Por mais surpreendente que possa parecer, a resposta é SIM. A partir do momento em que alguém age COMPULSIVAMENTE em busca de romance, paixões, relações sexuais (hetero ou homossexuais; com uma, duas, ou muitas pessoas, das mais diversas maneiras), isso se torna uma doença, que passa a controlar a vida desta pessoa, que coloca essas práticas amorosas ou sexuais como centro de sua vida. Assim, há um prejuízo mais ou menos evidente dos demais aspectos de sua vida, como a vida em família, o trabalho, as amizades, interesses culturais, artísticos e religiosos, etc. Vale ressaltar que o que torna qualquer dessas práticas prejudicial é o caráter COMPULSIVO delas e não as práticas em si, ou seja, o fato de alguém se apaixonar por outra pessoa não é uma doença, mas a necessidade de só se sentir bem quando se está apaixonado, buscando inesgotavelmente novas pessoas para se apaixonar é uma doença e causa um sofrimento enorme, uma angústia constante, com a sensação de fracasso recorrente. Este é apenas um dos exemplos da COMPULSÃO por amor e sexo que, por envolver um sentimento e uma atividade vitais à vida de qualquer pessoa, é uma DOENÇA que exige um tratamento intensivo, já que a cura não se constitui em se afastar do objeto de sua COMPULSÃO, como seria o caso se fosse por fumar, por exemplo, em que a pessoa deveria afastar-se definitivamente dos cigarros, para que essa COMPULSÃO não fosse deflagrada. No caso de amor e sexo, a vida sem eles tornar-se-ia vazia e sem sal! Por isso, o tratamento visa rastrear a BIOGRAFIA da pessoa que sofre dessa COMPULSÃO, em busca de um entendimento de sua causa, que pode ter diversas origens, para que possamos amar e viver o sexo em plenitude, sem que sejamos escravizados. Aliás, esta é uma doença multifatorial, ou seja, é o resultado de influências diversas: uma pessoa predisposta geneticamente que sofre os efeitos de experiências vividas em seu desenvolvimento, e/ou de influências dos meios de comunicação que nos bombardeiam diariamente com noções falsas e glamurosas a respeito de amor e sexo.
Através de um novo entendimento de nossas vidas e de nossos sentimentos, de ações concretas, e de VONTADE, essa COMPULSÃO pode ser compreendida e controlada, nos liberando para vivermos em plenitude, descobrindo novos prazeres e significados em cada ato, cada gesto, cada momento. Passamos a não ser mais escravos de uma COMPULSÃO, mas donos de nossa própria VONTADE, exercendo o livre arbítrio, enfim.



