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Terapia Biográfica e carreira

Marcelo Guerra

Nas últimas décadas, o conceito de carreira foi radicalmente modificado. Nos anos 70 ou 80 a carreira significava uma vida de trabalho dentro de uma mesma empresa e geralmente a pessoa tinha o próprio nome associado ao local onde trabalhava, como “Sr. Fulano da Empresa X” ou “Sr. Sicrano da Companhia Y”. A partir dos anos 90, a carreira passou a ser construída a partir da presença de diferentes empregos em empresas variadas ou ainda por meio de projetos independentes. Sendo assim, o emprego não é mais a meta, mas sim a realização como profissional.

A Terapia Biográfica busca o sentido nos diferentes fatos da vida de uma pessoa. No caso da carreira, ela pode revelar o sentido de sua vocação, que significa um chamado, ou seja, ultrapassa o conceito de profissão, podendo até se expressar por uma atividade não profissional. A vocação é o meio pelo qual podemos expressar os nossos propósitos mais essenciais, transformando-os em ações. A profissão pode ser uma forma que a vocação encontra para se expressar, mas ela está mais ligada a uma missão de vida. Assim, uma pessoa pode trabalhar num banco como necessidade profissional e realizar sua vocação fotografando nos finais de semana. Ou realizar a vocação num trabalho voluntário. Contudo, o caminho mais adotado para concretizar a vocação ainda é a profissão.

Como a Terapia Biográfica estuda as fases da vida em períodos de sete, os setênios, esta série de artigos pretende mostrar as influências de cada setênio para a formação da vocação. Especificamente, até os 28 anos, porque é quando termina a fase de formação. Para começar, avaliaremos o primeiro período da vida de uma pessoa.

DE 0 A 7 ANOS

Quando você nasceu, precisava de cuidados e os recebeu de seus pais e das pessoas próximas, que formavam à sua volta uma espécie de ninho de carinho e proteção. Até os 7 anos, a criança é bem dependente dos adultos e o que formará sua confiança é a qualidade dos cuidados recebidos nesta fase. Aliás, essa característica deve ser formada nesse período, já que depois disso só é conseguida através de muita disciplina e força de vontade.

A autoconfiança também é muito influenciada pelos primeiros passos. Quando uma criança aprende a andar, ela cai e levanta várias vezes. Muitas vezes ela se ergue com a ajuda de um adulto, mas o mais importante é que ela saiba que pode levantar quando cair. Se os pais não permitem que ela experimente esse levantar e cair, por medo de que se machuque, ela não desenvolverá a coragem para arriscar na vida. Por outro lado, se ela ganha um andador e sai correndo pela casa, sem fazer o menor esforço, pode desenvolver uma falsa autoconfiança, pois não se baseia nas suas próprias forças. Observe como foi que você aprendeu a andar. Isso diz muito sobre como você age na sua vida.

A principal atividade de uma criança é brincar. As brincadeiras nessa fase não seguem muitas regras, não são jogos. Algumas crianças gostam mais de liderar, outras seguem mais do que lideram. Algumas gostam de brincar com os brinquedos que ganham, seguindo as suas funções originais, enquanto outras optam por inventar brinquedos muito mais originais com as caixas dos presentes. As regras das brincadeiras nessa fase são inventadas pelas próprias crianças e costumam começar com “finge que…” ou “faz de conta que…”

Brincando, a criança desenvolve a criatividade e a capacidade de liderança que aplicará no seu trabalho quando for adulta. E é esta criatividade que permite criar novos negócios, novos produtos, novos serviços ou resolver impasses que nascem quase todo dia diante de nós quando estamos trabalhando. A capacidade de liderar, dividir essa liderança e convencer os seus pares daquilo que você acredita fazem com que o trabalho flua por um novo caminho. Isso pode ser comparado com a época que você decidia as regras do pique com os colegas, até onde valia se esconder, até que número quem estava no pique tinha que contar, quem era café com leite e quem brincava à vera.

Estas são as principais influências da infância à vocação que desabrochará na vida adulta. Aguarde os próximos artigos e aprenda mais sobre os setênios.

PARA CONTINUAR A REFLETIR SOBRE O TEMA

“Workshop Antroposófico: Vocação e Sentido”, de 25 a 27/03, em Ouro Preto (MG)

Artigo originalmente publicado na Revista Personare.

Cientista afirma ter teletransportado moléculas de DNA

O experimento mostraria que uma molécula de DNA pode transmitir as informações que contém, por meio de campos eletromagnéticos, para células distantes e até mesmo para a água. [Imagem: Site Inovação Tecnológica/Konrad Summers/Projeto Genoma Humano]

Teletransporte de DNA

Seu nome é Luc Montagnier e sua biografia pode ser resumida a um feito único: ele ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 2008, por ajudar a demonstrar a conexão entre o HIV e a AIDS.

Montagnier agora está sacudindo as bases do mundo acadêmico com uma alegação absolutamente inesperada: ele afirma ter “teletransportado” as informações de moléculas de DNA.

“Se os resultados estiverem corretos,” comentou Jeff Reimers, químico da Universidade de Sidnei, na Austrália, “isso será um dos experimentos mais significativos feitos nos últimos 90 anos, e exigirá uma reavaliação de todo o quadro conceitual da química moderna.”

Nesta altura dos acontecimentos, a expressão “se os resultados estiverem corretos” está tendo mais ênfase entre os outros cientistas do que o alegado teletransporte de DNA, que poderá ter um impacto, na verdade, muito além da química.

O problema é que o artigo ainda não foi aceito para publicação por uma revista revisada pelos pares deMontagnier.

E, a julgar pela recente controvérsia de uma bactéria com jeitão alienígena, anunciada com estardalhaço pela NASA e depois largamente contestada por outros cientistas, o processo de avaliação desse artigo deverá levar mais tempo do que o normal.

Teletransporte quântico

Montagnier e seus colegas alegam ter feito um experimento que mostra que uma molécula de DNA pode transmitir as informações que contém, por meio de campos eletromagnéticos, para células distantes e até mesmo para a água.

Mais do que isso, o Prêmio Nobel afirma que enzimas podem tomar esse “carimbo” remoto de DNA por um DNA real, copiando-o para produzir a coisa real – o que faria do experimento uma espécie de teletransporte quântico da molécula de DNA.

O experimento consiste em dois tubos de ensaio, próximos mas separados fisicamente, colocados dentro de uma bobina de cobre, sujeitos a um campo eletromagnético fraco de frequência extremamente baixa, de apenas 7 hertz.

O conjunto é isolado do campo magnético natural da Terra, para evitar interferências.

O primeiro tubo contém um fragmento de DNA com cerca de 100 pares de base. O segundo tubo contém água pura.

Depois de um período que variou de 16 a 18 horas, o conteúdo dos dois tubos de ensaio foram submetidos à reação em cadeia da polimerase (PCR), o método rotineiramente usado para amplificar quantidades traço de DNA, usando enzimas para fazer inúmeras cópias do material original.

Foi aí que o mais surpreendente aconteceu: o fragmento de DNA foi aparentemente recuperado dos dois tubos de ensaio, incluindo aquele que só deveria conter água.

A maldição da diluição

Para incomodar ainda mais os cientistas mais conservadores, aqueles que se incomodam com resultados controversos, e que geralmente se colocam prontamente contra qualquer nova descoberta que possa abalar o “edifício da ciência”, o DNA somente é teletransportado com sucesso depois que a solução original de DNA passa por diversos ciclos de diluição.

Diluição lembra homeopatia, e “cientistas céticos” – o termo é absolutamente sem sentido, mas há vários acadêmicos que se autodenominam assim -, cientistas céticos odeiam a homeopatia, argumentando que ela não possui bases científicas, e trabalham duro para desacreditá-la.

No experimento de teletransporte, em cada ciclo, a amostra original, do tubo número 1, foi diluída 10 vezes, e o DNA fantasma, do tubo número 2, só pode ser recuperado quando a amostra original é diluída entre sete e 12 vezes.

O teletransporte não funcionou nas super diluições usadas na homeopatia.

Vários cientistas ouvidos pela revista britânica New Scientist mostraram-se céticos quanto aos resultados.

Mas é difícil imaginar que a equipe de um pesquisador agraciado com o Prêmio Nobel seja ingênua a ponto de divulgar uma pesquisa tão controversa sem tomar todos os cuidados metodológicos necessários.

Cientista afirma ter feito teletransporte de DNA 

O fragmento de DNA foi aparentemente recuperado dos dois tubos de ensaio, incluindo aquele que só deveria conter água. [Imagem: Montagnier et al.]

Ondas eletromagnéticas do DNA

Segundo o rascunho do artigo, os físicos da equipe sugerem que o DNA emite ondas eletromagnéticas de baixa frequência, que transmitem a estrutura da molécula para a água.

Essa estrutura, alegam eles, é preservada e amplificada por meio de efeitos de coerência quântica. Como a estrutura imita o formato do DNA original, as enzimas do processo PCR tomam-na pelo próprio DNA e, de alguma forma, usam-na como modelo para construir moléculas que coincidem com o DNA transmitido.

Mas se Montagnier e seus colegas não conseguiram de fato fazer o teletransporte do DNA, então o que eles descobriram?

“Os experimentos biológicos parecem intrigantes, e eu não posso desacreditá-los,” disse Greg Scholes, da Universidade de Toronto, no Canadá, que demonstrou no ano passado que os efeitos quânticos ocorrem em plantas.

Klaus Gerwert, da Universidade Ruhr, na Alemanha, que estuda as interações entre a água e as moléculas biológicas, mostra preocupação quanto à persistência do fenômeno: “É difícil entender como a informação pode ser armazenada na água em uma escala de tempo maior do que picossegundos.”

Memória da água

Em 1988, o cientista francês Jacques Benveniste publicou um artigo na revista Nature, onde ele e seus colegas afirmavam demonstrar que a água tinha memória.

Em seu experimento, a atividade de anticorpos humanos era retida em soluções tão diluídas que não poderiam conter quaisquer moléculas de anticorpos – o que estatisticamente também ocorre na homeopatia.

Frente a um enorme ceticismo, a revista convocou um “caçador de mitos” para averiguar a questão, que concluiu que os resultados eram “uma ilusão”, gerada por um experimento mal projetado.

Em 1991, Benveniste repetiu seu experimento sob condições duplo cego e obteve novamente os resultados que demonstraram inicialmente a alegada “memória da água”.

Contudo, nem a Nature e nem a Science aceitaram o novo artigo para publicação.

Desacreditado, o pesquisador foi expulso de seu instituto sob a alegação de haver manchado a reputação da instituição.

Benveniste morreu em 2004.

Única saída

O que se espera agora é que o experimento de Montagnier e seus colegas seja avaliado pelos seus pares com a isenção necessária – sem ser condenado previamente, sobretudo por conter a palavra maldita – “diluição”.

Para isso, um único caminho pode ser trilhado: laboratórios independentes devem repetir os experimentos e checar os resultados.

Bibliografia: 

DNA waves and water
L. Montagnier, J. Aissa, E. Del Giudice, C. Lavallee, A. Tedeschi, G. Vitiello
Nature
23 Dec 2010
Vol.: 333, 816 – 818
DOI: 10.1038/333816a0
http://arxiv.org/abs/1012.5166

Human basophil degranulation triggered by very dilute antiserum against IgE
E. Davenas, F. Beauvais, J. Amara, M. Oberbaum, B. Robinzon, A. Miadonnai, A. Tedeschi, B. Pomeranz, P. Fortner, P. Belon, J. Sainte-Laudy, B. Poitevin, J. Benveniste
Nature
30 June 1988

Fonte: Inovação Tecnológica

Leia o artigo original aqui.

Oficina da boneca Waldorf em São Paulo



Uma nova turma para a Oficina da boneca Waldorf está se formando em São Paulo no Colégio Waldorf Micael:


18, 19 e 20 de março de 2011.


Rua Alexandrino Soares, 68 Jardim Boa Vista, São Paulo, SP.


Veja Mapa


Instrutor:
Nina Veiga e equipe 

Duração: 16 horas/aula;

sexta-feira, 19h30 às 22h;  sábado, 8h às 12h – 13h30 às 18h; domingo, 8h às 13h.

Investimento:
320 reais com material, apostila, moldes, certificado e 4 coffebreaks.

Pagamento parcelado no cheque ou no cartão.


 

Faça sua reserva:
Nina Veiga Atelier JF:

(32) 3231.6748
Informações em São Paulo:

(11) 2979.0824



Inscrições até 13 de março.



As fotos são da oficina  que aconteceu em fevereiro de 2011.







Workshop de Antroposofia – Tecendo o fio do destino

Tecendo a Manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.


E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

João Cabral de Melo Neto

Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos.

Este curso tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte. Ninguém precisa ser artista ou ter conhecimentos prévios de Antroposofia para participar, é claro.

Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.

Coordenado por:

  • Nina Veiga

Educadora Waldorf e Psicopedagoga artística, mestre em linguagem e cultura.

  • Rosângela Cunha

Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica

  • Marcelo Guerra

Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico.

Onde e quando?

Em São Paulo, no Centro Paulus, de 29 de abril a 1º de maio de 2011.

Quanto?

  • R$840,00, em quarto individual;
  • R$920,00, em suíte individual.

(O preço inclui os honorários e deslocamento dos coordenadores, os materiais usados durante o workshop, a divulgação, a hospedagem e a alimentação. A inscrição é efetivada com o depósito de R$200,00 e o restante deverá ser pago durante o curso com 4 cheques pré-datados. Não haverá devolução da taxa de inscrição em caso de desistência. Nos reservamos o direito de cancelar o curso se não houver o número mínimo de inscritos.)

Escreva para marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para (11)6463-6880.

Faça sua inscrição online, clicando aqui.

Curso de Fundamentação em Antroposofia em Petrópolis

Informações e inscrições em www.gepak.com.br. Não deixe para a última hora.
Local

Riverside Park Hotel

Rua Hermogênio Silva, 522

Petrópolis - RJ
24 2246-9850 / 24 2236-1500
Calendário
MARÇO – Dias: 25 (sexta das 14 às 22 horas) e 26 (sábado das 8 às 18 horas).
ABRIL – Dias: 15 (sexta das 14 às 22 horas) e 16 (sábado das 8 às 18 horas).
MAIO- Dias: 27 (sexta das 14 às 22 horas) e 28 (sábado das 8 às 18 horas).
JUNHO- Dias 17 (sexta das 14 às 22 horas) e 18 (sábado das 8 às 18 horas).
JULHO- Dias: 07 (quinta), 08 (sexta) e 09 (sábado)- Todos os dias das 8 às 18 horas.
AGOSTO- Dias: 26 (sexta das 14 às 22 horas) e 27 (sábado das 8 às 18 horas).
SETEMBRO- Dias: 23 (sexta das 14 às 22 horas) e 24 (sábado das 8 às 18 horas).
OUTUBRO- Dias: 28 (sexta das 14 às 22 horas) e 29 (sábado das 8 às 18 horas).
NOVEMBRO- Dias: 25 (sexta das 14 às 22 horas) e 26 (sábado das 8 às 18 horas).
DEZEMBRO- Dias: 08 (quinta), 09 (sexta) e 10 (sábado) – Todos os dias das 8 às 18 horas.
Conteúdo Programático
1-      Antroposofia Geral
1.1- Introdução e Metodologia
1.2- Evolução Humana
1.3- Cosmologia
1.4- Goetheanismo
2-      Quadrimembração
2.1-Trimembração
2.2- Introdução a Quadrimembração
2.3- Os Quatro Elementos
2.4- As Quatro Forças Formativas
2.5- Os Quatro Reinos da Natureza
2.6- Os Quatro Nascimentos
2.7- Os Quatro Temperamentos
3-      Biografia e Arquétipos
3.1- Os 12 Sentidos
3.2- Psicologia
3.3- Pedagogia e Medicina Escolar
3.4- Os Sete Arquétipos Planetários
3.5- Os doze Arquétipos Zodiacais
4-      Terapias Antroposóficas
4.1- Terapias Artísticas
4.2- Extra-Lesson
4.3- Terapias Externas
4.4- Fisioterapia
4.5- Euritmia
4.6- Nutrição
4.7-Reorganização Neuro-Funcional
5-      Agricultura Biodimanica
5.1- Introdução
Investimento
  • 10 mensalidades de R$ 350,00 (total de R$ 3 500,00) , sendo que a 1ª mensalidade (que também corresponde à matrícula) deverá ser depositado até 10/03/2011 e as demais 9 mensalidades deverão ser quitadas à cada dia 10 dos meses subsequentes até novembro/2011, no valor de R$ 350,00 cada uma.
Há também as seguintes possibilidades de pagamento :
  • 1ª mensalidade = matrícula R$ 350,00, depositada em 10/11/2010 e mais 12 mensalidades de dezembro/2010 até novembro/2011 no valor de R$ 262,50 cada uma;
  • 1ª mensalidade = matrícula R$ 350,00, depositada em 10/12/2010 e mais 11 mensalidades de janeiro/2011 até novembro/2011 no valor de R$ 286,40 cada uma;
  • 1ª mensalidade = matrícula R$ 350,00, depositada em 10/01/2011 e mais 10 mensalidades de fevereiro/2011 até novembro/2011 no valor de R$ 315,00 cada uma.
Solicitamos que mantenham seus dados atualizados e que identifiquem-se ao enviar comprovante de depósito via fax para (24) 2237-3031.
Conta para depósito : Banco do Brasil   Conta-poupança 13.657-3 Ag. 2885-1
Casos especiais e dúvidas poderão ser esclarecidas através do e-mail : gepak@gepak.com.br

Corpo Docente



Aline Dato – professora Waldorf

Aline Peres – médica antroposófica, geriatra

Ana Paula Verly – psicóloga antroposófica

Angélica Justo – médica antroposófica, pediatra, biógrafa

Antonio Marques – médico antroposófico, clínico geral

Bernardo Kaliks – médico antroposófico, neurologista

Carla Antunes – médica antroposófica, pneumologista e nutróloga

Christine Pouchucq – fisioterapeuta

Débora Valadão – nutricionista

Denise Bellini - psicóloga

Profª. Fátima Guedes – médica antroposófica, pediatra intensivista neonatal

Gilberto Valle – médico antroposófico, psiquiatra

Juliette Schardt – euritmista

Luiz Nascimento – psicólogo clínico

Marcelo Guerra – médico homeopata, biógrafo.

Márcia Groeler – médica antroposófica, ginecologista, obstetra

Márcio Pedro – médico antroposófico, pediatra

Maria Carmo França – médica antroposófica, ginecologista

Maria Claudia Nabuco – médica antroposófica, pediatra, homeopata

Profa. Maria Carmo Vale – médica antroposófica, pediatra, nutróloga e biógrafa

Maria Célia Guedes – terapeuta artística antroposófica

Maria Helena Marques – enfermeira antroposófica e massagista rítmica Hausckha

Maria Teresa Castro – farmacêutica antroposófica

Letícia Malta – odontóloga antroposófica

Roberta Carvalho – fonoaudióloga, reorganização neuro-funcional

Rosângela Cunha – psicóloga, biógrafa

Rossana Varandas – psicóloga

Sônia Maria Cruz Bastos – médica antroposófica, dermatologista e geriatra

Prof. Dr. Wesley Aragão – médico antroposófico, doutor em Antropologia

 

Curso de Farmácia Antroposófica

Dia 19 de março começa o Curso de Farmácia Antroposófica, veja mais informações em http://antropofarmacia.wordpress.com/

A programação é excelente!

Consumo de calmantes cresce 40% no Brasil entre

>>Quando os clínicos, cardiologistas, ginecologistas começaram a prescrever Rivotril indiscriminadamente, sob a alegação de que é fraquinho e não faz mal, simplesmente virou rotina tomá-lo sempre que alguém se sente mais ansioso ou passa por qualquer preocupação.

Sempre que enfrenta uma situação de grande estresse, ou quando a sua tensão pré-menstrual está a ponto de levá-la à loucura, a advogada Cláudia Rodrigues, de 32 anos, recorre aos comprimidos ou a gotinhas do calmante tarja preta Rivotril (o clonazepam), o mais famoso e líder da família dos benzodiazepínicos. Para Cláudia, ele é um santo remédio porque “acalma sem derrubar”. Ela não é a única. O mercado de clonazepam cresceu, de 2006 a 2010, 41,9% no Brasil, sendo que, para o Rivotril, este índice foi de 8,8%, segundo dados da consultoria IMS Health e do próprio fabricante do fármaco.

O consumo hoje está tão banalizado que se tornou quase um modismo. Três gotinhas e dá para encarar o chefe sem estresse. Uma lasquinha de comprimido e aquela reunião tensa de trabalho flui que é uma beleza. Uma dose um pouco maior e o sono vem fácil.

Difícil é saber se as pessoas estão realmente precisando mais desses tranquilizantes ou se os médicos receitam sem muito critério. A rigor, o clonazepam é indicado para casos mais graves de ansiedade, estresse pós-traumático e síndrome do pânico. Inicialmente, chegou a ser usado como antiepiléptico. Hoje, seu uso se assemelha mais ao de uma poção mágica, capaz de produzir alívio imediato da ansiedade. Qualquer ansiedade. Mas isso é necessariamente condenável ou prejudicial?

Especialistas alertam que, em muitos casos, a sensação de bem-estar com a droga é enganadora, porque os problemas internos continuam sem uma solução.

Cláudia diz que recorre ao remédio eventualmente, mas admite que a sua gaveta tem um lugar especial para ele. No período que ficou sem trabalhar, tinha dias que ela entrava numa “neura total” e chorava ininterruptamente por dias.

- Nessas horas, eu tomava o remédio e funcionava que era uma beleza. O meu marido até conseguia se aproximar de mim sem levar mordidas. Para a TPM foi recomendação da ginecologista, que receitou como tratamento para aliviar a tensão que precede a menstruação. Só que não me agradou ter que usar o remédio todo mês e decidi abrir a gaveta dele apenas quando sinto que corro o risco de parar numa cela ao lado de Fernandinho Beira-Mar – comenta a advogada.

Aliás, o traficante, preso num centro de segurança máxima, também é usuário do calmante porque sofre de insônia. O mesmo motivo que levou Silvia Siqueira, arquiteta, de 35 anos, a tomar:

- Achei péssimo. Tomei e demorou muito tempo para fazer efeito e depois apaguei. Não tive a sensação de ter dormido bem. Você apaga e não acorda bem disposta. E olha que só usei meio comprimido.

Álcool aumenta efeito sedativo

Isso não é raro porque o fármaco pode provocar mais sedação do que redução da ansiedade, diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo. Ele lembra que o clonazepam pode causar dependência quando usado por mais de seis semanas. É por isso que em países como os EUA há limite nas prescrições.

- O clonazepam é a principal causa de quedas na população acima de 50 anos. Essas pessoas tomam o medicamento no meio da noite, se levantam e acabam caindo. A longo prazo, o fármaco prejudica a memória. Quando associado ao álcool, sua ação é potencializada – alerta Laranjeira.

A gerente Verônica Lima, de 31 anos, só começou a tomar clonazepam por indicação de seu médico, numa fase em que estava muito ansiosa. Ela não conseguia dormir bem e se sentia cansada ao longo do dia.

- Eu tomo em gotas porque acredito que é um pouco mais light e fica mais fácil controlar a dosagem. Agora só faço isso quando realmente estou super ansiosa ou preocupada, e sei que vou acabar não dormindo bem. Ou quando faço alguma viagem longa de avião, porque tenho medo – conta.

Para Laranjeira, esse tipo de comportamento contribui para o aumento de vendas e o abuso no consumo da droga, pois as indicações médicas para receitá-la são poucas.

- O abuso pode estar ocorrendo devido ao descuido dos médicos nas prescrições, ao baixo preço do medicamento (o frasco custa cerca de R$ 10) e, eventualmente, à promoção não ética de farmácias e da indústria farmacêutica – diz.

A falta de cuidado e/ou critério por parte de médicos é um dado real. Luiza Nunes, de 33 anos, usa clonazepam há três anos – quando o início de seu doutorado, o dia-a-dia com a rotina de casa e o trabalho estavam pesados. Ela ficava tão estressada que não conseguia pegar no sono. Então um amigo neurologista receitou a droga.

- Ele disse que o remédio ajudaria a induzir o sono e que era um dos poucos que não causaria dependência. Claro, se eu não fizesse uso em excesso. Hoje só tomo quando estou muito estressada. Sei que não é a medida mais saudável, porém é o que traz resultado rapidamente. E nessa vida de corre-corre ele se torna uma droga licita de extrema necessidade – opina.

Só que o clonazepam é apenas para casos graves, reforça a psiquiatra Ana Cecília Petta Roselli Marques, pesquisadora do Instituto Nacional de Tecnologia e Ciência para Políticas sobre Álcool e Drogas.

- O consumo a médio prazo, de três a seis meses, causa tolerância e o usuário passa a necessitar de dose maior para atingir o efeito inicial, diminuindo a sua capacidade de resolver problemas – alerta.

Droga não traz sensação de paz

Para o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, da UFRJ, os calmantes relaxam, mas não trazem sensação de paz. Ele lembra que psicoterapia, ioga, meditação e prática de exercícios também relaxam e reduzem a ansiedade.

- Quando muito, o calmante é um arremedo de conforto – afirma Laranjeira. – Acredito no repertório não farmacológico que inclui ouvir música, fazer exercícios, cultivar as relações amorosas, familiares, trabalho criativo. A busca do paraíso é eterna, mas duvido que o nirvana seja encontrado nas medicações e nas drogas.

O efeito dos benzodiazepínico é semelhante ao do álcool, já que o mecanismo de ação desses fármacos nos neurônios é quimicamente similar ao do etanol. Aliás, a dependência em alcoólatras é alta, comenta a psiquiatra Vera Lemgruber, chefe do Setor de Psiquiatria do Serviço da Santa Casa de Misericórdia no Rio. Ela acredita que o Rivotril em particular faz sucesso porque tem poucos efeitos colaterais, além de sonolência e relaxamento muscular. Além disso, a droga não tem o estigma de antidepressivo. E ainda é barata, em relação a outras da sua classe.

- Clínicos acham mais fácil receitar esse tipo de medicamento do que os antidepressivos, que provocam efeitos colaterais desagradáveis e precisam ser controlados com maior atenção. Hoje a bola da vez entre os benzodiazepínicos é o Rivotril, mas em outras décadas já foram Valium, Lorax, Olcadil, Lexotam e Frontal.

Nem mesmo se livrar do Rivotril por conta própria e de uma hora para outra é fácil.

- A retirada precisa ser feita de forma gradual para evitar crises de abstinência e insônia, sintomas que podem reforçar a impressão de que não se deve deixar de tomar a medicação – diz Vera.

Essa dificuldade para abandonar o fármaco não está apenas associada à sua química, acrescenta a psicanalista Alice Bittencourt, da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio.

- Livrar-se do Rivotril ou qualquer outro é difícil porque é preciso enfrentar todos os fantasmas que a pessoa não queria encarar quando começou a tomar o medicamento. Afinal o remédio só esconde os problemas, que continuarão lá, esperando para serem solucionados – afirma. – As pessoas não se dão conta que não existem pílulas milagrosas, e que uma hora terão que trabalhar as suas dificuldades internas com especialistas.

Na opinião de Alice, essa busca da sensação de paz faz as pessoas esquecerem da tarja preta e do risco de dependência química e psicológica:

- Conheço gente que não sai de casa sem uma caixinha do remédio. Usam como se fosse uma porção mágica antes de provas, reuniões ou qualquer situação de crise.

A Roche, fabricante do Rivotril ressalta que não faz mais a promoção comercial do fármaco no Brasil e que ele só pode ser comprado com receita retida e controlada pela Anvisa.

Fonte: O Globo

Romã: novos estudos

Ela surgiu na região do sudoeste asiático, entre o Mediterrâneo e o Irã, e, nos textos bíblicos, é associada às paixões e à fecundidade. Na crença popular nacional, atrai dinheiro. Para pesquisadores, as sementes e a polpa da romã, o fruto da romãzeira, têm muito mais poderes: um alto teor de flavonoides (antocianinas) e outros potentes antioxidantes, como vitamina C, e ação de proteção contra câncer. Tanto que especialistas da Embrapa Agroindústria de Alimentos, em parceria com a Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), e a UFRJ iniciaram estudos visando melhorar a produção do fruto no Brasil e estimular o seu consumo entre os brasileiros.

E eles têm bons motivos para apostar nessa pesquisa. Estudos prévios, realizados na Universidade de Baroda, na Índia, já mostraram que a romã tem três vezes mais capacidade antioxidante que o vinho e o chá verde – tradicionalmente os mais incensados por tal característica.

E, apesar de os médicos ainda não recomendarem seu consumo para prevenir ou tratar doenças da próstata, inclusive o câncer na glândula, uma investigação da Universidade da Califórnia indicou que o suco de romã diminui a velocidade de aumento do antígeno prostático específico, o PSA, um marcador para o tumor maligno. Segundo os primeiros resultados, a bebida ajudaria a reduzir a multiplicação de células cancerígenas.

Nessa pesquisa, apresentada há dois anos no Congresso Americano de Urologia, médicos acompanharam 48 pacientes por seis anos. Eles bebiam cerca de 240ml de suco de romã por dia. Entre 15 e 60 meses depois, 60% dos pacientes apresentaram redução do PSA.

Isso é bem provável, afirma Regina Isabel Nogueira, coordenadora da pesquisa com a romã na Embrapa. Até porque as propriedades antiinflamatórias e vermífugas do fruto são conhecidas há bastante tempo:

- A romã pode ser considerada um dos melhores alimentos funcionais, isto é, além de nutrir, ela traz benefícios à saúde. É um potente antioxidante que auxilia na eliminação de excesso de radicais livres no organismo, as moléculas que em grande quantidade aceleram o envelhecimento e favorecem o aparecimento de doenças.

O problema é que há poucas áreas no Brasil, como o semiárido nordestino, onde o fruto pode ser cultivado em grande quantidade e com qualidade. Daí a importância do estudo da Embrapa. Os pesquisadores buscam produzir o melhor fruto – adaptado ao solo e ao clima brasileiro – entre espécies selecionadas lá fora, e usá-lo de diferentes maneiras. Tudo será aproveitado.

- Precisamos ver, por exemplo, se a atividade antioxidante encontrada no fruto cultivado aqui será tão boa quanto o produzido lá fora. Trouxemos espécies de diferentes países e estamos analisando vários aspectos. Por exemplo, algumas frutas são mais doces, outras nem tanto – diz Regina. – Ainda não sabemos qual vai se adaptar melhor e terá o sabor mais agradável ao paladar brasileiro.

Consumo também em forma de suco

A romã pode ser consumida em forma suco (inclusive em pó). Já o seu óleo é obtido por prensagem das sementes. A pesquisa ainda prevê a opção de cristalizar a casca, expondo-a em contato com a calda de açúcar para reduzir em até 50% o teor de água. Com isto, aumenta-se o tempo de conservação da fruta e seu peso e volume diminuem, gerando economia no custo de transporte, além de adocicar seu sabor levemente ácido.

- Esse processo é simples e pode despertar o interesse de produtores. A romã poderá ser consumida de forma semelhante ao gengibre cristalizado – explica. – O mercado para produtos extraídos da romã é grande em todo o mundo. Porém, in natura, ainda é um fruto caro para a maioria da população. Cerca de um 1kg sai por quase R$ 15. Porém se conseguirmos uma boa mistura, de qualidade, o consumidor não precisará comprar tantos frutos para ter seus benefícios.

No Brasil, o chá à base de casca de romã tem sido consumido como antibiótico, mas isso ainda precisa ser mais bem pesquisado, assim como os benefícios de outras formas de preparo da fruta. Sementes, casca e polpa estão sendo estudados.

Fonte: O Globo

Educação nos tempos atuais: Ciclo de Palestras no Rio de Janeiro

Resposta de dois homeopatas aos céticos

Na qualidade de Presidente da Federação Brasileira de Homeopatia, e em resposta à matéria “Ativistas contra homeopatia vão tomar ‘overdose’”, publicada no último domingo, dia 30/1, venho afirmar que esta ciência de mais de 200 anos, derivada de uma das propostas de Hipocrates, pai da Medicina Ocidental, é uma especialidade médica desde 1980 no Brasil. Está presente em vários serviços médicos do SUS e Universidades e em expansão conforme a posição da Organização Mundial da Saúde no sentido de oferta de terapias reconhecidas como eficazes, e aqui no Brasil pela portaria 971 no Ministério da Saúde.

A condição básica para emitir qualquer tipo de opinião sobre a Homeopatia é ser feita por profissionais capacitados que tenham estudado a sua teoria e prática. O fato de leigos ou pessoas, que se intitulam de forma estranha como representantes de um tipo opinião, se manifestarem contra uma opção terapêutica nos chama a atenção. Isso só seria realmente entendido e compreensível se houvesse algum malefício no tratamento, como no caso de vários tipos de drogas que surgiram como milagrosas e que foram eliminadas do bulário médico, pois decepcionaram pelo mal causado.

Chama a atenção que um grupo não definido em suas constituições profissionais queira atrair atenção a nível mundial sobre o aumento do consumo e gastos com a Homeopatia negando as publicações e fatos relevantes que abalizam sua crescente procura. Isso demonstra todo tipo de desrespeito em não chamar à atenção desta mesma população dos riscos de abusos de remédios, e outras coisas de importância social. Ao contrário, vão colocar a prova o sistema de segurança que a Homeopatia promove aos seus usuários, com resultados de ausência de intoxicações catalogadas ao longo destes dois séculos de prática.

Insultam os usuários e deixam uma mensagem dúbia em atacar com um volume financeiro considerável uma prática que vem prestando serviços de forma eficaz só ou como complementar de outras técnicas médicas, assim como a cirurgia, vacinas, alopatia, acupuntura, entre outras. O fato de a ciência Homeopatia promover alguma polêmica advém da carência de conhecimento e estudo teórico e prático, por uma boa parte dos médicos por não contam com esta matéria no ensino universitário.

O médico tem dever e ética para com seu paciente. Cabe a ele estar informado da melhor forma de tratá-lo. Nesse caso, a Homeopatia é mais um instrumento para a prática da medicina, levando o profissional a optar por realizar outra técnica ou sabendo indicar quem o faça de maneira a confortar, aliviar ou curar o mal que atinge seu paciente, e jamais se esconder num único método, obscurecendo as possibilidades de tratamento.

A Homeopatia é um sistema terapêutico que se baseia nas características do enfermo e utiliza doses mais fracas para evitar a agressão imediata ao paciente já combalido pela doença. Sua prática registra benefícios desde a epidemia de cólera entre 1830 e 1834 na Europa. A utilização mais expressiva do tratamento homeopático está nas doenças crônicas, reduzindo progressivamente crises agudas, como rinites, asma, bronquites, colites, artrose, por exemplo, e conta com publicações específicas.

Obviamente, este fenômeno promove uma melhora do estado de saúde, e um menor consumo de medicamentos de ação aguda, e pesquisas têm revelado um menor custeio da saúde nestes tipos de patologia. O número de pessoas que procuram serviços médicos para tratamento com homeopatia vem aumentando de forma significativa, gerando maior procura por este tipo de medicamento.

Dr. Fabio de Almeida Bolognani, presidente da Federação Brasileira de Homeopatia www.homeopatiabrasil.org.br

São Paulo

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HOMEOPATIA E CETICISMO

Reproduzindo a manifestação de 30/01/2010, grupos de céticos em diversos países ingeriram em 05/02/2011, em praças públicas, frascos inteiros de “supostos” medicamentos homeopáticos, com o intuito de validar a hipótese de que esses remédios “são apenas glóbulos de açúcar” e não produzem qualquer efeito na saúde humana. Vale ressaltar que esse movimento surgiu no Reino Unido em apoio à proposta de suspensão do uso de verbas públicas para a compra de medicamentos homeopáticos, mobilizada por partidários de laboratórios farmacêuticos, e que envolve a quantia de milhões de libras anuais.

Pelo segundo ano consecutivo, contanto com a participação maciça da mídia, os autodenominados céticos concluíram, de forma sensacionalista, que os medicamentos homeopáticos funcionam apenas como “placebo”, baseando suas catedráticas afirmações na suposição de que nenhum dos participantes apresentou quaisquer efeitos adversos logo após a ingestão das “overdoses” dos medicamentos homeopáticos.

Num primeiro momento, várias perguntas deveriam ser respondidas pelos organizadores do movimento, para a proposta apresente legalidade jurídica, ética e científica: Quais foram os medicamentos homeopáticos experimentados e em que potência? Aonde foram produzidos e adquiridos, em vista da necessidade de prescrição médica para o aviamento dos mesmos? Na vigência da manifestação de eventos adversos, qual a conduta para assegurar a integridade dos usuários? Os efeitos poderão surgir em quanto tempo após a ingestão? Qual a metodologia para se avaliar os possíveis resultados? Etc.

Apesar desse hiato de informação básica, muitos articulistas médicos, que deveriam pautar seus posicionamentos no método científico, se posicionaram a favor do movimento.

A auto-experimentação de medicamentos homeopáticos (auto-experimentação patogenética homeopática) é, de fato, um excelente método para a comprovação dos efeitos dos medicamentos homeopáticos no estado de saúde humano, desde que os experimentadores se disponham a observar e registrar, em tempo hábil e sem preconceitos, as mudanças desencadeadas pelas ultradiluições em seus aspectos psíquicos, emocionais, gerais e físicos.

Por esse motivo, em relação aos episódios anteriormente relatados e seus supostos resultados, eu não posso deixar de questionar se tais “céticos” estariam “verdadeiramente” dispostos a mencionar qualquer mudança em seu estado de saúde que poderiam vir a surgir ao longo das semanas após a auto-experimentação. Como o mais provável é que a resposta seja “não”, então proponho que ao invés de “céticos” sejam chamados de “preconceituosos”, porque lhes falta o “verdadeiro espírito científico”, ou seja, aquela postura que exige dos pesquisadores abdicarem de suas opiniões e idéias preconcebidas quando buscam respostas para perguntas sugeridas pela pesquisa.

Minha posição se fundamenta nos resultados obtidos no projeto “Experimentação patogenética homeopática como método didático”, que vem sendo realizado desde 2003 com estudantes da disciplina eletiva “Fundamentos da Homeopatia” da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Trata-se de um protocolo científico (aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital das Clínicas da FMUSP), onde os medicamentos homeopáticos são experimentados em doses únicas (5 glóbulos) e na diluição 30cH (10-60 M) através de ensaio clínico randomizado, duplo-cego e placebo-controlado (cross-over).

Os estudantes de medicina participam dessa atividade de forma optativa e voluntária, assinando um Consentimento Livre e Esclarecido (CLE) e observando os efeitos do medicamento homeopático e do placebo (em fases alternadas) em seus estados de saúde, ao longo de um período de dois meses. Com essa prática vivencial puderam ser confirmados vários sintomas descritos em experimentações prévias das mesmas substâncias, corroborando a premissa de que a “informação” contida nos medicamentos homeopáticos dinamizados pode produzir efeitos patogenéticos em seres humanos. Essa experiência quali-quantitativa está descrita em detalhes no artigo “Brief homeopathic pathogenetic experimentation: a unique educational tool in Brazil” (“Experimentação patogenética homeopática breve: uma singular ferramenta educativa no Brasil”), publicado em 2009 no periódico “Evidence-based Complementary and Alternative Medicine” ( http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2722208 ).

No entanto, devo insistir que o requisito mínimo para que os fenômenos homeopáticos possam ser constatados está na “mente aberta” dos pesquisadores (como se posicionaram, de forma exemplar, os estudantes de medicina da FMUSP), sem preconceitos, tanto na pesquisa quanto na terapêutica. Caso contrário, são “pérolas jogadas aos porcos”.

Marcus Zulian Teixeira, médico homeopata, doutor em medicina, coordenador da disciplina “Fundamentos da Homeopatia” da FMUSP mzulian@usp.br / www.homeozulian.med.br

São Paulo

Fonte: O Estado de São Paulo

Curso de Biografia Pessoal em São Paulo

Olhar para frente e planejar o futuro!



O início do ano é uma época propícia para as resoluções que trazem um nova forma de ver o que estamos fazendo e o que podemos fazer para que sejamos mais felizes. Através do Panorama Biográfico, você poderá rever a sua história sob um ponto de vista do todo até o momento presente. Esta visão panorâmica de sua biografia lhe permitirá perceber o sentido que permeia e organiza os fatos mais importantes que você viveu. Conhecer este sentido é o primeiro passo para planejar os seus próximos passos de uma maneira coerente com ele. O sentido é o fruto de nossas aspirações mais profundas. Quando agimos de acordo com nossas aspirações, aliviamos a angústia e a depressão, e podemos crescer como pessoas. Este é um trabalho cujo maior benefício é poder planejar o futuro de acordo com ‘quem sou eu’ ao invés de ‘li um livro que diz que devo ser assim’. Reconhecer suas qualidades únicas e trabalhar o seu desenvolvimento a partir delas é o objetivo do Panorama Biográfico.

Público-alvo: Adultos que buscam o auto-desenvolvimento de uma forma profunda e individualizada.

Coordenadores:

  • Rosângela Cunha

Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica

  • Marcelo Guerra

Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico

Formados pela Escola Livre de Formação Biográfica de Minas Gerais

(Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça).

Local:

  • Em São Paulo, no Centro Paulus, R. Amaro Alves do Rosário 102, Parelheiros, São Paulo, SP.

Data:

  • 6 a 9 de janeiro de 2011.

Preço:

  • R$1.040,00, em quarto individual;
  • R$1.226,00, em suíte individual.

O preço inclui a hospedagem na acomodação escolhida e todas as refeições durante o curso. A inscrição é efetivada com o depósito de R$200,00 e o restante deverá ser pago durante o curso com 4 cheques pré-datados. Não haverá devolução da taxa de inscrição em caso de desistência. Nos reservamos o direito de cancelar o curso se não houver o número mínimo de inscritos.

Para mais informações:

Escreva para dao@daoterapias.com.br ou telefone para (11)6463-6880.

As turmas são necessariamente pequenas devido à profundidade do trabalho. Não deixe para última hora.

Faça sua inscrição online, clicando aqui.

Você gosta de Natal em família?

Marcelo Guerra

Reflita se você escolhe onde passar essa data por prazer ou obrigação

Fim de ano, época de festas, confraternizações, alegria e, para muitos, aborrecimentos. Os dias que antecedem o Natal trazem a necessidade de tomar decisões aparentemente triviais, mas que podem trazer problemas para o próximo ano inteiro. Decidir que presente vai dar para quem talvez seja o mais fácil de resolver. Decidir onde vai passar a noite de Natal e o almoço de Natal é a decisão mais arriscada, principalmente para adultos que já construíram uma nova família, além de sua família original.

Tradicionalmente o Natal é considerado como a festa para se passar em família. É aí que entra a questão: qual família? A que você construiu pelo casamento ou morando com alguém? A família em que você nasceu e foi criado? A família da pessoa com quem você construiu uma outra família? Quem não casou não está isento desse conflito, porque muitas vezes os amigos formam um grupo tão ou mais coeso que uma família, e nessa hora esse grupo também entra no rol de possibilidades.

Há alguns momentos dessas 48 horas (dias 24 e 25) que são mais importantes que os outros? Ou seja, há um horário nobre do Natal? A maioria das pessoas tende a considerar a noite de 24, até a meia-noite, como a apoteose da festa. Por conta disso, este é o momento mais crucial para decidir.

Um exemplo comum é o de um casal com filhos cujos pais são vivos. Vão passar o Natal em sua própria casa, com seus filhos? Vão para a casa dos pais do marido? Para a casa dos pais da esposa? Vão juntar todo mundo? Vão passar a noite de 24 com os pais de um e o almoço de 25 com os dos outro? E os cunhados e cunhadas, vão poder ajeitar seu horário de forma que coincida com os seus?

Decisão difícil… O difícil não é decidir onde você vai passar a noite de 24, mas onde vai deixar de passar. Cobranças, reclamações, mágoas… Prepare-se, elas virão de algum lugar.

Por que muitos de nós precisam sentir-se prestigiados pela escolha dos filhos em passar a noite de Natal em nossa casa? O que representa um filho não vir para a noite de Natal? Ele me ama menos? A família em que ele foi criado é menos importante para ele do que a família que ele construiu? Por que me sinto menos por ele não vir na noite de Natal? Por outro lado, por que sinto mais obrigação do que prazer em passar o Natal com os meus pais ou os meus sogros? Por que sinto tanto medo de magoar?

Mágoas guardadas

Como em todo relacionamento, a dificuldade de comunicação é um pedregulho no sapato. Deixamos de falar o que pensamos e, principalmente, o que sentimos, com medo de magoar, com medo de ser mal interpretados. Muitas vezes, pequenos problemas que não são falados, vão crescendo dentro de nós até o dia em que ou explodimos ou evitamos o contato. Numa data como o Natal, na qual as pessoas podem sentir-se obrigadas a estar juntas, é natural que esses sentimentos e mágoas que carregamos no bolso do coração entrem em ebulição novamente, causando mal estar. Sem dúvida, este não é o melhor momento para trazer à tona assuntos tão delicados que vêm sendo escondidos ou cultivados com pitadas de ressentimento, raiva, incompreensão, intolerância. Porém é possível dizer o que você sente em relação a uma situação que se apresente no momento, tomando o cuidado para não contaminar com as mágoas escondidas. Expressar o que você sente é o primeiro passo para estabelecer ou melhorar uma relação familiar. Não confunda expressar seus sentimentos com o muro das lamentações! Dizer o que você sente não lhe exime das suas responsabilidades em tudo o que lhe acontece, quer dizer, a culpa do que lhe acontece de errado não está nos outros.

Construímos nosso destino com aquilo de que dispomos, com o dinheiro que ganhamos, com o DNA que herdamos, com a educação que recebemos, com os amigos que fazemos. Seguimos (ou não) um mapa inconsciente que desenhamos com o nosso eu interior, e que mostra para onde apontam nossos propósitos e intenções mais profundos. Se ignoramos o mapinha e vamos para onde o mar da rotina e do conformismo nos leva, isto é nossa responsabilidade e não devemos acusar os outros por isto.

Voltando ao Natal, para sua decisão, busque aquilo que lhe é possível neste momento, mas procure perceber aquilo de positivo que traz união à sua família. E expresse o que você sente, seja por palavras, por um abraço, um tapinha nas costas, um sorriso. O espírito de Natal, afinal, é constituído pela união de nossos corações.

Feliz e expressivo Natal! Paz em seu coração!

Artigo publicado originalmente na Revista Personare.


Casa e Família

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De onde vem essa bactéria?

Cientistas encontraram em um lago na Califórnia uma espécie de bactéria que contraria tudo que se conhecia sobre a química dos seres vivos. O anúncio da descoberta, que será objeto de uma conferência na NASA na tarde desta quinta-feira, foi adiantado devido a uma onda de boatos que invadiu a internet nos últimos dias , depois que a agência espacial americana convocou a reunião com a imprensa. Muitos acreditavam que a NASA iria anunciar ter encontrado sinais de vida em Titã, uma das luas de Saturno.

Embora mais prosaica que a confirmação do primeiro ET, a notícia ainda representa um grande avanço para a astrobiologia, ciência que visa investigar o possível desenvolvimento de vida fora da Terra. A bactéria em questão pode se alimentar e até incluir em seu DNA o venenoso arsênico como substituto do fósforo. Até a descoberta deste microorganismo, todos os seres vivos conhecidos tinham como base os mesmos seis elementos – carbono, oxigênio, hidrogênio, nitrogênio, enxofre e fósforo. Com isso, amplia-se muito a gama de ambientes em que os cientistas podem encontrar vida, seja na Terra ou no espaço.

- Nossas descobertas são uma lembrança de que a vida como conhecemos pode ser muito mais flexível do que presumimos ou podemos imaginar – diz Felisa Wolfe-Simon, bioquímica, integrante do Instituto de Astrobiologia da Nasa e principal autora do estudo, publicado na edição desta semana da revista “Science”. – Se algo aqui na Terra pode realizar uma coisa tão inesperada, o que mais a vida pode fazer em locais que ainda não conhecemos? É hora de descobrirmos – completa.

Senado aprova puericultura proposta pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela senadora Patrícia Saboya

Mais uma proposta da parceria entre a SBP e a senadora Patrícia Saboya foi aprovada ontem pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, em caráter terminativo e seguirá para análise da Câmara dos Deputados. O projeto de lei 228/08 estabelece normas para o atendimento médico da criança e do adolescente pelos planos e seguros de saúde. “Juntamente com o PL 227/08, já aprovado anteriormente pelo Senado e voltado para o SUS, consagra a puericultura como um direito, com seu caráter educativo e preventivo e realizada por pediatra”, salienta o dr. Dioclécio Campos Jr., diretor de Assuntos Parlamentares da Sociedade. “O Congresso Nacional mostra, mais uma vez, sua preocupação com a infância e a adolescência brasileiras. A decisão é histórica e a senadora Patrícia e seus colegas estão de parabéns”, comemora o dr. Eduardo Vaz, presidente da SBP. “É a garantia de uma assistência de qualidade para a criança, que continuará sendo realizada pelo profissional especializado em fase tão importante, que é a do crescimento e do desenvolvimento do ser humano. A conquista demonstra evolução da sociedade e é fruto da mobilização da SBP e do conjunto dos pediatras do País”, assinala o dr. Dioclécio.

“O projeto prevê a realização de consultas médicas periódicas, como determina a Organização Mundial de Saúde. Esses atendimentos regulares são fundamentais para o desenvolvimento infanto-juvenil, mas ocorre que, muitas vezes, os planos de saúde deixam de fazer os preventivos, só autorizando a assistência nos casos de doença”, explicou a senadora Patrícia. No entanto, “esses cuidados são capazes de evitar diversas enfermidades e internações hospitalares”, ressaltou.

Conheça o projeto – O PL determina que as operadoras dos planos e seguros de saúde cubram os atendimentos preventivos na frequência e na regularidade definidas em função da faixa etária do paciente. Também ordena que garantam a assistência curativa na quantidade e na qualidade necessárias ao diagnóstico e tratamento integral de todos os agravos à saúde de crianças e adolescentes.

De acordo com o texto aprovado, “as ações e os procedimentos para a assistência à saúde da criança e do adolescente serão estabelecidos em protocolos clínico-terapêuticos elaborados pela ANS após oitiva da Sociedade Brasileira de Pediatria e priorizando as ações de promoção da saúde e prevenção de doenças”. Além disso, “os atendimentos médicos de crianças e adolescentes serão feitos por portadores de título de especialista em pediatria reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina, salvo na falta do referido especialista quando for caso de urgência ou emergência”. A vitória demonstra que  “a verdadeira dimensão da infância e da adolescência começam a emergir com clareza no cenário nacional”, finaliza o diretor de Assuntos Parlamentares da Sociedade.

Uso de antibióticos em ração é ligado a superbactérias

DENISE MENCHEN

Controlar o uso de antibióticos em pessoas não é suficiente para conter superbactérias, alerta a pesquisadora alemã Kornelia Smalla. Ela defende a redução do uso dessas drogas em animais.

Para Smalla, que falou com a Folha na sexta, após palestra no Instituto Oswaldo Cruz, o problema é misturar antibióticos à ração, para estimular o crescimento de porcos, bois e frangos.]

A prática, proibida na Europa desde a década de 90, ainda é permitida no Brasil. No ano passado, o senador Tião Viana (PT/AC) apresentou projeto de lei para aboli-la, mas o texto está parado na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado.

Smalla, que é do instituto Julius Kühn, diz que até o uso restrito ao tratamento de doenças traz riscos. Como os animais ficam confinados aos milhares, a ocorrência de uma doença em alguns resulta na distribuição de antibióticos para todos, o que favorece a disseminação das superbactérias.

“Algumas têm genes que as protegem dos antibióticos. Quando usamos esses medicamentos, elas são as únicas que sobrevivem”, diz. Com o ambiente livre dos outros micróbios, elas passam a se multiplicar de forma rápida, o que eleva o risco de que, um dia, entrem em contato com pessoas com baixas defesas. O resultado são infecções que podem matar.

A situação fica mais grave porque as bactérias trocam informações genéticas: um organismo inofensivo ao homem que se prolifere pela capacidade de resistir a antibióticos contribui para que outro, patogênico, também ganhe essa característica.

“O antibiótico não age só sobre os causadores de doenças, mas sobre todas as bactérias.” Para enfrentar o problema, ela defende mudanças na criação dos animais, com o fim do confinamento.

Fonte: Folha de São Paulo

Uma semana de antibiótico pode enfraquecer as defesas do corpo por até dois anos

JULIANA VINES

Tomar antibiótico por uma semana pode prejudicar as defesas do organismo por até dois anos, segundo estudo feito pelo Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas e publicado na revista “Microbiology”.


Flora intestinal é o nome dado às bactérias que vivem na parede do intestino. Lá existem centenas de espécies de micro-organismos, protetores ou nocivos à saúde, que convivem em equilíbrio.

As bactérias “boas” têm funções metabólicas, como ajudar no funcionamento do intestino, na absorção de gordura e vitamina B12 e na produção de ácido fólico.

“A função mais importante é controlar bactérias desfavoráveis. Sem elas, nós viveríamos constantemente com infecções”, diz Ricardo Barbuti, médico endocrinologista da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Segundo o especialista, há muito se sabe que os antibióticos têm efeito na flora intestinal. O que o estudo recém-publicado mostra é que essas alterações duram muito mais tempo do que se pensava.

“Além de causar um desequilíbrio passageiro, o remédio também seleciona bactérias resistentes. Agora sabemos que essa resistência pode durar mais tempo”, explica André Zonetti de Arruda Leite, médico endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

CONSEQUÊNCIAS

Diarreias, disfunção intestinal e inflamações (colites) são as consequências mais comuns do desequilíbrio da flora intestinal. Tanto faz se o uso do antibiótico é feito de forma correta ou incorreta -por mais ou menos tempo do que o necessário.

“O medicamento deve ser usado só quando o benefício compensa o risco e não há outra alternativa”, diz Barbuti. Gripes, resfriados ou dores de cabeça não devem ser tratados com antibiótico.

Fonte: Folha de São Paulo

Paranoia de limpeza pode abrir espaço para ‘superbactérias’

JULIANA VINES

A maioria das bactérias não faz mal a ninguém. Mesmo assim, todos os dias, zilhões de germes inocentes são exterminados por um arsenal cada vez maior e mais complexo de desinfetantes e sabonetes antissépticos.

Essa matança injusta e indiscriminada de micro-organismos é desnecessária e pode fazer mal à saúde. “Com a morte de bactérias neutras, sobra mais espaço para nocivas”, diz a médica Flávia Rossi, diretora do laboratório de microbiologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Além de ocupar espaço e comer células mortas, bactérias neutras desempenham várias funções no organismo. Ajudam na síntese de vitaminas e no funcionamento do intestino, por exemplo.

O biólogo Marcos André Vannier-Santos vai além e diz que, sem os parasitas, os homens não seriam os mesmos. “Temos vários genes e enzimas de origem bacteriana. A coagulação sanguínea acontece graças a bactérias. A placenta foi formada a partir de um vírus”, diz ele, que é pesquisador do laboratório de biomorfologia parasitária da Fundação Oswaldo Cruz,

É claro que muitos parasitas são nocivos e que os cuidados básicos com higiene são fundamentais, mas nada justifica uma certa paranoia desinfetante que está tomando ares de epidemia, a julgar pela quantidade de produtos “superpoderosos” que chegam ao mercado.

“Não é necessário ter em casa todos os cuidados que temos no ambiente hospitalar. Não precisa desinfetar todos os lugares. Água e sabão comum são suficientes”, diz Stefan Cunha Ujvari, médico infectologista, autor do livro “Perigos Ocultos nas Paisagens Brasileiras _Como Evitar Doenças Infecciosas” (Senac/SP, 232 págs., R$ 45).

A professora de português Priscila Blazko, 34, é uma das adeptas dos produtos que matam 99% dos germes. “Leio os rótulos e compro aquele que mata mais”, diz.

Quando seus dois filhos brincam na areia, Priscila exige que tirem a roupa antes de entrar em casa. “Eu sei, às vezes exagero.”

Não só ela. Estamos todos sob influência da “cultura da higiene”, na visão da antropóloga Sônia Weidner Maluf, professora da Universidade Federal de Santa Catarina.

“A ideia do que é limpo e do que é sujo é construída socialmente. Na nossa cultura, tudo que não é esterilizado é sujo e causa doença.”

Isso é incentivado, segundo ela, pelo medo coletivo. “As situações de risco são ampliadas pela publicidade, e as pessoas ficam com a ideia de que podem se contaminar a qualquer momento.”

MANIA DE LIMPEZA

Em excesso, a limpeza pode virar doença. Medo de contaminação é um dos transtornos obsessivo-compulsivos mais comuns, segundo a psiquiatra Roseli Shavitt, coordenadora do Protoc, grupo ligado ao Hospital das Clínicas de SP.

“A limpeza se torna um ritual obrigatório, que perturba a pessoa e impede que ela faça outras atividades.”

A dona de casa Marina Carpi, 53, sempre foi perfeccionista e gostou de tudo muito limpinho. Até que a mania passou a incomodar.

“Toda vez que saía de casa tinha que trocar de roupa porque achava que eu estava suja. Tomava vários banhos por dia para me sentir limpa”, diz ela, que fez terapia por três anos. Hoje, se considera bem melhor.

Além de ser um sintoma de um transtorno, lavar várias vezes as mãos e tomar vários banhos não faz bem à pele.

“Nossa pele tem uma barreira sebácea natural. Se a agredirmos, podemos causar infecções”, diz a dermatologista Luciana Conrado.

Um banho de cinco a dez minutos ao dia é suficiente. E não é preciso esfregar. “Não somos panelas, para ter que lavar com esponja. Sabonete, só onde está mesmo sujo.”

O contato com micro-organismos também estimula o sistema imunológico. “Crianças que não foram expostas a ambientes com mais bactérias e vírus têm maior possibilidade de desenvolver alergias”, afirma Clóvis Eduardo Santos Galvão, imunologista da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

RESISTÊNCIA

Muitos sabonetes e outros produtos bactericidas têm triclosan ou triclocarban na fórmula. Cientistas debatem se essas substâncias antimicrobianas podem selecionar bactérias resistentes, contribuindo para o surgimento de superbactérias.

“Qualquer antimicrobiano, ao eliminar bactérias, seleciona micro-organismos mais resistentes”, diz Marco Miguel, professor de microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Para ele, germicidas devem ser usados só em situações específicas: em hospitais e na manipulação profissional de alimentos e lixo.

“Sabão comum remove a sujeira com a mesma eficácia. Não devemos desperdiçar substâncias químicas. Com o tempo, teremos que criar novas, mais potentes”.

A polêmica vai longe. Semana passada, um grupo da Universidade do Arizona, nos EUA, depois de realizar estudos com os compostos químicos, declarou que não têm eficácia e não se degradam facilmente no ambiente.

Segundo a Unilever, fabricante da linha Lifebuoy, seu sabonete não tem triclosan na fórmula. “O ingrediente foi substituído por outro agente para minimizar o impacto ambiental”.

“A ação antibacteriana do produto é comprovada por rigorosos testes em laboratório e o uso pode evitar doenças comuns como diarreia e infecções respiratórias.”

De acordo com a Reckitt Benckiser, fabricante do sabonete Dettol, que tem triclocarban na fórmula, “o uso de produtos antimicrobianos, tais como Dettol, é capaz de remover as bactérias patogênicas, mas não as bactérias inofensivas da pele”.

Ainda segundo a fabricante, esses produtos “têm um papel importante na saúde pública e também ajudam a controlar surtos de resistência a antibióticos.”

A Colgate/Palmolive, fabricante do sabonete Protex, foi procurada pela reportagem, mas não respondeu.

Fonte: Folha de São Paulo

Nós somos únicos

Cybele Patti Silveira, farmacêutica homeopata

Vários fatores nos diferem uns dos outros nos tornando únicos: o código genético, a posição social, cultural, as influências da família, das amizades, da religião, das experiências particulares vividas. Enfim somos uma “mistura” de influências somadas à nossa personalidade.

Como somos únicos, quando adoecemos, naturalmente nossos sintomas se manifestam de forma muito particular.

Além dos sintomas comuns à doença propriamente dita, nós vivenciamos este momento enquanto doentes de formas diferentes conforme por exemplo: a nossa idade, a época do ano, nossos medos,  nossa rotina de vida, nossa rotina alimentar, como e quando é a hora da tosse (seca, com catarro, só à noite, só durante o dia…), como dói a cabeça (cabeça toda, só em cima dos olhos, só após o almoço..), em qual horário temos insônia (início da noite, meio da madrugada, noite inteira,…) quando e onde sentimos as dores. São estas diferenças  que devem ser detectadas pelo médico na hora da escolha do mais adequado medicamento homeopático.

Por isso na consulta tantas perguntas “estranhas” são feitas, que às vezes parecem sem sentido, mas são fundamentais para individualizar o doente.

Por isso para uma mesma “doença” as possibilidades de prescrições são tão variadas.

Por isso também que a nossa receita, que é feita após individualização dos nossos sintomas naquele momento nunca deve ser repetida sem autorização do médico e nunca deve ser utilizada por outra pessoa.

Nós somos únicos.

Fonte: Site da farmácia especializada em Homeopatia Botica Brasil

Ansiedade na gravidez aumenta risco de infecções no bebê

Evidências obtidas em animais e em seres humanos sugerem que a ansiedade e o stress maternos no pré-natal podem ter consequências negativas no desenvolvimento da prole. Os modelos animais também mostram que o estresse pré-natal tem efeitos sobre a saúde física do filho, tais como o funcionamento imunológico. Em estudos em humanos, no entanto, consequências para a saúde física são muitas vezes restritas às complicações do nascimento, os estudos sobre os efeitos da aquisição de doenças são escassos.

Um estudo publicado no periódico Pediatrics em seu número de agosto de 2010 analisou se a ansiedade e o estresse maternos no pré-natal, medidos por auto-relato e pela fisiologia do cortisol, estão relacionados a mais doenças infantis e maior uso de antibióticos durante o primeiro ano de vida. Participaram do estudo 174 mulheres com gestação normal e parto a termo.

A ansiedade e o estresse pré-natal previram um montante considerável de variância em doenças infantis e uso de antibióticos: 9,3% para respiratórias, 10,7% para doenças gerais, de 8,9% para doenças de pele, e 7.6 % para o uso de antibióticos. Doenças digestivas não foram relacionadas à ansiedade e estresse pré-natal.  Os autores concluíram que esta é a primeira evidência de ligação entre a ansiedade e o estresse maternos no pré-natal e as doenças infantis e uso de antibiótico no início da vida.

>>A Homeopatia e a Acupuntura, em conjunto com a psicoterapia, podem auxiliar a gestante a lidar com a ansiedade de forma segura e eficaz.

Fonte: Pediatrics, Volume 126, Number 2, 2010, Pages 401-409