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Agrotóxicos no leite materno

>>Consumimos venenos em larga escala, a maioria deles já proibida nos países desenvolvidos, mas que são vendidos aqui no Brasil pela pressão desse grupo chamado Associação Nacional de Defesa Vegetal, que não defende em nada os vegetais, pelo contrário, mata os vegetais e quem os consome diariamente.

SÃO PAULO – Uma pesquisa feita com amostras de leite materno de 62 mães do Mato Grosso, que estavam amamentando seus bebês, mostrou que todas estavam contaminadas por agrotóxicas. As mulheres são do município de Lucas do Rio Verde, de 45 mil habitantes, um dos cinco maiores produtores de grãos do estado.

As mães, pesquisadas pela Universidade Federal do Mato Grosso, amamentavam bebês com duas a oito semanas de nascidos.

Seis substâncias foram detectadas nas amostras de leite materno. Uma delas é proibida no Brasil há 10 anos. O professor Wanderlei Antonio Pignati, orientador da pesquisa, afirma que não existe legislação que estabeleça o limite de agrotóxico no leite materno, apenas no leite de vaca. Na pesquisa, segundo ele, alguns resíduos estavam acima do permitido até mesmo para o leite de vaca.

Em 2009, o município cultivou 410 mil hectares de soja e milho e utilizou 5,162 milhões de litros de agrotóxicos.

A Associação Nacional de Defesa Vegetal, que reúne os produtores de defensivos agrícolas, afirma que os produtos são rigorosamente avaliados pelas autoridades antes de serem vendidos.

Fonte: O Globo

Como diminuir a concentração de agrotóxicos nos alimentos

agrotoxicoRIO – Alergias, disfunções no fígado, alterações neurológicas e até o câncer são algumas das doenças associadas ao consumo excessivo de agrotóxicos, defensivos agrícolas usados no cultivo da maioria das frutas e dos legumes vendidos no país. De acordo com dados da Universidade de Brasília, são usados no país mais de 400 tipos de pesticidas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária tem regras rígidas para a produção e a venda de alimentos com agrotóxicos e, de acordo com eles, os riscos à saúde estão ligados a agrotóxicos ilegais ou aos usados acima do limite máximo permitido pela legislação.

O cirurgião Armando Portocarreiro, responsável pelo serviço nutricional do Hospital Samaritano, explica que os agrotóxicos estão associados a certos tipos de câncer no sangue, como a leucemia, e que em países como a França e a Suíça já existe uma lei determinando que os produtos com agrotóxicos tenham identificação especial.

– O ideal é consumir produtos orgânicos, que são livres de químicos em todas as fases do seu cultivo, mas é praticamente impossível ter uma alimentação 100% orgânica. Se tiver que escolher, compre verduras orgânicas, já que as folhas costumam ter as taxas mais altas de agrotóxicos – afirma o médico.

O perigo dos defensivos agrícolas é que eles costumam ser imperceptíveis, e o consumidor não sabe ao certo que tipo de químico pode estar ingerindo. Higienizar os alimentos corretamente ajuda a diminuir a concentração de agrotóxicos, porém os especialistas não chegaram a uma conclusão se deixam o produto completamente seguro.

Para não correr riscos, o ideal é lavar todas as frutas e legumes com água limpa e corrente, depois deixar de molho em água com vinagre ou pastilhas de cloro durante no mínimo 20 minutos, e depois lavá-los novamente em água corrente.

A nutricionista Fabiana Casé, da clínica Harmonya, ensina que também é possível deixar os alimentos de molho em uma solução feita com uma colher de sobremesa de água sanitária para cada litro de água. Já os alimentos com casca grossa podem ser lavados com escovinha e detergente neutro.

– Depois da limpeza, é preciso enxaguar tudo muito bem. Se não, em vez de comer resíduos de agrotóxicos, a pessoa acaba ingerindo restos de sabão ou água sanitária. Realmente, o processo é trabalhoso, mas é um sacrifício momentâneo para evitar doenças mais sérias depois – enfatiza Fabiana.
Orgânicos são a melhor opção para a saúde

Para minimizar os danos causados por agrotóxicos, uma opção é comprar frutas e vegetais orgânicos. Apesar de mais caros, especialistas garantem que seu consumo vale a pena, especialmente para as crianças. Na hora de escolher orgânicos, o principal é checar se o produto é certificado – esta é a garantia de que químicos não foram usados na produção.

Uma fruta ou um legume perfeitos são sinal de que provavelmente houve químicos em seu cultivo. Por outro lado, pequenos furos e bichinhos indicam que poucos agrotóxicos foram usados no alimento. Não estranhe o tamanho das frutas e dos legumes, que costumam ser menores.

No supermercado, verifique se os orgânicos ficam armazenados separadamente. O ideal é não misturar produtos orgânicos com os convencionais para evitar a contaminação. Evite os produtos rotulados de “naturais”, já que isto não é garantia de que são livres de químicos.

Se não puder consumir todos os tipos de orgânicos, dê preferência aos que são ingeridos com casca ou têm a casca muito fina, como o tomate, o morango, a batata, o pimentão e as folhas. Outra dica é comprar produtos orgânicos em feiras locais, que costumam se mais baratos do que nos supermercados.

Anvisa divulga lista de alimentos contaminados por agrotóxicos

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RIO – O pimentão foi o alimento que apresentou o maior índice de irregularidades para resíduos de agrotóxicos, de acordo com pesquisa sobre segurança alimentar divulgada nesta quarta-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mais de 64% das amostras de pimentão analisadas pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos apresentaram problemas. O morango, a uva e a cenoura também apresentaram índices elevados de amostras irregulares, com mais de 30% cada.

Um dado preocupante foi a descoberta de agrotóxicos não permitidos em todas as culturas analisadas. Ingredientes ativos banidos em diversas partes do mundo, como acefato, metamidofós e endossulfam, foram encontrados de forma irregular nas culturas de abacaxi, alface, arroz, batata, cebola, cenoura, laranja, mamão, morango, pimentão, repolho, tomate e uva.

Outro desvio detectado foi o uso de um teor de resíduos de agrotóxicos acima do permitido. No balanço geral, das 1773 amostras dos dezessete alimentos monitorados (alface, batata, morango, tomate, maçã, banana, mamão, cenoura, laranja, abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva), 15,29% estavam insatisfatórias.

A cultura do tomate foi a que apresentou maiores avanços na redução do uso de agrotóxicos. Em 2007, 44,72% das amostras de tomate analisadas apresentaram resíduos de agrotóxicos acima do permitido. No último ano, esse número caiu para 18,27%. Manga, batata, banana, cebola e maçã também apresentaram baixos teores de irregularidade.

A batata, que em 2002, primeiro ano de monitoramento do Programa, apresentou um índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos, teve o nível reduzido para 2%. A banana, que chegou a apresentar índice de 6,53% neste período, fechou 2008 com incidência de 1,03% de irregularidades.
O estudo

Criado em 2001, o programa da Anvisa tem como objetivo manter a segurança alimentar do consumidor e a saúde do trabalhador rural. A escolha dos itens analisados leva em consideração a importância destes alimentos na cesta básica do brasileiro, o consumo, o uso de agrotóxicos e a distribuição das lavouras pelo território nacional. No último ano, o estudo acompanhou oito novas culturas: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.

Fonte: O Globo

Agrotóxicos são encontrados em refrigerantes

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Terra – O Centro para as Ciências e o Meio Ambiente da Índia (CSE) afirmou hoje que voltou a encontrar resíduos de pesticidas em refrigerantes da Coca-Cola e da Pepsi de 25 Estados da Índia, três anos depois de ter acontecido o mesmo, informou a rede de televisão Zeenews.

De acordo com o relatório redigido por um laboratório dessa ONG indiana, os refrigerantes da Pepsi contêm uma quantidade de pesticidas 30 vezes maior que a encontrada em 2003, enquanto os de Coca-Cola apresentam uma quantidade 27 vezes maior que da vez passada.

O CSE sustenta que, apesar da enorme indignação popular gerada por este fato há três anos, a decisão de aumentar os padrões sanitários para a indústria dos refrigerantes foi impedida por poderosos interesses no Governo.

Por exemplo, os níveis de algumas amostras, como os de uma embalagem de Coca-Cola comprada na cidade de Calcutá, excederam em 140 vezes o nível permitido do pesticida Lindane e em outro fabricado em Thane, em Mumbai, foi encontrada a neurotoxina Chlorpyrifos em um nível 200 vezes superior ao permitido.

Feira Orgânica em Nova Friburgo

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Caros amigos:
Somos produtores orgânicos da região serrana ( Friburgo, Sumidouro, Bom Jardim e Duas Barras) e iniciamos um projeto de estar junto aos consumidores.
Para isso, criamos uma feira, aos sábados, de 7h às 12 horas, no Cônego, Nova Friburgo, numa parceria com o GPH, que cedeu o espaço.
Você, que valoriza a sua saúde, o meio ambiente e o agricultor familiar, aquele que produz sem destruir, sem causar queimadas e aumentar o aquecimento global, pode ajudar muito neste trabalho: Venha consumir legumes, verduras, frutas, doces, café e muitos outros ítens que são produzidos dentro das normas de certificação da ABIO.
Divulgue, fale com seus amigos para que venham ver e conversar direto com os produtores, sem intermediário e levar para casa saúde em forma de alimento.
Se vc mora fora de Friburgo mas tem amigos aqui, não deixe de avisá-los.

Estaremos aguardando a presença e o apoio de todos.
PRODUTORES ORGÂNICOS DA SERRA

O assassino das abelhas

Cientistas descobriram um vírus que infecta as colméias. Mas ele sozinho não explica por que os enxames estão morrendo no mundo todo

Luciana Vicária

A descoberta de um vírus poderoso que infecta abelhas pode ajudar a solucionar um mistério que há dois anos preocupa os cientistas em várias partes do mundo – a mortandade sem precedentes das abelhas nos Estados Unidos e na Europa. Nos últimos meses, os agricultores americanos perderam cerca de 80% de seus enxames. Na França, aproximadamente 30% das colméias morreram no primeiro semestre deste ano. Também há suspeitas de perdas na Suíça, Espanha e Inglaterra. Ainda não se sabe se o Brasil foi atingido por esse vírus.

Agricultores gaúchos e catarinenses relataram o desaparecimento de abelhas em níveis inéditos neste ano. Há estimativas de perdas em torno de 25% da produção de mel. O problema só não é maior no mundo porque os agricultores ainda conseguem comprar enxames novos para repor as perdas. Mas ninguém sabe por quanto tempo será possível encontrar colméias saudáveis para abastecer o mercado.

Na semana passada, um grupo de pesquisadores americanos revelou ter identificado um vírus presente em 96% das abelhas mortas em todos os enxames dizimados. O artigo foi publicado na revista científica Science. Ao comparar o genoma de abelhas sadias e doentes, os cientistas encontraram o vírus israelense de paralisia aguda (IAPV). A praga foi descrita pela primeira vez há dois anos em Israel. Ela teria se espalhado pela Austrália e alcançado os EUA, que importam colméias de várias partes do mundo. Ainda não se conhece o poder destrutivo do vírus. Sabe-se apenas que ele ataca a parte motora das abelhas, deixando as asas trêmulas de modo progressivo. Em alguns casos, os insetos perdem a capacidade de voar, caem no chão e morrem.

“O vírus é apenas a primeira peça do quebra-cabeça”, diz Diana Cox-Foster, da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, que lidera o grupo de estudos sobre o sumiço das abelhas. O vírus não explica por que as abelhas morrem a quilômetros de distância da colméia. Em Israel, onde a praga atacou pela primeira vez, as abelhas-operárias tombavam à beira da colméia. “Quando uma colônia é afetada por um microrganismo, sempre há muitas abelhas mortas ao redor da colméia”, diz Walter Haefecker, diretor da Associação Alemã de Apicultura. Agora, as abelhas-operárias saem de casa aparentemente saudáveis e não voltam para alimentar as mais novas. Elas seguem sem rumo e morrem, provavelmente por inanição. Afinal, o que as está matando?

A única certeza dos cientistas é que as abelhas estão debilitadas. A análise dos insetos mortos mostrou que, além do vírus israelense, as abelhas estavam infectadas por bactérias, fungos e protozoários. Algumas apresentavam cinco ou seis infecções ao mesmo tempo. “Os insetos estão estressados, e seu sistema imunológico pode ter entrado em colapso”, diz Fábia de Mello Pereira, da Embrapa. Há vários fatores que, aparentemente, estão enfraquecendo o sistema imunológico das abelhas. Todos eles, segundo os cientistas, têm o poder de acionar um comportamento atípico nas abelhas.

O primeiro fator de estresse seriam as plantações transgênicas. Algumas plantas recebem um gene de bactéria, que produz toxinas para repelir insetos da família das mariposas e borboletas. Surgiram indícios de que o pólen dessas plantas geneticamente modificadas estaria debilitando as abelhas. Um estudo realizado na Universidade de Jena, na Alemanha, entre 2001 e 2004, mostrou que as abelhas adoeceram com mais facilidade quando se nutriram de pólen transgênico. Mas pode ter sido por outras causas. “Nenhum estudo é conclusivo ainda”, diz Fábia. O aquecimento global é o segundo suspeito. A alteração no regime de chuvas adia a maturação de algumas espécies de flores e pode matar colméias inteiras por desnutrição. Afinal, o pólen é a principal fonte de alimento desses insetos. Além disso, a prática de alugar colméias é mais um fator estressante para as abelhas. Elas são levadas de uma fazenda para outra de caminhão sempre que novas culturas estão em época de floração.

O principal suspeito é o uso de agrotóxicos. Os pesquisadores desconfiam especialmente de uma classe de pesticidas derivados do tabaco, da classe dos neonicotinóides. Ele afeta o sistema neurológico dos animais. “Isso poderia explicar o porquê de as abelhas saírem da colméia e não voltar mais”, diz o cientista alemão Haefecker. Elas não conseguiriam achar o caminho de volta. Outra razão para desconfiar dos pesticidas é que a colméia vazia não é atacada por predadores. “Pode haver algo tóxico nelas.”

As abelhas domésticas são os insetos mais importantes na produção de alimentos. Ao levar o pólen de uma flor a outra, elas induzem a formação de sementes e frutos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), as abelhas polinizam os frutos de 73% dos alimentos que consumimos. “Nenhum inseto tem a capacidade de substituir as abelhas”, diz Ian Lipkin, diretor do Centro de Infecção e Imunologia da Universidade Colúmbia. A falta das abelhas seria mais catastrófica para a agricultura que o aquecimento global, afirma Diana. O físico Albert Einstein, um admirador das abelhas, certa vez disse: “Se a abelha desaparecer da superfície do planeta, então ao homem restariam apenas quatro anos de vida”.