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Oct 29

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por Hylton Luz*

O mais grave problema de saúde pública em todo o mundo hoje é o custo dos serviços de saúde e esta questão não é nenhuma novidade. Em 1978, a Organização Mundial de Saúde assumiu os termos da Declaração de Alma Ata sobre Cuidados Primários, como uma forma de enfrentar a escalada dos custos da medicina tecnológica para cuidar de doenças.

Dentre os tópicos desta Declaração que prioriza a promoção da saúde destaca-se a recomendação de cuidar da saúde de modo integral, valorizando o sujeito e o seu ambiente de vida, bem como a necessidade dos estados nacionais investirem na inclusão das Medicinas Tradicionais em suas práticas públicas de saúde.

Neste período foram diversas as iniciativas nacionais de promoção de saúde e de priorização da assistência básica, mas com respeito à inclusão da diversidade das práticas de saúde e das Medicinas Tradicionais levou-se 28 anos. Só em 2006 é editada a primeira política pública nacional para o setor. O Brasil, através da Portaria 971 do Ministério da Saúde, estabelece a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que integra a Homeopatia, Acupuntura e Fitoterapia às práticas do SUS.

Esta decisão representa tanto um marco mundial para as políticas públicas de saúde, quanto à consolidação do processo democrático na saúde. Neste último aspecto, destacamos o respeito à liberdade de escolha terapêutico dos cidadãos, bem como o compromisso com mecanismos decisórios que têm origem na participação da sociedade.

É relevante considerar que foram nas sucessivas Conferências Nacionais de Saúde que nasceram os indicativos e as deliberações que legitimaram a proposta ministerial, construída tecnicamente em conjunto as representações de classe dos profissionais homeopatas, acupunturistas e fitoterapêutas.

Ainda neste escopo vale ressaltar como respeito ao trâmite democrático o processo de pactuação deste projeto com todas as instâncias representativas dos executivos da saúde pública, culminando com a sua aprovação no Conselho Nacional de Saúde. Trajetória que não deixa margem a dúvidas sobre a legitimidade desta portaria e da perspectiva de construção dialogada e participativa da sociedade civil.

Também não resta dúvida sobre a natureza democrática da medida, quando se identifica o seu potencial para corrigir uma brutal desigualdade de direitos que afeta a população que depende da assistência pública à saúde.

Hoje, no âmbito da Homeopatia, são 15.000 médicos homeopatas na clínica privada e apenas 514 estão no SUS; dentre os 5536 municípios do país, apenas 157 oferecem homeopatia no SUS. Números que evidenciam que no campo da saúde a maior parte da população vive excluída do fundamental exercício da liberdade de escolha.

No que tange a teoria podemos dizer que o país exemplifica e destaca-se, no entanto, quando analisamos esta portaria com vista a considerar o compromisso entre as palavras e os atos, percebemos qual é a dimensão do nosso anti-exemplo, da nossa capacidade de ser inconseqüentes e legislarmos apenas para “inglês ver”.

No campo técnico, âmbito em que a sociedade civil está apta a participar e contribuir, foram elaboradas as diretrizes e os critérios para corresponder às necessidades que a realidade do país determina. Porém nos aspectos relativos à implementação da iniciativa, caracterizando o compromisso do Estado, seja na definição de suas fontes de recursos, seja no estabelecimento de seus critérios de monitoramento, a omissão é a tônica e a imprecisão a letra da redação.

Como esperar que os gestores municipais de saúde implementem uma iniciativa que é nova, quando é sabida a carência para realizar o que já está em pauta e compromissado.

Neste cenário, a Homeopatia Ação Pelo Semelhante, como organização da sociedade civil comprometida com a garantia do direito de acesso à Homeopatia, está promovendo a Campanha “Homeopatia Direito de Todos”, por meio de um abaixo-assinado que estimula a população a declarar o seu apoio e a cobrar conseqüências no texto ministerial. Com isso, busca precisão e especificidade nos eixos essenciais à implementação da medida proposta, solicitando definição das fontes de recursos e a declaração dos parâmetros de monitoramento, para que a sociedade possa acompanhar com transparência a instituição dessa política pública

Entendemos que esta coleta de assinaturas também contribui para indiciar a demanda por assistência médica homeopática nos diversos locais do país; divulgar a política para a sociedade e estimular a participação da população; desenvolver uma rede de articulação para que os interessados se organizem em torno daquilo que lhes diz respeito e atenda a suas necessidades e, por fim, fomentar o controle social desta política pública.

Concluímos, pedindo que os leitores apóiem esta medida pelo que representa como consolidação democrática e assinem o abaixo-assinado eletrônico no site www.semelhante.org.br

* Hylton Sarcinelli Luz, médico homeopata, presidente e fundador da ONG Homeopatia Ação Pelo Semelhante, que trabalha pela democratização do acesso à Homeopatia.

ia.

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One Response to “Homeopatia Direito de Todos e o compromisso democrático”

  1. Terezinha Santos Says:

    QUEM É O HOMEOPATA?
    No dia 21 de novembro comemora-se o dia da Homeopatia. Segundo o médico homeopata Hylton Luz, presidente da ONG Homeopatia Ação Pelo Semelhante, que lidera o movimento “Homeopatia Direito de Todos” por meio de um abaixo-assinado a favor da Homeopatia no Sistema Único de Saúde, não é raro ele ser questionado pelos seus pacientes: “se para ser homeopata é preciso ser médico?”.
    Esta pergunta revela a falta de informação sobre quem é o homeopata e os benefícios do tratamento com a Homeopatia. Para ser homeopata é necessário fazer um curso de pós-graduação (especialização, com atividades teóricas e práticas) e prova de título. Atualmente, são aceitas as profissões de medicina, de farmácia e de veterinária, brevemente, de odontologia. Salvo raras exceções, esses cursos de pós-graduação estão voltados para a formação prática, diferentes de mestrados e doutorados que se destinam à formação acadêmica, qualificando profissionais para darem aulas nas universidades.
    Para receber o certificado de especialista em Homeopatia, reconhecido pelas instâncias que regulamentam as respectivas profissões, o aluno do curso de pós-graduação, das profissões mencionadas, deve cumprir a carga horária de 400 a 1200 horas. No caso dos médicos, a carga horária é a maior e equivale a uma residência médica.
    É importante ressaltar que a Homeopatia foi reconhecida como especialidade médica, desde 1980, disponível a toda população e, brevemente, estará acessível aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), na medida em que a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) seja implementada. Afinal, há mais de 30 anos, a Organização Mundial de Saúde recomenda que os paises incluam a Homeopatia em suas políticas de saúde, uma vez que é muito eficaz para a saúde preventiva da população.
    Hoje, no âmbito da Homeopatia, são 15.000 médicos homeopatas na clínica privada e apenas 514 estão no Sistema Único de Saúde (SUS); dentre os 5536 municípios do país, apenas 157 oferecem homeopatia no SUS. Estes números evidenciam que no campo da saúde a maior parte da população vive excluída do fundamental exercício da liberdade de escolha terapêutica.
    Para assinar o abaixo-assinado do movimento “Homeopatia Direito de Todos”, liderado pela ONG Homeopatia Ação Pelo Semelhante, a favor da Homeopatia no SUS, basta clicar http://www.semelhante.org.br/10_abaixoassinado_02_formulario_01_form.asp

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