Category Archives: antroposofia

Importância dos Trabalhos Manuais na Terapia Biográfica

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As atividades manuais, principalmente as que utilizam fios (tricô, crochê e tecelagem), possuem imenso valor na terapia biográfica, pois a pessoa participa da própria criação, de cada etapa do processo: começo, meio e fim.

Ela visualiza o produto terminado e isso fortalece a vontade, a coordenação psicomotora, além de organizar emoções, ficando assim mais centrada.

O gesto de costurar, bordar, tecer, de estar fazendo um trabalho manual nos chama a atenção, pois ele sempre reúne as nossas mãos diante do coração (o órgão do afeto), para que então as agulhas e linhas gravem nos tecidos, os nossos sentimentos, os nossos pensamentos, o que realmente somos.

(adaptado de um texto de Lilian de Almeida Pereira, Pedagoga e Psicopedagoga)

Afinal, o que é o Processo de Ser?

O Processo de Ser é uma forma de terapia em grupo em que é buscado o entendimento das condições que nos trouxeram até a situação que estamos vivendo hoje e que nos aflige. Este entendimento só pode ser conseguido a partir de fatos da própria vida e não de teorizações. Para isso, não basta só falar, mas fazer e sentir, portanto a arte é fundamental neste processo.

Em Nova Friburgo, os encontros são mensais, no primeiro sábado de cada mês, pela manhã, e as inscrições são feitas antecipadamente pelo telefone (22)9831-3393.

 

Perguntas freqüentes:

  1. Que formas de arte são usadas?

    Usamos modelagem em argila, trabalhos com elementos da natureza, como folhas, flores e pedras, aquarela, desenho com giz de cera, tecelagem, etc.

  2. Não seria melhor só falar, sem precisar sujar as mãos com barro ou tinta?

    Fazer arte, sem ser artista, é o grande diferencial deste trabalho, porque aquilo que está inconsciente vem à tona mais facilmente enquanto transformamos fatos de nossas vidas em peças artísticas. Não só detalhes dos fatos, mas os sentimentos a eles conectados. E mais: através da arte, conectamos mais facilmente a criança que mora dentro de nós, criando um clima que permite trazer lembranças, mas com uma certa leveza infantil.

  3. Para quê falar de minha vida para estranhos, se posso falar com amigos sobre isso?

    A escuta numa sessão de terapia em grupo obviamente é diferente da que se dá numa roda de amigos, afinal de contas naquele momento todos estão empenhados em falar, ouvir, se dedicar enfim, ao entendimento de nossas vidas e à busca de mudanças que forem necessárias.

  4. O que significa “equilibrar o pensar, o sentir e o agir”?

    Não é simplesmente falar, há um método, em que buscamos entender os fatos em seus diferentes aspectos de forma ordenada, separando os fatos objetivamente (pensar), depois buscando as emoções e sentimentos (sentir) a eles associadas e, por último, elaborando propostas de mudanças possíveis e prováveis para si mesmo (agir).

  5. Se você tiver alguma pergunta, escreva para marceloguerra@gmail.com e você a verá respondida aqui.


 

Tecendo com tear de pregos na APAE

 

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Uma ferramenta simples, barata de construir, fácil de aprender, e que ajuda muitos nos processos terapeuticos da Escola e, por isto, muito indicado ao uso no Ensino Especial: o Tear de pregos.

A tecelagem manual apresenta um caminho longo, onde podemos desenvolver a criatividade, a concentração e a coordenação motora. Muitos são os tipos de teares existentes, muitas as finalidades, algumas terapeuticas, outras produtivas mas, o tear de pregos, por sua simplicidade, considero o primeiro passo nesta caminhada.

É o instrumento que tenho utilizado nas escolas, para a implantação das Oficinas Profissionalizantes. Inicia-se com o tear de pregos e, a medida que os alunos vão se desenvolvendo e compreendendo o processo, ( e sutilmente sendo trabalhados internamente ), continua-se o trabalho com outros teares, como o pente liço, que apresentam mais recursos e produtividade.

A imagem apresenta um dos momentos mágicos, com os alunos e seus teares de prego, na oficina da APAE de São Vicente de Minas – MG, onde já apresentamos o projeto Arte Vida.

 

Observação: A Pedagogia Waldorf utiliza a tecelagem regularmente como uma abordagem para todos os alunos interessados. Na Terapia Biográfica também há vivências que se utilizam do tear.

Que fim levou a infância?

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Ser criança significa viver uma forma especial de vida. Uma pessoa pode, como um adulto sábio, deixar a criança que há dentro de si continuar a manifestar-se. Isso é algo que nunca se esgota. Descobrimos que, se o adulto esquece a criança que existe dentro dele, ele deixa de ser humano. Ele perde o seu centro humano. O que a nossa cultura realmente precisa é de resgate dos valores infantis. Se olharmos a fundo para essa questão, perceberemos que aquilo que faz os adultos sofrerem nos tempos modernos, deve-se à falta de infância, de qualidade infantil dentro da sociedade. (…)

Uma das características infantis é a enorme confiança que a criança tem nas outras pessoas e no mundo. Uma segunda característica é que as crianças são completamente abertas. Até que comecem a dizer “eu” referindo-se a si próprios – o que ocorre entre dois anos e meio e quatro anos – elas são incapazes de mentir, são absolutamente honestas. Mesmo mais tarde, costumam dizer sempre a verdade, tanto que existe um provérbio alemão que diz que a boca da criança diz sempre a verdade.(…)

Outra situação típica de todas as crianças é que, quando são pequenas, têm uma capacidade absoluta de perdoar. Uma pessoa pode ser tão má quanto queira, com ela, mas no momento em que essa pessoa sorri novamente e dá de novo comida a criança esquece-se do acontecido, fica novamente contente com aquela pessoa, e perdoa. Esse comportamento costuma ocorrer até a idade de oito ou nove anos, quando esse período sagrado da infância realmente se acaba.(…)

As crianças treinam a liberdade. Se lhes damos espaço, elas sempre agem de maneira absolutamente livre, a partir de si mesmas. Com sua qualidade de abertura, elas são extremamente habilidosas em ser plenas de admiração e devoção. Tem seus momentos de silêncio em que realmente sentam, observam e admiram. Adoram brincar, mas o que significa para elas o brincar? Elas têm prazer em brincar, mas para elas brincar significa trabalhar seriamente.(…)

Se nós adultos, amássemos nosso trabalho, aquilo que fazemos como se fosse uma brincadeira, de modo que a cada dia pudéssemos executá-lo com mais intensidade e seriedade, sabendo melhor para que serve e quem iria empregar o fruto do nosso trabalho, com a identificação típica de uma criança, nossa vida social seria, com certeza, muito diferente, Teríamos quase que o céu na terra.

As crianças nunca perguntam antes de começar a brincar seriamente: ‘quanto é que eu vou ganhar com isso? Nós adultos, só aceitamos trabalhar se soubermos que seremos pagos, e não apenas por gostarmos do mundo e querermos contribuir para ele. Nós perdemos nossa infância ao perdermos esse idealismo, ao nos tornarmos menos e menos honestos.

Publicado no Informativo da SBMA Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos

Escola Waldorf “João Guimarães Rosa”

Arte e Encanto

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A única forma de arte que me interessava era cinema. Isso até eu conhecer a Antroposofia e começar a estudar e posteriormente trabalhar com a  Terapia Biográfica, onde a arte ocupa posição central no tratamento. Hoje me interesso por fazer arte, sem nenhuma pretensão em ser artista, e aprecio e me sinto tocado com a arte em geral. No wordpress há um blog escrito pela Elisabete Cunha, chamado Encanto,  que fala sobre poesia, arte, e outras coisas mais. Excelente e sensível!

Aproveito para lembrar que já estão abertas inscrições para o novo curso de formação de Terapeutas Biográficos, em Juiz de Fora. Leia mais sobre o curso aqui.

Jornada de Inverno

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INSCRIÇÕES ENCERRADAS

 O inverno é época de recolhimento, em que alguns animais hibernam, em que toda a natureza parece mover-se mais lentamente. É tempo de preparação para um novo ciclo de crescimento. Tempo de olhar para dentro de si. Esta Jornada tem este objetivo: rever situações de nossas vidas, entender o sentido delas, captar o fio do destino que as conecta e preparam para uma nova Primavera em nossas vidas.

Nesta Jornada serão desenvolvidas técnicas da Antroposofia, mais precisamente da Terapia Biográfica e atividades artísticas que permitem uma melhor compreensão de nossos movimentos internos, com isso possibilitando mudanças em nossas vidas, deixando para trás padrões repetitivos de comportamento.

O facilitador será Marcelo Guerra. O evento acontecerá em Monnerat, uma pequena cidade no interior do Estado do Rio de janeiro, próxima a Nova Friburgo, numa casa acolhedora. A data será de 7 a 10 de junho (quinta-feira às 19h até domingo às 17h). Os participantes dormirão na própria casa onde serão desenvolvidas as atividades, e as refeições também serão todas realizadas no local. O investimento será de R$540,00, que podem ser divididos em 3 pagamentos de R$180,00, sendo que o primeiro pagamento deverá ser realizado até o dia 31 de maio.

Inscrições e informações pelo e-mail marceloguerra@gmail.com ou pelo telefone (22)9254-4866.

P.S.

COMO CHEGAR A MONNERAT:

 

ÔNIBUS 1001 DIRETO, SAINDO DO RIO DE JANEIRO E NITERÓI (saídas do Rio às 13:10h, 15:10h, 18:20h, 20:30h; e os mesmos ônibus param na Rodoviária de Niterói e saem 30 minutos depois de cada horário, ou seja, 13:40h, 15:40h, 18:50h, 21h). É possível também tomar um ônibus até Nova Friburgo e outro a partir de lá. O tempo de viagem é de cerca de 3h e 40 minutos de ônibus, geralmente menos.Para quem vai de carro, é só pegar a estrada RJ-116 (Niterói-Friburgo) e seguir direto. Após passar por Nova Friburgo, continuar na mesma estrada por aproximadamente 30 minutos. Monnerat fica no km 117 desta estrada.

Comentários de quem já participou:

  • Decidi participar da terapia biográfica por um acaso, pois já fazia terapia individual. Durante os dias que passei, consegui perceber os ciclos que se repetiam em minha vida, e a me aceitar com falhas, e respeitar as outras pessoas. Tudo isso de uma forma muito descontraída e com muitos mimos ( acupuntura, massagens), e ao mesmo tempo vivendo um turbilhão de emoções. Saí de lá com novas expectativas e forças, acreditando em mim e na possibilidade de mudar o presente e quebrar o ciclo. Acredito que ainda me surpreenderei muito, pois a cada dia que passa vêm novas conclusões. Sem contar a amizade que fizemos e o carinho que cada um tratou o outro, e que ainda permanece. Hoje em dia decidi parar com a terapia individual, pois descobri que sozinha sou capaz de mudar o rumo de minha vida. Acho que em palavras seria impossível descrever o quanto esta vivência me fez bem, e posso dizer que isto foi possível não só pela entrega de nós pacientes, como também do terapeuta. O Marcelo abriu sua “caixinha de brinquedos” e nos ensinou de uma maneira leve e espontânea, assim como nos contos de fadas (que ele leu bastante para nós), a reinventar o presente, e ainda, no final nos presenteou com um “bambuzinho mágico” para ajudar a nos conduzirmos por novos caminhos. Gostaria que, assim como eu, outras pessoas se redescubram e através desta terapia encontrem uma nova maneira de viver e se surpreender com a beleza da vida. Ah, não poderia esquecer de comentar que o lugar é lindo e a natureza é esplêndida, e também de dizer que o único problema foram os quilos que a Glorinha (cozinheira) nos fez ganhar…rsrsrs.
    (Graziela Damante, participante da Vivência de maio de 2006)

  • Fui para a terapia muito tranqüila e sem grandes expectativas, não imaginei que três dias trabalhando com argila, entre outras atividades, fosse mexer comigo. Mas mexeu.
    Ainda não dá para avaliar tudo, mas de imediato – eu que julgava me conhecer tão bem – tive várias surpresas e cheguei a conclusões, com a ajuda do grupo, a respeito da minha vida, do meu jeito de ser, como sempre encarei meus problemas e minha relação com as pessoas que fizeram e fazem parte da minha vida.
    Marcelo soube conduzir de maneira agradável, com calma e clareza. O lugar em que acontece a terapia colabora muito porque ficamos em contato com a natureza e o lugar transmite uma paz, sem contar que dá para fazer caminhadas para espairecer. Isso para não falar da comida caseira (da Glorinha) que apelidamos de “sistema de confinamento”, que nos faz lembrar a comida da mamãe.
    A vontade que fica é de repetir daqui a um tempo e torcer para que várias pessoas façam e se surpreendam assim como eu.
    (Vanessa Fredel, participante da Vivência de maio de 2006)

Saúde Alternativa É Direito de Todos

O Ministério da Saúde, instituiu em 2003 um grupo de trabalho para estudar a implantação no SUS de práticas integrativas e complementares, traduzindo, medicina “alternativa”. Este grupo elaborou propostas que se tornaram leis (Portarias Ministeriais nº 971 em 3 de maio de 2006 e nº 1600 em 17 de julho de 2006). Estas práticas que fazem parte da chamada PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS) são: HOMEOPATIA, MEDICINA TRADICIONAL CHINESA – ACUPUNTURA, MEDICINA ANTROPOSÓFICA, PLANTAS MEDICINAIS – FITOTERAPIA e CRENOTERAPIA – TERMALISMO (tratamento com águas medicinais).

Ótima notícia, não é?

A má notícia é que nas Portarias Ministeriais citadas não há referência a fontes de recursos (o dinheiro para pagar os profissionais) nem critérios para tirar do papel e tornar realidade. Ou seja, falta a Regulamentação da PNPIC.

Por isto, precisamos nos unir para defender a medicina “alternativa”, e um passo fácil e ao alcance de todos é assinar um abaixo-assinado que circula na internet no endereço http://www.semelhante.org.br/10_abaixoassinado_02_formulario_01_form.asp e encontra-se disponível em diversas farmácias homeopáticas, pedindo a Regulamentação Já. Participe, fale com seus familiares e amigos, divulgue o máximo possível. Vamos democratizar a saúde alternativa!

A Importância da Arte na Terapia Biográfica

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Na Terapia Biográfica a arte é um elemento fundamental, assim como em todas as atividades humanas ela é um elemento harmonizador.

O impulso artístico proposto por Rudolf Steiner — e formulado pela antroposofia por meio da euritmia, escultura, pintura e arte da fala — é o machado afiado que possibilita ao aprendiz entrar em contato com seus próprios meios. Na busca do elemento artístico específico de cada arte, a pessoa depara-se com o universo dos fenômenos, conhece suas formas de expressão, e pode criar a partir de elementos como equilíbrio, movimento, cor, som, forma, ritmo, etc. A aproximação com tais elementos exige concentração e auto-observação, qualidades que se adquirem durante o próprio fazer artístico.

Ao criar algo completamente novo, saído inteiramente do seu interior, a pessoa trabalha e mostra seus limites ao mesmo tempo em que afirma sua individualidade e valoriza a si mesma. E é assim que, com a ajuda da arte, dá os primeiros passos rumo à superação de si mesma.

O fazer artístico ampliado pela antroposofia é sempre um veículo de expressão da alma. Assim, ele pode ser realizado com duas intenções: uma artística, onde o objetivo é a comunicação plena do artista — que segue por um caminho de auto-transformação — com o espectador da obra de arte, podendo atuar positivamente sobre este. E outra, terapêutica, onde o fim a ser alcançado é o equilíbrio e a harmonização interna do indivíduo.

O Processo de Ser – Vivência em Grupo

 

 

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ATENÇÃO: O PRIMEIRO GRUPO JÁ ESTÁ FORMADO E SE REUNIRÁ NOVAMENTE NO SÁBADO DE ALELUIA, DIA 7 DE ABRIL. QUEM QUISER PARTICIPAR, CONFIRME SUA PRESENÇA COM ANTECEDÊNCIA PELO E-MAIL marceloguerra@gmail.com

“Todo ser vivo está em processo, que é simplesmente o fluxo, o curso de sua jornada de vida. Tais processos são tanto arquetípicos – compartilham padrões comuns a todos os seres, tais como gestação, nascimento, morte e ressurreição – quanto exclusivos de cada ser em particular.”
Allan Kaplan (Artistas do Invisível)

O objetivo dessa vivência é tornar consciente o processo de ser de cada um, para que o indivíduo torne-se responsável pela sua própria evolução, em vez de apenas sujeitar-se a ela.

Em todos os mitos e contos de fadas há um momento em que o herói ou a heroína percebe um chamado e inicia uma aventura da qual voltará transformado(a). Assim também ocorre na vida, afinal os mitos e contos de fadas são somente representações do que passamos na vida.
Este é um chamado para uma aventura para dentro de sua própria história de vida, que terminará trazendo à tona um melhor conhecimento daquilo que você é, de suas qualidades e fragilidades, permitindo que você elabore esses elementos e dê um novo rumo à sua vida.

As atividades visam a equilibrar as três esferas do ser: o pensar, o sentir e o agir. Para isso, lançamos mão de atividades artísticas e corporais e da fala.

Coordenação: Marcelo Guerra, médico

Formação de novos grupos em Nova Friburgo e no Rio de Janeiro. Encontros mensais, sábados pela manhã (em Nova Friburgo) e 4ªs feiras pela manhã (no Rio de Janeiro). Início em 31 de março de 2007, às 9h (Nova Friburgo).

VAGAS LIMITADAS

Investimento: R$80,00 por mês
Informações e inscrições: (22) 92544866