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Jan 27
Luciana Ackermann - O Globo Online
Engana-se quem pensa que as pessoas com idade avançada
são resistentes aos tratamentos alternativos. Muitas
vezes os idosos são os primeiros a testar as novas técnicas.
A aposentada Maria de Lourdes Spinola Bento de Faria,
de 83 anos, é uma delas. Desde 1992, ela passa,
religiosamente, por sessões de acupuntura.
O reconhecimento do uso das agulhas como
especialidade médica pelo Conselho Federal de
Medicina aconteceu só depois de três anos. Até hoje,
a acupuntura ainda não é ensinada na maioria das
escolas médicas do País. Já a homeopatia,
certificada em 92, e também não consta em boa
parte das universidades.

Foi com diagnóstico indicando a necessidade de operação de
hérnia de disco, que Maria de Lourdes decidiu arriscar e
aceitou a sugestão de uma de suas filhas para tentar a
acupuntura. Ela relembra que as dores eram muito intensas
e não passavam mesmo com o uso de analgésicos e
antiinflamatórios convencionais. "A dor era tanta
que eu não conseguia andar. Cheguei à clínica de acupuntura
carregada no colo. Incrível, mas depois da sessão saí
andando. Não com passos muito firmes, mas já com as
minhas pernas" - afirma Maria. Naquele período, as
aplicações eram diárias, com o tempo  tornaram-se
mais espaçadas. A cirurgia acabou sendo adiada por
seis anos, porém foi inevitável. Mesmo tendo de
ser operada. “Não tenho dúvidas de que a acupuntura me
ajudou muito. Eu nunca mais tomei analgésicos e
antiinflamatórios. Não tenho dúvidas de que para mim a
acupuntura ajuda muito. Como sou muito ansiosa, sinto
que fico mais centrada e calma” - diz ela, que todas
as quintas-feiras recebe as agulhadas. Ela ainda
garante que mal sente as picadinhas. Depois de 14
anos sendo atendida pelo fisioterapeuta e
especialista em acupuntura, Fernando Fernandes,
da Daya Terapias Integradas, ela diz que já o
considera da família e costuma dizer que é
seu neto mais velho.
Fernandes destaca que os idosos foram os primeiros a
procurar a acupuntura porque ela é muito eficiente
no caso das dores crônicas, que são comuns à terceira
idade. Ao aplicar as agulhas, são liberadas
substâncias como a serotonina e a endorfina capazes
de aliviar a dor e gerar a sensação de prazer e bem-estar.
Segundo Fernandes, muitos idosos procuram-no
porque estão insatisfeitos com os resultados
de tratamentos alopáticos. Em geral, a acupuntura é vista
como o último recurso. Ele também informa que nos idosos
o efeito da aplicação das agulhas tende a demorar
mais que nos jovens. Mesmo assim, a partir do
tratamento, é comum ocorrer a redução no número de
medicamentos ingeridos pelos idosos.
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8 Responses to “Idosos adeptos de tratamentos alternativos”

  1. elisabetecunha Says:

    Também faço, tenho 39 anos e melhorei muito da depressão…maravilhoso!

  2. elisabetecunha Says:

    Agora sei onde me achou!!!! amei seu blod doutor!!!!!
    beijão!!!!

  3. elisabetecunha Says:

    ERRATA: BLOG[ que professora maluquinha!]…

  4. Marcelo Guerra Says:

    O seu blog é muito legal de ler. Gostei muito dos textos! Beijão!

  5. elisabetecunha Says:

    aparece sempre….!!! amei sua nova visita!

  6. mara Says:

    muito importante esse esclarecimento sobre acupuntura. ela é realmente uma técnica milenar e maravilhosa.parabens

  7. zeze Says:

    Favor informar nome de medicação natural para perder peso. Tô acima do peso nove kilos. Mui obrigada.

  8. dirceu abdala Says:

    Prezados senhores - para uma pessoa com 66 anos de idade, com intensa vida intelectual, com efetivo trabalho na área de filantropia. Dirigindo uma grande ong (www.paz.org.br). Qual a melhor alimentação e atividade física. Agradeço pela resposta. Abraços fraternais/dirceu abdala

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