aug 27

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Publicada em24/08/2007 às 11h24m
Renata Cabral – O Globo Online
RIO – Algumas combinações são propícias ao pecado: chocolate e sexo é uma delas. Frutos proibidos, fontes de prazer, essa dupla inspirou o sexólogo e secretário da Comissão dos Estudos em Terapia Sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática Amaury Mendes Júnior a realizar um estudo sobre a relação entre a forma de saborear o doce e se relacionar com a sexualidade. Tudo começou no consultório, ao observar os hábitos de seus pacientes. E hoje ele usa a técnica como um dos meios de desvendar o que aflige os casais que o procuram:
- Esses registros transcendem o comportamento sexual. É mais fácil atribuir a culpa ao sexo, mas muitas vezes repetimos
essa maneira de agir o dia todo. A diferença é que a presença do outro é sempre reveladora – constata o médico. – Por meio
do chocolate, é possível perceber e cuidar dessas atitudes de um ponto de vista leve e divertido.
O especialista conta que as semelhanças entre as duas atividades – motivo que inspirou o estudo – são maiores do que
podemos imaginar. O chocolate possui propriedades calmantes e libera o hormônio endorfina, responsável por elevar a
auto-estima, promover o bem-estar e afastar a ansiedade. A sensação é muito parecida com a de um orgasmo, o auge do
prazer sexual. Além disso, desde os tempos antigos, o doce é usado como afrodisíaco e, até hoje, faz parte do jogo das
conquistas amorosas. Embora, por si só a análise não seja capaz de definir a personalidade de uma pessoa, pode ser bastante reveladora. (Conheça os segredos de algumas mulheres)
Comedida ou devoradora? Descubra seu perfil
· Gulosa – come muitos pedaços. Para essas pessoas, o sexo é rápido, por vezes supérfluo. Têm o intuito de agradar o parceiro, mas acabam prejudicando a relação. Se for do sexo masculino, pode sofrer de ejaculação precoce.
· Desconfiada – gosta de chocolate, mas nunca aceita quando lhe oferecem. É cismada, ciumenta e controlada.
· Seletiva – prova vários sabores, mas não encontra um que lhe satisfaça. Em geral, são mulheres de boas condições financeiras sem grandes obstáculos na vida, mas que enfrentam dificuldades de obter prazer.
· Exigente – degusta apreciando a aparência, o aroma, a textura e o sabor do chocolate. Ela sabe curtir o sexo e exige bastante do parceiro. Pode estar insatisfeita em seus relacionamentos.
· Devoradora – é capaz de engolir um bombom inteiro sem morder, liquidar uma barra de chocolate de uma só vez. É
característico de quem se acostumou a abreviar as brincadeiras sexuais, de casais que estão juntos há anos.
· Generosa – come um pedaço e guarda o resto para depois. Pode existir uma terceira pessoa nesse relacionamento.

Aug 23

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Além de diminuir o prazer sexual, o álcool faz garotos adolescentes terem menos cuidados nas relações sexuais. Essa é uma das principais conclusões do trabalho produzido pelo aluno do sexto ano de medicina da Unifesp Danilo Torcato Ivankovich, que teve a orientação do professor Mauro Fisberg e da professora Élide Helena Medeiros.

O pesquisador constatou que dos 42% de jovens que mantêm relação sexual depois de beber, 13% usam com menos freqüência a camisinha. “Muitas vezes, o jovem deixa de usar o preservativo porque não dispõe no momento e não quer adiar a oportunidade”, explica Danilo. Embora esse número possa parecer pequeno, é uma parcela significativa em termos de saúde publica. “São jovens sujeitos a uma gravidez indesejada, Aids e doenças sexualmente transmissíveis (DST)”, diz Danilo.

Um bom exemplo dessa realidade é a experiência do estudante A.A., de 17 anos. Segundo ele, nas vezes em que manteve relações sexuais alcoolizado nem sempre se preveniu como deveria.

“Na hora até passa pela cabeça usar a camisinha. Mas você acaba deixando para lá e não pensa nos perigos que está correndo”, afirma o estudante.

Quando os jovens não estão sob o efeito do álcool, grande parte mostra estar consciente da necessidade de usar preservativo. Entre os entrevistados sexualmente ativos, 74% dos garotos sempre fazem uso do preservativo, enquanto entre as meninas, 57% afirmam o mesmo.

Realizado com duas escolas sorteadas da cidade de São Paulo, uma pública e outra particular, o estudo envolveu 1.175 adolescentes com idade entre 14 e 19 anos, todos estudantes do ensino médio.

Os resultados desse trabalho foram apresentados durante o 8º Congresso de Iniciação Científica, realizado nos dias 4 e 5 de outubro, na Unifesp.

O trabalho, que faz parte das atividades desenvolvidas pela monitoria no setor de Pediatria, traça o perfil dos adolescentes que fazem uso do álcool e sugere os fatores relacionados ao risco do consumo, tanto na vida social quanto sexual.

Entre o grupo de adolescentes que mantêm relações sexuais após beber, apenas 38% disseram sentir alteração no prazer durante a relação. Para a maioria das meninas (68%) o prazer aumenta, enquanto com os garotos isso não acontece: 65% disseram que o prazer diminui. É o caso do auxiliar de serviços gerais Paulo Augusto Toledo dos Santos, de 19 anos. “Para mim, a bebida diminui muito o meu prazer sexual. Sinto uma grande diferença em relação a quando estou sóbrio”, relata.

A explicação para os diferentes resultados da sensação de prazer entre os sexos pode estar ligada ao estado emocional que a mulher apresenta. “A mulher alcoolizada se sente mais solta e relaxada, com isso diminui a ansiedade”, avalia Ronaldo Laranjeira, chefe da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad). Da mesma opinião compartilha o chefe do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), Dartiu Xavier da Silveira. “Com a mulher, o álcool proporciona a desinibição para o sexo, enquanto para o homem isso não acontece”, diz Dartiu.

Os alunos entrevistados foram divididos entre aqueles que nunca consumiram bebida alcoólica (17,5%), os que bebem pelo menos uma vez por semana (29,1%) e aqueles que consomem menos de uma vez por semana (53,4%). Em 83% dos casos, os jovens assumiram já ter consumido álcool ao menos uma vez.

De um modo geral, os jovens começaram a beber aos 12 anos de idade. “Isso comprova o aumento da incidência e a precocidade do consumo”, analisa Danilo. “As campanhas promovidas pelo governo têm de lembrar que o consumo do álcool começa em uma festa, numa descontração”, conclui o aluno.

Fonte: Unifesp

Aug 23

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Publicada em 23/08/2007 às 06h42m
Roberta Jansen – O Globo
RIO – As mesmas substâncias presentes no cérebro dos adolescentes que os tornam mais ousados e destemidos nessa fase da vida são responsáveis também por deixá-los mais vulneráveis a drogas como a cocaína e o álcool. Novas pesquisas realizadas por grupos da USP revelam os mecanismos que fazem com que a dependência seja mais grave em jovens do que em adultos.
Trabalho desenvolvido no Laboratório de Farmacologia Comportamental e Neuroquímica da USP, pelo grupo da pesquisadora Rosana Camarini, mostra que camundongos adolescentes submetidos a cocaína ou álcool apresentam respostas comportamentais e neuroquímicas diferentes daquelas de animais adultos. Os resultados sugerem que o mesmo aconteceria em seres humanos.
- Nosso objetivo é estudar as diferenças entre adolescentes e adultos nas respostas a algumas drogas de abuso – explicou Rosana, que apresentará o estudo hoje na XXII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental, em São Paulo. – Começamos a estudar isso porque existem diferenças de desenvolvimento. Algumas estruturas do cérebro ainda não estão totalmente desenvolvidas nos mais jovens, como o córtex pré-frontal, responsável, entre outras coisas, pela tomada de decisões e a agressividade.
Além disso, existe uma diferença neuroquímica importante entre o cérebro do adolescente e o do adulto, relacionada à concentração de dopamina, um neurotransmissor relacionado à motivação e à impulsividade. A presença da substância é reduzida à medida que a pessoa envelhece.
- A maior concentração da dopamina e o córtex pré-frontal ainda não totalmente desenvolvido são, em parte, responsáveis pelo comportamento mais impulsivo dos adolescentes.
Ocorre que, embora por mecanismos diferentes, tanto o álcool quanto a cocaína induzem um aumento da concentração de dopamina no cérebro. A pesquisa mostrou que os animais jovens tratados com cocaína apresentam maior excitabilidade locomotora do que os adultos. Eles também liberam mais dopamina (neurotransmissor estimulante) na parte do cérebro que controla as sensações de dependência, recompensa, prazer e motivação – o que sugere uma expectativa maior pela droga.
- Observamos que quanto mais cedo o jovem entra em contato com a droga, maior a possibilidade de se tornar dependente – disse a pesquisadora. – E uma das hipóteses para que isso ocorra é o fato de já ter naturalmente uma maior concentração de dopamina.

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Aug 22

http://tecerdavida.wordpress.com/2007/08/21/as-moiras-filhas-do-destino/

Mar 05

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O fim do bate-boca

A boa comunicação entre as pessoas é a arma mais eficaz para disseminar a paz. É o que diz o psicólogo Marshall Rosenberg, porta-voz mundial da comunicação não-violenta

Lembra a última vez que você discutiu com alguém, levantou a voz e saiu praguejando sem chegar a um entendimento? Pois saiba que guerras entre nações, brigas familiares, arranca-rabos no trabalho e a maior parte dos conflitos em todo o mundo (incluindo essa sua discussão) têm algo em comum: poderiam ser evitadas apenas com… palavras. Essa é a teoria defendida pelo psicólogo americano Marshall B. Rosenberg, que desde a década de 1960 se dedica a promover o diálogo pacífico mundo afora. Segundo ele, é na maneira como falamos e ouvimos os outros que está a chave para o problema das desavenças e discórdias. Marshall fundou em 1984, na Califórnia, o Centro de Comunicação Não-Violenta (Center for Nonviolent Communication) e tem grupos de pesquisa em mais de 50 países, incluindo o Brasil. Viaja constantemente para mediar conflitos e levar programas de paz a regiões assoladas por guerras, como Sérvia e Croácia. Aqui ele conta a estratégia para apaziguar os combates verbais do nosso dia-a-dia.

Como você começou a se interessar pelo assunto?

Cresci em Detroit, uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos. O tempo inteiro havia brigas de rua entre as comunidades brancas e negras, inflamadas pelo preconceito. Quando isso acontecia, me escondia no porão. Até que decidi fazer algo a respeito – queria entender por que agimos de maneira violenta quando não nos entendemos. Comecei a estudar algumas maneiras de ajudar a contribuir para o bem-estar de todos. A comunicação não-violenta foi o resultado de minha especialização em psicologia social.

Quando acontece, então, a falta de comunicação?

Quando não há troca. Geralmente estamos tão preocupados com nosso ponto de vista que não escutamos o que os outros estão dizendo. Ou pior: quando julgamos aqueles que não agem de acordo com o que acreditamos ser correto. Se você quer viver no inferno, é só pensar no que há de errado com as pessoas que fazem coisas de que você não gosta. Se quer piorar um pouco mais, diga a eles o que você acha que está errado. Essa maneira cricri de se comunicar só gera raiva, medo, culpa.

O que podemos fazer para evitar tantos atritos?

Quando jovem, aprendi a me comunicar de maneira impessoal, que não exigia revelar o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas com comportamentos de que não gostava ou que não compreendia, reagia considerando que fossem errados. Aí ocorreu o clique. Entendi que a grande falha da comunicação está justamente em apontar problemas nos outros – em vez de olhar o que eles causam em nós. A comunicação começa quando expressamos nossos sentimentos. Não fazemos isso porque achamos que ficamos vulneráveis. Mas só assim criamos um relacionamento baseado na sinceridade. A partir do momento que as pessoas falam o que precisam, em vez de falarem o que está errado com os outros, o entendimento aumenta.

E como isso acontece quando há um assunto que gera discórdia?

O primeiro passo é reformular a maneira como falamos e ouvimos o outro. A idéia é treinar sempre a se expressar com honestidade e clareza, ao mesmo tempo que damos aos outros uma atenção respeitosa. Mas temos a síndrome do disco riscado: repetimos reações, julgando os outros. Existe um treino que ensinamos a todos que buscam se comunicar de maneira pacífica – do chefe de Estado à professora, do marido ao presidiário.

Como é esse treino?

Primeiro você observa um determinado acontecimento que afeta seu bem-estar, evitando julgamentos. Em seguida, identifi ca como você se sente ao observar aquela ação: se ficou magoado, assustado, alegre etc. Então reconhece quais são suas necessidades que não estão sendo supridas. A partir dessa refl exão é possível se comunicar com a pessoa ligada à ação, para resolver o conflito.

Você tem um exemplo?

Vamos supor que uma mãe vai falar com o filho adolescente que deixou a sala uma bagunça. Um jeito não-violento de se expressar poderia ser o seguinte: “Roberto, quando vejo bolas de meia sujas na sala, fico irritada porque preciso de mais ordem no espaço que usamos em comum. Você poderia colocar as meias no seu quarto ou na lavadora?” Veja bem, a mãe poderia reagir de diversas maneiras: bufar, punir o filho. Mas quando pratica a comunicação não-violenta ela deixa claro o que observa, como se sente, qual necessidade não está sendo atendida. Pode ter certeza de que a chance de ser compreendida é maior.

Falando assim parece fácil, mas na prática…

Esses passos na verdade funcionam para termos mais consciência antes de agir de maneira reativa e impensada. Experimente respirar fundo e dar um tempo antes de começar a falar em uma situação que está prestes a entrar em ebulição. Parece papo pra boi dormir, mas funciona! Assim você consegue elaborar o que o está incomodando.

Mas e quando a outra pessoa nos ataca verbalmente?

Da mesma maneira que é possível mudar o jeito de se expressar, também dá para escutar os outros de um jeito diferente. Todo tipo de crítica, ataque, insulto e julgamento desaparece quando concentramos a atenção em ouvir os sentimentos e necessidades por trás da mensagem. Quanto mais praticamos isso, mais percebemos que por trás de todas essas mensagens que nos intimidam estão simples indivíduos com necessidades insatisfeitas pedindo que contribuamos para seu bem-estar.

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por Marcia Bindo in Revista “Vida Simples” Março/2007

Para saber mais
Livros:
• Comunicação Não-violenta – Técnicas para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais, Marshall Rosenberg, Ágora