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Chocolate e Sexo: como você saboreia?

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Publicada em24/08/2007 às 11h24m
Renata Cabral – O Globo Online
RIO – Algumas combinações são propícias ao pecado: chocolate e sexo é uma delas. Frutos proibidos, fontes de prazer, essa dupla inspirou o sexólogo e secretário da Comissão dos Estudos em Terapia Sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática Amaury Mendes Júnior a realizar um estudo sobre a relação entre a forma de saborear o doce e se relacionar com a sexualidade. Tudo começou no consultório, ao observar os hábitos de seus pacientes. E hoje ele usa a técnica como um dos meios de desvendar o que aflige os casais que o procuram:
- Esses registros transcendem o comportamento sexual. É mais fácil atribuir a culpa ao sexo, mas muitas vezes repetimos
essa maneira de agir o dia todo. A diferença é que a presença do outro é sempre reveladora – constata o médico. – Por meio
do chocolate, é possível perceber e cuidar dessas atitudes de um ponto de vista leve e divertido.
O especialista conta que as semelhanças entre as duas atividades – motivo que inspirou o estudo – são maiores do que
podemos imaginar. O chocolate possui propriedades calmantes e libera o hormônio endorfina, responsável por elevar a
auto-estima, promover o bem-estar e afastar a ansiedade. A sensação é muito parecida com a de um orgasmo, o auge do
prazer sexual. Além disso, desde os tempos antigos, o doce é usado como afrodisíaco e, até hoje, faz parte do jogo das
conquistas amorosas. Embora, por si só a análise não seja capaz de definir a personalidade de uma pessoa, pode ser bastante reveladora. (Conheça os segredos de algumas mulheres)
Comedida ou devoradora? Descubra seu perfil
· Gulosa – come muitos pedaços. Para essas pessoas, o sexo é rápido, por vezes supérfluo. Têm o intuito de agradar o parceiro, mas acabam prejudicando a relação. Se for do sexo masculino, pode sofrer de ejaculação precoce.
· Desconfiada – gosta de chocolate, mas nunca aceita quando lhe oferecem. É cismada, ciumenta e controlada.
· Seletiva – prova vários sabores, mas não encontra um que lhe satisfaça. Em geral, são mulheres de boas condições financeiras sem grandes obstáculos na vida, mas que enfrentam dificuldades de obter prazer.
· Exigente – degusta apreciando a aparência, o aroma, a textura e o sabor do chocolate. Ela sabe curtir o sexo e exige bastante do parceiro. Pode estar insatisfeita em seus relacionamentos.
· Devoradora – é capaz de engolir um bombom inteiro sem morder, liquidar uma barra de chocolate de uma só vez. É
característico de quem se acostumou a abreviar as brincadeiras sexuais, de casais que estão juntos há anos.
· Generosa – come um pedaço e guarda o resto para depois. Pode existir uma terceira pessoa nesse relacionamento.

Comida Viva – Como Germinar Grãos e Castanhas

1 – De molho
Coloque de uma a três colheres (de sopa) de grãos em um vidro limpo. Cubra com água e deixe de molho por uma noite (oito horas)

2 – Troca de água
Cubra o vidro com um pedaço de filó. Prenda com um elástico. Despeje a água. Enxágüe bem sob a torneira

3 – Escorredor
Coloque o vidro em um escorredor em local sombreado e fresco. Em um dia quente, a germinação deve começar em 24 horas

Mais Melancia

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Apesar de exagerada no tamanho, a melancia é magrinha em calorias – só 50 em uma fatia média. Com uma quantidade absurda de água, ela hidrata e reduz a retenção de líquidos, o que ajuda muito na conquista de uma barriga mais lisinha. Sua vermelhíssima polpa carrega licopeno e glutationa, poderosos antioxidantes que estão rendendo à fruta a fama de rejuvenescedora. Por isso, use e abuse da melancia em fatia, suco ou como ingrediente de pratos que fazem bonito em qualquer cardápio

por Eliane Contreras | fotos Alfredo Franco

redonda, doce e suculenta Para escolher uma boa melancia, dê uma batidinha com o dedo na casca — se o som for oco, pode comprar. Você também tem a opção de levar para casa a fruta cortada e na quantidade que vai consumir, desde que esteja numa bandeja higienizada. Depois de aberta, deve ser conservada na geladeira por no máximo quatro dias. Mas tenha o cuidado de embalar muito bem com filme plástico para evitar que ela absorva o odor dos outros alimentos ou resseque.

mais superpoderes

As sementes da melancia também ajudam a desinchar e desintoxicar o organismo. Você pode batê-las com a fruta e, depois, coar o suco. Use-o nas receitas ou incremente com gelo e hortelã, limão ou gengibre e vai provar uma bebida dos deuses. “Para melhorar a absorção do licopeno, sirva com um alimento fonte de gordura boa, como castanha-do-pará ou amêndoa”, orienta a nutricionista Marília Fernandes, de São Paulo.

sopa gelada de melancia e menta

sopa gelada de melancia e menta

por Eliane Contreras | fotos Alfredo Franco

ingredientes
• 4 xíc. (chá) de melancia picada e sem sementes
• 1 col. (sobremesa) de maisena
• 1/2 xíc. (chá) de vinho branco
• Adoçante a gosto
• 1/2 xíc. (chá) de hortelã picada
• 1 pitada de sal
• 1 pitada de pimenta-caiena
• 4 bolas de frozen yogurt light
modo de fazer
Bata a melancia no liquidificador até obter um suco e, em seguida, coloque numa panela. Dissolva a maisena no vinho, misture ao suco e leve ao fogo para ferver por cerca de 3 minutos, mexendo sem parar. Retire do fogo e, quando estiver morno, acrescente o adoçante e a hortelã. Deixe esfriar em temperatura ambiente, mexendo de vez em quando. Coe a sopa e misture o sal e a pimenta. Leve para gelar. Distribua em quatro pratos fundos (ou tigelinhas) e coloque o sorvete por cima. Sirva enfeitado com folhas de hortelã.
Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 4 porções
Calorias por porção: 117
Receita criada pela banqueteira Gislaine, da Gislaine Oliveira Gastronomia, em São Paulo

Receita diet e vegetariana: Canelone com recheio de espinafre

A autora, Rose Elliot, também facilita a vida dos veganos, que adotam uma forma de vegetarianismo que exclui o consumo de qualquer derivado animal, ao assinalar as receitas que seguem os princípios deste tipo de dieta com um V colorido.

*

Canelone de omelete com recheio de espinafre
Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 20 minutos
Tempo de cozimento: 40 minutos

Com uma omelete leve é possível preparar um fantástico canelone com pouco carboidrato, recheado com espinafre e cream cheese e condimentado com parmesão e noz-moscada.

Ingredientes:
- 750 g de espinafre
- 125 g de cream cheese light
- 8 colheres (sopa) de parmesão ralado na hora
- noz-moscada moída na hora
- 4 ovos
- 2 colheres (sopa) de água
- 1 colher (sopa) de azeite
- sal e pimenta-do-reino moída na hora

Modo de Preparo:
1. Preaqueça o forno a 190ºC.
2. Lave o espinafre e o cozinhe durante 6-7 minutos numa panela grande, tampada, apenas com a água que se prendeu a ele durante a lavagem. Escorra bem e misture com o cream cheese e metade do parmesão. Tempere com o sal, a pimenta
e a noz-moscada moída. Reserve.
3. Bata os ovos com as duas colheres de água, sal e pimenta a gosto. Pincele uma frigideira (de preferência antiaderente) com um pouco de azeite, aqueça-a e espalhe sobre ela duas colheres (sopa) dos ovos batidos. Espere a omelete ficar firme, retire-a e coloque-a num prato. Continue até completar oito omeletes. Empilhe-as.
4. Coloque um pouco do recheio de espinafre na beirada da primeira omelete e enrole-a. Coloque-a numa travessa refratária. Repita o processo até acabar com o recheio e as omeletes. Arrume os rolinhos enfileirados na travessa.
5. Jogue o resto do parmesão por cima e leve ao forno por 25 minutos, ou até o prato começar a borbulhar e dourar.

Cada porção contém 5,7 g de carboidratos e 20 g de proteínas.

Receita Diet: Bife ao Molho Madeira

Ingredientes:

500 g de filé mignon cortado em bifes
10 g de cebola ralada
alho e sal a gosto
2 colheres (sopa) de suco de limão
20 g de pimentão verde e amarelo picado
1 tomate maduro
2 colheres (sopa) de champignon em lâminas
1 colher (chá) de farinha de trigo

Preparo:

Tempere a carne com cebola, alho, sal e limão. Grelhe os bifes na frigideira antiaderente, pingando água sempre que necessário para não grudarem, e vire-os até que fiquem dourados e o caldo do cozimento grosso e escuro.
Retire-os e coloque o pimentão e o tomate na frigideira e cozinhe até que o tomate se desmanche e engrosse. Junte
o champignon e a farinha; misture bem e cozinhe por alguns segundos até engrossar. Adicione os bifes e deixe no fogo até ferver. Sirva em seguida.

Cada porção tem 200 calorias, e esta receita rende 4 porções.

A Obesidade nos Países em Desenvolvimento

É uma amarga ironia que conforme os países em desenvolvimento estejam se esforçando para reduzir a fome, algumas vezes enfrentam um problema que decorre do consumo excessivo de alimentos: a obesidade. A obesidade acarreta uma maior freqüência de doenças crônicas tais como diabetes, doenças do coração e câncer. E se algumas pessoas pobres estão com excesso de peso isto não significa que estejam bem alimentadas. A obesidade, freqüentemente, encobre deficiências do consumo de vitaminas e minerais. “Consideramos a obesidade um problema importante que necessita ser tratado, juntamente com o problema da subalimentação”, explica Prakash Shetty, Chefe do Serviço de Planejamento, Estimativa e Avaliação da Nutrição, da FAO. Apenas há alguns anos era difícil encontrar uma afirmação desta natureza. Os especialistas tinham dúvidas em despertar atenções sobre a obesidade, enquanto havia tantas vidas comprometidas pela fome. De um total de 850 milhões de pessoas que padecem pela fome no mundo, 780 milhões se encontram nos países em desenvolvimento. Mas os dados alarmantes apresentados em 2001 pelo Worldwatch Institute colocaram na berlinda a forma tradicional de se pensar essa questão: pela primeira vez, o número de pessoas superalimentadas no mundo compete com as subalimentadas. O mais triste é que os países em desenvolvimento estão engrossando a fila dos países que sofrem com o problema da obesidade.

Um estudo realizado em 1999 pelas Nações Unidas descobriu que o problema da obesidade está presente em todas as regiões em desenvolvimento, aumentando aceleradamente também nos países donde existe fome em estado permanente. Na China, por exemplo, o número de pessoas com sobrepeso passou de menos de 10% para 15% em apenas três anos. No Brasil e na Colômbia a porcentagem de obesos fica ao redor dos 40%, nível compatível com o de diversos países europeus. Incluindo a parte da África que se encontra abaixo do deserto do Saara, onde vive a maior parte das pessoas atingidas pela fome, a obesidade está aumentando, sobretudo na população feminina que vive nas cidades. Em todas as regiões a obesidade parece crescer conforme aumenta o nível de renda.

A obesidade no mundo em desenvolvimento não é uma surpresa para a FAO: “Já sabíamos que o mundo produzia alimentos suficientes para todos. Infelizmente, porém, os alimentos nem sempre chegam a quem deles mais necessita”, afirma Bárbara Burlingame, Funcionária Superior do Grupo de Estimativa e Avaliação das Repercussões da Nutrição, da FAO. A fome é uma conseqüência, a obesidade, outra.

Além disso, praticamente todas as pessoas que padecem de fome e muitos dos que têm sobrepeso sofrem debilidades físicas por outro tipo de má nutrição: a falta de vitaminas e minerais (a chamada “fome oculta”), conhecida no meio científico como deficiência de micronutrientes. “Costumava-se pensar que se as pessoas obtinham suficiente energia da sua alimentação, os micronutrientes viriam em acréscimo, afirma a Dra. Burlingame, “mas as pessoas cada vez mais ingerem alimentos de má qualidade, que enchem o estômago mas deixam o organismo sem os micronutrientes necessários.”

Se a informação sobre a obesidade nos países em desenvolvimento é limitada, os estudos preliminares indicam que algumas das mesmas deficiências de micronutrientes das quais padecem as pessoas subalimentadas, estão presentes também nos organismos de pessoas com excesso de peso. Um dos problemas mais comuns é a anemia, por falta de ferro e a deficiência de vitamina A, causa freqüente de cegueira entre crianças com menos de cinco anos de idade.

A FAO recomenda um criterioso planejamento da nutrição para orientar tanto a qualidade quanto a quantidade. “Uma de nossas missões mais importantes é promover uma alimentação diversificada, que contenha os alimentos tradicionais, em geral bem equilibrados e muito nutritivos”, explica Dr. Shetty.

No mundo em desenvolvimento a obesidade pode ser considerada como o resultado de uma série de transformações da alimentação, a atividade física, a saúde e a nutrição, chamadas em conjunto como “a transição da nutrição”. Conforme se tornam mais prósperos, os países pobres adquirem alguns benefícios e também alguns problemas dos países industrializados, e dentre estes últimos está a obesidade.

Como as zonas urbanas foram avançando muito mais nessa transição que as zonas rurais, naturalmente apresentam maiores índices de obesidade. As cidades oferecem uma maior variedade de opções alimentares, em geral a preços mais baixos. O trabalho urbano freqüentemente exige menos atividade física que o do campo. E como cada vez mais as mulheres trabalham fora de casa, podem estar muito ocupadas para comprar e preparar alimentos frescos e produzidos na própria região, como ocorre com a compra em feiras livres. Em 1900 apenas 10% da população mundial vivia em cidades. Hoje esta cifra é de quase 50%. Isto não significa que as zonas rurais estejam livres do problema da obesidade. O aumento da mecanização do trabalho agrícola diminui as atividades físicas ao mesmo tempo em que esta modernização proporcionou mais alimentos disponíveis, ainda que não necessariamente de melhor qualidade (devido ao uso de fertilizantes sintéticos e agrotóxicos). Muitos agricultores abandonaram a agricultura de subsistência onde se obtinham diferentes tipos de alimentos (cereais, hortaliças, frutas, raízes, leguminosas, etc.) em favor das monoculturas comerciais de alto rendimento, passando a plantarem apenas uma espécie por safra (milho, arroz, feijão, soja e outros alimentos plantados isoladamente em épocas distintas).

Importação de Hábitos Alimentares

 

Outro elemento da transição da nutrição é a importação cada vez maior de alimentos do mundo industrializado. Em conseqüência, a alimentação tradicional composta de cereais e hortaliças está sendo substituída por uma dieta rica em açúcar e gorduras. Alguns críticos acusam os países industrializados de produzir cortes de carne magra para seus habitantes e vender em outros territórios as carnes gordurosas restantes. Conforme as empresas comercializadoras de carne percebem o aumento de renda nos países em desenvolvimento, dirigem sua atenção a estes mercados. Do México ao Marrocos, os mesmos alimentos que são um perigo para a saúde dos países ricos hoje chegam em maior quantidade aos países pobres.

Outras mudanças na alimentação ocorrem por influência externa. Na China, por exemplo, quando a renda per capita quadruplicou devido às reformas econômicas da década de 1970, o consumo de alimentos com altos teores de gorduras também disparou. Em 1962, uma dieta com 20% do total da energia composto por gorduras correspondia a um Produto Nacional Bruto (PNB) per capita de 1475 dólares. Para 1990, um PNB de apenas 750 dólares per capita correspondia ao acesso ao mesmo tipo de alimentação.

Em diversos países, a globalização modificou a cara da obesidade. No México e no Brasil, por exemplo, onde o excesso de peso era privilégio apenas das elites locais, hoje é comum de ser verificada nas populações pobres. A maior disponibilidade de alimentos a preços mais baixos (como ocorreu na China) significa que os pobres tem maior acesso a alimentos gordurosos. Enquanto as camadas financeiramente mais abastadas da sociedade adotam modelos de vida mais sadios (consumindo produtos light, diet e orgânicos), os pobres têm menos opções alimentares, além de um acesso mais limitado a educação sobre a nutrição.

Os Custos de uma Má Alimentação

 

 

As pessoas com peso tanto abaixo quanto acima do normal possuem em comum o fato de apresentarem elevados índices de doenças, menor capacidade de desenvolverem suas atividades cotidianas (menor produtividade) e menor expectativa de vida. A obesidade aumenta o perigo de doenças crônicas, acidentes vasculares, doenças cardíacas e na vesícula, além de uma variedade de formas de câncer.

Os países em desenvolvimento correm o risco de ganhar a maior parte dessas doenças. Por exemplo, existe a previsão que entre 1998 e 2025 se duplique para 300 milhões o número de pessoas com diabetes relacionada à obesidade e três quartos desse aumento correspondem aos países em desenvolvimento. Em países cujos recursos econômicos e sociais já sofrem uma grande pressão, os resultados poderiam ser catastróficos.

A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) reconhece a necessidade de atender a crescente preocupação com a obesidade no mundo, embora mantenha como prioridade o combate à fome. “A obesidade não é um problema tão grande como a fome nos países em desenvolvimento. Primeiro há que garantir que as pessoas consumam alimentos suficientes e apropriados”, afirma o Dr. Prakash Shetty, Chefe do Serviço de Planejamento, Estimativa e Avaliação da Nutrição, da FAO.

Contudo, é preciso ressaltar que assim como outras formas de má nutrição, a obesidade pode debilitar e ainda atrapalhar o progresso dos países, na medida em que diminui a capacidade de trabalho das pessoas e desvia recursos para o atendimento médico desse problema. De modo, que ao mesmo tempo em que a FAO deseja continuar combatendo a fome, é necessário também despertar os governos de todos os países para a obesidade em suas populações.

Felizmente, parte da solução de ambos problemas (escassez e excesso de comida) encontra-se, em parte, no acesso à informação. “A mesma informação utilizada para determinar os níveis de subnutrição, serve para conhecer a hipernutrição, já que ambas condições são extremos de um mesmo processo”, afirma Dr. Shetty.

Por exemplo, o índice da massa corporal (IMC), cálculo do peso da pessoa dividido pelo quadrado de sua estatura, produz um número que indica o lugar da pessoa numa escala que passa desde a falta extrema de peso até a obesidade grave. Infelizmente, a informação nos países em desenvolvimento é distribuída de forma limitada. Conseqüentemente, os responsáveis pela elaboração de políticas públicas não possuem dados necessários para avaliar o perigo do aumento da obesidade e das doenças crônicas associadas a ela. O que não pode mais persistir nos centros de decisão dos países pobres é a idéia errônea de que a obesidade é um problema que atinge apenas os países ricos, onde o problema é mais visível graças a existência de dados científicos e informações sistematizadas em quantidade muito maior que nos países em desenvolvimento.

Também é essencial assegurar que os alimentos produzidos sejam nutritivos. A obesidade é enganadora. Ainda que as pessoas obesas pareçam bem alimentadas, muitas vezes carecem de elementos nutritivos essenciais, causa da falta de saúde e de doenças. A FAO quer propiciar uma melhor comunicação entre dois tipos de especialistas que normalmente não trabalham juntos: os especialistas na produção dos alimentos (agrônomos quase sempre) que decidem como produzir mais e os especialistas em nutrição (nutricionistas), que sabem o que não pode faltar a um organismo para que esse tenha uma boa saúde.

“Há que se superar as monoculturas que apenas têm uma grande produtividade ou melhor resistência a doenças para se começar a eleger cultivares que primem por um melhor balanço de nutrientes”, afirma Bárbara Burlingame, Funcionária Superior do Grupo de Estimativa e Avaliação das Repercussões da Nutrição, da FAO. Isto requer mudar a mentalidade: “Em vez de pensar apenas na quantidade de matéria seca que se produz por hectare, queremos ver os cálculos da quantidade de proteína ou beta-caroteno que um cultivar produz”, explica. Isto significa convencer a todos, desde os encarregados de elaborar as políticas até os agrônomos e outros técnicos que trabalham com a extensão rural, sobre a importância de considerar a nutrição como parte fundamental do planejamento agropecuário.

Outra iniciativa pertinente na luta contra a falta de micronutrientes é busca a produção de alimentos mais nutritivos. Os cientistas podem utilizar desde a genética clássica, selecionando variedades que naturalmente são mais ricas em micronutrientes como o ferro, ou a vitamina A para introduzir essas características em variedades ou híbridos que serão mais nutritivos. “As pessoas discutem os problemas ou benefícios do arroz geneticamente modificado (transgênico) que conteria maiores quantidades de beta-caroteno (precursor da síntese da vitamina A no organismo), contudo seria melhor aproveitar os cultivares naturalmente ricos de certas vitaminas, aproveitando-os para enriquecer outros cultivares, sem os riscos ambientais dos transgênicos, afirma Burlingame. Preocupada em debater essa questão, a FAO está organizando um seminário para promover um maior interesse neste processo, conhecido como “bioenriquecimento”.

O primeiro passo para resolver o problema cada vez maior da obesidade consiste em reconhecer sua existência. “Tive uma tendência geral de pensar que com o desenvolvimento das economias, os problemas de nutrição seriam eliminados naturalmente”, explica Dr. Shetty. “Contudo, os países que estão alcançando o desenvolvimento são aqueles que apresenta os maiores riscos. Estes países estão obtendo um consumo adequado de alimentos, mas temos que assegurar que não atinjam um outro extremo”, afirma Dr. Shetty. A educação pública deve promover ativamente a boa nutrição e a atividade física e a política agrícola deveria privilegiar o consumo de alimentos nutritivos.À medida em que os países trabalham para alimentar toda a sua população, a mensagem que deve ficar para todos é: “Consumir alimentos sadios e não apenas mais alimentos”.

 

Fonte: Planeta Orgânico

Workshop de Alimentação Vegetariana no Rio

Alguma coisa sobre Gastronomia…

 

 

The New Vegetarian Couisine

 

A Nova Cozinha Vegetariana

 

Workshop by Mario Alencar

 

Rio de Janeiro

23 de Junho de 2007

Das 14:00 às 17:00h

Valor: R$ 50,00

Local: confirmado após a totalização do nº. de inscritos.

 

Mario Alencar é um chef de cozinha com experiência internacional. Teve contato com alguns dos grandes chefs da alta gastronomia. É um dos poucos chefs com grande conhecimento da culinária antroposófica (a partir da visão de Rudolf Steiner), macrobiótica e vegetariana. Possui sua formação nas culinárias francesa e italiana.

 

Informações e inscrições: 21 2285.4292 e 21 8665.3637

Acerola

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Propriedades Nutricionais: Muito rica em vitamina C, também é fonte de

betacaroteno, vitaminas do complexo B e dos minerais cálcio, fósforo, ferro,
magnésio e manganês.
Valor Calórico: 100 gramas de acerola fornecem 32 calorias.
Propriedades Medicinais: Ajuda a manter as defesas do corpo e, provavelmente,
reduz o risco de alguns tipos de câncer. Além disso, pode diminuir a taxa de colesterol
no sangue e é boa fonte de potássio, que ajuda a regular a pressão arterial.

Alimentos Vivos

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Alimento vivo: o chip da vida
Suco verde, grãos germinados, arte na horta: a professora Ana Branco ensina a brincar com a comida e depois comer a arte que revitaliza o corpo e a alma

Por Alessandra Nahra

Ana Branco é uma professora diferente. Para começar, ela desafia a antiga lei doméstica que sempre proibiu as crianças de brincar com a comida. Ao contrário, Ana Branco é uma mãe para esses “arteiros”: ela ensina e estimula seus alunos (já bem crescidinhos) a brincar de fazer arte com a comida. Uma brincadeira com muito amor e respeito pela Terra, a mãe de todos nós e de frutos que oferece tão generosamente para que tenhamos o alimento, a vida, a brincadeira.

Professora do Departamento de Artes da PUC-Rio desde 1981, Ana Branco orienta o BioChip, grupo que investiga as cores e a recuperação da informação através do desenho com modelos vivos. Estes modelos vivos são rabanetes, abacates, mangas, alfaces, cenouras – sementes, frutas e hortaliças, de preferência fresquinhos. Com os alunos, Ana vai até hortas orgânicas onde “conversar” com os vegetais. Trocando e recebendo informações direto da fonte original, a arte nasce da vida. “Através da interação dos modelos vivos com o observador, são feitas leituras quanto às suas formas, cores, sabores, texturas e odores. Os frutos da Terra recuperam no nosso corpo informações matrísticas, que podem ser decodificadas a partir do contato direto, não verbal, presente nos alimentos vivos”, explica o folheto do BioChip. Em outras palavras, os alunos fazem arte com a comida viva e depois apreciam com todos os sentidos, incluindo o paladar, o gosto que a arte tem.

Mas por que se chama BioChip? “Chips de computadores são moléculas de água que contém silício. Sementes também. Dentro delas, há informações sobre a vida na Terra. O contato com o chip vivo recupera o processo criativo do humano, nos reconectando com os outros, com os animais e com o planeta”, explicou Ana em recente palestra em Porto Alegre, durante o Fórum Social Mundial.

As idéias de Ana ultrapassam os limites da academia, gerando arte viva que flui para dentro das pessoas. É isso que se percebe ao vê-la em ação, explicando com o corpo e coração a missão da sua vida. Ana Branco come diferente da maioria dos humanos contemporâneos e economiza um dinheirão em gás. É que ela nunca cozinha – mas isso também não quer dizer que come fora todos os dia. Ana só come Alimentos Vivos, ou seja, crus e brotados. Segundo ela, cozinhar alimentos rompe a molécula de água que reveste o silício – e aí, já viu: adeus informação, adeus BioChip. O chip perde a água molecular e a informação não é mais acessada. O que equivale dizer que a conexão com a Terra se rompe e o homem se mantém em processo de dormência. “E isso é interessante para a manutenção da guerra em que vivemos, para a relação de ataque e defesa que estabelecemos dentro de nosso eco-sistema, de nosso corpo. Só que agora acabaram-se as guerras e vamos ter que re-aprender a viver em paz, como nascemos”.

As sementes, alcalinas, começam a se acidificar assim que se afastam da planta. Este processo acontece com quase tudo que alimenta o mundo. Transformamos, cozinhamos, congelamos, microondeamos a comida. “Pela acidificação nós nos desnaturamos, nos afastamos da natureza, a do planeta e a nossa. Esquecemos que somos mamíferos, alegres, cooperativos. Adoecemos porque nos afastamos da origem. Os alimentos cozidos desencadeiam no organismo humano estruturas viciantes. Isto é, cada vez mais o organismo deseja doses mais ácidas, e essa acidez gera euforia e depressão exatamente como acontece com as drogas.”

Então Ana pesquisou e agora ensina maneiras de trazer a vida de volta à nossa vida. Ela não recomenda que ninguém pare de comer do jeito que come e opte imediatamente pela alimentação crua, porque, segundo ela, nossa intoxicação é imensa e seria um choque para o organismo, tal qual uma desintoxicação de drogas pesadas. “Dentro da Alimentação Viva, tudo o que estamos acostumados a comer são drogas: açúcar branco, mascavo, pão integral com tofu, peixe grelhado, caldinho de feijão com arroz, biscoito de água e sal, sorvete de creme etc”. Isso porque os alimentos industrializados e as misturas de amido com proteína são altamente acidificantes, causando dependência. Mas Ana não “prega” a sua maneira de alimentação. Segundo ela, é “só para os que escolhem ser o que sempre foram”. No entanto, ela dá receitas para que qualquer pessoa possa incorporar a força dos alimentos vivos no dia-a-dia, mesmo que não tenha intenção nenhuma de abandonar as delícias cozidas.

As duas principais ferramentas são os grãos germinados e o Suco de Luz do Sol. “Precisamos fazer o caminho contrário do que fizemos até aqui, pelo qual acidificamos ao máximo nossa comida. Quando a semente germina, torna o solo e tudo o mais alcalino, e alcalinização é igual à revitalização. Quando molhamos a semente, a dormência se rompe e libera a informação, ampliando o valor nutritivo em 20 mil vezes”. Sementes e grãos germinados são a base da alimentação de Ana. Puros, misturados, transformados em…

…Suco de Luz do Sol, que vem a ser clorofila pura, luz do astro rei que alimentou e foi transformada pelas plantas verdes. “Esse tipo de alimento é capaz de mudar o comportamento das pessoas, por causa da oxigenação intensa do cérebro”. O suco verde entra no sangue e em 15 minutos se transforma em hemoglobina, acelerando processos de cura e desintoxicação. “Tomando o suco de Luz do sol todos os dias, voce vai aos poucos recuperando quem voce sempre foi. Nào precisa ter pressa, basta ter ritmo”. E é um remédio poderoso, diz Ana, que pode curar tudo. Dor de cabeça, dor de barriga, pele seca, diarréia, cocô duro, gripe – das mais fáceis até as mais difíceis. Aids? Cura, garante Ana. Câncer? Cura também. A pessoa está em coma? É só levar o liquidificador para a UTI e dar suco de Luz do Sol de hora em hora até que a pessoa levante do transe. Ana garante. Ela já viu. E você pode ler nos depoimentos no site dela, clicando aqui.

E depois? Depois é passar adiante a informação para quem precisa do santo remédio. Porque, não se engane, é presente da mãe Terra, é presente de Deus, quase de graça (moço, quanto custa a folha de abóbora?), independente e auto-suficiente. Presente baratinho porém mais valioso que muito diamante quando a maior riqueza é saúde e vida vibrante e criativa, atributos naturais dos mamíferos – e por tudo isso, por esse tesouro reconectado, estamos desde agora sempre plenamente agradecidos…

Receitas: Suco de Luz do Sol e como germinar

Liquidifique um pepino pequeno e uma maçã grande sem sementes. Não coloque água nenhuma, bata com a ajuda de um socador ou colher de pau (cuidadosamente), para extrair o líquido das hortaliças. Então coe num coador de pano e coloque o líquido de volta no liquidificador. Acrescente o legume e a raiz, que podem ser cenoura, abóbora, maxixe, batata doce, inhame, quiabo, couve-flor, abobrinha, nabo beterraba etc. (Procure variar as hortaliças e privilegie as de produção orgânica.) Bata e coe novamente. Acrescente as folhas verdes, que podem ser couve, folha de abóbora, folha de beterraba, folha de cenoura, espinafre, bertalha, chicória etc; quanto mais verde, melhor. Ponha agora os grãos germinados (trigo, girassol, painço, soja, linhaça, gergelim, arroz, amendoim, ervilha etc). Bata tudo, coe no coador de pano e beba imediatamente. Em pouco tempo esse suco se transforma em hemoglobina dentro do corpo.

Para germinar grãos:

1. Colocar de uma a três colheres de sopa de grãos num vidro e cobrir com água limpa.

2. Deixar de molho por 8 a 12 horas.

3. Cobrir a boca do vidro com filó e prender com elástico. Despejar a água em que os grãos ficaram de molho e enxaguar bem os grãos sob a torneira.

4. Colocar o vidro inclinado num escorredor num lugar sombreado e fresco.

5. Enxaguar pela manhã e á noite. Em dias quentes é preciso lavar mais vezes.

O tempo de germinação varia de acordo com o grão, temperatura etc. Em geral, estão com sua potência máxima logo que sinalizam, assim que põem o “rabinho” para fora. Então estão prontos para serem consumidos.

Fonte: “Você sabe se alimentar?”; Dr. Soleil, Ed. Paulus

Brotos: Alimentação Viva

BROTOS

Benefícios

- Alguns têm alto teor de folato, outros são boas fontes de proteínas, vitamina C, vitaminas do complexo B e ferro.

Inconvenientes

- Os brotos de alfafa podem provocar crises em pacientes com lúpus.

Numerosas variedades de brotos são vendidas em lojas de produtos naturais, supermercados e bufês de saladas. Os restaurantes de comida oriental também oferecem muitos pratos que incluem brotos, inclusive de bambu. Poucos brotos, porém, fazem jus à fama de alimento saudável. Alguns são muito mais nutritivos do que outros. Por exemplo, uma xícara com brotos de feijão moyashi crus contém um terço da Quantidade de Ingestão Diária Recomendada de Folato e 22% de vitamina C.

Por outro lado, são necessárias cerca de cinco xícaras de brotos de alfafa para se obter a mesma quantidade de nutrientes.

Cuidado: A maioria dos brotos pode ser consumida crua. Uma exceção importante é o broto de soja, que contém uma toxina eliminada pelo cozimento. As pessoas que sofrem de LÚPUS devem evitar os brotos da alfafa de qualquer forma, pois podem desencadear os sintomas da doença.

Ser Orgânico


Os orgânicos rejeitam os aditivos químicos, são tratados com medicinais/" title="View all posts filed under ervas medicinais">ervas medicinais e buscam o equilíbrio com a natureza

Enquanto uma parte dos agricultores luta pelos avanços da biotecnologia, um grupo menos numeroso defende a volta de técnicas praticadas por seus antepassados. No lugar de agrotóxicos para matar certas pragas, eles soltam joaninhas e outros insetos. Em vez dos fertilizantes, usam esterco ou preparados à base de medicinais/" title="View all posts filed under ervas medicinais">ervas medicinais. Nada de antibiótico ou hormônio aos animais. Só homeopatia, acupuntura e jamais o confinamento. A filosofia da agropecuária orgânica busca a harmonia, o que se traduz na mínima interferência no meio ambiente. Na receita, claro, estão a preservação da fauna, da flora, o cuidado com os rios e o ar. Some-se a isso o veto ao trabalho infantil e a absorção de parte da mão-de-obra da redondeza.

Embora represente uma nesga de 1% a 3% do mercado total de alimentos, a agricultura orgânica cresce ano a ano. Em 1997, estima-se que verduras, frutas, legumes, açúcar, mel, café, carne ou vinho sem aditivos químicos renderam cerca de US$ 11 bilhões no mundo. Em 2001, as vendas saltaram 127%, indo para US$ 25 bilhões. No Brasil, o faturamento foi de US$ 260 milhões. O Japão, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e em particular a Alemanha, a Itália, a França e a Suíça são os maiores consumidores.

A doença da vaca louca e a febre aftosa foram bons motivos para os orgânicos conquistarem adeptos no Exterior, muitos dispostos a pagar entre um terço e 50% mais caro para ficar livre de ameaças. No Brasil, o disparate de preços chega ao absurdo. Um quilo de tomate com agrotóxicos custa R$ 2, quase três vezes mais barato do que o orgânico, vendido a R$ 5,25. “A qualidade, o sabor e os nutrientes são mais abundantes nos orgânicos”, puxa sua sardinha o descendente de alemães Alexandre Harkaly, vice-presidente do Instituto Biodinâmico (IBD), empresa sediada em Botucatu, no interior paulista, que fiscaliza as práticas rurais e distribui selos de qualidade.

Antroposofia – Quem acha radical o cultivo orgânico prepare-se. Desenvolvida desde 1924, a agricultura biodinâmica é fundamentada na antroposofia, doutrina mística formulada pelo espiritualista austríaco Rudolf Steiner. Seu princípio é a harmonia entre terra, plantas, animais e ser humano. Em suma, considera-se a propriedade como um organismo vivo, que demanda certos cuidados. Aí incluídos ritos cósmicos ligados à Lua, ao Sol, aos planetas e à direção dos ventos, que determinam as práticas agrícolas. “Para estabelecer o elo entre as formas de matéria e de energia de uma fazenda, só devem ser utilizados os elementos produzidos ali”, explica Harkaly. O que não for da região não será bem-vindo. Se a agricultura orgânica representa só 0,08% da área cultivada no País, os biodinâmicos, que envolvem a inclusão social e a preservação ambiental, são ainda mais raros.

É justamente a natureza a maior beneficiada com o cultivo orgânico. Exemplo emblemático são as usinas de açúcar São Francisco e a Santo Antônio, produtoras do açúcar orgânico Native, dono de 42% do mercado mundial. As usinas aboliram a tradicional queima da cana na hora da colheita. “Por volta de 99% dos canaviais são incendiados para se eliminar a palha, que traz pragas à plantação”, afirma Leontino Balbo Júnior, diretor da Native.

Como é difícil colher a cana verde manualmente, a empresa pesquisou durante cinco anos um processo mecanizado de colheita e um sistema de controle biológico, que libera inimigos naturais das pragas da cana-de-açúcar. A natureza foi o termômetro. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a ONG Ecoforça visitam todo mês as usinas e comparam imagens de satélite atuais com fotos de 15 anos atrás. “A mata nativa, que ocupava menos de 75 hectares, agora ocupa 186 hectares. Com isso, animais e aves originais voltaram à região”, explica Evaristo de Miranda, da divisão de monitoramento da Embrapa.

“Mesmo com a popularização, o consumo de orgânicos ainda é pequeno no Brasil”, afirma o diretor da Native. Potencial não falta. Uma feira de produtos orgânicos realizada na alemã Hannover bateu seus próprios recordes e exibiu alguns produtos brasileiros. Na lista de novidades européias, havia linhas de maquiagem, cosméticos, perfumes, tintura de cabelo, chás, champanhe e até preservativos com aroma natural. A febre dos produtos sem aditivos tóxicos é tanta que o Rio de Janeiro sediará a próxima feira Biofach, em setembro. Será a primeira em solo nacional. Pelo barulho recente contra a liberação da soja transgênica, certamente ela não será a única.

Acerola

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Propriedades Nutricionais: Muito rica em vitamina C, também é fonte de
betacaroteno, vitaminas do complexo B e dos minerais cálcio, fósforo, ferro,
magnésio e manganês.
Valor Calórico: 100 gramas de acerola fornecem 32 calorias.
Propriedades Medicinais: Ajuda a manter as defesas do corpo e, provavelmente,
reduz o risco de alguns tipos de câncer. Além disso, pode diminuir a taxa de colesterol
no sangue e é boa fonte de potássio, que ajuda a regular a pressão arterial.

Dos Druidas à Medicina Antroposófica

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Fundamentado sobretudo na ciência alquímica e nas propriedades espirituais da natureza, o sistema de cura druídico emprestou ao homem moderno as bases da medicina antroposófica.

Por Sérgio Mortari

Há 20 séculos, até ser destruído pelos romanos, o povo celta habitava a região compreendida pela Grã- Bretanha e a Gália. Entre as suas classes sociais, a de maior prestígio era a dos druidas, sacerdotes com elevados conhecimentos religiosos, astronômicos, jurídicos, médicos, alquímicos e astrológicos. Como autoridades máximas, eles presidiam várias celebrações, que eram efetuadas no campo, em altares circulares feitos de pedras. Stonehenge, na Inglaterra, é o exemplo que restou desse tipo de monumento.

Adeptos da medicina natural, os druidas, na verdade, viam nas propriedades das plantas a maior fonte de tratamento e cura das doenças, físicas e espirituais. Ao mesmo tempo, levavam em consideração os princípios da alquimia e os efeitos do magnetismo humano e terrestre.

A medicina druídica baseava-se, sobretudo, na ciência da alquimia, que utiliza o conhecimento, a captação e a utilização de energias sutis do homem e da natureza para diagnosticar e tratar os males de seus pacientes, pois seus fundamentos estavam relacionados à visão do homem como um todo harmônico com a natureza.

Sob a ótica da medicina druídica, o homem manifesta suas atividades básicas através dos cinco domínios – físico, mental, astral, psíquico e causal – e dos sete sentidos – tato, paladar, visão, audição, olfato, percepção e intuição.

Tato e paladar são sentidos físicos, assim como a visão, o olfato e a audição, já que não ultrapassam o lado material das coisas. A percepção é um sentido superior muito importante para o uso da radiestesia, pois permite a captação e interpretação das emanações dos diversos corpos. A intuição, por sua vez, é o elo de ligação com outras dimensões, não acessadas pelos sentidos anteriores.

O sentido da visão também está relacionado com o domínio mental, possibilitando o exercício de sua inteligência através da aquisição e divulgação de conhecimentos úteis a todos.

A audição e o olfato também têm relação com o domínio astral, que está ligado às emoções e aos desejos e possibilita ao homem que, através do autoconhecimento, perceba a si e aos outros. Dessa forma, ele passa a respeitar mais os demais componentes da natureza.

Associada ao domínio psíquico, a percepção é a fonte de onde o homem recebe lampejos intuitivos, inspirações e revelações. Já o domínio causal relaciona-se com a consciência, que, em última análise, é o próprio livre- arbítrio.

Entre os rituais que os druidas realizavam ao longo do ano, havia um de muita relevância, que acontecia no sexto dia da Lua cheia: a colheita do visgo, uma planta rara, parasita do carvalho, que era considerada um remédio milagroso. Para preservar suas qualidades de planta sagrada e imortal, o visgo era colhido com uma foice de ouro, uma vez que se acreditava que o ferro poderia deturpar suas virtudes.

O carvalho, árvore de copa frondosa, grande altura e vida longa, cuja madeira é de excelente qualidade, era a árvore de maior representatividade simbólica para os druidas, pois estava associada à força moral, à lealdade, ao vigor. Além disso, era considerado a árvore do saber acumulado, que leva à perfeição física, moral e espiritual.

Os druidas conheciam o caráter espiritual das propriedades que o visgo adquiria ao parasitar o carvalho e sa-biam como isso poderia ser utilizado para uma melhor integração do homem com o universo. Consideravam que, sendo o visgo uma planta aérea, cujas sementes são transportadas pelo vento e pelos pássaros do céu, estava associada às diversas reencarnações pelas quais a alma passa. Sua atuação era efetiva sobre os cinco domínios, uma vez que o visgo simbolizava a sobrevivência da alma e, portanto, a capacidade de regeneração física.

Seguindo o mesmo raciocínio dos druidas sobre as propriedades espirituais das plantas e o desenvolvimento dos talentos humanos, vamos encontrar o trabalho de pesquisa que resultou nos ensinamentos da medicina antroposófica. Os estudos de Rudolf Steiner demonstram, por exemplo, o quanto o câncer é uma força desequilibradora da harmonia entre os corpos físico, etérico, astral e do Eu, e por isso antinatural, contra a natureza humana. O câncer é uma rebelião de células que pretendem, a partir de um organismo, criar um outro com vida independente, mas nutrindo-se de forma parasita do primeiro. Como o visgo consegue atingir e equilibrar a atuação dos quatro corpos, ele é indicado como tratamento complementar às terapias oncológicas.

Para que haja equilíbrio no corpo físico, a antroposofia recomenda:

• Manter uma disciplina alimentar, buscando ingerir alimentos naturais, como frutas, legumes e verduras.

• Evitar alimentos excitantes, como chás e café. Não ingerir enlatados, embutidos, refrigerantes, bebidas alcoólicas e preparados artificiais.

• Praticar a respiração dirigida, que é feita em lugares abertos, onde o contato direto com a natureza permite uma inspiração profunda de oxigênio, que trará consigo outras energias sutis.

• Ingerir água logo após o exercício de respiração, para que haja maior difusão das energias aspiradas no corpo.

• Fazer uma ginástica que utilize movimentos rítmicos e suaves, considerando-se as limitações naturais do corpo, como caminhar de forma moderada e praticar exercícios de relaxamento.