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O que acontece quando você compra alimentos orgânicos?

1. SUA COMIDA FICA MAIS GOSTOSA
Esta é a simples razão pela qual muitos dos mais famosos chefs canadenses procuram produtos orgânicos.
2. AS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS FICAM FORA DO SEU PRATO
“Produzido orgânicamente” significa produzido sem pesticidas e fungicidas tóxicos e fertilizantes artificiais,que danifi- cam o solo.Um relatório da Academia Americana de Ciências,em 1987,calculou em 1.400.000 os novos casos de cancêr provoca- dos por pesticidas.
3. VOCÊ PROTEGE AS FUTURAS GERAÇÕES
Um relatório recente do Environmental Workinh Group(Grupo de Trabalho Ambiental) diz: “Quando a criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitavel para uma vida inteira de 8 pesticidas que provocam câncer.”As crianças são as mais vulneráveis.
4. VOCÊ PROTEGE A QUALIDADE DA ÁGUA
Somos compostos de 2/3 de água.Pesticidas infiltramos lençois freáticos e nossos córregos de água. A Agência de Proteção Ambiental americana calcula que os pesticidas, alguns deles causadores de câncer,já poluem metade da água potável dos EUA 5. VOCÊ REFAZ BONS SOLOS
6. VOCÊ GASTA MENOS COM MELHOR NUTRIÇÃO
Um estudo preliminar dos “Doctor´s Data”(Dados Médicos) de Chicago indica que frutas e hortaliças orgânicas – contêm 2,5 vezes mais minerais que o alimento produzido artificialmente.
7. VOCÊ PAGA O VERDADEIRO CUSTO DA COMIDA
O alimento orgânico é, na realidade, a forma mais barata de comida.
Uma alface convencional parece custar 50 centavos,mas não esqueça dos custos ambientais e médicos. O escritor Gary Null diz: “Se você somar o real custo ambiental e social a um pé de alface,ele pode vir a custar o triplo.

Como germinar grãos

Material:  1 pote de vidro de 500ml a 1 litro,  filó para cobrir a boca do vidro, elástico para fixar o filó, água pura e o grão de sua preferência . (tabela abaixo)

1. Colocamos de uma a três colheres de sopa de grão ( cultivados biologicamente) num vidro e cobrimos com água pura, sem cloro.

2. Deixamosde molho por uma noite ( exceção: o girassol sem casca só precisa de quatro horas).

3. Cobrimos o vidro com um pedaço de filó e prendemos com um elástico. Despejamos a água e enxaguamos bem sob a torneira.

4. Colocamos o vidro inclinado num escorredor com a boca para baixo e cobrimos com um pano ( o pano é opcional).

5. Enxaguamos duas vezes ao dia: de manhã cedo e à noite.

Atenção:

Os grãos germinados estão prontos para serem comidos ou plantados após um período variável

Agrião: após seis a oito dias

Alfafa: após três a quatro dias

Arroz: após quatro a cinco dias

Feijão azuki:  quatro a cinco dias

Gergelim: após dois a três dias

Girassol sem casca: logo que amolecer com a água

Lentilhas: após três a quatro dias

Trigo: após dois a quatro dias

Quinoa : após dois a  três dias

Amaranto: após dois  a três dias

Alimentação saudável melhora o aprendizado

A campanha de levar uma dieta saudável aos refeitórios das escolas britânicas, promovida pelo cozinheiro e guru da alimentação balanceada, Jamie Oliver, demonstrou ter repercussões positivas no rendimento acadêmico das crianças e diminuiu suas ausências por doença.

Oliver retirou do menu do refeitório do colégio os hambúrgueres, as batatas fritas, os “nuggets” de frango e as salsichas, e em seu lugar, os alunos começaram a comer “Roast beef”, pescado, bolo de verduras, lentilhas com cogumelos e frutas. Para medir as consequências da campanha, foram analisados os resultados acadêmicos das crianças de 11 anos de um colégio de Greenwich, ao sul de Londres, e as conclusões foram publicadas nesta terça-feira, 30, pelo jornal britânico The Guardian. A porcentagem de crianças que melhoraram seu rendimento em língua inglesa subiu 4,5% após a campanha. Em ciências, a porcentagem de crescimento foi de 6%. Além disso, o número de ausências justificadas às aulas, que normalmente acontecem por razões médicas, caiu 15% desde 2004, quando começou a campanha “Feed me better” (“Me alimente melhor”). Os resultados são, segundo os pesquisadores, de uma magnitude comparável à introdução da “hora de leitura” nos anos 90. “É a primeira vez que é feito um estudo completo sobre os efeitos positivos da campanha, demonstrando claramente que estivemos agindo corretamente durante todo este tempo”, assegurou Oliver. O cozinheiro também iniciou a iniciativa nos EUA, mas não obteve o sucesso esperado, pois sofreu com a oposição das grandes cadeias de fast-food.

Fonte: Estadão

Bolo de Amaranto com Banana

Um das formas de consumir o amaranto, que faz tão bem à saúde, é cozinhando um bolo de amaranto com banana. Quem ensina a receita é Rosana e Bruna do laboratório de nutrição da USP.

Ingredientes

1 ovo
1 xícara de açúcar
1/3 de xícara de margarina
1 banana amassada
1/2 xícara de amido de milho
1/2 xícara de farinha de mandioca
1 colher de chá de sal
1 colher e meia de fermento para pão
1 xícara de flocos de amaranto
1/4 de xícara de leite

Modo de preparo

Para fazer a massa do bolo, é preciso de uma batedeira para misturar os ingredientes. Comece batendo o ovo com açúcar. Em seguida, coloque a margarina e a banana amassada. Assim que estiver misturado, pare de bater e coloque o amido de milho. Mexa com uma colher até incorporar o amido na massa. Depois, volte a bater e coloque a farinha de mandioca e o sal.
Pare novamente de bater para colocar os flocos de amaranto que podem ser comprados em grandes supermercados ou em lojas especializadas. Mexa com uma colher até incorporar o amaranto na massa. Volte a bater e coloque o leite.
Com tudo bem misturado, é hora de ir para a próxima etapa. Coloque a mistura em uma forma untada, espalhe e enfeite com rodelas de banana. Polvilhe açúcar e canela a gosto.
No forno pré-aquecido, em temperatura média, coloque a forma para assar por 40 a 45 minutos.

Fonte: Globo Repórter

Amaranto

amaranto

Pesquisas recentes mostraram que o amaranto, um dos vegetais mais importantes da América pré-colombiana, além de altamente nutritivo, é um excelente redutor dos níveis de colesterol plasmático através de sua fração proteica que, ao ser digerida, inibe a enzima responsável pelo acúmulo de colesterol no organismo.
O estudo foi realizado pelo Laboratório de Bioquímica e Propriedades Funcionais dos Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), que investiga os chamados alimentos funcionais. José Alfredo Gomes Arêas e colaboradores começaram a estudar o amaranto em 1996 para entender como a planta reduz as taxas de colesterol. Após induzirem o aumento do colesterol total e do LDL (o chamado mau colesterol) em coelhos, através de alimentos ricos em ácidos graxos saturados e outros compostos, os pesquisadores administraram uma dieta contendo o amaranto.
Os resultados mostraram que a fração protéica do amaranto é a responsável pela redução do colesterol, pois as proteínas, ao serem ‘quebradas’ na digestão, transformam-se em pequenas cadeias de aminoácidos capazes de inibir a enzima responsável pelo acúmulo do colesterol. Mas o mecanismo ainda não está completamente elucidado e a equipe continua investigando.
Em parceria com o Instituto do Coração (InCor) de São Paulo, foram feitos estudos com pacientes cuja taxa de colesterol estava elevada. A administração de amaranto, mesmo em pouca quantidade, junto com estatinas, diminuiu mais acentuadamente os níveis de colesterol dos pacientes. O pesquisador ressalta, entretanto, que mais estudos são necessários para que se possa avaliar a real participação do amaranto, uma vez que o número de pacientes testados era pequeno e eles também foram tratados com medicamentos.
Além da comprovada redução do colesterol em animais, o amaranto é naturalmente rico em proteínas de alto valor biológico, o que não é comum em vegetais – a maioria deles não têm alguns aminoácidos essenciais e seu aproveitamento é de 60% ou menos. A planta é ainda fonte de fibras, zinco, fósforo e cálcio biodisponível (pronto para ser assimilado pelo organismo), outro fato incomum nos vegetais. O amaranto também não contém glúten ou outras substâncias alergênicas em sua composição, o que o torna uma opção para os celíacos – pessoas com intolerância ao glúten.
A equipe da USP investiga formas de consumo da planta, que tem na semente a parte comestível mais importante, já que não é um alimento que faz parte da cultura alimentícia brasileira. Ele é conhecido como um pseudocereal. A semente, quando aquecida, estoura como pipoca e está sendo utilizada para a criação de barras de cereais, musli (mistura de cereais), pães, bolachas e saladas. A idéia é introduzir a semente em alimentos para os quais o paladar do brasileiro já está acostumado, assim como foi feito com a soja.
Atualmente, alguns produtores já cultivam o Amaranthus cruentus, espécie que tem se adaptado melhor às condições climáticas brasileiras.
O amaranto é um arbusto que pode atingir até 2 metros de altura, com folhas grandes e panículas (tufos semelhantes às espigas) que concentram as sementes. As folhas podem ser cozidas como a couve. Para a produção de farinha, é necessário extrair das sementes o óleo, que tem altos níveis de ácidos graxos insaturados e também poderia ser usado na alimentação.

Fonte: Agência USP de Notícias

Laranja e a prevenção do câncer

laranja
Comer uma laranja por dia pode impedir a manifestação de certos tipos de câncer, de acordo com um novo estudo australiano.

O grupo do governo Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade Britânica (CSIRO, na sigla em inglês) descobriu que consumir frutas cítricas pode reduzir o risco de câncer de boca, laringe e estômago em mais de 50%. Uma porção extra de frutas cítricas por dia – além das cinco porções de frutas e vegetais recomendadas por dia – pode também reduzir o risco de um derrame em 19%. “As frutas cítricas protegem o corpo por suas propriedades antioxidantes e por fortalecer o sistema imunológico, inibir o crescimento de tumores e normalizar as células tumorosas”, disse em um relatório Katrine Baghurst, pesquisadora da CSIRO. O estudo australiano, baseado em outras 48 pesquisas internacionais sobre os benefícios das frutas cítricas à saúde, também descobriu “indícios convincentes” de que esses alimentos podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares, obesidade e diabete. Segundo Baghurst, a laranja é a fruta com o mais alto nível de antioxidantes, com mais de 170 diferentes tipos de fitoquímicos, incluindo mais de 60 flavonoides, que apresentam propriedades anti-inflamatórias, anti tumor e inibe a formação de coágulos no sangue.

A ameaça dos transgênicos

gmoPor Luciano Martins Costa em 11/5/2009

O tema agricultura frequentou a imprensa no final de semana e volta na segunda-feira (11/5) em reportagem da Folha de S.Paulo. O agronegócio já é responsável por mais de 44% da pauta de exportações brasileira, informa neste início de semana a Gazeta Mercantil, mas a grande história do campo ainda não sensibilizou a imprensa como deveria.

Trata-se da ameaça das sementes transgênicas.

A Folha de S.Paulo escolheu o assunto para manchete no domingo (10), noticiando que o Brasil não tem controle sobre a expansão do milho transgênico. Ainda no domingo, o Estado de S.Paulo afirmava que o agronegócio brasileiro se recupera e pode ter um desempenho equivalente ao de 2008, por causa da alta recente dos preços internacionais dos produtos agrícolas.

Na segunda (11), a Folha volta ao assunto, anotando que o Instituto de Defesa do Consumidor e outras entidades de direitos civis estão cobrando do governo medidas imediatas de garantia para as informações sobre a presença de organismos geneticamente modificados em alimentos ou ingredientes alimentares.

O fato é que ninguém ainda fez a conexão entre o crescimento das exportações brasileiras de alimentos e a incapacidade do setor de assegurar as características de seus produtos.

Partícipe do crime

No Brasil e em outros países do mundo, as indústrias de alimentos são obrigadas a colocar nas embalagens de seus produtos o símbolo que identifica a presença de organismos geneticamente modificados. Isso por causa dos riscos que podem representar para a saúde das pessoas. Mas a expansão indiscriminada de sementes transgênicas, principalmente de soja e milho, já impossibilita esse controle.

A imprensa ainda não viu esse problema como o risco que representa para a economia brasileira.

Há pouco mais de dez anos, quando os movimentos ambientalistas começaram a questionar a manipulação genética de sementes, a imprensa, em sua maior parte, tomou a defesa da indústria química. De nada adiantaram os avisos de cientistas, dizendo que seria impossível impedir a contaminação das lavouras tradicionais e a constatação de que apenas duas ou três grandes multinacionais sairiam ganhando com a produção de transgênicos.

Agora que os alertas dos ambientalistas se tornam uma realidade concreta e assustadora, os jornais fingem que o problema é a falta de fiscalização do governo. Neste caso, a imprensa é mais do que cúmplice. É coautora do crime.

Fonte: Observatório da Imprensa

Linhaça

linhaça

Contam os arqueólogos que a linhaça era usada em mumificações no Egito. Outros achados apontam que era empregada com sucesso para tratar ferimentos. E, se antigamente fazia parte até mesmo de rituais, hoje ela marca presença nos laboratórios de grandes centros de pesquisa em nutrição. Na Universidade de Toronto, no Canadá, por exemplo, a cientista Lilian Thompson comprovou que a semente é capaz de barrar a metástase em pacientes com câncer de mama ou seja, a linhaça evitou que o tumor se espalhasse e tomasse conta do organismo.

Esse excelente resultado foi apresentado no 6° Simpósio Latino-Americano de Ciência de Alimentos, que aconteceu no mês passado na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Segundo a pesquisadora canadense, “trabalhos realizados em várias universidades mostram que a semente é capaz de diminuir o risco de outros tumores, como o de cólon e o de próstata”. Somem-se essas boas notícias ao fato de a linhaça ajudar a controlar os níveis de colesterol.

Aqui no Brasil, mais precisamente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a equipe do Departamento de Nutrição também anda analisando a linhaça. O enfoque, entretanto, é outro. “Investigamos a segurança no consumo”, conta a nutricionista Ana Vládia Bandeira Moreira. Explica-se: embora contenha substâncias capazes de prevenir doenças letais, o que faz dela um alimento funcional de primeira grandeza, a linhaça carrega compostos que poderiam interferir na absorção de nutrientes. Por enquanto o que se sabe é que o aquecimento da semente neutraliza esse inconveniente. Isso porque, segundo Ana Vládia, o calor diminui a atividade de algumas proteínas suspeitas de atrapalhar o aproveitamento de sais minerais. A sugestão é deixar a linhaça no forno baixo por 15 minutos. “Claro que, se ela for usada na preparação de receitas assadas, como pães ou biscoitos, não precisará disso”, diz a pesquisadora, que continua mergulhada em seus estudos.

Outra dica para aproveitar ao máximo a semente é triturá-la no liquidificador. “É que a casca, bastante resistente, pode passar intacta pelo aparelho digestivo”, justifica a farmacêutica bioquímica Rejane Neves-Souza, professora de nutrição da Universidade do Norte do Paraná. E aí as substâncias benéficas ficam impedidas de sair. “Mas tem que bater e comer logo, porque a linhaça é muito suscetível à oxidação”, ensina o bioquímico Jorge Mancini Filho, da Universidade de São Paulo.

Os cientistas só não chegaram ainda a uma conclusão sobre a quantidade ideal de consumo. “Estamos em busca dessa resposta”, suspira a nutricionista Ana Vládia. Quem dá bem a medida (sem trocadilho) da indefinição é a farmacêutica bioquímica Rejane Neves. Ela conta que já viu sugestões de porções as mais variadas de 25 gramas (1 colher de sopa bem cheia) até 45 gramas (quase 2 colheres) por dia. E comenta que alcançar esta última indicação é bem mais difícil. “A inclusão da semente no dia-a-dia deve ser gradativa”.

DOURADA
É bem mais difícil encontrar a linhaça clara aqui no Brasil, já que ela aprecia climas frios. Geralmente é importada do Canadá. “Seu sabor é mais suave do que o da escura”, descreve a farmacêutica bioquímica Rejane Neves-Souza, da Universidade do Norte do Paraná.

MARROM
A semente escura, nativa da região mediterrânea, já está adaptada ao solo brasileiro, onde se deu bem por causa do clima quente. Por isso é mais fácil encontrá-la por aí. Comparada com a dourada, a casca é um pouco mais resistente. Quanto aos nutrientes, não perde nada para a outra variedade.

Afinal, o que faz da linhaça um superalimento? “Sua casca guarda um mix de proteínas, minerais e vitaminas”, responde o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Vale destacar a vitamina E, que contribui para o funcionamento celular e, por isso, afasta o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas.

Outros ingredientes que compõem sua poderosa fórmula são o ômega-3 e o ômega- 6, atuando em perfeita harmonia. Essa dupla, nunca é demais lembrar, garante a saúde cardiovascular. Afinal, ambos atuam na redução do LDL, o mau colesterol, responsável por estragos nas artérias. “Diversos trabalhos apontam a semente do linho como protetora do coração”, reforça Jocelem Salgado, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais e professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba, interior paulista.

INGREDIENTE DE DESTAQUE
Entretanto, o que torna a linhaça ímpar pra valer atende pelo nome de lignana, substância que começa a sair do anonimato. Não é para menos. Ela praticamente faz as vezes do estrógeno. “Ao se ligar a receptores celulares, a lignana funciona como um falso hormônio”, justifica a farmacêutica bioquímica Rejane Neves- Souza. É o que os especialistas chamam de fitoestrógeno. Aliás, foi justamente esse componente o mais mencionado nos trabalhos da canadense Lilian Thompson.

Segundo a pesquisadora, estudos com grande número de pacientes mostram a relação entre a lignana e a redução dos tumores de mama. Esse composto comprovadamente atua na apoptose celular, um mecanismo de defesa que provoca o suicídio das células defeituosas. O incrível é que, no caso do câncer, esse programa de autodestruição simplesmente não costuma funcionar. Mas a lignana topa a parada e ativa a contagem regressiva para a célula doente se explodir. E olha que nem os grandes centros de pesquisa conseguiram desenvolver a contento drogas com essa capacidade. “Observamos esse efeito em 39 pacientes”, afirma Lilian, que as orientou a consumir 25 gramas de linhaça por dia durante pouco mais de um mês.

A observação desses indivíduos pela equipe da Universidade de Toronto foi rigorosa. A linhaça ressalta a pesquisadora só pode ser usada no tratamento do câncer sob estrita avaliação médica. E é bom que se diga: mesmo quem está saudável não está livre para ingerir o alimento à vontade. “O excesso pode prejudicar a membrana das células”, avisa o nutrólogo Durval Ribas Filho. E para quem pensa em lançar mão de pílulas de óleo de linhaça, alto lá! “Ingerir cápsulas de suplemento, aí mesmo só sob orientação!”, avisa Durval.

Fonte: Revista Saúde!

Pax Transgênica

transgenicos

São Paulo (SP), Brasil — Texto propõe reflexão sobre o nível do debate que se faz no Brasil e como traduzir o assunto para os consumidores.

Pax Transgênica

RAFAEL CRUZ e SÉRGIO LEITÃO

NO FINAL do século 19, enquanto republicanos e monarquistas debatiam o fim do Império e o nascimento da República no Brasil, a população permaneceu à margem de todo o processo. Alheios à transição política que estava em plena ebulição no país, os brasileiros assistiram “bestializados” à queda de d. Pedro 2º e à formação do novo governo, conforme constatou um desapontado Aristide Lobo, republicano de primeira hora. O império se foi e o brasileiro permaneceu apático, sem saber bem o que estava acontecendo.

Ainda que o espírito republicano tenha aberto espaços de participação popular nos destinos do país, certos setores da sociedade não aprenderam a incluir o cidadão comum nas discussões que lhe dizem respeito.

O debate sobre os transgênicos no Brasil, por exemplo, é um caso emblemático de “bestialização” moderna. As indústrias de biotecnologia e de alimentos, a comunidade científica, os grandes produtores rurais e os ambientalistas se digladiam há anos por meio de termos científicos, técnicos, ambientais, agrícolas e econômicos sem se preocuparem em traduzir essa sopa de letrinhas para a parte mais interessada: os consumidores.

Apesar de serem plantados no Brasil desde 1997, quando a soja geneticamente modificada foi introduzida ilegalmente nos campos do Sul do país, contrabandeada da Argentina, os transgênicos continuam sendo um grande mistério para os brasileiros. Pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto Ipsos, a pedido do Greenpeace, revelou que a maioria (70%) expressa dúvida muito grande sobre a validade ou não do consumo de transgênicos. O que mostra que os cidadãos não estão recebendo informação necessária que lhes permita a tomada de decisão séria e responsável sobre o assunto.

O debate sobre os transgênicos poderia estar mais popularizado se a indústria respeitasse e o governo exigisse o cumprimento do decreto nº 4.680/2003, que entrou em vigor no Brasil no ano seguinte. Segundo o texto da lei, todo alimento que tenha sido fabricado com matéria-prima transgênica é obrigado a ter em seu rótulo um símbolo triangular amarelo, com um T preto no meio.

Apesar de estar em vigor há cinco anos, apenas algumas marcas de óleo de soja de algumas empresas foram rotuladas -e, mesmo assim, só a partir do início de 2008, por decisão da Justiça, a partir de denúncias enviadas pelo Greenpeace ao Ministério Público. O silêncio da indústria de alimentos permanece para os produtos que estão, em imensa quantidade, nas prateleiras dos supermercados e que são fabricados a partir de soja transgênica -e em breve do milho transgênico, recém-aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.

O assunto promete ganhar força a partir do dia 18 de março, quando a CTNBio fará audiência pública sobre o arroz geneticamente modificado da Bayer. Diferentemente do que ocorre com a soja e o milho, que passam por processamento industrial para virar ração ou óleo, com o arroz poderemos ter, pela primeira vez, um produto geneticamente modificado que irá diretamente do campo para o prato do brasileiro. E seremos os primeiros no mundo a consumir o arroz transgênico, já que o produto da Bayer não está aprovado em nenhum outro país.

A correta identificação dos produtos transgênicos dá aos consumidores a liberdade de escolha e à sociedade civil e à indústria de alimentos a chance de responder aos brasileiros a pergunta óbvia: o que são transgênicos? As pessoas aprenderam a ler rótulos e procuram se informar sobre as substâncias ali indicadas. Se os transgênicos são tão seguros quanto afirmam as empresas que desenvolvem essa tecnologia, que sejam identificados nos alimentos que os contêm. E os consumidores se informarão sobre o assunto, como o fazem hoje para saber os teores de gordura trans, carboidratos e sódio dos alimentos. Anos atrás, a indústria também resistiu a dar esse tipo de informação.

Na verdade, ao final da guerra pela liberação dos transgênicos, quando foi aprovada no Congresso a Lei de Biossegurança, as condições para a “pax transgênica” que deveriam ser seguidas nunca foram respeitadas -a correta identificação dos produtos que contivessem transgênicos e a garantia da coexistência da sua produção com a convencional e/ou a orgânica. E, como em toda guerra, a maior parte do ônus fica com a sociedade civil, que é obrigada a conviver com a negação de um direito básico: saber o que está comendo.

Indicar nos rótulos aqueles alimentos que de alguma forma têm organismos geneticamente modificados em sua composição é o caminho para que a população brasileira entre de vez nesse debate. Que a decisão dos brasileiros se dê em meio ao excesso de informação, não sob sua escassez.

RAFAEL CRUZ, cientista social, é coordenador da campanha de engenharia genética do Greenpeace.

SÉRGIO LEITÃO, advogado, é diretor de campanhas do Greenpeace. Foi diretor do Instituto Socioambiental.

Fonte: Folha de São Paulo

Curso de nutrição para pais de autistas

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Merenda saudável

merenda

As aulas voltaram e, com elas, a correria de pais e filhos. Mas a pressa não pode ser desculpa para deixar a saúde de lado, afirma a nutricionista Renata Damião, do Hospital Fleury. Ela preparou um guia fácil e rápido para orientar os pais na hora de montar a lancheira dos pequenos. Em resumo: esqueça salgadinhos e refrigerantes; aposte em frutas e lanches saudáveis.
A lancheira ideal, segundo Renata, contém exemplos de todos os grupos alimentares. Falando assim pode até parecer complicado. Mas não é.
São três esses grupos. O primeiro é dos alimentos “energéticos” — e inclui, por exemplo, todos os tipos de pães. O segundo grupo é dos “contrutores”, como queijo, peito de peru, leite, iogurte e achocolatados. Ou seja, um sanduíche com uma bebida láctea já resolve dois itens da listinha. Para fechar, os chamados alimentos “reguladores”, que são muito bem representados pelas frutas.

A psicóloga Daniela Ribeiro, de 27 anos, segue essas regras à risca na hora de fazer a lancheira da filha Flávia, de seis anos. Mas a missão não é fácil. “A Flávia é um pouco chata para comer. Ela só gosta de comer o que não é bom”, conta a mãe. A saída? Fazer a menina participar da escolha do lanche e dar preferência a alimentos saudáveis que sejam do agrado dela.
“Sempre procuro colocar uma fruta, ou um legume, que ela gosta, um sanduíche ou uma bolacha, e uma bebida. Aí ela tem a opção de escolher o que está com mais vontade”, explica Daniela.
A nutricionista aprova a saída encontrada. “Há uma composição bem diferenciada, bem balanceada. Achei interessante o incentivo que ela dá para a filha ajudar a compor a lancheirinha com opções saudáveis”, diz Renata.
“O iogurte fornece as proteínas necessárias para a criança. A fruta, banana ou mamão, fornece bastante vitaminas e minerais, o que ajuda no desenvolvimento escolar e no crescimento. E há oção de um carboidrato, porque a criança precisa de energia, no pão e na bolacha”, explica. “Lembrando e reforçando que quando for uma bolacha, é bom priorizar sempre uma mais saudável. Evitar bolachas que contêm recheio, que são muito gordurosas, bastante calóricas e não trazem benefícios para a saúde”, orienta Renata.
Segundo ela, o erro mais comum que os pais cometem na hora de montar a lancheira das crianças é priorizar salgadinhos e refrigerantes. “Isso tem que ser revisto e o adulto tem que ajudar a criança a comer opções mais saudáveis”, afirma. “Os pais, como educadores, têm que participar desse processo. Quando a gente fala de hábitos alimentares não é só a lancheirinha. São hábitos que vão sendo adquiridos ao longo do crescimento dessa criança e envolvem também a família”, diz Renata.

Fonte: G1

Repolho

repolho

Esta hortaliça é uma ótima fonte de vitaminas A e C.

A vitamina A é indispensável à boa visão, pele e mucosas, auxilia no crescimento e formação dos dentes e, evita infecções.

A vitamina C, por sua vez, é necessária ao desenvolvimento dos ossos e dentes e aumenta a resistência dos tecidos e dos vasos sanguíneos. Também age contra as infecções, hemorragias e o envelhecimento precoce, mas é conhecida, principalmente, por combater gripes e resfriados e outras doenças mais sérias, como a pneumonia e a anemia secundária.

O repolho branco é depurativo do sangue, estimulante da digestão, auxilia no combate à tuberculose e, também, em todos os casos de cansaço físico. Deve ser comido cru e bem mastigado. Em cataplasma as folhas de repolho são excelentes para dissolver furúnculos.

E o repolho roxo, por sua vez, tem propriedades estimulantes na produção de hormônios e auxilia na queima das gorduras.

Ao comprar repolho inteiro dê preferência ao que estiver bem pesado e firme. Sua parte central externa (cabo) deve ser firme e clara, pois estando mole e escura indica que o repolho está velho. Caso se queira comprar cortado em tirinhas, deve-se preferir o que for cortado na hora, para que se possa verificar sua qualidade.

Quando o repolho não for utilizado totalmente, deve-se retirar apenas as folhas superiores, evitando-se cortá-lo ao meio, o que faz com que se estrague mais depressa.

Qualquer tipo de repolho (branco ou roxo) combina bem com cebola, cenoura, pepino e pimentão cortados em quadradinhos e temperados a gosto, acompanhando carnes.

O repolho pode ser conservado em geladeira por 15 dias e seu período de safra é de setembro a abril.

Mais uma função da manteiga

Manteiga pode medir poluição

Um estudo promovido em parceria entre o Greenpeace e a Universidade de Lancaster da Inglaterra revelou um novo método de medir os focos mundiais de poluição do ar, a análise da manteiga. De acordo com eles, muitos POPs (poluentes orgânicos persistentes), como PCBs (bifenilas policloradas), dioxinas e alguns pesticidas, carregados pelo vento acabam caindo nos pastos que servem de alimento às vacas, responsáveis pelo ingrediente que compõe aproximadamente 80% da manteiga, o leite. É em sua gordura que os poluentes se acumulam, acabando em nossas mesas. Kevin Jones, um dos envolvidos no estudo, afirma que os poluentes contidos no alimento não demonstram oferecer riscos à saúde, pois encontram-se em pequenas quantidades, e que as amostras de manteiga produzidas em diversas partes do mundo podem ajudar os ecologistas a encontrar os principais pontos expostos à emissão de POPs. As análises feitas com manteigas de 23 países revelaram que os produtos da América do Norte e Europa continham mais PCB, enquanto que o hemisfério sul apresentava níveis reduzidos. A quantidade de PCB encontrada nos alimentos variou de 110 a 3.330 picogramas por grama de manteiga (um picograma é a trilhonésima parte de um grama).

Lombinho ao molho de laranja e alecrim

>>o lombinho de porco tem muito pouca gordura, ao contrário do que normalmente se pensa.

Ingredientes: 1 pedaço de lombinho sem gordura (600g); 1 colher de chá de azeite; 1/2 xícara de caldo de galinha sem gordura; 1 colher de chá de raspa de casca de laranja; 1 colher de chá de fubá fino; 4 colheres de sopa de água; 1/4 de xícara de suco de laranja fresco; 2 colheres (de chá) de alecrim fresco picado

Modo de preparo

1. Numa caçarola antiaderente, aqueça o azeite em fogo alto e doure o lombinho rapidamente. Adicione o caldo de galinha e a casca de laranja. Deixe levantar fervura e reduza o fogo. Cozinhe com a panela tampada por 15 a 20 minutos até que o lombinho amacie. Retire o lombinho, corte em oito fatias finas e mantenha quente.

2. À parte, junte e misture com o fubá com a água e o suco de laranja. Na mesma panela, ferva a mistura do fubá , enquanto raspa o fundo até que o molho engrosse. Salpique o alecrim fresco.

Açúcar causa dependência química

Pesquisadores da Universidade de Priceton, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que o açúcar pode viciar. Um estudo com ratos mostrou que a substância é capaz de despertar pelo menos dois dos três elementos que caracterizam a dependência química: aumento da quantidade ingerida e sintomas de abstinência. O estudo foi apresentado nesta quarta-feira no encontro do Colégio Americano de Neuropsicofarmacologia em Scottsdale, no Arizona.

Segundo o professor Bart Hoebel, houve profundas mudanças comportamentais nos animais, que receberam doses elevadas de açúcar. Além de demandarem cada vez mais doce, após um corte na oferta da substância, os ratos passaram a ingerir álcool e anfetaminas, oferecidos inicialmente em doses mínimas. Os ratos demonstraram aumento da sensibilidade aos psicoestimulantes, um dos efeitos no cérebro dos dependentes químicos.

Hoebel, que há anos pesquisa hábitos alimentares como forma de recompensa, constatou que os ratos comem mais açúcar quando estão com fome, um fenômeno semelhante ao que ocorre com dependentes de nicotina, cocaína e morfina. A pesquisa também aponta um aumento do neurotransmissor dopamina depois que os animais famintos ingeriam uma solução de açúcar. Este sinal químico aciona mecanismos de motivação e, repetidamente, levam à dependência. Após um mês, o cérebro dos animais se acostumava com os níveis elevados de dopamina e os receptores para o neurotransmissor diminuíam, enquanto os receptores para opióides aumentavam. Esses sistemas opióides e dopaminérgicos estão relacionados às estruturas de motivação e recompensa do cérebro. Mudanças semelhantes ocorrem com ratos que recebem doses de heroína e cocaína.

Quando o açúcar foi retirado, os animais demonstraram sinais de abstinência, como ansiedade, manifestada por ranger de dentes e comportamento fora do padrão. Segundo os médicos, o estudo oferece pistas para transtornos alimentares, como a compulsão.

Beterraba

A beterraba é uma raiz que aparece em duas colorações: branca, de onde se extrai o açúcar; e vermelha, que é utilizada na alimentação.

Além do açúcar, esse legume é muito rico em vitaminas A, do Complexo B e vitamina C (que só é aproveitada pelo organismo quando a beterraba é consumida crua) e, em sais minerais, como Sódio, que protege o organismo contra a perda excessiva de líquidos; Potássio, necessário para a atividade muscular normal; Zinco, elemento necessário aos tecidos cerebrais; e Magnésio, que é constituinte do osso e regula as funções musculares e nervosas.

Esta hortaliça é recomendada para anêmicos por sua riqueza em Ferro, para quem tem dentes fracos ou gengivas inflamadas e aqueles que tem problemas intestinais, devido a seu efeito laxante. As pessoas com dentes fracos, atacadas de piorréia, devem fazer uso do suco de beterraba pelo menos três vezes por semana.

A beterraba também é um ótimo remédio para combater os desarranjos do baço e do fígado, enquanto que suas folhas em forma de cataplasma, com um pouco de gordura, são empregadas como refrescantes nas feridas da pele e inflamações em geral.

Para os que sofrem de pedras na bexiga, um remédio eficaz é ferver uma beterraba e tomar seu caldo três vezes ao dia. O suco de beterraba, por sua vez, é tônico, refrescante e diurético, e combate a litíase renal, descongestionando as vias urinárias.

Ao comprar, escolha beterrabas de cor bem concentrada e tamanho médio. A casca deve ser lisa, sem rachaduras e com folhas brilhantes, sinal de que o legume está fresco. Ao cozinhar essa raiz, deixe 3cm de talo e não corte sua parte terminal. Esses cuidados evitam que a beterraba perca líquidos durante o cozimento, o que acentua seu sabor e a deixe com cor mais concentrada.

A beterraba pode ser consumida de diversas maneiras: temperada com suco de laranja, que lhe dá um sabor diferente, deixando-a mais gostosa; pode ser frita, como batatas; batidas no liquidificador com leite; em sopas com outros legumes, ou ainda cozida e servida em forma de saladas. São pratos muito nutritivos.

Seu período de safra é de agosto a fevereiro.

Feira mostra força e potencial da agricultura orgânica

Quase 25% de toda a área destinada à agricultura orgânica certificada no mundo encontra-se na América Latina. Em 2006, o comércio mundial de produtos orgânicos foi de R$ 65 bilhões. O Brasil contribuiu com cerca de R$ 500 milhões, sendo 70% para exportação e 30% para o mercado interno. Esse universo esteve representado na V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, realizado no Rio de janeiro.

Data: 30/11/2008 De 26 a 30 de novembro, quem protagoniza o Brasil Rural Contemporâneo reuniu-se no Rio de Janeiro, na V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária. É a maior exposição e venda de produtos da agricultura familiar brasileira e uma oportunidade para conhecer o universo formado por 4,1 milhões de propriedades que produzem 70% dos alimentos que estão diariamente na mesa dos brasileiros. Com a Marina da Glória como cenário, 550 grupos de produtores expuseram e comercializaram seus produtos em 464 estandes que ocuparam 25 mil metros quadrados.

“Estamos aqui para divulgar a agricultura familiar e o consumo de orgânicos. Temos um público cativo, mas queremos atingir quem ainda não conhece ou não consume os produtos das pequenas propriedades. Nenhuma máquina substitui a minúcia da mão humana. Os morangos que produzidos são separados um a um para, depois, serem transformados em compotas, geléias e na famosa morangada”, explica Marc Ferrez Weinberg, engenheiro agrônomo que mantém, junto com a esposa, a produção de diversas frutas orgânicas em Nova Friburgo, Rio de Janeiro.

Weinberg sabe que é a agricultura familiar a responsável pela produção da maior parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Quase 25% de toda a área destinada à agricultura orgânica certificada no mundo encontra-se na América Latina. Dentre os países mais ativos estão a Argentina, o Brasil e o Uruguai. No ano de 2006, o comércio mundial de produtos orgânicos foi de R$ 65 bilhões. O Brasil contribuiu com cerca de R$ 500 milhões, sendo 70% para exportação e 30% para o mercado interno.

Seu Francisco, de Cananéia, litoral de São Paulo, produz ostras de mangue com diversas famílias quilombolas. A iguaria é procurada em todos os restaurantes do litoral paulista, mas o verdadeiro valor de cada ostra está na conservação do mangue e na geração de trabalho e renda para as famílias quilombolas da região. “O mais importante é que estamos protegendo o mangue, nossa única riqueza natural. A comunidade, até pouco tempo, não fazia o manejo sustentável na produção de ostras. Hoje, sabemos que ali está o nosso sustento e a preservação dele para os nossos filhos”.

A Cooperostra nasceu com esta meta: tirar da clandestinidade os coletores de ostras de Cananéia e oferecer um plano de manejo sustentável. A cooperativa existe desde 1997 e hoje conta com 43 cooperados. Os produtos têm certificado do Serviço Nacional de Inspeção Federal (SIF), emitido pelo Ministério da Agricultura.

Vindas até o Rio de Janeiro de lugares mais distantes, as mulheres da região de Mostardas, Rio Grande do Sul, trouxeram à Feira o artesanato com lã de ovelha, fonte de renda para três grupos remanescentes de quilombolas. As técnicas repassadas de geração em geração dão origem a fios, tapetes, acolchoados, boinas e mantas. A atividade representa um incremento de aproximadamente 10% na renda das famílias. O artesanato complementa a renda da principal atividade econômica das comunidades, a agricultura. “Tenho mais um trabalho, mas não deixei de cuidar da roça”, explica a artesã Enilda Maria Gonçalves da Costa, que, ao lado do marido, cuida da plantação de cebola, batata e feijão, vendidos em feiras na região de Mostardas, e ainda produz farinha de milho e doces.

Essas e muitas outras surpresas da agricultura familiar brasileira foram expostas em estandes individuais e coletivos, distribuídos em cinco ambientes que reproduzem estilos e características das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. A Marina da Glória também recebeu cinco ilhas temáticas formadas por estandes coletivos que reuniram de oito a 20 expositores. As ilhas são compostas pelas praças dos Orgânicos, da Biodiversidade, do Artesanato, da Cachaça, uma das mais disputadas, e do Biodiesel.

A V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária foi realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com patrocínio da Caixa Econômica Federal, do Banco do Nordeste, do Banco do Brasil, do BNDES, da Petrobras, da Eletrobrás, do Sebrae, da Abimaq, da Anfavea, da Fundação Banco do Brasil e da Ubrabio. Contou também com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro; da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro; e do Instituto Latinoamerica para o Desenvolvimento da Educação, Ciência, Arte e Cultura; e da Fundação Universitária de Brasília.

Fonte: Agência Carta Maior

Como fazer uma horta orgânica vertical

Esta horta vertical é ideal para pequenos espaços, como apartamentos.

A HORTA VERTICAL é uma técnica a ser adotada onde há pouco espaço disponível para manutenção de hortas convencionais; permite o cultivo de hortaliças orgânicas em bombonas. para aproveitamento do espaço vertical.

O cultivo de hortaliças em espaço reduzido tem se tornado prática comum em ambientes urbanos.
Aproveitam-se varandas de apartamentos e pequenos quintais para o cultivo orgânico de hortaliças (livres de agrotóxicos e adubos químicos) para o consumo familiar.
Há, também, aqueles que, possuindo um pouco mais de espaço, transformam a atividade em um pequeno negócio.

As técnicas comumente utilizadas possibilitam um cultivo orgânico de hortaliças, dispensando a necessidade de canteiros de terra, embora não dispensando o uso da terra.
É diferente da hidroponia, cujo sistema de plantio depende de adubação química que é incompatível com um sistema orgânico de cultivo.

Para a confecção de canteiros utilizando materiais recicláveis, a escolha vai depender da vontade de cada pessoa, de conformidade com o ambiente em que ela pretende instalar a horta.

A EMBRAPA Hortaliças tem um projeto chamado “Hortas em pequenos espaços” que disponibiliza uma cartilha com alguns tipos de canteiros:

a) Canteiro de tubo de PVC

- Utilizar tubos PVC de 300mm.
Efetuar um corte horizontal, no meio, de modo obter duas calhas com 10 a 15cm de profundidade.
Em seguida fixar madeira em forma de meia lua nas laterais.
Na parte inferior, fazer orifícios para escoamento da água.

b) Plantio em Garrafas Pet

- Cortar a garrafa pet na altura de 23cm e na base que é o ponto, fazer um orifício em todos os ressaltos para o escoamento do excesso de água.

Como fazer um aspersor de água com garrafa PET.

Fonte: Faz Fácil

Workshop de Ceia Vegetariana em BH

Abacate no Globo Repórter

Força, energia, concentração e muito preparo físico. Em uma academia de caratê, em Campinas, no estado de São Paulo, instrutor e alunos se dedicam a um esporte que em apenas uma hora de prática consome 400 calorias. É um grande esforço para os músculos e um desgaste para os ossos e as articulações.

Mas o médico Edson Credídio, faixa preta desde a adolescência, tem a solução. O nutrólogo é defensor e apreciador ferrenho do abacate. Ele acredita que a fruta não deve faltar na alimentação dos atletas.

“Evita a câimbra pelo alto teor de potássio. Ele é importante, porque apresenta polifenóis, que ajudam a recuperar e a proteger as cartilagens nas articulações. Então, é um complemento que todo o atleta deveria utilizar”, explica o médico.

Só de potássio, o abacate tem 485 miligramas em cada cem gramas do fruto. É o dobro da banana. Na academia, o médico recomenda o abacate aos alunos, assim como faz com seus pacientes há 28 anos. Segundo ele, para prevenir uma série de doenças.

“Evita doenças crônico-degenerativas, processos alérgicos, processos reumáticos, doenças auto-imunes. Eu uso para tudo, só que inserido em um plano pessoal”, afirma doutor Credídio.

Acontece que o abacate, apesar de gostoso, tem fama de engordar. Por isso, não é muito bem visto.

“Todos nós achávamos que era gorduroso”, diz uma mulher.

“Sempre acharam que aumentaria o colesterol”, comenta um aluno da academia.

“Pelo fato de ter óleo, ele tem um alto teor energético. Cada 100 gramas tem 170 calorias. Só que você põe uma quantidade menor, por exemplo, em um leite desnatado ou come com limão. Então, fica pouca caloria. Compensa pelo benefício”, explica doutor Credídio.

Benefícios que pesquisadores do curso de engenharia de alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estudam já há dois anos. Orientado pela professora Glauce Pastore, doutor Edson Credídio quer comprovar cada uma das propriedades do abacate na sua tese de doutorado. Os estudos feitos no laboratório mostram que o abacate é tão bom para o nosso organismo quanto o azeite extra-virgem.

“A grande vantagem é que nós encontramos o abacate o ano todo. Ele tem uma diversidade muito grande. No Brasil, temos mais de cem espécies diferentes. Então, você consegue encontrar o ano todo. O benefício que ele causa é aumentar o colesterol bom e reduzir o colesterol ruim, levando à prevenção de doenças cardiovasculares”, diz o médico.

A constatação de que o abacate podia aumentar o bom colesterol bom precisava ser comprovada cientificamente. Um desafio que levou o pesquisador até o Comando de Policiamento do Interior, o CPI2.

O grupo de policiais foi considerado ideal para o estudo, porque as pessoas que fazem parte dele têm várias características parecidas. São homens e mulheres na mesma faixa de idade, entre 25 e 45 anos. Eles possuem hábitos de alimentação e de atividade física bem semelhantes. E todos têm uma profissão que provoca muito estresse.

E o estresse é uma ameaça. Para reagir, consumimos nossas reservas, inclusive o colesterol bom, o HDL. A proposta para os militares do CPI2 era consumir um abacate pequeno por dia: metade no almoço e a outra metade no jantar.

“No começo, eu estava meio cético. Como uma fruta que é tão gordurosa pode melhorar o colesterol? Eu achei até estranho”, conta o terceiro sargento da Polícia Militar de São Paulo, Alex Sandro Menegão.

O sargento Alex Sandro tinha boas razões para ter receio. Pouco antes do teste, teve diagnosticado um problema de hipotireoidismo. “É uma alteração na glândula tireóide que faz com que o metabolismo tenha problemas. Então, o colesterol aumenta na circulação. Eu tinha níveis de colesterol altíssimos. Eu ia ter que tomar remédios e medicamentos para controle do colesterol”, lembra.

Setenta policiais aderiram ao programa durante dois meses. Nada mudou na alimentação deles, a não ser a entrada do abacate.

“Eu não quis interferir na dieta para mostrar a eficácia real do fruto do abacate”, explica o médico.

Os exames de sangue foram realizados antes e depois do estudo. O resultado surpreendeu.

“A principal conclusão dessa pesquisa foi que 99% dos policiais participantes tiveram uma melhora do colesterol HDL, que é bom colesterol”, informa doutor Credídio.

O sargento Alex Sandro e a soldado Cristina Proença apresentaram as mudanças mais significativas. O HDL, o colesterol bom, da soldado Cristina subiu 20% ao final dos dois meses. O sargento Alex Sandro apresentou uma melhora geral do quadro dele: redução do colesterol total e aumento do HDL.

“Eu me senti mais disposto e mais humorado. Só o fato de saber que não estou mais doente e que não tenho mais nenhum problema é ótimo. Então, eu vou prosseguir nessa dieta. Já é o suficiente, não preciso tomar nenhum tipo de medicamento, nenhuma droga. Acho mais natural”, diz o sargento.

“O ideal seria uma porção por dia, o que corresponde a duas colheres de sopa. Isso seria introduzido em um plano alimentar balanceado”, orienta doutor Credídio.