Archive for the ‘alimentação’ Category

Sep 15

Um das formas de consumir o amaranto, que faz tão bem à saúde, é cozinhando um bolo de amaranto com banana. Quem ensina a receita é Rosana e Bruna do laboratório de nutrição da USP.

Ingredientes

1 ovo
1 xícara de açúcar
1/3 de xícara de margarina
1 banana amassada
1/2 xícara de amido de milho
1/2 xícara de farinha de mandioca
1 colher de chá de sal
1 colher e meia de fermento para pão
1 xícara de flocos de amaranto
1/4 de xícara de leite

Modo de preparo

Para fazer a massa do bolo, é preciso de uma batedeira para misturar os ingredientes. Comece batendo o ovo com açúcar. Em seguida, coloque a margarina e a banana amassada. Assim que estiver misturado, pare de bater e coloque o amido de milho. Mexa com uma colher até incorporar o amido na massa. Depois, volte a bater e coloque a farinha de mandioca e o sal.
Pare novamente de bater para colocar os flocos de amaranto que podem ser comprados em grandes supermercados ou em lojas especializadas. Mexa com uma colher até incorporar o amaranto na massa. Volte a bater e coloque o leite.
Com tudo bem misturado, é hora de ir para a próxima etapa. Coloque a mistura em uma forma untada, espalhe e enfeite com rodelas de banana. Polvilhe açúcar e canela a gosto.
No forno pré-aquecido, em temperatura média, coloque a forma para assar por 40 a 45 minutos.

Fonte: Globo Repórter

Sep 14

amaranto

Pesquisas recentes mostraram que o amaranto, um dos vegetais mais importantes da América pré-colombiana, além de altamente nutritivo, é um excelente redutor dos níveis de colesterol plasmático através de sua fração proteica que, ao ser digerida, inibe a enzima responsável pelo acúmulo de colesterol no organismo.
O estudo foi realizado pelo Laboratório de Bioquímica e Propriedades Funcionais dos Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), que investiga os chamados alimentos funcionais. José Alfredo Gomes Arêas e colaboradores começaram a estudar o amaranto em 1996 para entender como a planta reduz as taxas de colesterol. Após induzirem o aumento do colesterol total e do LDL (o chamado mau colesterol) em coelhos, através de alimentos ricos em ácidos graxos saturados e outros compostos, os pesquisadores administraram uma dieta contendo o amaranto.
Os resultados mostraram que a fração protéica do amaranto é a responsável pela redução do colesterol, pois as proteínas, ao serem ‘quebradas’ na digestão, transformam-se em pequenas cadeias de aminoácidos capazes de inibir a enzima responsável pelo acúmulo do colesterol. Mas o mecanismo ainda não está completamente elucidado e a equipe continua investigando.
Em parceria com o Instituto do Coração (InCor) de São Paulo, foram feitos estudos com pacientes cuja taxa de colesterol estava elevada. A administração de amaranto, mesmo em pouca quantidade, junto com estatinas, diminuiu mais acentuadamente os níveis de colesterol dos pacientes. O pesquisador ressalta, entretanto, que mais estudos são necessários para que se possa avaliar a real participação do amaranto, uma vez que o número de pacientes testados era pequeno e eles também foram tratados com medicamentos.
Além da comprovada redução do colesterol em animais, o amaranto é naturalmente rico em proteínas de alto valor biológico, o que não é comum em vegetais – a maioria deles não têm alguns aminoácidos essenciais e seu aproveitamento é de 60% ou menos. A planta é ainda fonte de fibras, zinco, fósforo e cálcio biodisponível (pronto para ser assimilado pelo organismo), outro fato incomum nos vegetais. O amaranto também não contém glúten ou outras substâncias alergênicas em sua composição, o que o torna uma opção para os celíacos – pessoas com intolerância ao glúten.
A equipe da USP investiga formas de consumo da planta, que tem na semente a parte comestível mais importante, já que não é um alimento que faz parte da cultura alimentícia brasileira. Ele é conhecido como um pseudocereal. A semente, quando aquecida, estoura como pipoca e está sendo utilizada para a criação de barras de cereais, musli (mistura de cereais), pães, bolachas e saladas. A idéia é introduzir a semente em alimentos para os quais o paladar do brasileiro já está acostumado, assim como foi feito com a soja.
Atualmente, alguns produtores já cultivam o Amaranthus cruentus, espécie que tem se adaptado melhor às condições climáticas brasileiras.
O amaranto é um arbusto que pode atingir até 2 metros de altura, com folhas grandes e panículas (tufos semelhantes às espigas) que concentram as sementes. As folhas podem ser cozidas como a couve. Para a produção de farinha, é necessário extrair das sementes o óleo, que tem altos níveis de ácidos graxos insaturados e também poderia ser usado na alimentação.

Fonte: Agência USP de Notícias

May 26

laranja
Comer uma laranja por dia pode impedir a manifestação de certos tipos de câncer, de acordo com um novo estudo australiano.

O grupo do governo Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade Britânica (CSIRO, na sigla em inglês) descobriu que consumir frutas cítricas pode reduzir o risco de câncer de boca, laringe e estômago em mais de 50%. Uma porção extra de frutas cítricas por dia – além das cinco porções de frutas e vegetais recomendadas por dia – pode também reduzir o risco de um derrame em 19%. “As frutas cítricas protegem o corpo por suas propriedades antioxidantes e por fortalecer o sistema imunológico, inibir o crescimento de tumores e normalizar as células tumorosas”, disse em um relatório Katrine Baghurst, pesquisadora da CSIRO. O estudo australiano, baseado em outras 48 pesquisas internacionais sobre os benefícios das frutas cítricas à saúde, também descobriu “indícios convincentes” de que esses alimentos podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares, obesidade e diabete. Segundo Baghurst, a laranja é a fruta com o mais alto nível de antioxidantes, com mais de 170 diferentes tipos de fitoquímicos, incluindo mais de 60 flavonoides, que apresentam propriedades anti-inflamatórias, anti tumor e inibe a formação de coágulos no sangue.

May 11

gmoPor Luciano Martins Costa em 11/5/2009

O tema agricultura frequentou a imprensa no final de semana e volta na segunda-feira (11/5) em reportagem da Folha de S.Paulo. O agronegócio já é responsável por mais de 44% da pauta de exportações brasileira, informa neste início de semana a Gazeta Mercantil, mas a grande história do campo ainda não sensibilizou a imprensa como deveria.

Trata-se da ameaça das sementes transgênicas.

A Folha de S.Paulo escolheu o assunto para manchete no domingo (10), noticiando que o Brasil não tem controle sobre a expansão do milho transgênico. Ainda no domingo, o Estado de S.Paulo afirmava que o agronegócio brasileiro se recupera e pode ter um desempenho equivalente ao de 2008, por causa da alta recente dos preços internacionais dos produtos agrícolas.

Na segunda (11), a Folha volta ao assunto, anotando que o Instituto de Defesa do Consumidor e outras entidades de direitos civis estão cobrando do governo medidas imediatas de garantia para as informações sobre a presença de organismos geneticamente modificados em alimentos ou ingredientes alimentares.

O fato é que ninguém ainda fez a conexão entre o crescimento das exportações brasileiras de alimentos e a incapacidade do setor de assegurar as características de seus produtos.

Partícipe do crime

No Brasil e em outros países do mundo, as indústrias de alimentos são obrigadas a colocar nas embalagens de seus produtos o símbolo que identifica a presença de organismos geneticamente modificados. Isso por causa dos riscos que podem representar para a saúde das pessoas. Mas a expansão indiscriminada de sementes transgênicas, principalmente de soja e milho, já impossibilita esse controle.

A imprensa ainda não viu esse problema como o risco que representa para a economia brasileira.

Há pouco mais de dez anos, quando os movimentos ambientalistas começaram a questionar a manipulação genética de sementes, a imprensa, em sua maior parte, tomou a defesa da indústria química. De nada adiantaram os avisos de cientistas, dizendo que seria impossível impedir a contaminação das lavouras tradicionais e a constatação de que apenas duas ou três grandes multinacionais sairiam ganhando com a produção de transgênicos.

Agora que os alertas dos ambientalistas se tornam uma realidade concreta e assustadora, os jornais fingem que o problema é a falta de fiscalização do governo. Neste caso, a imprensa é mais do que cúmplice. É coautora do crime.

Fonte: Observatório da Imprensa

May 05

linhaça

Contam os arqueólogos que a linhaça era usada em mumificações no Egito. Outros achados apontam que era empregada com sucesso para tratar ferimentos. E, se antigamente fazia parte até mesmo de rituais, hoje ela marca presença nos laboratórios de grandes centros de pesquisa em nutrição. Na Universidade de Toronto, no Canadá, por exemplo, a cientista Lilian Thompson comprovou que a semente é capaz de barrar a metástase em pacientes com câncer de mama ou seja, a linhaça evitou que o tumor se espalhasse e tomasse conta do organismo.

Esse excelente resultado foi apresentado no 6° Simpósio Latino-Americano de Ciência de Alimentos, que aconteceu no mês passado na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Segundo a pesquisadora canadense, “trabalhos realizados em várias universidades mostram que a semente é capaz de diminuir o risco de outros tumores, como o de cólon e o de próstata”. Somem-se essas boas notícias ao fato de a linhaça ajudar a controlar os níveis de colesterol.

Aqui no Brasil, mais precisamente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a equipe do Departamento de Nutrição também anda analisando a linhaça. O enfoque, entretanto, é outro. “Investigamos a segurança no consumo”, conta a nutricionista Ana Vládia Bandeira Moreira. Explica-se: embora contenha substâncias capazes de prevenir doenças letais, o que faz dela um alimento funcional de primeira grandeza, a linhaça carrega compostos que poderiam interferir na absorção de nutrientes. Por enquanto o que se sabe é que o aquecimento da semente neutraliza esse inconveniente. Isso porque, segundo Ana Vládia, o calor diminui a atividade de algumas proteínas suspeitas de atrapalhar o aproveitamento de sais minerais. A sugestão é deixar a linhaça no forno baixo por 15 minutos. “Claro que, se ela for usada na preparação de receitas assadas, como pães ou biscoitos, não precisará disso”, diz a pesquisadora, que continua mergulhada em seus estudos.

Outra dica para aproveitar ao máximo a semente é triturá-la no liquidificador. “É que a casca, bastante resistente, pode passar intacta pelo aparelho digestivo”, justifica a farmacêutica bioquímica Rejane Neves-Souza, professora de nutrição da Universidade do Norte do Paraná. E aí as substâncias benéficas ficam impedidas de sair. “Mas tem que bater e comer logo, porque a linhaça é muito suscetível à oxidação”, ensina o bioquímico Jorge Mancini Filho, da Universidade de São Paulo.

Os cientistas só não chegaram ainda a uma conclusão sobre a quantidade ideal de consumo. “Estamos em busca dessa resposta”, suspira a nutricionista Ana Vládia. Quem dá bem a medida (sem trocadilho) da indefinição é a farmacêutica bioquímica Rejane Neves. Ela conta que já viu sugestões de porções as mais variadas de 25 gramas (1 colher de sopa bem cheia) até 45 gramas (quase 2 colheres) por dia. E comenta que alcançar esta última indicação é bem mais difícil. “A inclusão da semente no dia-a-dia deve ser gradativa”.

DOURADA
É bem mais difícil encontrar a linhaça clara aqui no Brasil, já que ela aprecia climas frios. Geralmente é importada do Canadá. “Seu sabor é mais suave do que o da escura”, descreve a farmacêutica bioquímica Rejane Neves-Souza, da Universidade do Norte do Paraná.

MARROM
A semente escura, nativa da região mediterrânea, já está adaptada ao solo brasileiro, onde se deu bem por causa do clima quente. Por isso é mais fácil encontrá-la por aí. Comparada com a dourada, a casca é um pouco mais resistente. Quanto aos nutrientes, não perde nada para a outra variedade.

Afinal, o que faz da linhaça um superalimento? “Sua casca guarda um mix de proteínas, minerais e vitaminas”, responde o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Vale destacar a vitamina E, que contribui para o funcionamento celular e, por isso, afasta o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas.

Outros ingredientes que compõem sua poderosa fórmula são o ômega-3 e o ômega- 6, atuando em perfeita harmonia. Essa dupla, nunca é demais lembrar, garante a saúde cardiovascular. Afinal, ambos atuam na redução do LDL, o mau colesterol, responsável por estragos nas artérias. “Diversos trabalhos apontam a semente do linho como protetora do coração”, reforça Jocelem Salgado, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais e professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba, interior paulista.

INGREDIENTE DE DESTAQUE
Entretanto, o que torna a linhaça ímpar pra valer atende pelo nome de lignana, substância que começa a sair do anonimato. Não é para menos. Ela praticamente faz as vezes do estrógeno. “Ao se ligar a receptores celulares, a lignana funciona como um falso hormônio”, justifica a farmacêutica bioquímica Rejane Neves- Souza. É o que os especialistas chamam de fitoestrógeno. Aliás, foi justamente esse componente o mais mencionado nos trabalhos da canadense Lilian Thompson.

Segundo a pesquisadora, estudos com grande número de pacientes mostram a relação entre a lignana e a redução dos tumores de mama. Esse composto comprovadamente atua na apoptose celular, um mecanismo de defesa que provoca o suicídio das células defeituosas. O incrível é que, no caso do câncer, esse programa de autodestruição simplesmente não costuma funcionar. Mas a lignana topa a parada e ativa a contagem regressiva para a célula doente se explodir. E olha que nem os grandes centros de pesquisa conseguiram desenvolver a contento drogas com essa capacidade. “Observamos esse efeito em 39 pacientes”, afirma Lilian, que as orientou a consumir 25 gramas de linhaça por dia durante pouco mais de um mês.

A observação desses indivíduos pela equipe da Universidade de Toronto foi rigorosa. A linhaça ressalta a pesquisadora só pode ser usada no tratamento do câncer sob estrita avaliação médica. E é bom que se diga: mesmo quem está saudável não está livre para ingerir o alimento à vontade. “O excesso pode prejudicar a membrana das células”, avisa o nutrólogo Durval Ribas Filho. E para quem pensa em lançar mão de pílulas de óleo de linhaça, alto lá! “Ingerir cápsulas de suplemento, aí mesmo só sob orientação!”, avisa Durval.

Fonte: Revista Saúde!

Apr 16

transgenicos

São Paulo (SP), Brasil — Texto propõe reflexão sobre o nível do debate que se faz no Brasil e como traduzir o assunto para os consumidores.

Pax Transgênica

RAFAEL CRUZ e SÉRGIO LEITÃO

NO FINAL do século 19, enquanto republicanos e monarquistas debatiam o fim do Império e o nascimento da República no Brasil, a população permaneceu à margem de todo o processo. Alheios à transição política que estava em plena ebulição no país, os brasileiros assistiram “bestializados” à queda de d. Pedro 2º e à formação do novo governo, conforme constatou um desapontado Aristide Lobo, republicano de primeira hora. O império se foi e o brasileiro permaneceu apático, sem saber bem o que estava acontecendo.

Ainda que o espírito republicano tenha aberto espaços de participação popular nos destinos do país, certos setores da sociedade não aprenderam a incluir o cidadão comum nas discussões que lhe dizem respeito.

O debate sobre os transgênicos no Brasil, por exemplo, é um caso emblemático de “bestialização” moderna. As indústrias de biotecnologia e de alimentos, a comunidade científica, os grandes produtores rurais e os ambientalistas se digladiam há anos por meio de termos científicos, técnicos, ambientais, agrícolas e econômicos sem se preocuparem em traduzir essa sopa de letrinhas para a parte mais interessada: os consumidores.

Apesar de serem plantados no Brasil desde 1997, quando a soja geneticamente modificada foi introduzida ilegalmente nos campos do Sul do país, contrabandeada da Argentina, os transgênicos continuam sendo um grande mistério para os brasileiros. Pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto Ipsos, a pedido do Greenpeace, revelou que a maioria (70%) expressa dúvida muito grande sobre a validade ou não do consumo de transgênicos. O que mostra que os cidadãos não estão recebendo informação necessária que lhes permita a tomada de decisão séria e responsável sobre o assunto.

O debate sobre os transgênicos poderia estar mais popularizado se a indústria respeitasse e o governo exigisse o cumprimento do decreto nº 4.680/2003, que entrou em vigor no Brasil no ano seguinte. Segundo o texto da lei, todo alimento que tenha sido fabricado com matéria-prima transgênica é obrigado a ter em seu rótulo um símbolo triangular amarelo, com um T preto no meio.

Apesar de estar em vigor há cinco anos, apenas algumas marcas de óleo de soja de algumas empresas foram rotuladas -e, mesmo assim, só a partir do início de 2008, por decisão da Justiça, a partir de denúncias enviadas pelo Greenpeace ao Ministério Público. O silêncio da indústria de alimentos permanece para os produtos que estão, em imensa quantidade, nas prateleiras dos supermercados e que são fabricados a partir de soja transgênica -e em breve do milho transgênico, recém-aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.

O assunto promete ganhar força a partir do dia 18 de março, quando a CTNBio fará audiência pública sobre o arroz geneticamente modificado da Bayer. Diferentemente do que ocorre com a soja e o milho, que passam por processamento industrial para virar ração ou óleo, com o arroz poderemos ter, pela primeira vez, um produto geneticamente modificado que irá diretamente do campo para o prato do brasileiro. E seremos os primeiros no mundo a consumir o arroz transgênico, já que o produto da Bayer não está aprovado em nenhum outro país.

A correta identificação dos produtos transgênicos dá aos consumidores a liberdade de escolha e à sociedade civil e à indústria de alimentos a chance de responder aos brasileiros a pergunta óbvia: o que são transgênicos? As pessoas aprenderam a ler rótulos e procuram se informar sobre as substâncias ali indicadas. Se os transgênicos são tão seguros quanto afirmam as empresas que desenvolvem essa tecnologia, que sejam identificados nos alimentos que os contêm. E os consumidores se informarão sobre o assunto, como o fazem hoje para saber os teores de gordura trans, carboidratos e sódio dos alimentos. Anos atrás, a indústria também resistiu a dar esse tipo de informação.

Na verdade, ao final da guerra pela liberação dos transgênicos, quando foi aprovada no Congresso a Lei de Biossegurança, as condições para a “pax transgênica” que deveriam ser seguidas nunca foram respeitadas -a correta identificação dos produtos que contivessem transgênicos e a garantia da coexistência da sua produção com a convencional e/ou a orgânica. E, como em toda guerra, a maior parte do ônus fica com a sociedade civil, que é obrigada a conviver com a negação de um direito básico: saber o que está comendo.

Indicar nos rótulos aqueles alimentos que de alguma forma têm organismos geneticamente modificados em sua composição é o caminho para que a população brasileira entre de vez nesse debate. Que a decisão dos brasileiros se dê em meio ao excesso de informação, não sob sua escassez.

RAFAEL CRUZ, cientista social, é coordenador da campanha de engenharia genética do Greenpeace.

SÉRGIO LEITÃO, advogado, é diretor de campanhas do Greenpeace. Foi diretor do Instituto Socioambiental.

Fonte: Folha de São Paulo

Mar 11

oficina-de-sabores

Feb 03

merenda

As aulas voltaram e, com elas, a correria de pais e filhos. Mas a pressa não pode ser desculpa para deixar a saúde de lado, afirma a nutricionista Renata Damião, do Hospital Fleury. Ela preparou um guia fácil e rápido para orientar os pais na hora de montar a lancheira dos pequenos. Em resumo: esqueça salgadinhos e refrigerantes; aposte em frutas e lanches saudáveis.
A lancheira ideal, segundo Renata, contém exemplos de todos os grupos alimentares. Falando assim pode até parecer complicado. Mas não é.
São três esses grupos. O primeiro é dos alimentos “energéticos” — e inclui, por exemplo, todos os tipos de pães. O segundo grupo é dos “contrutores”, como queijo, peito de peru, leite, iogurte e achocolatados. Ou seja, um sanduíche com uma bebida láctea já resolve dois itens da listinha. Para fechar, os chamados alimentos “reguladores”, que são muito bem representados pelas frutas.

A psicóloga Daniela Ribeiro, de 27 anos, segue essas regras à risca na hora de fazer a lancheira da filha Flávia, de seis anos. Mas a missão não é fácil. “A Flávia é um pouco chata para comer. Ela só gosta de comer o que não é bom”, conta a mãe. A saída? Fazer a menina participar da escolha do lanche e dar preferência a alimentos saudáveis que sejam do agrado dela.
“Sempre procuro colocar uma fruta, ou um legume, que ela gosta, um sanduíche ou uma bolacha, e uma bebida. Aí ela tem a opção de escolher o que está com mais vontade”, explica Daniela.
A nutricionista aprova a saída encontrada. “Há uma composição bem diferenciada, bem balanceada. Achei interessante o incentivo que ela dá para a filha ajudar a compor a lancheirinha com opções saudáveis”, diz Renata.
“O iogurte fornece as proteínas necessárias para a criança. A fruta, banana ou mamão, fornece bastante vitaminas e minerais, o que ajuda no desenvolvimento escolar e no crescimento. E há oção de um carboidrato, porque a criança precisa de energia, no pão e na bolacha”, explica. “Lembrando e reforçando que quando for uma bolacha, é bom priorizar sempre uma mais saudável. Evitar bolachas que contêm recheio, que são muito gordurosas, bastante calóricas e não trazem benefícios para a saúde”, orienta Renata.
Segundo ela, o erro mais comum que os pais cometem na hora de montar a lancheira das crianças é priorizar salgadinhos e refrigerantes. “Isso tem que ser revisto e o adulto tem que ajudar a criança a comer opções mais saudáveis”, afirma. “Os pais, como educadores, têm que participar desse processo. Quando a gente fala de hábitos alimentares não é só a lancheirinha. São hábitos que vão sendo adquiridos ao longo do crescimento dessa criança e envolvem também a família”, diz Renata.

Fonte: G1

Feb 02

repolho

Esta hortaliça é uma ótima fonte de vitaminas A e C.

A vitamina A é indispensável à boa visão, pele e mucosas, auxilia no crescimento e formação dos dentes e, evita infecções.

A vitamina C, por sua vez, é necessária ao desenvolvimento dos ossos e dentes e aumenta a resistência dos tecidos e dos vasos sanguíneos. Também age contra as infecções, hemorragias e o envelhecimento precoce, mas é conhecida, principalmente, por combater gripes e resfriados e outras doenças mais sérias, como a pneumonia e a anemia secundária.

O repolho branco é depurativo do sangue, estimulante da digestão, auxilia no combate à tuberculose e, também, em todos os casos de cansaço físico. Deve ser comido cru e bem mastigado. Em cataplasma as folhas de repolho são excelentes para dissolver furúnculos.

E o repolho roxo, por sua vez, tem propriedades estimulantes na produção de hormônios e auxilia na queima das gorduras.

Ao comprar repolho inteiro dê preferência ao que estiver bem pesado e firme. Sua parte central externa (cabo) deve ser firme e clara, pois estando mole e escura indica que o repolho está velho. Caso se queira comprar cortado em tirinhas, deve-se preferir o que for cortado na hora, para que se possa verificar sua qualidade.

Quando o repolho não for utilizado totalmente, deve-se retirar apenas as folhas superiores, evitando-se cortá-lo ao meio, o que faz com que se estrague mais depressa.

Qualquer tipo de repolho (branco ou roxo) combina bem com cebola, cenoura, pepino e pimentão cortados em quadradinhos e temperados a gosto, acompanhando carnes.

O repolho pode ser conservado em geladeira por 15 dias e seu período de safra é de setembro a abril.

Dec 14

Manteiga pode medir poluição

Um estudo promovido em parceria entre o Greenpeace e a Universidade de Lancaster da Inglaterra revelou um novo método de medir os focos mundiais de poluição do ar, a análise da manteiga. De acordo com eles, muitos POPs (poluentes orgânicos persistentes), como PCBs (bifenilas policloradas), dioxinas e alguns pesticidas, carregados pelo vento acabam caindo nos pastos que servem de alimento às vacas, responsáveis pelo ingrediente que compõe aproximadamente 80% da manteiga, o leite. É em sua gordura que os poluentes se acumulam, acabando em nossas mesas. Kevin Jones, um dos envolvidos no estudo, afirma que os poluentes contidos no alimento não demonstram oferecer riscos à saúde, pois encontram-se em pequenas quantidades, e que as amostras de manteiga produzidas em diversas partes do mundo podem ajudar os ecologistas a encontrar os principais pontos expostos à emissão de POPs. As análises feitas com manteigas de 23 países revelaram que os produtos da América do Norte e Europa continham mais PCB, enquanto que o hemisfério sul apresentava níveis reduzidos. A quantidade de PCB encontrada nos alimentos variou de 110 a 3.330 picogramas por grama de manteiga (um picograma é a trilhonésima parte de um grama).

Dec 13

>>o lombinho de porco tem muito pouca gordura, ao contrário do que normalmente se pensa.

Ingredientes: 1 pedaço de lombinho sem gordura (600g); 1 colher de chá de azeite; 1/2 xícara de caldo de galinha sem gordura; 1 colher de chá de raspa de casca de laranja; 1 colher de chá de fubá fino; 4 colheres de sopa de água; 1/4 de xícara de suco de laranja fresco; 2 colheres (de chá) de alecrim fresco picado

Modo de preparo

1. Numa caçarola antiaderente, aqueça o azeite em fogo alto e doure o lombinho rapidamente. Adicione o caldo de galinha e a casca de laranja. Deixe levantar fervura e reduza o fogo. Cozinhe com a panela tampada por 15 a 20 minutos até que o lombinho amacie. Retire o lombinho, corte em oito fatias finas e mantenha quente.

2. À parte, junte e misture com o fubá com a água e o suco de laranja. Na mesma panela, ferva a mistura do fubá , enquanto raspa o fundo até que o molho engrosse. Salpique o alecrim fresco.

Dec 11

Pesquisadores da Universidade de Priceton, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que o açúcar pode viciar. Um estudo com ratos mostrou que a substância é capaz de despertar pelo menos dois dos três elementos que caracterizam a dependência química: aumento da quantidade ingerida e sintomas de abstinência. O estudo foi apresentado nesta quarta-feira no encontro do Colégio Americano de Neuropsicofarmacologia em Scottsdale, no Arizona.

Segundo o professor Bart Hoebel, houve profundas mudanças comportamentais nos animais, que receberam doses elevadas de açúcar. Além de demandarem cada vez mais doce, após um corte na oferta da substância, os ratos passaram a ingerir álcool e anfetaminas, oferecidos inicialmente em doses mínimas. Os ratos demonstraram aumento da sensibilidade aos psicoestimulantes, um dos efeitos no cérebro dos dependentes químicos.

Hoebel, que há anos pesquisa hábitos alimentares como forma de recompensa, constatou que os ratos comem mais açúcar quando estão com fome, um fenômeno semelhante ao que ocorre com dependentes de nicotina, cocaína e morfina. A pesquisa também aponta um aumento do neurotransmissor dopamina depois que os animais famintos ingeriam uma solução de açúcar. Este sinal químico aciona mecanismos de motivação e, repetidamente, levam à dependência. Após um mês, o cérebro dos animais se acostumava com os níveis elevados de dopamina e os receptores para o neurotransmissor diminuíam, enquanto os receptores para opióides aumentavam. Esses sistemas opióides e dopaminérgicos estão relacionados às estruturas de motivação e recompensa do cérebro. Mudanças semelhantes ocorrem com ratos que recebem doses de heroína e cocaína.

Quando o açúcar foi retirado, os animais demonstraram sinais de abstinência, como ansiedade, manifestada por ranger de dentes e comportamento fora do padrão. Segundo os médicos, o estudo oferece pistas para transtornos alimentares, como a compulsão.

Dec 10

A beterraba é uma raiz que aparece em duas colorações: branca, de onde se extrai o açúcar; e vermelha, que é utilizada na alimentação.

Além do açúcar, esse legume é muito rico em vitaminas A, do Complexo B e vitamina C (que só é aproveitada pelo organismo quando a beterraba é consumida crua) e, em sais minerais, como Sódio, que protege o organismo contra a perda excessiva de líquidos; Potássio, necessário para a atividade muscular normal; Zinco, elemento necessário aos tecidos cerebrais; e Magnésio, que é constituinte do osso e regula as funções musculares e nervosas.

Esta hortaliça é recomendada para anêmicos por sua riqueza em Ferro, para quem tem dentes fracos ou gengivas inflamadas e aqueles que tem problemas intestinais, devido a seu efeito laxante. As pessoas com dentes fracos, atacadas de piorréia, devem fazer uso do suco de beterraba pelo menos três vezes por semana.

A beterraba também é um ótimo remédio para combater os desarranjos do baço e do fígado, enquanto que suas folhas em forma de cataplasma, com um pouco de gordura, são empregadas como refrescantes nas feridas da pele e inflamações em geral.

Para os que sofrem de pedras na bexiga, um remédio eficaz é ferver uma beterraba e tomar seu caldo três vezes ao dia. O suco de beterraba, por sua vez, é tônico, refrescante e diurético, e combate a litíase renal, descongestionando as vias urinárias.

Ao comprar, escolha beterrabas de cor bem concentrada e tamanho médio. A casca deve ser lisa, sem rachaduras e com folhas brilhantes, sinal de que o legume está fresco. Ao cozinhar essa raiz, deixe 3cm de talo e não corte sua parte terminal. Esses cuidados evitam que a beterraba perca líquidos durante o cozimento, o que acentua seu sabor e a deixe com cor mais concentrada.

A beterraba pode ser consumida de diversas maneiras: temperada com suco de laranja, que lhe dá um sabor diferente, deixando-a mais gostosa; pode ser frita, como batatas; batidas no liquidificador com leite; em sopas com outros legumes, ou ainda cozida e servida em forma de saladas. São pratos muito nutritivos.

Seu período de safra é de agosto a fevereiro.

Dec 02

Quase 25% de toda a área destinada à agricultura orgânica certificada no mundo encontra-se na América Latina. Em 2006, o comércio mundial de produtos orgânicos foi de R$ 65 bilhões. O Brasil contribuiu com cerca de R$ 500 milhões, sendo 70% para exportação e 30% para o mercado interno. Esse universo esteve representado na V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, realizado no Rio de janeiro.

Data: 30/11/2008 De 26 a 30 de novembro, quem protagoniza o Brasil Rural Contemporâneo reuniu-se no Rio de Janeiro, na V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária. É a maior exposição e venda de produtos da agricultura familiar brasileira e uma oportunidade para conhecer o universo formado por 4,1 milhões de propriedades que produzem 70% dos alimentos que estão diariamente na mesa dos brasileiros. Com a Marina da Glória como cenário, 550 grupos de produtores expuseram e comercializaram seus produtos em 464 estandes que ocuparam 25 mil metros quadrados.

“Estamos aqui para divulgar a agricultura familiar e o consumo de orgânicos. Temos um público cativo, mas queremos atingir quem ainda não conhece ou não consume os produtos das pequenas propriedades. Nenhuma máquina substitui a minúcia da mão humana. Os morangos que produzidos são separados um a um para, depois, serem transformados em compotas, geléias e na famosa morangada”, explica Marc Ferrez Weinberg, engenheiro agrônomo que mantém, junto com a esposa, a produção de diversas frutas orgânicas em Nova Friburgo, Rio de Janeiro.

Weinberg sabe que é a agricultura familiar a responsável pela produção da maior parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Quase 25% de toda a área destinada à agricultura orgânica certificada no mundo encontra-se na América Latina. Dentre os países mais ativos estão a Argentina, o Brasil e o Uruguai. No ano de 2006, o comércio mundial de produtos orgânicos foi de R$ 65 bilhões. O Brasil contribuiu com cerca de R$ 500 milhões, sendo 70% para exportação e 30% para o mercado interno.

Seu Francisco, de Cananéia, litoral de São Paulo, produz ostras de mangue com diversas famílias quilombolas. A iguaria é procurada em todos os restaurantes do litoral paulista, mas o verdadeiro valor de cada ostra está na conservação do mangue e na geração de trabalho e renda para as famílias quilombolas da região. “O mais importante é que estamos protegendo o mangue, nossa única riqueza natural. A comunidade, até pouco tempo, não fazia o manejo sustentável na produção de ostras. Hoje, sabemos que ali está o nosso sustento e a preservação dele para os nossos filhos”.

A Cooperostra nasceu com esta meta: tirar da clandestinidade os coletores de ostras de Cananéia e oferecer um plano de manejo sustentável. A cooperativa existe desde 1997 e hoje conta com 43 cooperados. Os produtos têm certificado do Serviço Nacional de Inspeção Federal (SIF), emitido pelo Ministério da Agricultura.

Vindas até o Rio de Janeiro de lugares mais distantes, as mulheres da região de Mostardas, Rio Grande do Sul, trouxeram à Feira o artesanato com lã de ovelha, fonte de renda para três grupos remanescentes de quilombolas. As técnicas repassadas de geração em geração dão origem a fios, tapetes, acolchoados, boinas e mantas. A atividade representa um incremento de aproximadamente 10% na renda das famílias. O artesanato complementa a renda da principal atividade econômica das comunidades, a agricultura. “Tenho mais um trabalho, mas não deixei de cuidar da roça”, explica a artesã Enilda Maria Gonçalves da Costa, que, ao lado do marido, cuida da plantação de cebola, batata e feijão, vendidos em feiras na região de Mostardas, e ainda produz farinha de milho e doces.

Essas e muitas outras surpresas da agricultura familiar brasileira foram expostas em estandes individuais e coletivos, distribuídos em cinco ambientes que reproduzem estilos e características das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. A Marina da Glória também recebeu cinco ilhas temáticas formadas por estandes coletivos que reuniram de oito a 20 expositores. As ilhas são compostas pelas praças dos Orgânicos, da Biodiversidade, do Artesanato, da Cachaça, uma das mais disputadas, e do Biodiesel.

A V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária foi realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com patrocínio da Caixa Econômica Federal, do Banco do Nordeste, do Banco do Brasil, do BNDES, da Petrobras, da Eletrobrás, do Sebrae, da Abimaq, da Anfavea, da Fundação Banco do Brasil e da Ubrabio. Contou também com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro; da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro; e do Instituto Latinoamerica para o Desenvolvimento da Educação, Ciência, Arte e Cultura; e da Fundação Universitária de Brasília.

Fonte: Agência Carta Maior

Nov 27

Esta horta vertical é ideal para pequenos espaços, como apartamentos.

A HORTA VERTICAL é uma técnica a ser adotada onde há pouco espaço disponível para manutenção de hortas convencionais; permite o cultivo de hortaliças orgânicas em bombonas. para aproveitamento do espaço vertical.

O cultivo de hortaliças em espaço reduzido tem se tornado prática comum em ambientes urbanos.
Aproveitam-se varandas de apartamentos e pequenos quintais para o cultivo orgânico de hortaliças (livres de agrotóxicos e adubos químicos) para o consumo familiar.
Há, também, aqueles que, possuindo um pouco mais de espaço, transformam a atividade em um pequeno negócio.

As técnicas comumente utilizadas possibilitam um cultivo orgânico de hortaliças, dispensando a necessidade de canteiros de terra, embora não dispensando o uso da terra.
É diferente da hidroponia, cujo sistema de plantio depende de adubação química que é incompatível com um sistema orgânico de cultivo.

Para a confecção de canteiros utilizando materiais recicláveis, a escolha vai depender da vontade de cada pessoa, de conformidade com o ambiente em que ela pretende instalar a horta.

A EMBRAPA Hortaliças tem um projeto chamado “Hortas em pequenos espaços” que disponibiliza uma cartilha com alguns tipos de canteiros:

a) Canteiro de tubo de PVC

- Utilizar tubos PVC de 300mm.
Efetuar um corte horizontal, no meio, de modo obter duas calhas com 10 a 15cm de profundidade.
Em seguida fixar madeira em forma de meia lua nas laterais.
Na parte inferior, fazer orifícios para escoamento da água.

b) Plantio em Garrafas Pet

- Cortar a garrafa pet na altura de 23cm e na base que é o ponto, fazer um orifício em todos os ressaltos para o escoamento do excesso de água.

Como fazer um aspersor de água com garrafa PET.

Fonte: Faz Fácil

Nov 04

Oct 12

Força, energia, concentração e muito preparo físico. Em uma academia de caratê, em Campinas, no estado de São Paulo, instrutor e alunos se dedicam a um esporte que em apenas uma hora de prática consome 400 calorias. É um grande esforço para os músculos e um desgaste para os ossos e as articulações.

Mas o médico Edson Credídio, faixa preta desde a adolescência, tem a solução. O nutrólogo é defensor e apreciador ferrenho do abacate. Ele acredita que a fruta não deve faltar na alimentação dos atletas.

“Evita a câimbra pelo alto teor de potássio. Ele é importante, porque apresenta polifenóis, que ajudam a recuperar e a proteger as cartilagens nas articulações. Então, é um complemento que todo o atleta deveria utilizar”, explica o médico.

Só de potássio, o abacate tem 485 miligramas em cada cem gramas do fruto. É o dobro da banana. Na academia, o médico recomenda o abacate aos alunos, assim como faz com seus pacientes há 28 anos. Segundo ele, para prevenir uma série de doenças.

“Evita doenças crônico-degenerativas, processos alérgicos, processos reumáticos, doenças auto-imunes. Eu uso para tudo, só que inserido em um plano pessoal”, afirma doutor Credídio.

Acontece que o abacate, apesar de gostoso, tem fama de engordar. Por isso, não é muito bem visto.

“Todos nós achávamos que era gorduroso”, diz uma mulher.

“Sempre acharam que aumentaria o colesterol”, comenta um aluno da academia.

“Pelo fato de ter óleo, ele tem um alto teor energético. Cada 100 gramas tem 170 calorias. Só que você põe uma quantidade menor, por exemplo, em um leite desnatado ou come com limão. Então, fica pouca caloria. Compensa pelo benefício”, explica doutor Credídio.

Benefícios que pesquisadores do curso de engenharia de alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estudam já há dois anos. Orientado pela professora Glauce Pastore, doutor Edson Credídio quer comprovar cada uma das propriedades do abacate na sua tese de doutorado. Os estudos feitos no laboratório mostram que o abacate é tão bom para o nosso organismo quanto o azeite extra-virgem.

“A grande vantagem é que nós encontramos o abacate o ano todo. Ele tem uma diversidade muito grande. No Brasil, temos mais de cem espécies diferentes. Então, você consegue encontrar o ano todo. O benefício que ele causa é aumentar o colesterol bom e reduzir o colesterol ruim, levando à prevenção de doenças cardiovasculares”, diz o médico.

A constatação de que o abacate podia aumentar o bom colesterol bom precisava ser comprovada cientificamente. Um desafio que levou o pesquisador até o Comando de Policiamento do Interior, o CPI2.

O grupo de policiais foi considerado ideal para o estudo, porque as pessoas que fazem parte dele têm várias características parecidas. São homens e mulheres na mesma faixa de idade, entre 25 e 45 anos. Eles possuem hábitos de alimentação e de atividade física bem semelhantes. E todos têm uma profissão que provoca muito estresse.

E o estresse é uma ameaça. Para reagir, consumimos nossas reservas, inclusive o colesterol bom, o HDL. A proposta para os militares do CPI2 era consumir um abacate pequeno por dia: metade no almoço e a outra metade no jantar.

“No começo, eu estava meio cético. Como uma fruta que é tão gordurosa pode melhorar o colesterol? Eu achei até estranho”, conta o terceiro sargento da Polícia Militar de São Paulo, Alex Sandro Menegão.

O sargento Alex Sandro tinha boas razões para ter receio. Pouco antes do teste, teve diagnosticado um problema de hipotireoidismo. “É uma alteração na glândula tireóide que faz com que o metabolismo tenha problemas. Então, o colesterol aumenta na circulação. Eu tinha níveis de colesterol altíssimos. Eu ia ter que tomar remédios e medicamentos para controle do colesterol”, lembra.

Setenta policiais aderiram ao programa durante dois meses. Nada mudou na alimentação deles, a não ser a entrada do abacate.

“Eu não quis interferir na dieta para mostrar a eficácia real do fruto do abacate”, explica o médico.

Os exames de sangue foram realizados antes e depois do estudo. O resultado surpreendeu.

“A principal conclusão dessa pesquisa foi que 99% dos policiais participantes tiveram uma melhora do colesterol HDL, que é bom colesterol”, informa doutor Credídio.

O sargento Alex Sandro e a soldado Cristina Proença apresentaram as mudanças mais significativas. O HDL, o colesterol bom, da soldado Cristina subiu 20% ao final dos dois meses. O sargento Alex Sandro apresentou uma melhora geral do quadro dele: redução do colesterol total e aumento do HDL.

“Eu me senti mais disposto e mais humorado. Só o fato de saber que não estou mais doente e que não tenho mais nenhum problema é ótimo. Então, eu vou prosseguir nessa dieta. Já é o suficiente, não preciso tomar nenhum tipo de medicamento, nenhuma droga. Acho mais natural”, diz o sargento.

“O ideal seria uma porção por dia, o que corresponde a duas colheres de sopa. Isso seria introduzido em um plano alimentar balanceado”, orienta doutor Credídio.

Sep 18

Depois que o leite materno deixa de ser a principal fonte de alimento, as panelas passam a fazer parte da vida de qualquer mortal. Mesmo sendo objeto indispensável no preparo de alimentos, ele não recebe tratamento à altura de sua importância. Tirando quem é da área, como cozinheiros, gourmets e nutricionistas, poucos se preocupam. Mas o cuidado deveria chegar a todos. Existem componentes nas panelas que fazem mal à saúde e podem passar para o alimento na hora do preparo.

”Nós, consumidores, estamos expostos a vários tipos de contaminação ambiental, que inclui água, alimentos e também panelas. Os efeitos negativos provêm de quase todos os materiais”, adverte Jaime Amaya-Farfan, bioquímico e cientista de alimento da Universidade de Campinas (Unicamp). Segundo ele, a maioria dos materiais são considerados não-tóxicos e, a curto prazo, não trazem dano à saúde. ”O problema é que quando chega a produzir efeito a pessoa não sabe de onde veio”, explica.

A nutricionista Késia Diego Quintaes, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, resolveu desvendar a relação das panelas com a saúde. O resultado da pesquisa estará no livro Por Dentro das Panelas, com lançamento previsto para o ano que vem. Os estudos dela começaram com uma tese de mestrado sobre panelas de pedra-sabão. Agora, ela faz doutorado para relacionar a contribuição nutricional dos utensílios de ferro e de pedra-sabão com a saúde e a qualidade das panelas de inox nacionais.

Na hora de escolher a panela é preciso observar três qualidades: a saúde, a praticidade e a funcionalidade. ”Deve-se levar em consideração se as pessoas que irão consumir os alimentos preparados nesses utensílios têm carências nutricionais, alergias ou outras patologias”, ensina Késia.

As panelas de ferro, por exemplo, são indicadas para famílias com carência de ferro. Esse tipo de panela deve ser reservada para o preparo de ensopados, refogados e molhos. No caso de frituras, seu uso é desaconselhável, por favorecer a deterioração do óleo.

Pessoas com insuficiência renal crônica devem evitar panelas de alumínio. As de aço inox devem ser evitadas por pessoas alérgicas ou que tenham sensibilidade ao níquel. Segundo Késia, utensílios de cobre sem revestimento devem ser evitados sempre. ”Jamais usar utensílios fabricados com propósito decorativo no preparo e estocagem de alimentos”, adverte.

A chefe de cozinha do Palácio do Planalto, Roberta Sudbrak, acredita que para escolher uma panela é preciso levar em consideração a saúde, mas também a aparência, a durabilidade e a praticidade. ”A panela de inox reúne todas essas qualidades”, diz.

Em casa, as preferidas de Roberta são as de pedra-sabão. ”Elas retêm muito calor e deixam os alimentos com sabor de comida caseira”, ensina. Segundo ela, o ideal é usar a mesma panela para o preparo exclusivo de feijão, outra para arroz e outra para ensopado. ”Porque quanto mais a panela é usada, mais ela absorve o sabor que fica impregnado na parede.”

Além de ter cuidado na hora de comprar, também é preciso saber utilizar e manusear as panelas. O inimigo número um da saúde são esponjas de aço – popularmente conhecidas pela marca Bom Bril. O atrito da esponja na panela aumenta as chances de materiais como alumínio passarem para os alimentos. O ideal é deixar as panelas de molho ou usar água quente.

Panela esquecida no fogo é outro grande perigo. O alumínio e o teflon, por exemplo, evaporam. ”Se a pessoa estiver perto da panela pode absorver o vapor do alumínio, que vai direto para o pulmão”, explica Amaya-Farfan.
ESCOLHA A PANELA CERTA
COBRE

A grande vantagem do cobre é ser um metal mais resistente à corrosão. Na culinária, conquista pela beleza e transmissão rápida de calor de forma homogênea. ”Mas o cobre migra para qualquer alimento que entre em contato, especialmente os mais ácidos”, explica a nutricionista Késia Quintaes. Segundo ela, pequenas quantidades deste metal podem produzir náuseas, vômitos e diarréia. Já a ingestão contínua de quantidades maiores de cobre pode causar dano renal, alterações osteoarticulares, dores nas juntas e até lesões cerebrais, demonstradas em tomografia computadorizada. Por isso, os utensílios culinários devem ter a a superfície interna revestida com politetrafluoretileno (PTFE), titânio ou aço inoxidável.

ALUMÍNIO

As panelas de alumínio são as mais comuns e as mais baratas. Mas também são as que causam mais polêmica. Há três décadas, pesquisadores levantaram a suspeita de que a ingestão do alumínio estaria relacionada com a incidência dos males de Alzheimer e de Parkinson. Até hoje, o material continua em estudo. ”Entretanto, há mais de 50 anos foi verificada a migração do alumínio dos utensílios culinários para alimentos ácidos ou alcalinos”, diz Késia. Segundo ela, ficou comprovado que átomos de alumínio podem desencadear diferentes processos metabólicos associado à doenças do sistema esquelético, neurológico e hematológico (do sangue). Pesquisas mostram que a migração do alumínio é maior em panelas de pressão do que em panelas normais ou em fôrmas de bolo. Na limpeza é indicado o uso de bucha macia ao invés de esponja de aço. ”Quando o material é polido, há remoção da camada de óxido de alumínio, que dificultava a passagem de alumínio para a comida”, explica Jaime Amaya-Farfan, bioquímico e cientista de alimento da Universidade de Campinas (Unicamp).

INOX

É a mais usada na cozinha profissional. ”Por ter fundo triplo, atinge altas temperaturas mais rapidamente, além de ser uma panela resistente e de aparência bonita”, explica Roberta Sudbrak, chefe de cozinha do Palácio do Planalto. O aço inoxidável, conhecido popularmente como inox, é composto por ferro, cromo e níquel. Demora a esquentar, mas também a esfriar. No Brasil não há dados que comprovem a transferência dos componentes do inox para a comida. O aconselhável é não escovar a panela com esponja de aço. No polimento forma-se uma camada protetora de óxido que ajuda a imperdir que os metais passem para os alimentos. ”O níquel em pequenas quantidades pode até ser útil ao organismo, mas o excesso tende a afetar o sistema nervoso”, explica Amaya-Farfan.

FERRO

É ideal para grelhados de filé e peito de frango e também para a saúde. Os panelões de ferro, de cor escura e muito pesados, são bastante tradicionais em Minas Gerais. O uso regular destes panelões foi relacionado com a prevenção e ao tratamento da anemia. ”Muito antes que a ciência pudesse comprovar a eficácia deste procedimento”, afirma Késia. O uso da panela é também indicado para vegetarianos, mulheres em idade fértil e crianças.

VIDRO

As panelas de vidro são as únicas que não transferem qualquer resíduo para a comida. O material é obtido por um processo de congelamento de líquidos superaquecidos. O maior atrativo do vidro é a beleza e a transparência que permite ver o processo de elaboração dos alimentos. A facilidade da limpeza é outro ponto positivo. Mas o preço e fragilidade do material pesam na escolha.
Para Roberta, a panela é pouco prática, deixa a comida com gosto artificial e não dá um dourado bonito na fritura de carnes. ”Além disso queima a mão. Também não é possível ter controle da comida porque ela retém calor de forma esquisita – de baixo para cima”, reclama.

CERÂMICAS

As panelas de cerâmica, principalmente as de barro com superfície marrom brilhante, devem ter selo de qualidade que garanta que não são usados compostos à base de chumbo. É comum encontrar em países pouco desenvolvidos produtos cerâmicos elaborados com óxido de chumbo na vitrificação. O chumbo é facilmente dissolvido no alimento, especialmente os ácidos. Saladas, frutas ácidas ou fermentados em contato com esse material podem ficar contaminados com componentes pesados como chumbo, mercúrio e cádmio. A intoxicação por cádmio traz problemas respiratórios, bronquite e hipertensão. O organismo incorpora o chumbo que é altamente tóxico, especialmente em crianças. ”O chumbo se deposita no osso em grandes quantidades como se fosse cálcio, o que produz um envenenamento generalizado”, explica Amaya-Farfan. Os danos são diminuição da capacidade mental. ”A criança se torna incapaz de compreender as matérias na escola. Também não consegue dormir à noite porque escuta barulho no intestino. Nesse caso é necessária intervenção médica”, diz. Nos adultos o chumbo provoca anemia. Os sintomas aparecem em crianças, após um ano de uso da panela; em adultos, quatro anos. O ideal são panelas de barro ou de cerâmicas ofuscadas.

TEFLON

O composto antiaderente atrai cozinheiros pela praticidade na limpeza e por ser dispensável o uso de gordura. A descoberta de um revestimento antiaderente em 1938 chegou às cozinhas americanas na década de 60 e provocou uma revolução de conceito de panela prática. Atualmente, as panelas mais modernas são denominadas de teflon II por serem revestidas com primer (substância usada para ligar o teflon ao alumínio). O novo revestimento impede que o material passe para o alimento quando o teflon descasca. A maior preocupação com a panela é ecológica. Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram que o teflon se corrompe quando esquentado a temperaturas de 200 a 500 graus centígrados. ”O que pode acontecer com uma panela esquecida no fogo”, explica Amaya-Farfan. A evaporação do teflon origina gases CFC, responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

ESMALTADA

As panelas esmaltadas atraem pela beleza, mas podem fazer tão mal quanto às de cerâmica vitrificada. ”O esmalte usado pode conter elementos tóxicos como o chumbo e os decalques na superfície interna, os quais podem conter cádmio ”, adverte Késia. É desaconselhável o uso de utensílios antigos (fabricados antes de 1980) tanto esmaltados quanto os de cerâmica. A pesquisadora também diz que é preciso ter cuidado com utensílios pintados à mão, que vão desde colheres, facas, recipientes culinários, entre outros. Algumas tintas são à base de chumbo, que pode ser transferido para o alimento. É desaconselhável o uso de utensílios antigos, de antes de 1980 – tanto esmaltados quanto de cerâmica.

PEDRA-SABÃO

A natureza antiaderente e a capacidade de reter calor por muito tempo são as características mais atrativas. Segundo Késia, esse utensílio libera quantidades expressivas de elementos nutricionalmente importantes como cálcio, magnésio, ferro e manganês.A panela é comprada ”crua”, por isso a cor dela é clara. É um utensílio que libera quantidades expressivas de elementos nutricionalmente importantes, como cálcio, magnésio, ferro e manganês.

(Correio Braziliense)

Sep 17

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No mundo inteiro, a alimentação viva vem sendo resgatada e servindo como eficaz ferramenta para recuperação e promoção da saúde. No passado, o alimento não cozido era o principal nas comunidades cristãs-essênias e muitos outros povos o utilizaram.

Hoje é possível desenvolvermos em casa essa cultura que em pouco tempo mostrará seus resultados positivos principalmente na vida de nossos filhos. A produção caseira de brotos e grãos germinados, pelo fornecimento ostensivo de energia vital e grande quantidade de nutrientes essenciais, é tão importante para famílias e comunidades como tomar água, dormir e respirar.

É possível produzir brotos em casa e germinar uma grande quantidade de grãos como por exemplo os de feijões, feijão azuki, lentilha, ervilha, alfafa, trevo e rabanete. Para a produção é necessária uma pequena estrutura composta de peneira côncava, bacia média, caixas plásticas quadradas medindo, no máximo, 5cm de altura, aspersor para água e terra preta orgânica.

Comecemos, entretanto, distinguindo didaticamente a diferença entre brotos e grãos germinados. Broto é o estágio avançado de germinação inicial da semente. Normalmente os brotos têm entre 8cm. e 10cm. de altura e apresentam folhas definidas. O grão germinado, como já disse, é o momento inicial quando apenas uma pequena haste aparece.

Para iniciarmos o preparo caseiro de brotos ou grãos germinados, as sementes devem ficar de molho durante 24 horas. Costumo deixá-las na pia da cozinha, dentro da bacia, cobertas com um pano limpo para evitar eventual invasão de insetos. Após esse período, você deve lavar as sementes utilizando a peneira que deve ser côncava semelhante a uma concha. Então, é só continuar lavando (irrigando sua micro horta!) diariamente sem necessidade de tirar os grãos da peneira, não esquecendo de utilizar um pano escuro para evitar insetos e imitar o escurinho da terra.

Entre quatro e sete dias a maioria das sementes germina e sua plantação caseira chega ao período de colheita. Veja as vantagens dessa técnica: Rapidez no preparo, baixo custo, dispensa agrotóxicos e fertilizantes, aproveitamento de pequenos espaços domésticos, possibilidade de grande variação de culturas e fornecimento de altas doses de energia vital, ou seja, vida.

Além disso os brotos e grãos germinados são as fases mais ricas em nutrientes no desenvolvimento vegetal. Eles são facilmente digeridos e assimilados e correspondem em suas características fisiológicas a um processo pré-digestivo pelo qual as proteínas são decompostas em aminoácidos, os carboidratos complexos em açúcares simples e as gorduras em ácidos graxos. Há também o aumento da presença de minerais, enzimas, fitormônios e antibióticos naturais.

Três germinações são as preferidas pela grande facilidade, rapidez e variedade de derivados. São as sementes de trigo, girassol e alfafa. As duas primeiras também podem ser cultivadas na terra, em pequenas caixas, o terceiro, preferencialmente na água. .

Germinação da cevada

Você pode germinar a cevada utilizando todas as técnicas da germinação do trigo. Porém, por conter menor quantidade de glúten, ela não tem boa liga para panifícios, sendo necessário nesse caso, o acréscimo de farinha de trigo, mas é possível preparar o leite e seu capim também fornece um delicioso suco de clorofila.

É com cevada germinada, seca e moída que se prepara a farinha de malte, tônico do estômago e agente eficaz da nutrição que contém vitamina B12 (anti-anêmica). Todas as pessoas que digerem mal os amidos (massa, batata inglesa, farinha de cereais etc.), a farinha de malte é recomendada na proporção de uma colher de sopa acrescida aos alimentos durante o cozimento. Eventualmente pode-se misturar farinha de malte com nossos pratos preferidos. É também possível utilizar o grão da cevada cozido como o arroz integral. Convém evitar cevada perolada, muito polida.

Germinação do girassol

Para germinar o girassol utilize o mesmo método do trigo, inclusive para fazer o leite que é muito saboroso, desde que as cascas das sementes sejam retiradas antes de liquidificar. A diferença, porém, é que o capim do trigo, devido a grande quantidade de celulose, não pode ser consumido diretamente, enquanto o broto de girassol plantado na terra é uma salada excepcional para qualquer ocasião. Você colhe o broto de girassol em 5 ou 6 dias e mistura-o às verduras e legumes crus de sua preferência. Não esqueça de lavar minuciosamente no caso de colher com a raiz. Em meus plantios, sempre corto com tesoura e deixo a raiz na terra.

Germinação da alfafa

O grão germinado de alfafa é um dos mais nutritivos. Além do grande potencial energético vital, comum a sementes no início da germinação, é rico em minerais como magnésio, fósforo, alumínio, cloro, silício, sódio e potássio na proporção adequada para construção e fortalecimento de ossos e dentes, tonificação da musculatura, regularização do ritmo cardíaco e aumento de leite materno. As quantidades das vitaminas A, C, E e K também são altas, o que muito ajuda na conquista de uma vida saudável e um organismo equilibrado.

A alfafa também pode ser utilizada tanto para produção de grãos germinados na água, como para brotos na terra. Os grãos germinados da alfafa, tenros e deliciosos, servem como salada, recheio de sanduíches e complementos de saladas mistas. Os brotos, mais firmes e com folhas desenvolvidas, servem para produção do suco verde de alfafa, uma das melhores fontes de clorofila que pode ser associada opcionalmente ao capim de trigo, à couve, hortelã e outras folhas verdes. Leia abaixo o parágrafo sobre as vantagens do suco de alfafa.

Outros brotos e grãos germinados

Além dos brotos e grãos germinados, é possível produzirmos muitos outros dentro da mesma lógica. Apenas os produzidos a partir de feijões, principalmente do feijão preto, sugiro que você consuma apenas no início da germinação. A experiência demonstrou que eles não são interessantes para consumo em folhas por conterem toxinas. O grão geminado de feijão também serve para enriquecimento de sopas e outros pratos.

Onde encontrar verduras e sementes orgânicas

Em sua cidade você sempre deve procurar produtores orgânicos cujo foco é a produção para alimentação humana. Além de vegetais e hortaliças de qualidade eles podem lhe fornecer as sementes e a terra para sua produção caseira. Também as feiras orgânicas e lojas de produtos naturais, além de alguns supermercados, oferecem hortaliças e sementes puras.

Tenha cuidado com verduras hidropônicas produzidas em escala, apesar de a maioria não utilizar venenos, é necessário o acréscimo de certos minerais em grande quantidade à água, tornando a verdura desequilibrada e geradora de doenças.


Germinando o trigo.

Após 24 horas de molho na água, a semente do trigo já demonstra seu germe. A planta, em seu estágio inicial, concentra mais vitaminas e sais minerais do que as folhas adultas. A molécula das plantas, através da fotossíntese (que na presença da luz solar absorve gás carbônico e o transforma em oxigênio), é também responsável por benefícios mais diretos ao organismo humano. Sempre prefira sementes de origem orgânica, para potencializar o processo. Então é só distribuir as sementinhas germinadas sobre dois centímetros de terra preta em uma caixa plástica. Caso queira, você pode fazer pequenos furos no fundo dessa caixa, utilizando um prego quente, para que o excesso de água da irrigação escoe. Caso contrário, utilizando apenas o aspersor de água, não é necessário furar, mas é preciso ter cuidado para não deixar a terra muito molhada, o que pode gerar fungos e até matar seu plantio.

Ao espalhar o trigo sobre a terra, cubra totalmente o espaço, sem deixar espaço entre os grãos, de forma a não enxergar a área de plantio. A experiência mostra que os grãos de trigo ou outros, cobertos pela terra, demoram mais para germinar. Então cubra inicialmente sua micro horta com um pano escuro, já que as sementes necessitam de ambiente sem luminosidade para o devido desenvolvimento.

O tempo de colheita, dependendo de clima e região é de aproximadamente sete dias, ou seja, quando o capim do trigo estiver medindo entre 8 e 10 cm. Em locais de clima seco e quente, esse pode levar até dez dias. O trigo germinado é usado em curas de três semanas, cada dois ou três meses, mesmo na pequena proporção de três colheres de chá por dia nos alimentos ou fora das refeições.

Resumindo a germinação do trigo:

Deixe o de grão de trigo seco de molho na água durante 24 horas. Após, escorra a água e deixe os grãos em uma peneira.
Molhe a peneira várias vezes ao dia com aspersor para manter a umidade. Quando despontar as primeiras raízes, esparrame os grãos sobre um recipiente com terra preta orgânica, sem necessidade de espaço entre eles.

Cubra o recipiente com um pano escuro.

Dentro de cinco a sete dias, as folhas alcançam a altura de 8 a 10cm. É o momento de cortar o broto e preparar o suco.


Suco verde com capim de trigo

Nesse estágio o capim de trigo já está com altura em torno de 10 cm, pronto para ser colhido e imediatamente (sim, imediatamente para não perder a energia vital) levado ao liquidificador ou centrífuga (mais indicada pelos especialistas já que elimina mais fibras, facilitando a absorção e a digestão) para preparo do suco de clorofila, também chamado de “suco verde”, “sangue vegetal” ou “luz do sol líquida”.

O ideal seria ingerirmos o suco puro diretamente extraído do capim do trigo em dose diária de 20 ml (o que corresponde à ingestão de 700g de vegetais verdes diversos!), mas para driblar o sabor não muito comum, ele pode ser preparado com abacaxi, limão, goiaba, maracujá, maçã, laranja ou conforme sua preferência.

Utilize sempre uma mão cheia de capim para cada 500 ml de água, adoçando com melado de cana, açúcar mascavo ou stévia natural . É de suma importância que o suco verde seja ingerido imediatamente após o preparo. Ao contrário ele oxida, amarga e torna-se impróprio ao consumo.

A utilização de jarras escuras e bem fechadas aumenta um pouco mais a vida útil dessa bebida vitalizante. A grama do broto e trigo está, cada vez mais, fazendo parte do cardápio de atletas por indicação de nutricionistas esportivos. Pesquisas demonstram que, dentre as fontes de clorofila, é no o capim de trigo onde ela está mais concentrada.

Resumindo o preparo do suco verde com capim de trigo:

- Corte o capim quando estiver medindo entre 8cm e 10cm.
- Leve-o à centrífuga e retire o suco.
- Tome 20ml todas as manhãs.
- Caso não tenha centrífuga leve uma mão de capim ao liquidificador com 500ml de água, mais a fruta de sua preferência.
- Se desejar, utilize para adoçar açúcar mascavo, demerara ou melado ou mesmo mel a gosto.
- Todo suco verde deve ser bebido imediatamente após preparar para não oxidar.
· Caso necessite guardá-lo, utilize jarras escuras e não faça-o por mais de uma hora na geladeira.

Leite do trigo

Você também pode utilizar o grão de trigo recém germinado, antes de ir para a terra e se transformar em capim, para fazer o leite de trigo. Basta utilizar meia xícara de sementes germinadas para uma xícara de água, batendo no liquidificador e, após, batendo novamente com a fruta de sua preferência, rapadura picada, melado de cana ou açúcar mascavo. Utilize o leite do trigo em receitas que peçam leite de vaca e tudo sairá perfeito. Esta receita também pode ser preparada com girassol.

Pão essênio: O pão da vida

O pão essênio está entre os principais alimentos consumidos por Jesus! Trata-se de um milagre em termos de nutrientes e energia vital. Também é produzido com trigo germinado, mas ao invés de ser assado ao forno, é desidratado como se fosse uma passa de fruta. Nesse processo de desidratação o pão essênio torna-se crocante, seco, gostoso e altamente nutritivo. Pelo fato de ser exposto apenas a um calor inferior a 43oC, as enzimas naturais do trigo não se destroem e você ingere um pão de trigo com a maioria das vantagens do trigo vivo. Nesse sentido o pão essênio pode ser chamado de “o legítimo pão da vida” que associado com o “sangue vegetal”, a clorofila, justifica a expressão “milagre” que utilizei acima.

Alexandre Pimentel

Receita de Pão Essênio

A receita básica tem mais de 2000 anos e consta do Evangelho de Paz dos Essênios.

Colocamos uma xícara e meia de grãos orgânicos (trigo, centeio, milho, cevada, aveia) em três xícaras de água, durante uma noite.

Escorremos a água e deixamos germinar durante 36 horas, enxaguando e escorrendo os grão de duas a três vezes ao dia.

Moemos os grãos germinados em um moedor, um liqüidificador ou um processador.

Amassamos até adquirir a consistência de uma massa de pão.

Podemos adicionar diversos temperos (timo ou cominho), alimentos (alho ou cebola picada) ou passas, tâmaras, sementes de girassol, etc.

Untamos uma assadeira ou frigideira e colocamos a massa em rodelas achatadas.

Colocamos no sol ou em um lugar quente (um forno morno).

O pão está pronto quando por fora formou-se uma crosta fina e dentro está úmido, mas não grudento

Bom apetite!

Sep 06

Ontem o Globo Repórter mostrou a importância e os benefícios da Comida Viva. No Rio de Janeiro, Cristina Terra é uma das organizadoras de um curso sobre o assunto, que será ministrado pelo Diretor do HIPPOCRATES HEALTH INSTITUTE, Dr Brian Clement. Então, fique de olho, pois teremos muito mais informações sobre a Comida Viva.

Marcelo Guerra